Adoentada.

7 Fique comigo.


Gibbs continuava no hospital ao lado de fora do quarto de Abby. Ela estava em uma ala especifica para tratar o que ela tinha. Gibbs tinha medo de sair para pegar café e voltar e encontrar Abby sem vida. Ele realmente precisava ficar acordado.

Tony foi ao hospital revezar com Gibbs. Ele precisava dormir um pouco.

— Não vai poder cuidar da Abby se ficar doente, chefe. – Disse Tony sentando-se ao lado de Gibbs.

— Seria menos doloroso. – Disse Gibbs.

— Algum sinal de melhora? – Perguntou Tony.

— Não. Os médicos a colocaram em coma induzido. – Disse Gibbs. – McGee já descobriu o que aconteceu com a Abby?

— Ele e Palmer se revezaram no laboratório. – Disse Tony. – Ainda falta algumas para testar.

— Não temos tempo Tony. – Disse Gibbs. – É... Eu realmente preciso ir para a minha casa. – Gibbs se levantou e andou até a janela do quarto de Abby. – Me ligue se ela acordar ou se algo mudar. – Gibbs mudou o final da frase. Ele tinha medo de pronunciar qualquer coisa.

— Sim chefe. – Disse Tony. – Ficarei aqui com ela. E amanhã Ziva vem também.

— Ótimo. – Disse Gibbs. – Abby não pode ficar desacompanhada.

Ele se levantou e saiu. Pegou seu carro no estacionamento que McGee havia trazido para ele. Ele sentou no banco da frente e começou a chorar lembrando que ele havia levado Abby ao seu lado e agora tinha que deixar ela internada num hospital.

Tony ficou na sala ao lado onde Abby estava. Ele tinha a companhia de seu celular, mas não estava muito interessado em seu jogo. Uma das enfermeiras trouxe um refil de café para Tony, mas logo ele teria que ir ao banheiro e deixar Abby sozinha era arriscado.

O celular de Tony tocou quando a bexiga dele já estourava.

— Fala logo McGee. Onde você está? – Perguntou Tony.

— Chegando no andar. – Disse McGee.

— Dá para apressar? – Perguntou Tony. – Preciso muito ir ao banheiro.

— Vai que eu vou lá direto. – Disse McGee.

— Chega logo McGee. – Disse Tony. – Eu vou ao banheiro.

Tony desligou o telefone e correu até o banheiro masculino no mesmo momento que McGee saiu do elevador. McGee foi direto aonde Abby estava internada.

Tony chegou logo em seguida. Aliviado por ter finalmente ido ao banheiro. Ele se sentou ao lado de McGee.

— Descobriu o que causou a broncopneumonia em Abby? – Perguntou Tony.

— Sim. – Disse McGee entregando uma folha com os resultados. – A substância se chama Amiodarona. Em pequenas doses trata de doenças cardíacas. Seu uso pode acarretar em pneumonia ou até broncopneumonia.

— Abby não tem doenças cardíacas. – Disse Tony.

— Por isso me chamou atenção. – Disse McGee. – Você disse que ela vinha sempre com um copo de refrigerante para o NCIS por causa do calor. – Começou McGee. – Se ela chegava ao NCIS com o copo pela metade isso quer dizer...

— Quer dizer que Abby estava sendo drogada no carrinho da praça da agência. – Disse Tony interrompendo McGee.

— Acha que Gibbs deveria saber disso? – Perguntou McGee.

— Tenho certeza. – Disse Tony teclando alguns números torcendo para que Gibbs tivesse deixado o celular ligado. – A qual é chefe. Atenda!

— Espero que seja importante Tony. – Disse Gibbs provavelmente acordando. — Estava dormindo.

— Descobrimos o que Abby tem. – Disse Tony.

Gibbs pulou da cama ainda com o telefone nas mãos.

— Achamos uma droga de uso controlado em Abby. Que não deveria estar ali. – Disse McGee no celular de Tony.

— Achamos que ela esteja sendo drogada pelo homem que vende refrescos na Praça do NCIS. – Disse Tony retomando o celular.

— O vendedor de refrescos? – Perguntou Gibbs. – O que Abby fez para ele?

— Mandei Ziva atrás dele. Ela disse que ele não foi trabalhar hoje. – Disse Tony.

— Vou para a agência. – Disse Gibbs. – E você fica aí no hospital Tony.

