Adorable
7 6 - Meu adorável Uruha
Notas iniciais
Bem mas ainda tem o epílogo ne? Com o casamento do... OMG NAO POSSO DAR SPOILLER O.o
Boa leitura ^^
/*Aoi's pov*\\
Me remexi na cama ainda sonolento, um calor mais gostoso que o normal no meu peito. Eu não queria sair dali de jeito nenhum.
Abri os olhos devagar tentando me acostumar com a fraca luz que vinha da janela. Olhei para para o lado e vi Uruha, dormindo como o mais inocente dos anjos. Sua respiração compassada, parecia apenas um garotinho naquele momento, mas ele era o garotinho que me havia enlouquecido na noite passada. Quase corei com as imagens da noite anterior, os gemidos, os nossos corpos se completando, estávamos tão além do normal. Minha sanidade parecia não existir.
Uruha era escandaloso… E foi com esse pensamento que comecei a rir baixinho, mas foi o suficiente para que moreninho se remexer na cama e começar a abrir os olhos.
– Yuu… — Murmurou baixinho. — Não foi um sonho? — Questionou mais para si mesmo que para mim.
– Não… — sussurrei em seu ouvido sentindo-o se arrepiar. Com isso ele despertou completamente se aninhando em meus braços e beijando meu tórax.
– Yuu…ontem foi lindo… — Falou entrecortado enquanto quase se escondia no meu corpo de tanto que apertava.
– Tá com vergonha Uru? — Perguntei rindo. — Ontem você não tinha vergonha nenhuma. — Recebi um tapa forte no peito.
– Pára Yuu! — Sibilou com vergonha.
– Uru, você é lindo demais assim vermelhinho. — Segredei em seu ouvido. Notando que seu corpo estremeceu com aquela ação.
– Vou tomar banho! – Tentou se levantar, porém segurei seu pulso.
– Aoi…? – Me encarou confuso.
– Eu te amo… — Vi seus olhos marejarem e ele sair rápido da cama, completamente corado, mas com um sorriso.
Correu para o banheiro se trancando no mesmo.
– Vi sua bunda linda e suas coxas grossas! Gostoso! — Elogiei tendo a certeza de que ele estaria quase roxo dentro do banheiro.
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– Yuu — Kouyou chamou baixinho enquanto víamos TV abraçados.
– Que foi Kou? — Indaguei ainda com os olhos pregados na TV.
– Na frente das pessoas ainda seremos apenas… amigos…? — Perguntou incerto e eu sorri com aquele temor que ele tinha.
– Não. Tanto aqui como na frente das pessoas você será o meu anjinho adorável, por quem eu sou arrebatadoramente louco. — Ele quase chorou com minha sentença e me abraçou.
– Te amo Yuu! — Beijei o topo de sua cabeça.
– Eu também Kouyou. Te amo muito. — Ele ergueu seu rosto me olhando quase chorando.
– Repete… — disse manhoso.
– Te amo Kouyou. Estou perdidamente apaixonado por você, Uru. — Uma lágrima caiu de seus olhos e eu sorri pra ele.
– Yuu… Vamos visitar o Ru-chan? Quero falar com ele.
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Assim que chegamos na casa do Ruki o mesmo estava comendo chocolates e os olhinhos de Uruha brilharam. Logo os dois comiam feito loucos e eu observava aquelas duas crianças tão felizes por comerem aquele doce.
– Ru-chan, eu tenho uma novidade. — Ruki ergueu os olhos curiosos para Uruha, o mesmo apenas lhe sorriu. — Eu e o Yuu estamos juntos. — Ruki se engasgou limpando os dedos sujos de chocolate na própria blusa e abraçando Uruha, os dois rindo e dizendo coisas baixinho, tão baixo que eu não conseguia ouvir.
– Viu como deu certo Uru!? — Arregalei os olhos quase matando Ruki com os mesmos.
– Espera aí!! Tem dedo seu nessa história, Takanori!? – Eles sorriu travesso, vindo até mim e afagando meu rosto.
– Caro Yuu-chan, tudo, desde à sessão de fotos, até o modo como Uruha te fisgou ontem, foram planos criados por mim! — Ele tinha uma aura brilhante a volta dele, como se fosse um deus ou algo do tipo. Não que eu o considera-se um. Mas seu ego era tão grande, que ele chegava a ter uma aura.
– E porque não aplica esses teus conhecimentos todos com afinco no A-KI-RA!? — Soletrei o nome do mesmo vendo Takanori ficar muito vermelho.
– Na verdade… — Arregalei os olhos quando a voz conhecida sussurrou em meu ouvido. – Eu e Takanori também estamos juntos…
– EEEEEEEEEEEEEEEEHHHHHHH! – Aquele típico som de surpresa feito por mim e por Uruha, fez o baixinho e o faixudo gargalharem.
