Adorable
6 5 - Perdição
Notas iniciais
NAS NOTAS FINAIS VAI TER UM AVISO IMPORTANTE!
Aé... esse é meu primeiro lemon então... peguem leve ~hehehe~
Bjus e Boa leitura ^^
PS: Eu amo vcs e fiquei surtando por ver tanto reviews no cap passado *-* Obrigada!!! ♥
*Aoi's pov*
O Uruha estava me tirando a sanidade, não tenham dúvidas disso. Eu estava começando a achar que aquele garoto tinha um controle anormal sobre mim. E tudo por causa de uma sessão de fotos.
*Flashback on*
Depois de algum tempo conseguimos convencer Uruha, e ele foi se vestir e maquilhar. Assim que ele voltou olhamos bestificados para ele.
- Meu Deus… — Meu queixo foi ao chão. 'Uma fada e um homem feminino'. Esse era o tema da sessão. Uruha e seus traços andróginos. Ele enrubesceu diante do meu olhar sobre ele.
- Muito ruim…? — Perguntou deixando sua franja tapar parte de sua cara.
- Ruim…? Você está lindo demais… — Ele levantou o olhar muito vermelho e eu notei que havia dito algo que devia ter mexido com ele. Mas que podia fazer? Ele estava tão lindo. A larga blusa fina num tom branco quase transparente que vinha até ao meio das coxas (e que coxas), a maquilhagem tão leve, os lábios avermelhados devido ao batom fraco que tinham lhe passado. Ele estava muito lindo.
- Yuu… não me olhe assim… — desviou seu olhar do meu. Ah, Yuu seu idiota, ele gosta de você! E desde quando você aprecia homens!?
- Desculpe, vamos fotografar, sim? — Uruha assentiu, ele estava meio tenso. — Relaxe tá? Me mostre o que tem de melhor Uru, posa pra mim, finja que só eu estou aqui, e mais ninguém. Eu vou estar olhando pra você o tempo inteiro. — Uruha arregalou os olhos respirando fundo.
Ainda não sei se foi mau ou bom dizer aquilo. Acho que os dois. Ao mesmo tempo que Uruha dava um show, ele me seduzia. O Uruha tinha talento, muito talento. E aquilo estava me deixando louco, não só por causa de toda aquela sensualidade que ele emanava, louco de ciúmes. Ele e Hikaru eram uma combinação no mínimo 'dos deuses' se é que me entendem. Mas mesmo assim, ele ainda conseguia ofuscá-la algumas vezes. Entendem porquê eu digo que ele tem talento?
As primeiras poses ele fez com facilidade, e eu apenas fiquei encantado. O problema foi que com o tempo as poses tiveram que se tornar mais quentes. E foi em uma dessas poses que tudo começou. E eu tinha a certeza de que Takanori observava tudo mais encantado que eu. Não só a sessão, ele também estava se divertindo e apreciando as minhas reações. Tampinha desgraçado!
- Certo. Eu quero que você sente de lado nessa pedra grande Kouyou. Hikaru, sente-se de frente de pernas abertas sobre o Uruha. Algo bem sensual! Podem dar um toque vosso. — Falou Takanori que tomou de minhas mãos o papel com as poses que pediam.
A cena que me deixou louco. Para além de já estarem tão 'colados' eles ainda se aproximaram quase se beijando. Eles com certeza sentiam a respiração um do outro, as bocas estavam a menos de um milímetro!
- Fotografe Yuu! — Gritou Takanori me dando com o papel na cabeça.
Ele estava fazendo de propósito, disso eu tenho certeza.
E todas as cenas que se seguiram foram cada vez piores. Eles chegaram a tirar uma foto na água se beijando despudoradamente, Kouyou em pé com Hikaru enlaçando sua cintura e os corpos num contato tão íntimo enquanto se beijavam. Porra! Eles eram menores de idade!
Depois disso Ruki parou, me entregando o papel e eu confirmei se ele não havia inventado nenhuma posição, e vendo que não, suspirei. Aquilo me havia deixado louco. E pra piorar Kouyou e Hikaru ficaram conversando depois da sessão, trocaram os números de celular e tudo mais. Eu fiquei mais que incomodado com aquilo.
