Notas iniciais
— De novo isso, rapazes?! — reclamou o homem adulto que segurava com força uma bola de basquete. — Tomas, o que faria se tivesse machucado feio o ombro de Jerry?
— Teria rido pra caralho. — o moreno dissera uma frase um tanto cômica, entretanto estava tão sério e cheio de ódio que o professor sentiu-se um tanto mal. — Eu estava de boa jogando basquete quando esse girino resolveu se meter na minha frente, a culpa não é minha.
Suspirou e olhou para um adolescente de apenas 1.60 segurando o ombro, como se estive muito machucado, sua expressão era de dor. Suspirou de forma ainda mais pesada e disse:
— Desculpa, Tomas, mas vou ter que lhe dar uma detenção, conheço sua relação com Jerry, não me surpreende que gostaria de deslocar o ombro dele. — anotou um papel. — Hoje, depois das aulas.
— Eu tenho karatê! — retrucou injustiçado.
— Ótimo, pense nisso antes de machucar seu amigo de novo. — entregou-lhe o papel. — Dispensados, Jerry, vá para a enfermaria.
— Sim, senhor.
Os dois rapazes saíram da quadra então, no momento que saíram, o menor, de cabelos tão altamente espetados que pareciam furar ao toque, tirou a mão do ombro e adquiriu uma expressão satisfeita.
— Se fodeeeeu. — cantarolou sorrindo. — Se ficar faltando o karatê assim, suas fãs vão se desapontar, e ainda não vai ser o capitão. Sugiro comparecer a detenção senão vai ganhar mais uma, Tominho.
Em alguns segundos, o mais alto pegou o outro pelos cabelos e gola e o prensou contra uma pilastra ali do lado.
— Seu. Maldito. Rato. — disse com raiva. — Você me enoja, toda vez que olho na tua cara, meu coração bate forte de vontade de te espancar e te jogar na vala. Eu ‘to com tanta raiva nesse exato momento, que se pegassem meu coração e espremessem, ia sair coisa tão preta e espessa que mais ia parecer petróleo! — falou tão alto a última parte que mais pareceu um grito.
A cabeça do loiro latejava, todavia isso não o impediu de dar um sorriso no canto da boca, que se transformou em algo maior em alguns segundos.
— Então me mata. Aí você pode ter certeza que absolutamente nenhum dos seus sonhos vai se realizar, Tominho. — o outro levantou p pulso com brutalidade. Mudou o tom de voz e se encolheu. — D-Desculpa, Tomas, eu juro que não fiz nada, n-não me machuca mais! — implorou.
Parou o braço no ar, o que tinha acontecido? Olhou para trás hesitante, lá estava a professora.
— Tomas. Detenção. Se já tiver uma hoje, amanhã, depois das aulas.
* * *
Tomas se remoía algumas cadeiras à frente do outro, que tinha um sorriso de orelha a orelha e uma faxa o ombro que fingira ter sido machucado.
Tom e Jerry eram dois jovens competitivos e “inimigos” por natureza, mal se conheceram aos 6 anos quando resolveram se dar uns socos, 10 anos depois a história era a mesma. Mais pareciam gato e rato do que humanos.
Conseguiam competir por tudo sem nunca se cansarem: popularidade, força, notas, garotas com quem já tinham ficado.
O loiro ganhava em tudo, menos força. Mesmo sendo do futebol americano, não tinha músculos trincados nem nada muito marcado, eram os piercings e beleza que chamavam a atenção das garotas. Podia até não usar na escola, mas todos sabiam que usava.
Os da orelha usava normalmente... assim como o da língua. É pode-se dizer que o único que não colocava no colégio era o da boca e o da sobrancelha. As vezes conectava o dos lábios por uma corrente até o brinco, mas isso fica pra depois.
O maior era sem dúvidas do tipo mais reservado, e era esse o ponto que o tornava popular, seu jeito sério e secretamente rebelde de vice capitão do clube de karatê fazia muita gente suspirar.
Ninguém sabia ao certo se aqueles dois adolescente eram melhores amigos ou inimigos de pacto, estavam juntos boa parte do tempo, trocando ódios.
Todos na escola animavam-se para uma festa no fim de semana, ela sem dúvidas prometia ser o assunto dos corredores durante meses, ou até a próxima festa.
