Adoentada.

6 Estarei aqui.


Ducky e Vance chegaram 30 minutos depois na casa de Gibbs. Foram diretamente para onde Abby estava.

— Perdoe a demora, Jethro. – Disse Ducky entrando. – O transito estava terrível.

Gibbs não disse nada. Ele estava sentado à beira da cama de Abby assustado e com medo.

— Agente Gibbs. O que está havendo aqui? – Perguntou Vance. – A senhorita Sciuto está bem?

Gibbs olhou para Vance com uma expressão tensa.

— Ela ainda não acordou. – Disse Gibbs. – Desde aquele ataque que ela teve ontem à noite. – Gibbs pegou a mão de Abby. – Eu tenho medo Ducky.

— Deixe-me fazer os exames nela. – Disse Ducky. – Vamos ver o que ela tem.

Ducky tirou o estetoscópio da bolsa e colocou no peito de Abby para checar os sinais vitais dela. Ele tirou um aparelho de pressão e mediu a de Abby. Ducky ficou com uma expressão séria. Gibbs vendo a cara que Ducky fazia ficou mais preocupado ainda.

— O que foi Ducky? – Perguntou Gibbs.

— Peça para Tony chamar uma Ambulância para levar Abby ao hospital. – Disse Ducky. – A pressão dela está baixa. Isso é um resfriado forte demais até para ela.

— O que ela tem Ducky? – Vance queria saber o que Abby realmente tinha.

— Não tenho certeza Diretor. – Disse Ducky. – A febre parece de resfriado, mas ela está coma pressão baixa demais para ser só isso.

— Pressão baixa? – Perguntou Vance.

— Acho que ela está com Pneumonia. – Disse Ducky. – Essa febre que não baixa, os desmaios na agência... – Ducky fez uma pausa ao ver a cara de Gibbs. – Ela ficará bem. – Disse Ducky para Gibbs. – Só precisa ir para um hospital se tratar.

Tony havia chamado uma Ambulância para pegar Abby.

Os enfermeiros subiram a escada e colocaram Abby em uma maca para leva-la.

Gibbs não saiam de perto dela. Ele chamou Tony para ir com ele junto na Ambulância acompanhando Abby. Gibbs não soltou a mão dela durante toda a viagem. Tony via o quanto seu chefe estava preocupado com o estado de Abby.

— Tenho certeza que ela vai ficar bem, Gibbs. – Disse Tony.

— Se eu soubesse que ela estava com pneumonia eu teria levado ela direto para o hospital. – Disse Gibbs.

— Você não tinha como saber Gibbs. – Disse Tony. Ele estava tentando fazer Gibbs ficar positivo.

— Mas eu deveria. Eu deveria ter levado ela para lá logo que percebi que a febre não havia baixado. – Disse Gibbs. – É minha culpa.

Tony percebeu que Gibbs ficaria se culpando e que provavelmente nada que ele dissesse iria fazer diferença.

— Abby vai ficar bem. – Disse Tony. – E ela vai voltar e ouvir sua música alta, beber seu café, analisar DNA e ser feliz no laboratório dela.

— Espero que sim. – Disse Gibbs.

A ambulância estacionou na emergência do Hospital. Abby estava com uma aparência pálida quase de papel quando chegou ao hospital. Os enfermeiros a tiraram da Ambulância e a levaram para o atendimento sendo seguidos por Tony e Gibbs.

Depois de Abby ser examinada por completo, foi colocada em um quarto com soro.

Gibbs sentou na cadeira ao lado da cama dela. Tony ficou em uma outra cadeira dentro do quarto. Ele pegou seu celular e começou a jogar.

— Dinozzo. – Disse Gibbs. – Desligue isso. – Disse Gibbs.

— Perdão chefe. – Tony desligou seu telefone e virou para Gibbs. – Como Abby pegou Pneumonia se ela não foi para nenhum lugar frio há pouco tempo e estamos no verão.

