Notas iniciais
Demorou mas cá está o capítulo especial Ino e Naruto. Espero que gostem. ;) E queria também agradecer a quem tem acompanhado a fic e a favoritou. :)

Finalmente tinha conseguido falar com o Naruto sobre tentarmos ser amigos, sim essa fora a minha decisão. A conversa não durou muito mas ele concordou principalmente pelo mau ambiente que ficava sempre que partilhávamos o mesmo espaço. Ate combinamos ir devagar e não falar do que tínhamos tido, e principalmente do namoro dele. Era melhor assim... Ele era feliz com quem queria e eu ia o tendo por perto nem que fosse como amigo. Ao inicio não passávamos muito tempo juntos e era estranho mas falar das corridas ajudava a aliviar o ambiente e também tínhamos a habitual partilha de álcool e drogas. Mais difícil do que saber que ele continuava comprometido era mesmo a parte de lhe resistir, de o querer beijar e tocar cada vez que olhava naqueles hipnotizantes olhos azuis que me faziam perder o folego.

A Sah e o Sasuke já faziam um mês de namoro. Como o tempo tinha passado rápido... Eu tinha começado a reduzir um pouco as minhas doses diárias de charros e de vodka mas continuava completamente dedicada às corridas, só tinha era começado a usar mais tabaco. Ainda assim, a Sah estava orgulhosa de mim porque dizia que aos poucos ia lá. Os pombinhos tinham saído num programa especial ultra romântico e secreto, e eu ia voltar aos meus velhos hábitos naquela noite, bem merecia. Ainda por cima tinha sido despedida, o que só me dava mais vontade de desanuviar. Foi nessa noite que o meu carro avariou, logo após ter ganho a corrida.

– Bela merda. — Reclamei ao ver que o carro nem sequer pegava.

– Deixa o aí, amanhã ligas à oficina e vêm buscá-lo. Até parece que ficou mesmo estacionado por isso ninguém vai desconfiar.

– É... Tens razão. Não tenho é como ir para casa agora.

– Eu levo-te. Não custa nada.

– Mas queres ir já embora?

– Achas? Vamos é curtir o resto da noite. Que te parece? — Ri me e tranquei o carro, antes de tirar a última garrafa de vodka branca, e lhe responder. Já nessa altura estávamos mais pra lá só que pra cá, devia ser uma das vezes que mais ficámos com uma moca e uma bebedeira daquele tamanho.

– O que achas? — Abri a garrafa e dei um gole antes de lha passar.

– Acho que estamos com uma moca tão grande como o que temos de bebedeira. — Ele riu se mas não voltámos a falar disso. Bebemos a garrafa toda no caminho até a minha casa. — Não me parece que aguentemos muito mais... Consegues subir sozinha?

– Acho que sim. — Ri de novo mas cai no chão ao sair do carro. Ele saiu do carro e trancou o. Quando dei por mim parecia um saco de batatas no ombro dele. Não disse nada e deixei me ir assim, só apreciando a visão detalhada do rabo dele. Quando me pôs de pé ao pé da minha cama olhei o muito nos olhos sem conseguir evitar procurar o fundo dos olhos dele com os meus e sentindo os dele da mesma forma sobre os meus.

– Naruto... — Passei as mãos pelo tronco e senti as dele pelas minhas costas a puxar me para ele.

– Diz Ino...

– Tenho saudades tuas...

– Eu também...

Não sei quem chegou primeiro aos lábios um do outro mas ambos caminhámos para isso. Quando dei por isso tinha as mãos dele na ninha cintura a colar me completamente a ele enquanto as minhas lhe passavam pela nuca e pelo cabelo. Ainda estivemos assim durante um bom tempo, íamos nos tocando pelo corpo deixando nos levar por aquele desejo avassalador mas tão natural. E os beijos... Os beijos que ele me dava pelo pescoço enquanto nos íamos despindo. Oh God...! Ele ia por me doida.

O melhor daquilo tudo era... Era tudo! Ele fazia tudo ser melhor. Até mesmo quando caímos na cama sem nos largarmos... Até ai conseguia sentir que ainda havia tanto entre nós. Não consegui pensar em mais nada quando o senti sobre mim por entre as trocas de beijos e carinhos. Não sei quanto tempo passou ao certo mas quando nos deitamos exaustos ao lado um do outro...

Não sabia o que tinha sido melhor. Se aquele momento de "loucura", se sentir o quente do corpo dele junto do meu quando pousei a cabeça no ombro dele e ele me puxou de novo ao traçar o braço pelos meus ombros. Os meus olhos foram logo buscar a imensidão dos dele. Sentia me... Feliz e completa. Era isso que ele me fazia sentir.

– Naruto.... — Acariciado lhe o tronco devagar dando lhe beijos suaves pelo ombro sem tirar os olhos dos dele que faziam exatamente o mesmo que os meus.