Todo mundo aguardava desesperadamente querendo saber o que aqueles dois garotos mais populares do colégio iam fazer dessa vez, já haviam brigado a ponto de ir pro hospital, tido uma competição de bebidas que acabou no hospital, tudo sempre terminava em hospital, e no professor de Educação Física tirando eles de problemas.
E o fim da aula chegou.
Aos poucos as pessoas saíram, andaram pelos corredores, pegaram suas coisas e foram embora, enquanto isso Jerry olhou para o outro, encaram-se durante alguns segundos antes do menor colocar a língua para fora da boca junto ao seu piercing com pequenos espinhos macios, foi embora para casa, já que tecnicamente não podia treinar. Sua mãe viera busca-lo.
— Oi, querido. Como foi a aula? Tirando o machucado. — perguntou a mulher sorridente.
— Foi muito boa. Ah, sábado vai ter uma festam posso ir?
Ficaram em silêncio durante alguns segundos.
— Querido...
— Mas, mãe!
— Você lembra muito bem do que aconteceu nas últimas vezes, não sei nem como agradecer ao Sr. Franklin por ter te tirado de tantos problemas.... — suspirou — seu pai e eu nos preocupados, seus irmãos não foram assim, então não sabemos direito como agir, porém, acho que não deixar você ir é uma boa opção.
— Por favor! Eu juro que não vou fazer nada de mal!
— Nem ficar com ninguém? Vale para garotos e garotas.
— Bom, sobre isso... eu não posso falar que não.. — balbuciou cabisbaixo, ele sempre era sincero com sua família, amava eles.
— Hahahahah, você jura? — ele assentiu — Vou pensar sobre isso. Seja muito legal e educado que você vai.
Festejou feliz, mas sem batucar em lugar algum para não levantar suspeitas.
Enquanto isso, o outro estava dentro de uma sala de aula, tentando invocar um demônio, talvez assim se livrasse daquele maldito. Queria puxar aquele piercing na língua daquele loiro até arrancar.
Tinham dez pessoas no cômodo, entediadas, as garotas mexendo secretamente nos celulares e os garotos distribuindo fotos de alguma revista pornô. Ele escrevia coisas estranhas no cadernos, esperando o diabo aparecer, obviamente.
E o tempo foi passando, agora só conseguia pensar que no dia seguinte estaria ali de novo. Queria ir logo na festa, talvez assim conseguisse se livrar do outro, ia achar algo tão horrível para fazer com Jerry, que este nunca mais ia tentar sacanea-lo de novo.
Quando tocou o sinal, levantou tão rápido quanto Edward Cullen, ia pedir desculpas para seu capitão, até algumas garotas aparecerem.
— Tooom, você vai na festa do Spike? Diz que siiiim, vamos ficar juntos lá! — implorou uma garota assustadoramente linda, corpo e rosto bonitos, ela estava muito afim dele. — Estou a um tempão querendo falar com você, mas está sempre com o Jerry...
Ela era linda sim, entretanto a única pessoa que passava pela sua cabeça era seu capitão.
— Desculpa, podemos nos falar depois? Eu tenho outras coisas pra fazer. — nem sequer hesitou.
Ficava com garotas, já havia transado com quatro pelo menos, só que de estranho jeito, eles não o despertavam interesse, fascínio, eram apenas... garotas. Também nunca se apaixonara, estava ocupado demais com um certo rato de 1.60, que ocupava seus pensamentos 24 horas por dia, todos os dias.
Chegando lá, só conseguia pedir por perdão.
— Desculpa mesmo, capitão, foi o Jerry, ele me ferrou, e agora amanhã eu vou ficar na detenção! — implorou e explicou.
— Tomas, já é a quinta vez, e todas as vezes eu vejo esse garoto no treino dele, isso mais parece uma desculpa, tem certeza que pretende ser o capitão ano que vem? Não está se esforçando o suficiente. — comentou, sério.
O rapaz levou uma bronca de 10 minutos antes de ir embora agoniado, puxou os cabelos para trás, queria fazer com que o inimigo natural se sentisse indefeso, extremamente sem palavras. Mas o que?
E o tempo passou, nenhum plano foi bolado, apenas a excitação para a festa existia.
— Mamãe, falta apenas uma hora pra começar, me deixe ir, por favor!
— Hm.... não sei, será que devo?