*Flashback off*
E pronto. Agora eu estava aqui na sala, Uruha ao meu lado enquanto via as fotos de hoje, eu com um leve incómodo entre as pernas que só estava escondido porque tinha uma almofada no lugar.
- Nossa ficaram lindas Yuu! Eu tenho talento mesmo! O Taka tem razão! — Sorriu infantil e eu já estava ficando com medo de mim mesmo. Será que até mesmo o sorriso infantil dele agora me deixava sem jeito? Aliás, eu estava mesmo me sentindo nervoso pela proximidade Uruha? Talvez eu apenas precisasse de sexo…
E foi com esse pensamento que algumas horas depois estava eu parado em frente à casa de uma das modelos com quem já havia ficado algumas vezes. Mas porque eu estava parado, e não na cama dela duma vez? A resposta é simples. Uruha.
Cada vez que eu pensava tocar na campainha aquele olhar triste dele quando eu disse 'Vou sair, não volto pra dormir, se comporte' me deixava doido. Por isso desisti.
Voltei pra casa, desanimado com tudo aquilo e me arrependi brutalmente, pois, assim que cheguei Uruha veio correndo até a porta.
- Yuu? Você não ia dormir fora…? — Deuses, os olhos dele estavam mesmo vermelhos?
- Kou, você tava chorando? — Me aproximei passando minha mão em seu rosto.
- P-pensamentos ruins! Só isso. — Eu sabia que ele estava mentindo. O olhar quando ele tinha alguma lembrança ruim ou um sonho era de desespero e angústia, e aquele ali presente era de alguém triste, carência. Mas o que eu iria dizer? “Ah, desculpa eu jogar na sua cara que ia foder com uma qualquer por aí enquanto está apaixonado por mim.” Eu tinha de fingir que não era nada…
- Entendo. — Afaguei seus cabelos.
- Yuu… eu posso te pedir um favor…? — Murmurou quase sem voz me abraçando de repente. E como eu poderia dizer que não com aquele anjinho tão carente me abraçando?
- Tudo o que quiser meu anjo. — Ele tremeu pelo meu sussurrar em seu ouvido e ergueu seu rosto me olhando enrubescido. Lindo.
- Dorme comigo…? Não quero ficar sozinho hoje…? — Meu coração quase saiu pela boca com aquele pedido. E apesar de eu saber, que era sim o que eu estava pensando, eu preferi fingir que não. Por mais que eu quisesse abraçar aquele corpo durante a noite fria, não era certo.
- Claro. — Sorri me desfazendo do abraço. — Vou tirar o futon do armário e vou pôr no seu quarto e — — Sua mão segurou meu pulso e ele estava ainda mais vermelho agora.
Por favor não me corrija. Por favor apenas sussurre um “ok”, com vergonha. Por favor não tenha coragem Kouyou…
- Você não entendeu… Quero sua companhia, seu calor Yuu… Quero que se deite comigo, na minha cama, se não te incomodar… Quero ter alguém pra me abraçar hoje… Tou carente… — Ele finalmente ergueu os olhos me encarando vermelhinho, os lábios entreabertos…
Um autêntico pecado, me deixando perdido em seu olhos, em seu jeito tímido e demasiado tentador. Tinha de admitir, estava perdido com aquele moreno, ele era o meu fim, eu mal conseguia me controlar perto dele. E tudo isso em questão de horas… Ou talvez não. Talvez eu apenas nunca quisesse admitir, não quisesse ver, talvez apenas tenha usado a cegueira ignorante como desculpa, tudo para não ver o quanto ele poderia me controlar.
- Dorme comigo Yuu…? — Falou puxando de leve minha mão, num pedido mudo para me guiar até seu quarto. E porquê eu permiti? — Dorme? Eu só quero ter alguém para abraçar… – Eu tinha noção de que já não estava pensando direito, de que tudo o que ouvia era sua voz, rouca e baixa.
Assim que ele entrou no quarto, fechou a porta se encostando nela me olhando vermelho com os olhos implorando. Via presente sua carência e ele estava irresistível assim, sua voz estava manhosa demais.
- Yuu… Você vai ficar? — Me apoiei na porta com uma mão, quase não conseguia me manter de pé.