— Do que está falando Tony? – Disse Gibbs. – Há gripes de verão também. Dizem que é pior que a de inverno.

— Mande uma amostra de sangue para McGee e a relação de drogas que eles estão dando aqui na emergência. Peça para ele procurar qualquer droga fora delas. – Disse Tony.

Gibbs não conseguia pensar em mais nada além de Abby então ficou feliz que Tony pediu isso.

— E como ela supostamente foi drogada, Tony? – Perguntou Gibbs.

— Ela estava com um copo de refrigerante alguns dias atrás quando chegou ao NCIS. – Disse Tony. – Lembro que era uma coisa alaranjada.

Gibbs concordou coma iniciativa de Tony. Ele pediu para a enfermeira algumas amostras de sangue e tecidos de Abby.

— Leve para McGee. – Disse Gibbs para Tony. – Diga para pedir ajuda ao Palmer se precisar. – Gibbs voltou a sentar depois de Tony sair.

Gibbs sentou de novo ao lado de Abby outra vez. Ele não tinha intenção de sair de perto dela tão cedo. Ele pegou a mão dela e colocou a sua sobre a dela.

Sede da NCIS...

McGee aguardava a chegava de Tony no laboratório de Abby enquanto Ziva ainda estava na sala dos agentes. Ela disfarçou o choro quando Tony apareceu.

— Ela vai ficar bem, Ziva. – Disse Tony.

— Tenho um mau pressentimento Tony. – Disse Ziva se recompondo. – Eu... Eu deveria ter percebido.

— Não se culpe. – Disse Tony. – Todos nós não percebemos. – Disse Tony.

Tony pegou as amostras e foi até o laboratório onde McGee estava esperando. Ele parecia abatido. Ficou olhando uma foto de Abby no porta-retratos. Tony entrou no laboratório e acabou batendo em uma das caixas no chão.

McGee logo voltou seu olhar para Tony.

— Ei Tony. – Disse McGee levantando da mesa. – Dá para tomar cuidado??

— Desculpe McGee. – Disse Tony. – Tenho umas amostras para você analisar.

— Tem certeza que são importantes? – Perguntou McGee.

— São amostras da Abby. – Disse Tony.

— Porque exatamente estamos fazendo isso? – Perguntou McGee.

— Porque eu tive uma explosão na mente e acho que a Abby não ficou doente de forma natural. – Disse Tony. – E Gibbs concordou comigo.

McGee ficou interessado.

— Como assim Tony? – McGee foi para perto de Tony para pegar as amostras.

— Acho que induziram a pneumonia nela. – Disse Tony. – Com remédios.

— Que tipo de drogas espera encontrar? – McGee parecia sem esperança.

Tony alcançou uma lista para McGee.

— Qualquer uma fora das drogas hospitalares. – Disse Tony.

— Vai ser difícil Tony. – McGee se sentou na cadeira.

— Chame Palmer. – Disse Tony. – Gibbs me colocou no comando do caso enquanto ele está com a Abby.

— E como ela está? – Perguntou McGee.

— Bem. Na medida do possível. – Disse Tony.

Palmer entrou no laboratório.

— Oh. Desculpa. Eu cheguei muito cedo? – Palmer parecia confuso.

— Não Palmer. – Disse McGee. – Chegou na hora certa.

— Esperarei os resultados com Ziva. – Disse Tony saindo.

Tony desceu de elevador. Ziva ainda estava chorando quando Tony chegou.

— Ei Ziva. – Tony se aproximou e deu um abraço. – O que foi?

— Era Gibbs. – Disse entre uma lagrima e outra. – Abby não está bem. Ela está com broncopneumonia. – Ziva deixou-se cair nos braços de Tony. – Ela não vai ficar bem.

Tony queria esconder as lagrimas, mas elas rolaram sozinhas. Abby estava partindo e eles não conseguiriam descobrir o que estava causando isso.