— Sim, por favor! Eu lavo todas as louças por duas semanas!
— Um mês...
— Fechado! — nem pensou direito, só queria ir pra festa, mal sabia que deveria ter ficado em casa.
Correu rapidamente para tomar um banho e começar a se arrumar, esperava se divertir muito nessa festa, pretendia ignorar o rapaz de cabelo pretos e 1.80, não estava com vontade de parecer que havia mentido para os seus pais.
A casa de Spike ficava a 20 minutos dali de skate, tudo bem que a festa ia durar até cerca de cinco horas da manhã, entretanto, queria aproveitar desde o início e ao máximo.
Escolheu uma boa roupa e então foi sorrindo de felicidade.
— Garoto, não vá se meter com nenhum viado, entendeu? — disse um adulto severo. — Sei que sabe disso, mas é sempre bom relembrar, não acha?
— Claro. — Tomas assentiu, crescera sendo educado por seus pais religiosos a não gostar de homossexuais, nunca tivera problema com nenhum tipo raça, religião, poção sexual, só que tinha que obedecer as pessoas que o alimentavam. — Amanhã cedo estou de volta.
E saiu puxando os cabelos para trás, tentando imaginar o que poderia acontecer naquela grande casa cheia de pessoas do ensino médio.
Quando chegou, olhou para os lados. Já estava repleto de pessoas comas aqueles famosos copos de plástico vermelho nas mãos, conversando animadamente com seus grupos de amigos.
A casa tinha piscina, mais um ponto positivo, nem sabia se ia ou não pular, de qualquer maneira, era legal. Não demorou até achar os seus amigos e correr até eles.
— Cara, acho que hoje eu vou ficar muito louco! — um de seus amigos admitiu. — Falaram que trouxeram até drogas pra cá.
— O que? Sério?! A gente pode ser preso, cara! — retrucou um deles preocupado. — Você não vai fazer nada disso né, Tom?
— Ahn? Bom... eu acho que sou expulso de casa se me descobrirem. Vou só beber mesmo. — ele parecia, mas não era tão delinquente assim.
— Tooomaaas! Finalmente ter achei! — uma voz feminina interrompeu o papo, os olhos verdes brilhavam om o jogo de luzes. — Vamos dançar?
Os rapazes coraram ao vê-la, Toodles Smith, com a parte de cima de um biquíni e shorts curtos, toda molhada, os cabelos louros pingavam excessivamente.
— Não acha que vai escorregar? — seu humor não mudar, levou um pisão no pé de um dos colegas em resposta. — Q-Quer dizer, você não ‘tá com frio?
— Talvez... — um sorriso malicioso surgiu em sua face branca, queria que o vice capitão do clube de karatê tirasse sua camisa. — Você poderia...?
— Sem problemas.
Um grande sorriso apareceu antes de desaparecer com desgosto, só podia ser brincadeira.
— Vim com duas para ter outra se algum maluco vomitasse em mim, qualquer coisa você me entrega segunda. — entregou a ela. — Combinou com você.
— Hahaha, obrigada... — respondeu falsa — Vamos? — puxou-o antes de uma resposta.
Dentro da casa todos dançavam animados, muitos casais ficando, grupinhos bebendo e competindo.
Não era muito extrovertido, mas dançava um pouco, só não estava preparado para Toodles se mostrando cada vez mais, mexendo sua cintura de modo excessivamente provocante.
Aquilo deveria lhe excitar?
Aparentemente ela queria desesperadamente beija-lo, ah, fazer o que, não? Ela iria persegui-lo até conseguir. Não queria faze-lo, mas já que era obrigado, pegou um copo vermelho e bebeu todo o conteúdo dentro dele, cerveja. Se tinha uma coisa do qual era fraco, era álcool, ia tirar proveito. Bebeu mais dois enquanto a garota rebolava. Agora estava pronto.
— Tood... — a moça olhou-o esperançosa. Prensou-a na parede com certa delicadeza e começou a beija-la, não achava beijar excitante, mesmo já tendo beijado tantas garotas, ainda se perguntava como conseguira ter uma ereção com as últimas 4 garotas.
A alguns cômodos de distância estava o adolescente de piercings, sorris muito e gritava ao falar, se divertia como nunca, ainda estava relativamente cedo, pretendia se divertir muito, muito, muito mais.
— Jerry, por que não bebe?