- Você tá me deixando louco Kou… — Falei baixo, fraco. — Não faz isso… — Tentei puxar ar mas Uruha me puxou, me puxou pra ele.
- Louco…? Em que sentido Yuu? – Ele sussurrou sem deixar de me olhar nos olhos. A curiosidade era inevitável nos olhos mel.
- Por favor, durma sozinho. Eu não posso dormir aqui. – E tentei me esquivar, porém, apesar de em nenhum momento ele ter me segurado, seus olhos continuavam encarando os meus. Como na certeza absoluta de que eu iria respondê-lo.
- Eu sei, sei que não vai fugir. Você sempre me responde. – Sua voz soou firme demais. Sim, ele tinha razão, eu sempre o respondia.
- Fico louco por você. Porque desde a sessão de fotos, eu reparei mais em você. Tudo o que você fazia me encantava. Cada movimento era gracioso demais, cada olhar era intenso demais. E tudo que eu queria, quando te vi tão íntimo com a Hikaru, era estar no lugar dela. – Respondi sincero. Sentindo meu corpo ferver. Ele me olhava com mais intensidade que nunca. Só queria que ele desviasse o olhar — É por isso que estou louco. E eu não posso continuar assim, não quero ficar mais louco do que já estou. Não posso me deitar com você… Vou acabar fazendo algo errado. – Sibilei desviando o olhar.
Foram apenas alguns segundos até sua voz voltar a soar. Mas dessa vez não estava firme, estava falha.
- Yuu, eu…quero que fique louco. E se isso é algo errado… Então, faça errado — Aproximou seu rosto do meu. — Quero te ver louco Yuu… — Olhei para ele, nossas respirações se mesclando, tinha certeza que meus olhos estavam nublados pelo desejo. Eu estava com a sanidade quase esgotada.
- Kou, não fala isso… Desde de ontem de tarde, você tem me descontrolado… Pára com isso Kou… Melhor eu ir dormir. — Falei tentando me afastar, mas, dessa vez ele ousou me puxar.
- Yuu… — Sua voz saindo quase um gemido. — Não me deixa… — Roçou seu nariz no meu. Continuou olhando nos meus olhos até que fosse inevitável.
Meus olhos se fecharam e em meu ato mais impulsivo encostei nossos lábios, sentindo seu rosto ferver ainda mais.
Sua boca era mais macia do que eu imaginava, e parecia ter sido feita para eu beijá-la. Encaixava tão perfeitamente nos meus lábios mais grossos, que parecia mágico demais para ser real.
Quando me afastei só pude me assustar, por seus olhos tão claros estarem tão escuros em meio ao desejo reprimido.
- Yuu, me beija…- Ele encostou seus lábios nos meus e, dessa vez, e eu não consegui negar seu pedido. Deixei-me mergulhar em meu descontrole, e pude ouvi-lo arfar quando sentiu minha língua pedindo passagem e invadindo sua boca.
Era incrível como Kouyou parecia ainda mais descontrolado que eu. Tudo o que fez foi me dar espaço, deixando minha língua tomar lugar em sua boca, travando assim uma pequena luta com a dele. Eu sentia seus joelhos tremerem, e talvez ele só não estivesse no chão, por estar prensado contra a porta.
O modo que ele beijava era ainda mais tentador. Como se ele não conseguisse respirar, sempre separando em meio ao beijo para puxar ar rapidamente, e voltando a minha boca, ofegando e suspirando, me permitindo ter uma visão de seus olhos nublados e seu rosto corado antes de voltar ao ósculo.
Me assustei um pouco, quando senti um aperto em minha nuca, mas em um ato quase automático o puxei mais para mim. Minhas mãos foram para sua cintura esguia, o prensando mais contra a porta. E eu já havia desistido de me afastar, até porquê, não valeria a pena, não com ele me pedindo para ficar.
- Você é uma perdição Uruha… — Falei, quase sem ar, entre o beijo.
- Ah… — Gemeu quando suguei de leve sua língua, e dessa vez eu me afastei, ainda no meio do beijo, vendo um rastro de saliva no seu queixo.