— Chefe. É hora de você dormir. – Disse Tony. – Eu vou até lá. E vejo isso.

Gibbs desligou sem dar uma resposta a Tony.

Tony deixou McGee no hospital cuidando de Abby e voltou para a agencia mesmo sabendo que Gibbs estaria lá e que provavelmente assumiria o que agora tinha se tornado um caso para a agência.

Gibbs já estava na agência quando Tony chegou. Ele estava conversando com Ziva.

— Chefe. – Disse Tony.

— Eu mandei você ficar no hospital Dinozzo. – Disse Gibbs.

— Não consegui ficar lá. – Disse Tony. – Me sinto impotente lá. McGee ficou cuidando de Abby apesar de não saber quem está tentando mata-la.

Tony estava irritado. Abby era importante para ele como se fosse uma irmã. Era meio clichê, mas ele sabia que ela sempre estaria com ele quando algo desse errado.

— Quem é o cara que vende refrescos? – Perguntou Gibbs. – E porque iria tentar matar a Abby?

Tony pegou o controle da televisão e clicou em alguns botões. Algumas imagens apareceram na tela.

— O nome dele é Julian Andrews. – Tony falava enquanto clicava para as imagens apareceram. – Identificamos pelas digitais no carrinho de refrescos. Pediu uma licença para vender refrescos aqui há cinco meses para o verão.

— Qual a ligação dele com a Abby? – Perguntou Gibbs.

— Não sabemos. – Disse Tony.

Vance apareceu no topo da escada.

— Agente Gibbs. – Chamou Vance. – Minha sala. Agora.

Gibbs subiu as escadas com rapidez. Parecia importante.

— Fecha a porta. – Disse Vance. – Lembra de Terry Spooner?

O nome soou na cabeça de Gibbs como um sino.

— E como não lembrar –Disse Gibbs. – Ele tentou matar Abby no passado quando ela foi depor contra ele. – Gibbs queria socar a mesa, mas se conteve para não estragar a mesa de Vance. – Ele está preso, não?

— Não está mais. – Disse Vance entregando uma pasta para Gibbs.

— Quem soltou ele? – Perguntou Gibbs.

— A pena dele foi reduzida. – Disse Vance.

— Onde ele está agora? – Perguntou Gibbs.

— O agente da condicional dele disse que ele arrebentou a tornozeleira e desapareceu há quatro semanas. – Disse Vance.

— Se eu bem me lembro eu pedi para avisarem quando ele fosse solto. – Disse Gibbs. – Ele tentou matar Abby, a sequestrou, quase a matou.

— Eles acharam que você não se importava mais, além disso quem pediu foi Jenny Shepard e eles acharam que não seria mais preciso depois que ela foi assassinada. – Disse Vance.

— "Acharam que não seria mais preciso."— Disse Gibbs repetindo o que Vance falou. – Ele jurou matar a Abby na frente de 7 jurados, um juiz, e muita gente no tribunal. E ainda eles dizem que não seria mais preciso. – Gibbs começou a falar mais alto.

— Gibbs. – Disse Vance. – Se formos atrás dele ele pode mandar alguém matar Abby no hospital.

— Ele não vai ter chance de fazer isso. – Disse Vance. – Porque se ele fizer meto uma bala na cabeça dele sem piedade.

Gibbs saiu do escritório de Vance batendo a porta.

— Trate a porta bem agente Gibbs. – Gritou Vance. Ele não podia culpar Gibbs. Sabia o quanto o agente protegia sua equipe e que considerava Abby sua filha.

O agente agora estava com sangue nos olhos. Ele pegou o distintivo e a arma. Tony fez o mesmo.

— Quer quebrar algumas regras, Tony? – Perguntou Gibbs.

— Porque? – Perguntou Tony.

— Eu vou caçar o filho da mãe que está tentando matar Abby. – Disse Gibbs. – E eu não vou ter nenhum pingo de piedade com ele.

Ziva pegou sua arma e distintivo.

— Se vocês forem eu vou junto. – Disse Ziva.

— Isso pode custar a carreira de vocês. – Disse Gibbs. – Vão mesmo arriscar?

— Não tenha dúvidas Gibbs. – Disse Ziva.

— Estou apto a concordar com a Ziva chefe. – Disse Tony.

Gibbs seguiu com Tony e Ziva para o elevador.

— Vamos pegar esse cara. – Disse Gibbs.

O elevador fechou com os três agentes dentro.