— Prometi para os meus pais que não faria besteira.
— Que podre! Eles nem vão saber!
— Acredite, eles sempre dão um jeito. — riu sentando-se em um sofá e se acomodando junto a uma amiga e um amigo. — Sinto que hoje vai ser a noite mais legal do mundo.
De repente um estrondo de porta batendo preencheu o quart, Spike entrou gargalhando no quarto, claramente bêbado.
— Eu peguei sal na cozinha! Vamos apostar!!
Tom já estava um tanto alterado quando ouviu garotos dizendo que
O dono da festa conseguira cocaína. Ia apostar com um grupo de punks.
Nesse momento, Tomas sentiu que algo ruim ia acontecer.
— Pago 100 pra quem dar uma fungada aqui! — riu colocando na mesa. — Quem te, coragem? Vem, Josh!
— Foder meu nariz só por 100? Nop. — recusou um de cabeça raspada. — Manda o Jerry ,o senhor anjo.
— Bom... eu...
— É só sal! Tu não vais morrer se cheirar, vai ganhar 100 dólares.
Hesitou rindo nervosamente, queria o dinheiro. Como se não tivesse nada a perder, se levantou, seguido de uma salva de gritos e batidas.
Bebeu mais copos, não queria se preocupar com o idiota, todavia,
Parecia que quanto mais bebia, mais seu subconsciente o puxava
para o inimigo, Toodles ria como uma hiena de felicidade
ao seu lado. Estava aborrecido.
— Se prepare psicologicamente para o sal!
Um coro de adolescente “animados” gritavam : “Cheira!” , uma coisa um tanto vergonhosa, porém eram adolescente, tinham o direito de certa forma.
Estava nervoso, sua narina direita ia morrer naquela noite, só que o dinheiro era bom (na sua humilde opinião), poderia gastar com o que quisesse.
E lá foi ele.
No momento em que inalou o pó branco, soube que não era o que pensava, tarde demais, já estava drogado.
— Que MERDA, cara! — levantou-se com rapidez, esfregando o nariz, desesperado. O efeito estranhamente não tinha começado, talvez demorasse um pouquinho. — Eu não acredito, não acredito...!
Correu do quarto desesperado, nem sabia o que ia fazer, só sabia que o tinham enganado, as pessoas não podiam saber, senão ia contar.
Esfregava o nariz com esperança de que não sofreria os efeitos daquilo quando deu de encontro com alguém forte, ficou atordoado por alguns segundos e ia pedir desculpa, antes de ver os olhos verdes o encarando.
— Sai de perto de mim, eu não sei o que... — parou de repente — ... meu... Deus... — olhou desesperado para os lados, viu um quarto, correu para ele, em direção ao banheiro dentro dele, o moreno foi logo atrás.
Abrira a torneira e começara a jogar água na cabeça, começava a sentir os efeitos e não havia passado nem um minutos que havia se metido na encrenca.
O cabelo começara a desmanchar-se por conta da água, estava meio desesperado, seu coração começara a bater muito mais forte.
Tomas havia trancado a porta para ter certeza que o menor não sairia, estava bêbado, não estava pensando nem um pouco direito, ele queria... ajudar Jerry, não queria que os outros descobrissem o que havia acontecido, pois sabia que ele não queria.
— Jerry, se acalma. — falou, estava fora de si, mas de algum jeito conseguia andar e falar normalmente, era como se seus pensamentos eram focados no outro, sexualmente falando. Não sabia o que fazer.
— Me acalmar? — começou. — Isso é impossível! EU TO MUITO FELIZ! Eu quero ir pra piscina. — andou em direção a porta.
— Sim. Se. Acalma. — puxou-o pelo ombro e o jogou na cama que tinha ali, segurou seus pulsos finos. — Você vai se arrepender pra caralho quando isso passar, então se aquieta.
— Foda-se! Eu quero fazer isso agora, depois eu me viro com o resto. — debatia-se eufórico. — ... isso é bom... — sussurrou de um modo que parecia uma outra coisa.
Seu peito subia e descia com velocidade, parecia desesperado para usar aquela euforia, olhava com o que parecia um olhar sedutor.
“O que está acontecendo, Tomas? Por que você está se sentindo assim perto do rato?” — perguntou-se ainda encarando-o, segurou suas mãos com mais força.