Ele estava ofegante, enrubescido, os olhos cor de mel suplicantes. Tão vermelho, tão entregue a mim. Eu sabia que ele poderia se derreter em meus braços. Bastava que eu pedisse e ele faria qualquer coisa. Vendo-o assim eu até mesmo poderia sentir medo. Medo de acabar me deixando levar por todas as loucuras que passavam em minha cabeça, e acabar jogando-o na cama e o tomando pra mim, sem me controlar.
No entanto, ele parecia disposto a se jogar na cama antes que eu o pudesse fazer. Eu precisei apenas de um olhar mais intenso para que ele percebesse e tomasse frente.
Naquele olhar me deixei levar, permitindo que ele tivesse aquilo que quisesse, na medida que quisesse. Eu não me fugiria mais.
- Eu quero você Yuu. — As palavras foram gentilmente sussurradas, demasiado puras para os lábios tão tentadores. Lábios esses quem em seguida tomaram os meus com vontade comandando um beijo apressado, onde as línguas mais estavam fora do que dentro da boca.
Me lembrei do dia em que o encontrei, tão traumatizado, gritando tanto, pensando que ele seria problemático demais. Todas as imagens foram passando em minha mente, me fazendo lembrar dele se cortando, ele só o fez uma vez, por mais que eu pensasse que ele faria muitas vezes. Ele era alguém incrível, tão corajoso e forte como poucos eram.
Nesse pensamento me afastei um pouco, deixando meu indicador pousar em seus lábios como se pedisse silêncio, e sorri docemente.
- Calma Kou... Prometo não fugir. — O brilho desejoso de seu olhar misturou-se com algo mais intenso, uma alegria que não conseguia descrever, mas que me contagiou. — Vamos para a cama? — Assentiu, envergonhado e sentou-se na cama, deixando sua cabeça abaixar um pouco.
- Eu amo você. — Sibilou mais firme do que eu pensava. — Amo muito. — Seu olhar se fixou no meu, intenso o suficiente para me deixar tonto. — E como nunca amei ninguém. — Continuou sorrindo pesaroso. — Mesmo que nunca possa me corresponder, eu quero fazer amor com você, mesmo que isso seja unilateral. — Seu olhar se fixou na parede, melancólico. — Não sei se é fazer amor, já que só eu sinto alguma coisa, mas eu nunca senti nada por ninguém. Meu coração batia rápido apenas por medo e nojo. Agora ele bate por amor, por isso sinto que vai ser diferente. — E seus olhos voltaram a se ligar com os meus.
Eu poderia me espancar, me cortar e me xingar por ter sido tão burro.
O tempo todo, eu sentia como se Uruha fosse parte de mim, e achava que era só vontade de proteger. Como eu podia ser tão idiota? Acho que todos á nossa volta já tinham notado. Daí os sorriso maliciosos de Ruki, as indiretas quase diretas de Reita, e a quantidade de vezes que o Kai tampava a boca para que não dissesse algo mais. Os únicos que não tinham notado esse laço tão forte, fomos nós próprios.
Aproximei-me em passos largos e rápidos, abaixando-me e dando um beijo suave e sua testa, em seguida em sua bochecha e por fim em seus lábios.
- Eu sou um idiota, Kouyou. Por não ter notado que te amo. — Quase ri, ao ver que ele prendeu a respiração, negando freneticamente com a cabeça.
- Você está mentindo... — Sibilou me contrariando.
- Eu não mentiria pra você, Kou. Eu te amo tanto que estou disposto a fazer qualquer coisa. — Sorri, vendo um sorriso igual ao meu nascer em seu rosto perfeito, e tomei seus lábios carinhosamente, num beijo tão calmo e intenso quanto nossos sentimentos.
Em poucos segundos ele já estava deitado na cama, e eu estava sobre ele, depositando beijos cálidos em seu rosto e selinhos demorados em seus lábios.
Afastei-me um pouco para observá-lo, era algo que jamais me cansava de fazer, ele era demasiado lindo para meu próprio bem.
Depositei dois beijos, um em cada olho fechado. E fui descendo com os beijos até chegar ao seu pescoço, onde não reprimi minha vontade de morder devagar e chupar levemente, causando marcas pequenas e fracas, que desapareceriam no dia seguinte. Não queria marcá-lo, ele já havia me dito que todos os que o usavam o marcavam demais, deixando pontos roxos e avermelhados que duravam semanas.
