Notas iniciais
Oi, gente. —Boa leitura!

Após Fu ter dado aquele remédio para Marinette, a garota questiona:

—Mas como Adrien saberá que estou viva?

—Vou mandar uma carta para ele, ele saberá que a senhora vive, agora vá em paz, filha.

—Muito obrigada, frei, minha criada, Tikki, pode ir junto?

—Pode, mas agora vá, antes que o relógio bata oito horas.

Ela foi para casa feliz, lembrando que encontraria Adrien novamente.

Chegou em casa mais aliviada e foi ao encontro de Tikki e lhe contou todo o plano:

—Tem certeza de que isso dará certo, minha senhora?

—Certeza, finalmente poderei viver ao lado de meu amado marido pelo resto de minha vida!

—Fico feliz com isso, senhora, mas por que me contou isso?

—Você fugirá comigo.

—Isso é arriscado, seus pais vão perceber que sumi.

—Você é minha melhor amiga, aposto que eles se contentarão com os serviçais que temos, uma a menos não fará diferença.

—Tudo bem, eu vou, então no terceiro dia, arranjarei pretexto de ir te ver em seu “túmulo” e assim iremos fugir.

—Tomara que dê tudo certo.

As horas se passaram até que o relógio dá sua badalada, indicando ser oito horas da noite, Marinette diz a sua fiel amiga:

—É agora, Tikki, você sabe sua parte.

—Certo, pode tomar o remédio.

A azulada, um pouco receosa, toma o remédio e em alguns minutos adormece. Tikki tira o frasco para que Tom e Sabine não suspeitem.

Iria cumprir sua parte do plano, deixou a porta entreaberta e saiu correndo gritando o nome de seus patrões:

—Sabine! Tom! Corram! Socorro!

—O que aconteceu, Tikki?- Pergunta Sabine preocupada com a gritaria.

—A Marinette, senhora, entrei no quarto dela para ver como ela estava e...

—Fale de uma vez, criada!

—E ela estava mor...

—Mor?

—Ela estava morta.

—Como assim? Tem certeza disso?

—Sim, achei que ela estava dormindo, mas ao chegar perto, percebi que não respirava mais. Se quiserem podem conferir.

—Não é necessário, confiamos em sua palavra, como isso pode acontecer? — Chorava Tom.- Primeiro foi Luka e agora ela?

—Senhor, antes de eu sair do quarto e retornar e ver o corpo dela morto, Marinette havia me dito que não queria se casar com Nathanael, ela deve ter se matado para não viver ao lado desse nobre, pois não há sinal de sangue para que ela tenha sido assassinada.

—Tom, ela tentou te alertar e você não deu ouvidos, viu o que isso causou? Deveria ter cancelado o casamento! Agora nossa única herdeira está morta. – Sabine caiu no chão de tanto chorar.

—Meus pêsames, sei como sofrem.- Diz Tikki.

—Bom, no lugar do casamento, vamos deixar para enterra-la nesse dia.

—Ela ficará exposta ao público? — Pergunta a criada.

—Claro, nossa filha era querida por muitos, assim os que não irão no enterro, poderão ver ela antes.

—Vu me retirar e novamente, meus sinceros pêsames... Sei como amavam ela.

Tikki se retirou, Tom e Sabine choravam muito, estavam quase a ponto de inundar a casa com as lágrimas que derramaram.

Conde Nathanael não fazia a mínima ideia do que havia acontecido, chegou assoviando e perguntou para Tom se poderia ver Marinette. O pai da garota logo informou o ruivo da trágica notícia e o conde se desatou em lágrimas, sua futura mulher havia falecido, ele havia se tornado viúvo antes mesmo de se casar.

Isso era o que todos achavam, pois Marinette ainda vivia, apenas estava adormecida, como se fosse um urso hibernando.

Em algumas horas, os Dupain Cheng fizeram uma cerimônia, para colocar o corpo de sua filha “morta” a exposição. ( PS: Nesse época isso era muito comum, deixar os corpos em uma espécie de exposição e depois enterrá-los, é meio nojento deixar um corpo a mostra, mas era comum).

No dia seguinte, a cidade inteira estava sabendo da notícia, inclusive Nino, que ao saber disso, pegou seu cavalo e teve que ir correndo avisar Adrien, os guardas lhe pararam da fronteira, mas o garoto mentiu, avisando que precisava levar alguns mantimentos para seu primo.

Depois de muito tempo, finalmente os guardas lhe liberaram e foi até a cidade onde Adrien estava. Ao chegar lá, Adrien veio recebe-lo:

—Querido primo, o que faz aqui?

—Adrien, te trago más notícias.

—O que houve?

—Devo lhe dizer, Marinette não vive mais, parece que ela se matou porque seria obrigada a se casar com o conde Nathanael, é o que dizem.

—N-não.

—Eu sinto muito, primo.

Adrien chorava, realmente a sorte estava contra ele nesses últimos dias, não conseguiria viver sem Marinette estar bem e como estava morta, ele não viveria mais, parecia que Adrien havia tido uma ideia:

—Nino, eu não vou viver se Marinette não vive...

—Como assim, meu primo?

—Lembra de Ivan?

—Sim.

—Ele está me devendo um favor...

—Adrien, nem pense nisso, eu sei com o que o Ivan trabalha, tire essa ideia da cabeça agora!

—Nino, eu vou fazer isso, nem tente me impedir.

—Acredite, Ivan não vai te dar o que quer facilmente.

—Mas é preciso, primo.

—Pense bem, não acha que está fazendo drama? Olha, vai ser difícil superar, mas se fizer isso...

—Eu sei, eu vou perder minha vida, mas essa e minha decisão.

—Não! Eu não vou deixa você fazer isso.

—Mas já perdeu a chance, Nino.

Adrien rouba o cavalo do moreno, que têm que voltar para Paris a pé.

O loiro foi diretamente até Ivan, que morava na mesma cidade onde estava exilado. Ivan era um homem que trabalhava com plantas e dentre elas, uma que Adrien conhecia, que produzia um veneno, ele não sabia o nome da planta, mas do veneno ele sabia.

Ao chegar na casa do senhor, ele bateu na porta e foi atendido pelo homem:

—Adrien, mas que surpresa.

—Boa tarde, Ivan, lembra que você ficou me devendo um favor?

—Me recordo, o que você quer?

—Quero que me venda uma dose de cianureto.

—Você enlouqueceu? Não posso tirar da planta e te dar.

—Pode sim, é isso ou te mato com minha espada, o que prefere?

—Tudo bem, vai envenenar alguém? Saiba que se for um dos Dupain-Cheng por causa dessa briga...

—Não, irei matar outra pessoa, não será um Dupain-Cheng.

—Certo, mas saiba que esse processo demora, volte aqui amanhã e lhe entregarei.

—Retornarei, amanhã, exatamente as cinco da tarde para buscar, não se atrase.

—Adeus.

—Adeus- Diz o loiro acenando, já saindo do lar de Ivan.

Adrien amava demais Marinette e não aguentaria viver sem ela, morreria de uma forma ou outra, mas antes de tirar a própria vida, iria retornar a Paris, para ver a azulada uma última vez.

Notas finais
Vai dar ruim, já sabemos, quem leu Romeu e Julieta sabe o que acontece no final, esse é o penúltimo capítulo e já estou chorando. Obrigada por ler! —Beijinhos de cereja!!!