O garoto que estava em baixo se contorceu mais tentando sair.
— Me deixa sair, merda. — praguejou. V Duvido que vá conseguir fazer eu me divertir me prendendo desse jeito, babaca.
— O que quer dizer?
— Que eu to ficando com tesão. — olhou para o lado um pouco incomodado. — Duvido que vá fazer algo sobre isso.
O mais alto corou. E agora, será que deveria fazer algo? Poderia muito bem ser só uma brincadeira e então se tentasse algo seria zoado pelo resto de sua inútil existência.
— Eu não ‘to brincando, me ajuda, sino como se fosse morrer.
Moveu-se de modo que o volume em sua bermuda fosse sentido pela perna do outro.
— Aposto que nunca teve o prazer de beijar um garoto. Acha que eu não sei que curte homem? Tá absurdamente na cara, o jeito como trata qualquer fêmea mostra o seu “grande interesse” por elas.
— Eu devo estar mesmo muito bêbado. — resmungou.
Jerry não sabia direito o que fazia, os efeitos da droga o estavam enlouquecendo, conhecia os efeitos dela, e não queria de forma alguma senti-los, aos pensar que iria querer mais, já batia um leve desespero, então usaria o outro adolescente para burlar aquilo.
— Não vai matar ninguém, a porta está trancada, ninguém vai saber. — falou com um olhar e modo como se precisasse daquilo.
Encararam-se alguns segundos e então o moreno aproximou-se lentamente, 99% do seu corpo flava para ele agarrar aquela chance com unhas e dentes, o outro 15 falava que ele se arrependeria amargamente. Foda-se o 1%, era minoria mesmo.
Quando seus lábios se encontraram foi algo esquisito, 10 anos de ódio para agora se encontrarem naquela situação? O mundo realmente dá voltas...
Beijaram-se uma vez e já foram para o próximo. Inacreditável, era o nome dado para aquela situação, Tomas sempre quisera saber como seria beijar alguém com piercing, e nossa, como aquilo era bom, o loiro beijava bem. Aquilo sim era bom.
A cada toque do pequeno objeto de “espinhos macios” em sua língu, sentia que o contato ficava melhor. Soltou as mãos dele, que foram em seguida na direção de seus cabelos, tocando-os com estranha delicadeza, como se aquele fosse seu jeito sempre. Cada um tinha seu jeito de beijar, e quando misturado, se transformava em algo magnífico.
Paravam um pouco e se entreolharam como se perguntassem um para o outro o que estava acontecendo ali naquele quarto, sem respostas, voltaram ao que estavam fazendo.
Quando mais se beijavam, mais o 1% diminuía, até desaparecer por completo,
Sentaram-se na cama e se olharam, sem palavras, queriam voltar.
— Vamos mesmo continuar com isso? Eu to bêbado, quero agora, não sei o que vou pensar amanhã... — comentou, tentando conter sua ereção.
— Que se dane amanhã, vamos aproveitar o agora. — tirou a própria blusa e ajeitou os cabelos agora caídos pela falto de produto. — Sem muita pressa, temos a noite toda.
Beijou o pescoço de Tomas, canto dos lábios e pôr fim a boca, tocou-lhe a face. Estava já completamente excitado, queria que o outro também se sentisse assim, para desfrutarem juntos o ato sexual que estava por vir.
Puxou a camisa dele e tirou, dessa vez, estava com o peitoral nu. A vista sem dúvidas era bela, os músculos definidos de um dos integrantes do clube de karatê eram tão sedutores quanto o seu dono.
Sempre fora bissexual, não tinha mudado de repente só por conta da droga, entretanto, por conta dessa mesma não sabia se gostava tanto do outro como estava gostando agora ou não.
Jogou em qualquer lugar as peças, encostou-o lentamente na cabeceira da cama, beijou seu pescoço e trilhou beijos até o abdômen. Poderia até ser o passivo, mas isso não quer dizer que era sem iniciativa.
Desabotoou os botões de sua calça e abaixou junto a sua peça íntima, agora o pênis excitado do maior estava amostra, pareceu um pouco embaraçado com a situação.
O louro lambeu a própria mão e levou até o órgão, masturbando-o, voltou ao toque labial, as línguas logo se massageavam, só pararam quando o moreno deixou escapar um gemido, e o outro riu,
Disse então ao pé de seu ouvido:
— Quer que eu faça com a boca? Tenho 100% de certeza que nenhuma dessas garotas fez isso em você. — afirmou com um sorriso malicioso.