- Ah... — Gemeu, assim que cheguei a sua orelha, soprando de leve, deixando meu hálito quente lhe causar arrepios gostosos.
Prendi o lóbulo entre meus dentes e depois voltei a soprar aquele local, me deliciando com os pequenos e baixos gemidos que ele deixava escapar.
Devagar deixei minhas mãos descerem, indo até á barra de sua camisa, e a levantando minimamente, apenas para sentir um pouco de sua pele tão macia, naquele lugar.
Percebi o tremor em seu corpo e vi seus olhos se apertarem um pouco assim que fiz uma carícia lenta e suave á volta de seu umbigo.
- Quer que eu tire? — Perguntei. Minha voz saindo estranhamente mais rouca.
- Sim... — Respondeu falhado e devagar se sentou na cama, me fitando enquanto mordia os lábios.
Voltei a beijá-lo com um pouco mais de descontrole, e comecei a retirar sua camisa, me separando do beijo apenas quando necessário.
Ele parecia um anjo.
Quando a camisa foi deixada de lado, sobre a cama já um pouco desarrumada, olhei seu tronco nu e fixei-me ainda mais nos botões rosados e perfeitamente redondos.
Ele notou e corou, deixando a afirmação mais lógica e engraçada do ano despejar-se de sua boca.
- E-eu não tenho peitos. — E eu gargalhei de forma gostosa com aquilo, não conseguindo evitar.
- Não me diga! — Disse fazendo uma cara debochada e recebendo tapas e meus ombros até eu cair sobre a cama e ele sobre meu quadril enquanto continuava me "agredindo".
- Kou... — Gemi inconscientemente e só então ele pareceu notar que estava exatamente sobre meu membro já um pouco desperto. Ele saiu de meu quadril me deixando curioso, mas logo percebi o que ele estava fazendo.
Começou a desfivelar meu cinto me olhando quase como se esperasse alguma repreensão. Repreensão essa, que não veio, e não viria.
- Tire a camisa Yuu. — Sentei-me rapidamente e praticamente arranquei a camisa de meu corpo enquanto ele começava a tirar minha calça me deixando somente com a peça íntima.
E ele olhou para meu tórax e em seguida para o visível volume entre as pernas e voltou a sentar-se em meu quadril, fazendo movimentos sugestivos enquanto começava a lamber meu tórax e barriga, deixando algumas mordidas mais fortes e beijos e lambidas em cima delas.
- Ahn... Uru... — Não consegui não gemer quando começou a insinuar sua língua para dentro da boxer e massageou devagar minha ereção apertada pelo maldito tecido.
Quando ele começou a baixar minha boxer, minha ansiedade cresceu ao ver que sua língua seguia lambendo o espaço que suas mãos libertavam, e então ele parou, quando libertou completamente meu membro, olhando para cima com um sorriso malicioso demais para seus traços delicados.
- Incrível como você não me desaponta nem mesmo em tamanho. — Um sorriso tão malicioso quanto o seu, bailou em meus lábios quando ele praticamente arrancou minha boxer, e mordeu os lábios olhando para meu membro. — Não desaponta mesmo...
Tomou meu membro entre uma de suas mãos, numa carícia provocante, seus dedos subindo e descendo sobre a extensão, sem desviar o olhar do meu.
Aquela brincadeira durou até que eu gemesse longamente, assim que ele apertou meu membro com mais força e em seguida passou a língua pela glande, de forma vagarosamente torturante.
- Kou... — Afundei o rosto no travesseiro quando inesperadamente ele engoliu todo meu membro começando a se mover rápido, me olhando com desejo e depois fechando os olhos, lambendo a extensão e, por fim, meus testículos, me fazendo sentir sua respiração pesada e quente sobre eles.
Voltou ao meu membro lambendo de forma mais que torturante, e sorrindo assim que eu soltei um quase grito por ele ter mordido um pouco.
Não que tenha machucado, mas foi uma sensação diferente. E ele ter beijando e lambido após a pequena mordida, me deixou zonzo ao ponto de praticamente puxar seus cabelos e mudar as posições. Ficando por cima dele e deixando minha língua percorrer todo seus tronco nu, e então começar a se fixar apenas em seu mamilos, chupando e lambendo até que tomassem uma coloração demasiado vermelha para o tom normalmente rosado.