– Não ajam como se tivessem tomado coragem, é tudo porque EU dedurei! – Olhei para trás vendo Kai com as mãos na cintura, fazendo uma cara de repreensão.
– Ah, é verdade, Kai é nosso cúpido! – Reita aproximou-se do moreno, dando um tapa forte em sua cabeça, que o fez soltar um “outch”.
– Que lástima… — A frase de Kouyou saiu automaticamente, sem o mesmo notar, causando gargalhadas altas minhas e do Kai, e olhares horrorizados de Ruki e Reita.
– Ah gomen! Não foi isso que eu quis dizer! – Kouyou começou, desconcertado.
– Foi sim! – Falei de modo arrastado, recebendo um olhar mortal de Uruha.
– Eu nunca mais te ajudo Uruha! – Ruki gritou, virando a cara infantilmente.
– Vamos nee Ru-chan, não seja criança… — Kai pediu brincalhão.
– EU NÃO SOU CRIANÇA! – O pequeno berrou, fazendo-nos rir ainda mais.
– Imagina… É só um anão problemático mesmo… — Reita lançou uma almofada contra meu corpo, com força, e foi abraçar o pequeno, depositando um selinho casto em seus lábios.
Confesso que aquela ação me deixou bobo…
– QUE FOFO! – Kai exclamou, e Ruki ficou vermelho.
– Muito fofo mesmo. – Falei em tom de deboche, mesmo que a ação anterior fosse muito mais que fofa. Sim, eu gostava de provocar o pequeno.
– Nee, Yuu… Eu não sou fofo…? – Ele abriu os olhos de modo a parecer aquele gato das botas do Shrek.
– N-não mesmo! – Gaguejei. É sério que aqueles olhinhos faziam um estripador obsessivo ter pena…
– Que pena, porque eu estava pensando te dar um aumento… — Sibilou pensativo.
– Ehhhhh!? VOCÊ É MUITO FOFO RUKI! – Arranquei gargalhadas de todos e logo estávamos trocando farpas e palavras docemente irónicas, como melhores amigos.
Mais tarde Kai fez um bolo, que foi engolido praticamente inteiro por Ruki e Uruha.
Eu começava a achar que ukes tinham mais apetite…
– Nee, Ruki, você que tem mais experiência… Ukes têm mais apetite? – Ele estreitou os olhos, olhando com ar raivoso para Reita.
Rapidamente o faixudo se levantou e começou a correr atrás de mim, atirando almofadas, enquanto Kai tentava nos parar, como a boa mãe que era, dizendo coisas como: “Parem de correr vocês vão cair e se machucar.” Ou “Olha a jarra do Ruki!”.
E eu sabia, que aquele era o meu lugar. Junto deles, meus melhores amigos, e junto do amor da minha vida.
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Eram 22 horas quando recebi um telefonema que me deixou boquiaberto.
Fui correndo até Uruha que estava em frente ao meu notebook vendo algumas fotos de sessões com várias modelos diferentes. Umas fotos mais novas, outras mais velhas.
– Yuu, eu adorei essa foto com essa modelo africana, ela tem traços fortes e muita presença! — Comentou distraidamente e eu me aproximei dele ainda impressionado com o telefonema.
– Kou… — Me manifestei e ele e fitou com olhar curioso.
– Que foi Yuu? Você está praticamente verde…
– O pessoal que encomendou a sessão da qual você participou, adorou as fotos e… estão te chamando para ser a nova cara masculina da marca deles… — Uruha arregalou os olhos, ficando mais branco que mármore.
– I-isso é sério Yuu…? — Questionou baixinho.
– É… eles estão querendo marcar uma reunião com você e assinar contrato. — Sorri pra ele, aquilo era incrível. Uruha tinha chamado a atenção de pessoas muito importantes com apenas uma única sessão. — O que acha…? Antes disso você faz um contrato com o Taka, ele já tinha comentado sobre isso comigo. E depois que fizer parte da agência pode começar a trabalhar não só como cara deles como representar outras marcas.
– Eu… adorei! — Uruha me abraçou e me beijou sofregamente. — Eu tou tão feliz Yuu! – Sorriu-me de modo exultante.
– Você merece tudo de melhor Uru. Isso é apenas uma parte da recompensa por ter sofrido tanto, meu amor. — Ele voltou a me beijar quase chorando.
– Yuu… vamos pro quarto… — Sussurrou ao meu ouvido me fazendo estremecer. — Quero comemorar isso tudo. — Mordeu de leve o lóbulo da minha orelha.
É, mais uma noite agitada.
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Uruha não poderia estar mais satisfeito o sorriso em seus lábios era visível a quilómetros.