Abaixou-se vagarosamente, distribuindo beijos pelo seu corpo todo, até chegar na parte desejada.
— E-Espera, você vai mesmo fazer isso...?! — e logo que terminou a frase, uma sensação nova explodiu pelo seu corpo inteiro, impulsionou para trás com o choque.
Não era mentira, nenhuma das garotas com quem dormira ou ficara havia feito aquilo, e mesmo que tivessem tentado, provavelmente teria recusado pela falta de “animação” pelas meninas.
Sua boca era simplesmente tão boa, era o que sentia pelo menos, aquele momento era tão íntimo que sequer conseguia emitir sons, não ainda.
Sua cabeça seguia para cima e para baixo enquanto a língua massageava o órgão todo. Todas as vezes que recomeçava e os lábios abriam sexy e lentamente, o moreno sentia que chegava mais perto de gozar.
Segurou os fios castanhos claros para impedi-lo de parar, agora um gemido escapara, começara a arfar, estava chegando.
O ritmo aumentou, começou a fazer movimento novos, já estava até preparado par o que estava por vir, de certa forma já tinha se acostumado, só que aprendia rapidamente, tanto fazendo quanto fizeram nele.
— Jerry... não estou acreditando... q-que está fazendo isso... — seu corpo começara a tremer um pouco. — Jerry... eu... droga...!
E então chegara ao seu máximo dentro d boca do outro, esforçando-se ao máximo para não puxar demais os cabelos ou qualquer coisa que poderia deixa-lo mais incomodado do que imaginava que estivesse.
Como já tinha gozado naquele dia, mais precisamente durante o banho, a quantidade de sêmen expelido fora menor, o que o havia deixado menos apreensivo.
Por mais incrível que pareça, o menor engolira todo o líquido sem qualquer vergonha, ele fazia aquilo porque se colocava no lugar dos outros e sabia o quanto gostaria daquelas coisas. Era um rapaz esperto.
Levantou o rosto calmamente e olhou Tomas nos olhos, ambos arfavam, só que por motivos diferentes. Aproximavam-se aos poucos, como se testassem antes de tocarem-se de novo.
Um rápido beijo foi dado antes do moreno arrancar a bermuda do outro também, se recusaria a ficar nu sozinho em um quarto, com um garoto e em uma festa. Tiram entredentes sem qualquer motivo aparente.
— Não sei como agradecer por isso que você acabou de fazer em mim.... — sussurrou puxando seus fios para trás, um tanto corado. — Meu Deus, o que estou falando. — pensou alto, parecia um tanto confuso.
Nas histórias normais, quem estaria envergonhado seria o passivo, ali era exta e absolutamente o contrário.
Não sabia nem por onde começar, observou o corpo do menor, e ao fazer aquilo, sentiu uma pontada forte de tesão, não havia sentido aquilo ao olhar o corpo de alguém antes.
Encostou-o na cabeceira da cama, invertendo as posições. Mordiscou seu maxilar e seguiu para o pescoço, fazendo o outro estremecer e suspirar. Chegou então em uma das melhores partes, os mamilos, um deles tinha um piercing. Nunca imaginara que aquilo ficaria tão sexy nele.
Mordeu justamente o mais sensível, pra ver como o outro reagiria, apertando o outro com a ponta dos dedos.
— Aah! P-Por que escolheu justo esse?
— Não venha me dizer que não gosta.
O rosto levemente bronzeado corou ao ouvir a frase, havia se acanhado porquê era verdade.
Roçou os dentes na ponta daquela pequena e rosada parte do corpo do parceiro sexual, ouviu um ruído, sugou e puxou o mamilo, e por conta disso conseguira ouvir mais um gemido.
— T...Tomas, eu q-quero... tá doendo.
Nunca havia masturbado nenhum garoto a não ser si mesmo, mas pelo menos tentaria. Ia começar, quando foi parado.
—Coloca dentro, masturbação posso fazer sozinho.
— C-Certo.
Procurou sua calça até achar e retirou dela rapidamente uma camisinha, já voltava a dar atenção ao outro quando escutou: “Pega a minha bermuda, por favor.” Fez o que o outro pedira e entregou-lhe.
