Adoentada.
14 Pray For Me.
Abby chegou a sala de cirurgia. Ela recebeu mais uma dose de morfina e uma anestesia suplementar. Era importante mantê-la no monitoramento cardíaco.
— Começando com intravenosa. – Disse um dos assistentes.
— Tentem mantê-la estabilizada o suficiente para conseguirmos fazer uma cirurgia sem nenhum problema. – Disse o médico principal.
— Ela é agente federal doutor? – Perguntou outra assistente.
— Sim. Do NCIS. – Disse o médico. – Cientista forense.
— O que ela faz aqui na mesa cirúrgica? – Perguntou a moça.
— Podemos nos concentrar no que estamos fazendo e depois podemos perguntar qualquer outra coisa. – Disse o Médico.
— Perdão. – Disse a assistente.
— Faça um pequeno corte na parte de cima da cabeça. Grande o suficiente para retirar o chip, mas pequeno para não deixar perder tanto sangue. – Instruiu o médico. – Isso mesmo.
— Doutor. Há algo errado com ela. – Disse a médica. – Os batimentos estão caindo.
— Deixe-me ver. – Disse o médico se aproximando. – O que está havendo?
O médico parecia agitado demais.
— O que vocês administraram para ela? – Perguntou o médico.
— Os remédios para sedação e morfina. Só. – Disse a enfermeira.
— Os batimentos continuam caindo. – Disse o médico. – Estamos perdendo ela. – Gritou o médico.
De repente o monitor cardíaco começou um som continuo.
— Desfibrilador. – Disse o médico correndo para pegar o aparelho. – Carrega em 360 direto e se afastem. – Disse o médico. – Se afastem. – E deu um choque em Abby.
Gibbs estava na sala de espera com a equipe. Ele sentiu seu peso o deixar e caiu de joelhos no chão e uma vontade incontrolável de chorar. Quando finalmente conseguiu se levantar Gibbs olhou diretamente para a sala de cirurgia.
— Abby. – Falou Gibbs. – Não. – Ele não sabia o que estava acontecendo lá, mas tinha uma sensação de angustia.
Gibbs se pegou andando até a sala de cirurgia. Ele foi impedido de entrar.
— Eu quero. Eu preciso ver a Abby. – Gritou Gibbs.
— Você não pode ficar aqui Agente Gibbs. – Disse a enfermeira.
— Pode me dizer o que está acontecendo? – Perguntou Gibbs. – Porque estão todos nos evitando?
— A Srta. Sciuto teve complicações na cirurgia. – Disse a enfermeira. – Estão tentando estabiliza-la agora.
— Que tipo de complicações? – Perguntou Gibbs.
— Um ataque cardíaco durante a cirurgia. – Disse a enfermeira. – Eles estão tentando traze-la de volta há 5 minutos. Se não conseguirem dentro de cinco minutos ela vai ser declarada morta.
Gibbs se afastou e voltou para a equipe. Todos viram a expressão de Gibbs.
— Não. – Disse Tony. – Diga que é mentira.
— Estão tentando reanima-la há cinco minutos. – Disse Gibbs se sentando na cadeira. – Vão declara-la morta dentro de minutos se não voltar. – Gibbs queria falar mais alguma coisa mas ouviu uma voz no ouvido.
— Reze por mim, Gibbs.— Disse a voz.
— Abby? – Falou Gibbs baixinho. – Eu vou rezar por você.
Gibbs voltou para a porta do centro cirúrgico. Já sabia as regras.
— Eu sei da regra. – Disse Gibbs. – Só quero ficar aqui na porta. – Gibbs pediu para a enfermeira.
— Está certo. – Disse a enfermeira.
Ela voltou para dentro do local.
Faltavam dois minutos ara Abby ser oficialmente declarada morta. Gibbs rezava e pedia o suficiente para Abby por duas vidas. Ainda conseguia ouvi a linha continua do monitor cardíaco.
— Vamos Abby. – Disse Gibbs. – Reaja! – Gritou Gibbs.
Ele fechou os olhos e os abriu quando os bips voltaram.
— Ela voltou doutor. – Gritou uma das enfermeiras.
— Boa garota. – Disse Gibbs.
— Muito bem Srta. Sciuto. – Disse o médico. – Estabilizem ela e terminem de retirar o chip. – Disse o médico.
— Você vai sair doutor? – Perguntou uma das assistentes.
— Vou tentar acalmar o agente Gibbs. – Disse o médico. – Dois minutos e estarei de volta.
O médico saiu e deixou os assistentes terminando. O médico viu Gibbs e chamou.
— Senhorita Abigail Sciuto. – Disse o médico atraindo os colegas de Abby.
— Nós. – Responderam juntos.
— Tenho a felicidade de dizer que conseguimos reanima-la e que ela já está estabilizada. – Disse o médico. – Mais trinta Minutos e ela sai da cirurgia direto para o quarto. – Disse o médico. – Vou voltar para a sala cirúrgica. – Disse o médico voltando para a sala.
Gibbs sentiu como se um peso fosse tirado das costas dele. Ele conseguiu se sentar na cadeira e se sentir confortável.
Vance se aproximou de Gibbs e se sentou ao lado dele.
— Ela está melhorando Gibbs. – Disse Vance.
Gibbs concordou sem dizer uma palavra.
30 minutos depois...
A cirurgia de Abby finalmente havia terminado. Ela estava sendo levada para o quarto. Toda a equipe a esperava lá em silencio. McGee havia trazido algumas flores e fotos do laboratório dela para quando Abby acordasse ela ficasse feliz.
