Adrien e Marinette: Um conto Romeu e Julieta
10 Nunca houve...
Notas iniciais
Adrien acordou bem cedo e arrumou seu cavalo, partiria para Paris ao pôr do sol, mas antes teria que ir até Ivan pegar o cianureto.
Ao badalar das cinco horas ele foi até a casa de Ivan e pegou o veneno e foi cavalgando até Paris.
Nino havia passado o dia anterior na casa de Adrien, mas assim que amanheceu pegou seu cavalo e foi até Paris, teve problemas para entrar, mas entrou na cidade as seis horas e foi a igreja do Frei Fu, bateu na porta desesperado:
—Frei! Abre a porta! É urgente!
—O que houve, Nino?
—É o Adrien, eu contei pra ele sobre Marinette e ele surtou, comprou um veneno e vai se matar.
—Não acredito, deveria ter previsto isso, iria mandar uma carta para ele amanhã, mas Marinette não está morta, apenas adormecida, vou até onde a jovem está exposta, provavelmente ele irá vê-la antes de... – Fez símbolo de cortar o pescoço.
—Eu vou junto.
—Não! Tikki já estará no local e isso já irá dificultar muito.
—Sim, Frei.
Frei Fu foi correndo para o local, era muito longe e ele teria que ir a pé.
Mas ele não sabia que o loiro estava a cavalo e isso fez com que ele chegasse antes, porém, quando chegou no lugar, teve uma surpresa, Conde Nathanael estava lá, provavelmente para visitar sua ex-noiva, o ruivo subia as escadas da construção onde ficavam os mortos.
Adrien tentou não ser visto, mas pisou em um galho que fez barulho:
—Ora, veja se não é o banido Adrien Agreste, você matou o primo de Marinette, o pobre Luka.
—E você a causou o desgosto que a levou para o túmulo.
—Ouça-me, você que matou a pobre Marinette de tristeza pela morte do primo! Lute comigo ou morra! — Diz o ruivo tirando a espada da bainha, porém Adrien pega a sua e joga no chão
—É por esse motivo que vim aqui.
—Eu sou conde Nathanael e vim aqui para proteger o túmulo da que seria minha esposa.
—Eu lhe suplico, não provoque a quem está desesperado, não me faça arcar com o peso de mais um pecado, vá embora e sobreviva.
—Quer dizer que está preocupado comigo? Ou um Agreste morre de medo de lutar?
Nathanael empurra Adrien ao lado de sua espada ao chão, o loiro ao ouvir as palavras pega sua espada e começa a duelar com Nathanael, foi uma batalha grandíssima, ás vezes Adrien caia no chão, ou as vezes Nathanael sofria arranhões no braço, mas a briga acabou quando Adrien enfia a espada no peito do ruivo, bem do lado onde se localiza o coração, o conde caiu no chão e lhe suplicou:
—Meu último pedido é: Coloque-me ao lado de Marinette, no túmulo.
—Que Deus o tenha, Nathanael.
Adrien guarda sua espada e entra no local, analisando os corpos que ali estavam, encontrando o de Kim e dizendo:
—Perdão, meu amigo, mas o que eu poderia fazer além de matar aquele que o matou?
Continuou andando e avistou Marinette, coberta com um véu, mas precisava ver a azulada outra vez, então tirou o tecido transparente, revelando sua amada com um belo vestido rosa claro, lágrimas começaram escorrer pelo rosto do Agreste:
—M-meu amor, minha esposa... É hora de me juntar a ti por toda a eternidade.- Ele começa a passar a mão no rosto da garota.- Marinette, como consegue ainda ser tão bela? A morte que tirou o ar de seus pulmões não pode retirar sua beleza. Devo pensar que foi um plano que a morte quis conserva-la para mim vê-la uma última vez.- As lágrimas escorreram mais e mais.- Mas não se preocupe, eu ficarei contigo.
Ele pega o vidro de veneno, mas antes de beber, ele diz as palavras:
—Braços de Marinette, permitam-me um último abraço e lábios, me permitam um último beijo.