- Yuu... — Gemeu longamente, sentindo minhas mãos sobre sua ereção coberta pela calça moleton e a roupa íntima.
Quando já desesperado me deixei levar pelo desejo, tirei rapidamente as duas peças que impediam o deixar totalmente nu á minha frente.
Um sorriso malicioso, quase maior que minha própria cara, adornou meu rosto, assim fitei seu membro desperto.
- Oh, parece que alguém também não me desapontou em tamanho... — Mas minhas palavras praticamente morreram ao ver suas pernas se abrirem e ele se sentar passando a mãos pela coxas, sugestivamente e em continuação subir por seu membro, num vaivém lento.
- Yuu... — Gemeu entre a masturbação me deixando louco. — Ah... — Ele pegou em meu membro aproximando-nos e deixando o meu tocar no seu, fazendo uma sensação gostosa percorrer meu corpo, assim que começou a felação nos dois.
Por momentos apenas gemi, sentindo suas mãos macias em meu membro mas quando senti sua língua passar meus lábios minhas mãos foram até suas tentadoras coxas, apertando com força e beliscando de leve.
Ele parou a masturbação, dobrando e abrindo mais as pernas, me observando abaixar e começar a me deliciar com aquele pedaço tão belo de seu corpo.
- Oh... assim... — Sua voz soou arrastada assim uma de minhas mãos foi ao seu membro enquanto minha boca mordia e chupava suas coxas grossas.
- Muito tentador. — Lambi sua virilha e segui assim até chegar aos seus testículos e permiti que a mesma brincasse com eles.
- Ah! — Quase gritou com o ato.
A mão que estava em seu membro se afastou, e deu espaço, para minha boca começar a fazer algo semelhante, ao que ele ao que ele antes me fez.
Eu nunca tinha feito aquilo, mas Ruki me contava, eu querendo ou não, sobre muitas de suas experiências.
- Yuu... Eu quero... — Retirei seu membro de minha boca. Com o olhar perguntei se era realmente o que ele queria e ele somente assentiu.
- Eu não tenho... você sabe. — Ele me sorriu tímido abrindo uma das gavetas do criado mudo e retirando um tubo colorido. Eu apenas franzi o cenho. — Onde arranjou isso...? — Perguntei curioso.
- Ruki me deu... disse para usar... caso fosse necessário. — Quase xinguei o baixinho, por ele, eu já teria empurrado Uruha contra uma parede de sua própria empresa e feito coisas pouco castas.
- Certo. — Foi tudo o que eu disse, tomando o lubrificante de suas mãos e melecando três de meus dedos, tendo que me controlar quando Uruha abriu, ainda mais, as pernas deixando sua entrada rosada visível. E eu também a lubrifiquei um pouco. — Vou te machucar o menos possível. — Não menti, afinal, querendo ou não, eu sabia que ia doer.
Deixei meu dedo indicador se forçar para dentro do canal apertado e vi sua expressão se contorcer.
- Calma... Relaxa, amor. — Pedi, arrancando um sorriso por conta última palavra.
Comecei a dar beijinhos em seu rosto e em seu pescoço, tentando aliviar sua dor e vendo suas expressões se suavizarem.
Aos poucos vi que ele já se movia contra meu dedo e olhando em seus olhos pedi permissão para introduzir o dedo mediano. Seu cenho se franziu deixando um gemido mudo escapar. Acariciei seu rosto gentilmente, continuando com os beijinhos e aos poucos ele já se movia contra meus dois dedos.
- Outro... — Pediu-me antes que eu mesmo lhe pedisse para introduzir.
Introduzi devagar o dedo anelar, preocupado com sua expressão de dor e seus olhos cerrados. Seus dedos agarravam os lençóis vermelhos com força, e algumas gotas de suor escorreram por seu rosto bonito.
- C-chega Yuu... — Pediu mas eu tive que negar.
- Você sequer se sente confortável com este dedo, não posso pular esse passo, vai doer mais. — Ele simplesmente fechou os olhos com força, quando comecei uma leve felação em seu membro e logo soltava gemidos, relaxando, e finalmente se movendo contra meus dedos e gemendo por mim.