Tony colocou sua foto com Abby também a vista de Abby. Ziva agradeceu pela recuperação da amiga. Vance mantinha sua postura de diretor, mas por dentro estava chorando de alegria. Ducky colocou a caveirinha que Abby havia dado para ele de presente e queria que Abby visse que ele ainda tinha. Palmer foi buscar Breena e a filha para ficar com ele no hospital afinal ele não sairia de lá.
Gibbs se sentou ao lado de Abby e colocou sua mão na dela. Ele queria que ela acordasse logo afinal ela já havia passado por tanta coisa e ela merecia ser feliz.
O telefone de Gibbs tocou e era o Detetive Sportelli ligando.
— O que você quer? – Perguntou Gibbs.
— Conseguimos prender Terry Spooner. – Falou Sportelli.
— Quando? – Perguntou Gibbs.
— Ele tentou matar um policial durante uma blitz. Foi perseguido e acabou se rendendo depois do carro ficar sem gasolina. – Falou Sportelli.
Gibbs olhou para Abby e apertou a mão dela.
— Algum empecilho em trazê-lo para a custodia do NCIS – Perguntou Gibbs.
— Vamos ficha-lo pela tentativa de assassinato do guarda e depois vocês podem fazer o que quiser com ele. – Disse Sportelli.
— Qual a pegadinha? – Perguntou Gibbs vendo Sportelli concordar com o pedido de Gibbs.
— Eu sei o que ele fez com a sua agente Gibbs. – Disse Sportelli. – E por mais que eu não seja muito seu fã eu entendi que o que ele fez com a sua agente foi muito horrível e ele não ficaria preso muito tempo pela tentativa de matar meu policial.
— Agradeço. – Disse Gibbs.
— Tem uma condição. – Disse Sportelli.
— Estava demorando. – Disse Gibbs.
— Deixe esse canalha na cadeia pela vida toda. – Disse Sportelli.
— Não tenha dúvida. – Disse Gibbs.
Gibbs desligou o telefone contente.
— Tony. McGee. – Falou Gibbs. – Terry Spooner está indo para o NCIS. Se importam em ficha-lo?
— Nenhum pouco chefe. – Disse Tony.
— Eu posso adiciona algo a lista de delitos? – Perguntou McGee.
— Tentativa de assassinato de um oficial em New Hampshire e adiciona uma pena de lesão contra um oficial da marinha. – Disse Gibbs. – Além das acusações que ele já está qualificado.
McGee e Tony saíram. Só ficaram Ziva e Ducky além de Gibbs. Vance havia voltado com Tony e McGee para a agência.
— Quando esse pesadelo vai acabar? – Perguntou Gibbs para Ducky.
— Logo que a Abigail se recuperar, Jethro. – Disse Ducky.
Gibbs sentia que Abby poderia viver feliz agora que Terry fora preso.
Dois dias se passaram e Abby ainda estava dormindo a base de remédios. Os machucados da briga haviam curado, suas costelas estavam menos doloridas e a cirurgia na cabeça não havia deixado sequelas.
Gibbs só saiu do hospital para mandar Terry para a cadeia onde ele com toda certeza seria condenado a morte o que era única coisa que Gibbs queria.
Abby iria acordar a qualquer momento pois a sedação havia sido retirada e ela estava com todos os exames em dia.
Tony revezava com Gibbs e McGee. Ziva ficava algumas horas com Abby e Vance colocou dois policiais na porta do quarto de Abby com ordens para matar qualquer coisa que não fosse do NCIS ou enfermeiro. Se a pessoa não se identificasse poderiam prender na mesma hora.
Era a vez de Gibbs no hospital e ele realmente estava torcendo para Abby abrir os olhos enquanto ele estivesse por lá. Seria como ver o sol se abrir, já que chovia sem parar há dois dias.
Gibbs havia pegado no sono quando percebeu que Abby estava finalmente acordando. A chuva estava parando e Abby finalmente abriu os olhos.
— Ei garotinha. – Disse Gibbs vendo Abby acordando. – Bem-vinda de volta.
— Onde eu estou? – Perguntou Abby sem saber onde ela estava.
— Hospital. – Disse Gibbs. – Você levou uma surra e teve que tirar um chip da cabeça. Fora isso... – Disse Gibbs dando um beijo na testa dela. – Fora isso está tudo como antes.
— Já prenderam ele? – Perguntou Abby.
— Sim meu anjo. – Disse Gibbs. – Ele está aguardando julgamento preso.
— Quando vai ser o julgamento dele? – Perguntou Abby.
— Você quer ir? – Perguntou Gibbs.
— Quero. – Disse Abby. – Dar meu testemunho.
— Você não precisará testemunhar contra ele. – Disse Gibbs. – É uma mera discussão se ele pega perpetua ou pena de morte.
— Eu posso ficar na platéia? – Perguntou Abby.
— Você quer ver com seus próprios olhos ele ser condenado? – Perguntou Gibbs.
— Sim. – Disse Abby. – E talvez ter certeza que tudo ficará bem outra vez.
— Eu vou te levar Abby. – Disse Gibbs. – E dar ao júri outra razão para condená-lo.
Abby saiu do hospital três dias depois. Teve uma recuperação maravilhosa. Não ficou com nenhum tipo de sequela. Gibbs a levou para a casa dele mesmo sabendo que Terry estava preso ele não a deixaria sozinha.
Gibbs queria que Abby viesse morar com ele. Seria menos trabalhoso e Gibbs ficaria mais tranquilo sabendo que ela estava com ele. Ele a queria perto dele para ter uma relação de pai e filha completa.
Abby aceitou ir morar com Gibbs para a felicidade do agente. Abby teria que reviver tudo o que passou no júri apesar de se lembrar pouco daquilo tudo. Gibbs estaria com ela para o que viesse. Ele seria seu braço direito.
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