Ele junta seus lábios aos da cadáver (O povo desse época não bate bem, como podemos perceber):
—Veneno amargo, junte-me a minha amada no mundo da morte.- Ele destampa o veneno e toma a mini-garrafa inteira, mas quando olha, Marinette estava abrindo os olhos e ela se senta, pois estava deitada em um pedestal:
—Marinette?
—Adrien.
A garota não aguentou a felicidade e tomou os lábios de seu amado, porém ela não sabia a desgraça que estava por vir, quando se separaram, ela vê o vidro vazio e sabia que aquele exato tipo de vidro era feito para guardar veneno:
—Não! Você...
—Morro com um beijo, Marinette, eu te amo.
Essas foram as últimas palavras de Adrien, pois logo depois começou a sentir fortes dores de cabeça e se deitou, morrendo bem ali:
—Não! Por que fizeste isso consigo mesmo? Não!
As lágrimas começaram a cair, por um momento ela tinha tudo e por outro acabará de perder seu amor.
Esse foi o momento de Frei Fu chegar e ver o garoto morto nos braços de Marinette, que chorava mares de lágrimas:
—Oh não, chego muito tarde, malditos pés! Se me dessem velocidade chegaria antes desta terrível tragédia.
—O meu amado marido agora está morto.
—Não, Adrien, meu rapaz, sempre indo para conversar comigo, era minha única companhia na igreja, ele não merecia isso, infelizmente, minha filha, fomos derrotados pela morte.
—Não!
—Afaste-se desse lugar de morte e contagio, Marinette.
—E deixar meu marido só?
Eles ouvem um barulho:
—Devem ter alertado os guardas sobre barulhos vindos daqui, por favor, vamos embora.
—Não! Adrien foi muito cruel, nem deixou uma gota de veneno para eu segui-lo.
—Vamos, minha jovem, vou leva-la a um internato de piedosas freiras.
—Deixe-me, preciso me despedir de Adrien.
—Fique até se acalmar, vou ficar de vigia e se eu ver que os guardas estão muito próximos, voltarei aqui.
—Irei ficar com meu amor uma última vez e depois irei com o senhor.
—Sim, mas se apresse.
O frei saí e a azulada continua derrubando lágrimas sobre o corpo de seu marido:
—Por favor, Adrien, me conceda um último beijo, talvez ainda haja um pouco de veneno em seus doces lábios.
Ela o beija, mas ainda chorava rios:
—Seus lábios ainda estão quentes.
Ela pega o cadáver em seu colo e ouve passos, sinal de que o frei se aproximava então disse:
—Os guardas estão vindo, adeus, meu Chat.
Ela o abraça forte e percebe que havia uma espada no cinto do rapaz:
—Serei breve...- Ela tira a espada, colocando a ponta em seu peito, falando suas últimas palavras.- Ó espada, sua bainha é o meu coração. — Ela enfia a espada em seu coração e grita de dor, mas sorri no final: -Então repouse e deixe-me morrer.
Ela falece com Adrien em seu colo e a espada cravada em seu peito, quando Fu chega, não estava só, mas com Tikki ao seu lado e ao verem a cena, a criada caí no chão e começa a chorar, igual Fu que deixava as lágrimas escorrerem como chuva.
Uma hora os guardas chegaram e viram o que havia acontecido, Fu e Tikki explicaram o ocorrido.
No dia seguinte foi o enterro dos dois e o rei Felix foi e reuniu Gabriel e Emily Agreste juntamente com Tom e Sabine Dupain Cheng e lhes disse:
—Viram o que essa rivalidade tola causou? A morte de seus únicos herdeiros, aprendam com isso!
—Perdão, Gabriel e Emily, nossos pêsames pela morte de seu filho.- Diz Tom.
—E os nossos pela morte de sua filha, talvez seja a hora de tudo isso acabar! Aceita meu perdão? – Diz Gabriel estendendo a mão
—Aceito.
Eles apertam a mão e acabam com aquela rivalidade e como símbolo disso, mandaram fazer duas estátuas, os Agreste fizeram uma de ouro de Marinette e os Dupain Cheng, uma de ouro de Adrien e colocaram as duas de mãos dadas.
E devo dizer que não houve história mais triste do que a de Marinette e de seu Adrien.
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