Adrenaline Void
9 Cupido
Notas iniciais
Andava a tentar reduzir os meus "maus hábitos" segundo a Sah lhes chamava mas não era fácil, volta e meia acabava por voltar ao mesmo. Já tinham passados uns dias desde o piquenique e não tinha voltado a ver ou falar com o Naruto, a Tenten ou até mesmo o Neji. Era melhor deixar as coisas "acalmarem", sim que aquele tinha sido um dia para esquecer e não devia ser a única a pensar assim.
Depois de ter ganho a corrida fui beber uns copos a um bar novo, só depois fui para casa. O relógio do telemóvel marcava meia noite certinha. Devia ser a hora a que chegava mais cedo a casa em... Cá ver... Sim, anos! Descalcei-me e não pude deixar de reparar no terceiro par de sapatos ali na entrada. Claro que ele lá estava mas estava tanto silêncio que nem dava por eles e sinceramente também não via o sasuke desde aquela tarde.O que andariam eles a fazer? Estava tão curiosa que fui em pézinhos de lã pelo corredor, não tardei a dar com a porta do quarto dela completamente aberta. Encostei-me à parede só a ouvir uns barulhos que agora notava. Eles estavam aos beijos?! Ena, muito bem.
– Tu... Gostaste? — O Sasuke a falar atrapalhado era sem dúvida hilariante. Nem sabia que ele tinha essa faceta. Não ouvi resposta nenhuma a seguir mas calculei que ela teria acenado ou algo do género. Depois de um bom silêncio ouvi aquele som novamente, o que era mais do que sinal de que tinham gostado.
– Já não era sem tempo, caramba. — Foi a minha única deixa ao encostar-me a ombreira da por a olhá-los. Estavam deitados na cama dela às carícias enquanto se beijavam de novo. Sem duvida, faziam um óptimo casal.
– Não é nada do que estas a pensar... — Ela falou tão apressada enquanto se sentava que reparei logono vermelhão na cara dela, aquela atrapalhação dela deu-me uma vontade de rir mas lá me controlei. Ele também se sentou mas mais com aquele e ar de: Porque te meteste ao barulho?
– E o que é que eu estou a pensar?
– Coisas obscenas de certeza.
– E que coisas obscenas sao essas?
– Ah tu...
– Eu o que? — Fiz me de parvinha, coisa que não era mas passei à frente indo logo a questão que queria ir. O Sasuke não dizia nada mas abracava a por trás pela cintura enquanto lhe fazia carinhos ca zona da cintura. A cara que ele me fazia era do melhor, só faltava voar para cima de mim e esganar-me.
– Foi... Foi...
– Foi...?
– Ele estava a fazer-me cócegas e...
– Ela teve um ataque de asma mas como a bomba dela está no teu carro tive de fazer eu o trabalho dela, depois aconteceu o que viste. Agora pira-te, Yamanaka.
– Vais finalmente pedi-la em namoro, é?
– Era o que ia fazer antes de dares o ar da tua graça. — Aquele resmungo foi bem irónico. Normalmente divertia-me a picá-lo mas desta vez era ainda melhor por causa da situação em questão.
– Ainda vais a tempo, força ai. Bem... Fui, pombinhos. — Pisquei o olho à Sah e sai mas fui antes à cozinha, estava cheia de fome.
Não sabia o que me apetecia comer mas alguma coisa tinha de ser. Fiz umas torradas e tirei um iogurte do frigorifico, e sentei-me a comer na mesa começando a perder-me em pensamentos de novo. Estava contente por eles mas por outro lembrava-me o que não tinha, dai mandar lhes das minha bocas sempre que podia. Estava a acabar de comer ainda naquele ritmo bastante lento quando entraram os dois, vinham mais "amelzados" do que antes, para não variar o Sasuke vinha abraçá-la pela cintura e ela vinha toda sorridente com as costas encostadas ao tronco dele.
– Já oficializamos se é isso que queres saber.
– Não perguntei nada, priminha.Mas sim, gostei da novidade. — levantei me é arrumei as coisas. — volto já.
Fui ao carro procurar a bomba da asma, encontrei debaixo do Banco do pendura. Voltei para casa e eles tavam engraçadinhos no sofá da sala, com amamenta por cima, a ver um programa na televisão. Dei lhe a bomba para a mão e sorri lhe. Da próxima vez que ela tivesse um ataque daquelas podia não ter ninguém por perto pra ajudá lá... assim que lhes voltei costas o sasuke chamou-me.
– Senta aí para falar contigo um bocado.
– Sobre?
– É sobre aquele dia do piquenique. Queria pedir desculpa, fui um idiota.
– Esquece isso, já foi. — sim era o melhor que podia fazer, tentar esquecer aquilo. — além disso hoje é o vosso dia, lembraste. — Não lhes disse mais nada, só fui para o quarto, tinha de começar a descansar melhor senão arriscava me a perder o trabalho, coisa a que não me podia dar ao luxo.
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