- Yuu... Eu quero você... agora...! — Implorou e eu assenti. Lubrifiquei meu membro e quando ele me deu a permissão muda, comecei a penetrá-lo, devagar, por mais que isso parecesse impossível.
- AH! — Gritou quando suas barreiras foram vencidas, arregalando um pouco os olhos e arfando muito. Comecei masturbá-lo intensamente, deixando-o mais confortável, enquanto esperava por qualquer reação sua, que me fizesse perceber que poderia me mover.
Não sei bem quanto tempo fiquei ali, dentro do canal tão estreito e quente dele, mas sendo um minuto ou uma hora, eu não conseguia diferenciar, estava entorpecido demais pelo calor de seu corpo, e pelos gemidos de prazer e dor que ele dava.
- Yuu se mova... — Pediu e devagar saí um pouco dele e me arremeti com cuidado, ouvindo um gemido de aprovação.
Continuei naquele ritmo lento até que ele me pedisse por mais, e eu lhe dei, cada vez aumentando mais a velocidade, e aos poucos apenas gemidos de aprovação eram ouvidos. Não só por parte dele como também pela minha.
- Mais...! Yuu...! — Colei meu peito no dele, beijando sem pudor, completamente descontrolado, era claramente audível o barulho obsceno de nossos corpos se chocando rapidamente. Nossos gemidos eram mais longos e roucos. Meu nome saía da boca dele, entrecortado pelos beijos, e o dele também saía da minha, da mesma forma.
Era muito melhor do que eu pensava. Não era uma simples "foda", eu estava fazendo amor, e quase me desmanchava cada vez que Kouyou dizia "mais, amor". E aquela sensação aquecia meu peito mais do que o resto do corpo. Não só prazer. Era amor, era felicidade. Era o Kouyou que estava em baixo de mim se contorcendo e pedindo por mais. Não era um qualquer.
Num grito mais alto percebi atingi-lo no seu ponto fraco, e comecei a arremeter naquele lugar, com força, recebendo gemidos cada vez mais deliciosos.
- Yuu... eu vou... ! — Exclamou mal conseguindo falar, enquanto o masturbava e o estocava.
- Vem para mim amor... — O beijei com calma, diminuindo o ritmo dos movimentos e deixando minhas mãos correrem por seu corpo em carícias leves, enquanto o ouvia gemer mais baixo e mais longamente. Não demorou muito para ele se desfazer em meu abdómen, num gemido rouco e baixo. E sentindo seu canal se contrair não precisei de muito mais para deixar meu prazer dentro dele.
- Kou... — Sussurrei vendo-o abrir os olhos devagar. — Eu te amo muito. — Sorri, acariciando seus cabelos e depositando um selo demorado em sua testa.
Quando sua respiração começou a se acalmar, me assustei com baixos soluços e olhando na face de Uruha percebi que ele chorava.
- Uru! O que foi...? Eu fiz algo errado?! — Inquiri desesperado tentando compreender suas lágrimas, mas ele apenas negou várias vezes com a cabeça.
- Não... É só que... Eu pensei que nunca fosse ouvir isso. — Respondeu-me e eu só consegui me retirar dele, vendo sua cara de desconforto, e por fim deitar-me ao seu lado, o trazendo para se aninhar em mim.
- Mas eu te amo... E muito muito muito! — Exclamei sorrindo e deixando um beijo em seus lábios.
- Eu te também, Yuu. — Ficamos trocando carinhos leves, até eu perceber que ele já dormia, com o rosto em meu peito.
Não. Ele não era só o adorável Uruha. Ele era aquele que eu amava mais que qualquer outra coisa. Ele era, o MEU adorável Uruha.
Notas finais
Eu estou voltando pra Brasil (para quem nao leu no meu perfil, eu moro em Portugal nee ^^) no dia 14, e meus pais ja pediram pra cortar a internet, então é possível que as fics atrasem. Peço que tenham paciência e não deixem de acompanhar, até porque, essa aqui só falta mais um cap. e prólogo. Não abandonarei vcs!!! ♥
Obrigada por lerem e... deixam reviews?
Bjinhos ♥♥♥
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