– Não digas nada, Ino... — Foi a única coisa que ele disse enquanto me acariciava a cara. Perdemos nos de novo no tempo antes de voltarmos a mergulhar naqueles momentos mágicos. Aquilo era um sonho!

Não voltámos a falar antes de adormecermos nos braços um do outro tal e qual como tínhamos estado antes de termos feito amor pela segunda vez naquela noite. Não sei que horas eram quando ouvi aquela voz que me era mais do que familiar a entrar de rompante pelo quarto.

– Só voltei agora, nem imaginas onde...! Aa... Desculpem, eu... Aa... Abri os olhos a tempo de vê-la fechar a porta toda atrapalhada e vermelha. Estávamos tapados por isso não devia ser disso. Ia entrar em pânico quando o senti acariciar-me as costas. Olhei-o tentando ignorar a claridade enorme que entrava pela janela, o sol já devia estar alto mas naquele momento só me interessava aproveitar o que ainda estava a acontecer.

– Hm... Quero dormir...

– Então dorme... — Acariciei-lhe a cara e sorri sem parar de o olhar mas quando ele abriu os olhos... Não sei dizer ao certo o que vi, ele parecia confuso mas não desviou o olhar do meu.

– Ino...? Aquilo foi a sério?

– Foi... Estás bem?

– Eu... Isto... — Deitei-me de barriga para cima acompanhando com o lençol para me manter tapada. Fixei os olhos no teto não o conseguindo olhar, pelo canto do olho vi o sentar-se. Percebi que me fixava mas fiz questão de não desviar o olhar.

– Se quiseres podes ir...

– Isto foi um erro, Ino. Isto não... Nós tínhamos bebido de mais e tínhamos estado a fumar...

– É... És capaz de ter razão.

– Eu não posso... A Tenten... Ela...

– Já disse que podias ir... — Não consegui evitar aquela maldita lágrima. Os sonhos só são sonhos de noite, não é?

– Ino...

– Não te pedi nada, pois não? Sai! — Deitei-me de costas para ele e nem quando o ouvi fechar a porta do quarto me mexi. Podia não ter pedido mas pensava ter-lhe mostrado que queria mais do que aquilo... Tinha gritado com ele mas a culpa no fundo era minha. Eu tinha o feito voltar-se para ela quando lhe tinha dito que não queria nada sério, que não podia ficar com ele... Mas isso foi à uns meses atrás. Agora sabia que o melhor para mim era tê-lo por completo mas era tarde para isso... Ele era dela e não ia voltar a ser meu.

Eu sabia que a desculpa do álcool e das drogas era esfarrapada, eu sabia porque vi nos olhos dele quando nos beijámos, quando nos entregamos um ao outro... Mas não podia quebrar o espaço dele nem ia andar a insistir. Se ele gostava mais dela que de mim... Era a escolha dele. Eu tinha tentado apesar daquela situação não ter sido planeada. Só me restava seguir em frente, certo? O mais engraçado, que não tinha nada de engraçado, era o facto daquela noite realmente mágica não ter passado de uma ilusão, de um sonho... Não podia passar disso porque agora eu sabia que não havia qualquer hipótese de ficarmos juntos.

Já que não podia tê-lo teria de ter o que me fazia esquecer de tudo menos dele, mas mesmo que não esquecesse minimizava. Agora tinha mais do que certeza de que não havia outra vida para mim que não aquela em que me arriscava dentro dum carro em alta velocidade. Não havia outra vida além daquela em que fumava charro atrás de charro enquanto sabia que estava a levar o meu corpo à destruição que estava a minha alma. Aquela era eu, a Ino. Nada mais.

E quando mais precisava de estar sozinha ouvi a de novo enquanto vinha na minha direção. Dava tudo para ela não me ver como estava naquele momento, podia não estar a fazer barulho mas também não conseguia parar de chorar. Lá se ia o meu lema de não chorar por ninguém.

– O que aconteceu? Ouvi-te gritar... Desculpa ter entrado assim no teu quarto eu não sabia que voçês... Vocês pareciam tão bem mas o Naruto passou por mim no corredor e nem...

– Sai daqui, por favor... — Vá lá, Ino. Tenta cortar essa voz de choro.

– Ino... Estás a chorar?

– Deixa-me sozinha, por favor. É a única coisa que te peço. — Sentia a sentar-se junto de mim a passar me a mão pelo cabelo, mas por pouco tempo porque depois tive o que queria, a minha solidão.

Notas finais
Será que o que aconteceu vai juntá-los ou afasta-los de novo? Será que se vai saber desta traição? Será que a Ino vai voltar deitar por água-a-baixo o esforço que tem feito pela prima? Já sabem... É só ir acompanhando. ;)