– O Taka não ligou. — Uruha sorriu malicioso. — Ele e o Aki devem estar bem divertidos.
– Espero que ele chegue a tempo de assinarmos seu contrato. – Murmurei em tom seco.
– Ai Yuu! Até parece que está com falta de sexo. — Fez bico irritado, eu nem tinha comentado nada sobre isso e ele julgava dessa forma.
– Uru, nem falei nada a ver com isso. — Ele estreitou os olhos.
– Você falou sim! Ficou todo chateado só porque eu disse que o Taka e o Reita estavam transando! — Fez bico e desviou seu olhar desviou do meu.
– Uru, não é por isso que eu fiquei incomodado. — Ri. — É só porque eles são muito descuidados quando têm alguém, por isso já sei que vou encontrar encontrar eles se comendo em todo o lado. Publico ou não. Tipo o escritório do Takanori. — Bufei. Uruha agora que já tinha entendido minha razão, gargalhava.
– Estou até imaginando você indo entregar umas fotos de alguma coisas no escritório dele e dar de cara com os dois. — Filho da mãe. Primeiro se rói de ciúmes e agora fica aí rindo da minha cara.
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Uruha andava nervoso de um lado para o outro. Já tinha assinado contrato na agência, Takanori tinha feito pra ele um contrato com mais benefícios que o meu que sou fotografo aqui a 4 anos. Claro que eu fiquei com ciúmes! Mas fiquei feliz pelo meu amor, o homem da minha vida, que estava com um sorriso gigantesco nos lábios.
Mas agora sabia que era a hora mais difícil. As pessoas com quem iríamos fazer contrato não eram como Takanori, que tinha feito um belo contrato com um perfeito 50% pra cada um. As pessoas que estavam à sua espera iriam querer tê-lo por pouco dinheiro por ele ainda ser desconhecido. Claro que ele não esperava mais que 20% mas, eu e Takanori, faríamos de tudo que pudéssemos para chegar no mínimo aos 15% pois, ambos, sabíamos que Uruha tinha um grande potencial.
Mas para minha surpresa as pessoas com que falávamos reconheceram o talento de Uruha. 'Ser tão jovem e tão cheio de presença e dotado de uma beleza incrível.' Quando Uruha ouviu isso, quase se agarrou a mim. O valor que ele ofereceram foi mais do que aquilo que eu pretendia 35%. Era um valor que só modelos com uma boa experiência poderiam ganhar.
Suspirei aliviado, saímos daquela sala com o contrato em mãos ainda não assinado pois tínhamos pedido um tempo para que o advogado pudesse ler e ver se estava tudo certo.
Podia até mesmo ver a cara emburrada de Saga ao me ver chegar com um contrato para ler. Ele tinha acabado de voltar de férias. Iria me xingar até a garganta secar, disso eu tinha certeza.
– Está rindo sozinho Yuu? — A voz de Takanori soou debochada.
– Estou pensando na cara do Saga quando eu mostrar o contrato pra ele ler. — O pequeno me acompanhou dando risada.
– Bom ele tem duas hipóteses. Ou ele te xinga, ou ele te bate. — Rimos novamente. Uruha parecia alheio a tudo. Calado e olhando a rua que passava pelos vidros do carro. Durante todo o caminho apenas falou quando Takanori se despediu.
– Uruha meu amor, que foi? — Perguntei assim que paramos em frente ao nosso prédio.
– E se um dia você se cansar de mim? — Sorri ameno, lhe roubando um selinho.
– Impossível Uruha. Porque você é perfeito. Seu jeitinho é perfeito, sua presença me inspira, seus olhos são hipnotizantes, sua boca embriagante. É perfeito. — Ele buscou meus lábios com devoção, e eu me afastei somente quando o ar faltou abraçando e falando em seguida.
– Desde o dia em que eu te atravessando a rua, e desmaiando naquela passadeira. Eu sempre te achei bonito, mas, com o tempo eu fui percebendo que você não era apenas um moleque rebelde e bonito. Você era um anjo sofrido, um garoto meigo, e agora você é meu anjo, o meu menino. Só meu.
– Yuu… — Voltou a abraçar meu corpo com força.
Selou seus lábios em meu pescoço, aspirando meu perfume, por fim, voltando seus olhos para os meus, num olhar profundo.
– Eu te amo, Yuu.
– Eu te amo Kouyou.
Colou sua testa na minha, se deixando levar pelo silêncio que tanto falava por nós. Não, não era necessárias palavras. Não entre a gente.
– Tudo em você é adorável, Uru… Tudo…
Sim, ele era lindo. Sim, ele era adorável. Mas era somente meu.
Meu adorável Uruha.
~Fim~
Notas finais
Bjus e obrigada por lerem ♥
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