O louro abriu um dos grandes bolsos da peça de roupa e tirou dali um pequeno frasco de plástico preto com a tampa vermelha escura, jogou novamente no chão o pano e segurou na frente do moreno.
— Não sou mulher, você vai precisar disso. — riu com o canto da boca. — Acredite — observou o ativo colocar rapidamente o preservativo e pegar de sua mão o lubrificante. — Você é bom em colar isso, hem?
— Não queria ter problema de as garotas falarem que eu não sou bom e você descobrir. — deitou-o sobre a cama beijando e deixando algumas marcas de chupões em seu pescoço. — Agora posso provar e calar sua boca sobre minhas habilidades. — mordeu o lóbulo de sua orelha e em seguida lambeu toda a sua extensão; o outro vibrou.
Puxou as pernas dele e posicionou-se na posição sexual, aquele adolescente o excitava, e muito. Já passara o óleo por toda a extensão de seu pênis.
Jerry segurou os braços do outro antes de ele lhe adentrar e disse em um sussurro extremamente sério e malicioso:
— Eu quero que você me foda com tanta força — desceu a mão e arranhou o abdômen de Tomas com força. — que me faça esquecer como se anda amanhã.
Ouvida a mensagem, sem qualquer pudor por antes dizer-se hétero, passou a adentrá-lo.
— Como quiser.
O lubrificante realmente funcionava muito bem, entrou aos poucos sem tanta dificuldade, deixaria o melhor para depois.
Aquilo era melhor do que qualquer vagina.
Suas faces haviam se afastado um tanto, mas conseguia ouvir os gemidos de prazer e dor do outro, seus olhos pouco marejados, havia voltado a apertar seus braços.
— Por que... trouxe um lubrificante para uma festa? — perguntou logo que conseguira colocar tudo dentro.
— M-Meus pais me obrigam. — “Nossa”, acompanhado de um riso, foi a resposta do mais alto “tenho que agradece-los depois.”
— Entrou tudo, como se sente sobre isso?
— Desesperado.
— Como se fosse explodir? — assentiu — Ótimo.
Logo a primeira estocada já fora forte e no lugar certo, e não demorou até a segunda vez, melhor que a primeira, começou a ir cada vez mais rápido.
As mãos de Jerry estavam nos braços do maior, porém se direcionaram para o lençol de cama, se segurando ali, como se precisasse manter um certo equilíbrio.
Estava doendo como de costume, porém o prazer era maior do que qualquer coisa, fazendo-o esquecer daquele fator.
Tomas apoiava-se na cama com força, para conseguir observar do melhor ângulo possível o rosto rubro e levemente molhado pelos acontecimentos passados.
Sua expressão era mais sexy a cada movimento em que ia para cima, seus olhos castanhos marejados, a boca entre aberta como se estivesse em busca de ar, alguns fios de cabelo caíam sobre a face, os baixos sons que saíam de sua boca e aumentava gradativamente, tudo nele era perfeito naquele momento.
Prendeu as pernas em volta do tronco de Tom, voltou a posição inicial, dessa vez arranhando com força e tesão as costas largas.
Gemia alto, e o volume parecia aumentar a cada estocada, não se continham porquê estavam no meio de uma festa, com som alto, pessoas gritando e dançando, bêbados. Deveriam ter pelo menos mais uns 4 casais fazendo sexo naquele local.
Só havia um “pequeno” problema a mais naquele momento, os dois eram rapazes, os mais populares e claro, tinham a fama de se odiarem de modo apavorante.
Bom, desejo carnal não chega nem perto de ser amor, mas pessoas que se odeiam não transam, a menos que seja um estupro. Será que haveria mesmo algo a mais ali naquela relação?
Mesmo que o efeito eufórico da droga tivesse passado, o reverso não acontecera por conta do tesão, seu plano felizmente estava dando certo, seu organismo não ia pedir por mais daquilo, ia pedir por mais prazer como aquele.
— Tom... Tomas, eu estou quase. — balbuciou baixo. — Q-Que merda... vou ficar todo sujo.
Já estava rápido, mas o ritmo aumentou, junto a força, o mais alto estava levando a sério o que lhe fora ordenado. Beijou Jerry, começando logo a massagear sua língua, estava prestes a gozar também.
O loiro tentava se concentrar no beijo, mas os gemidos não deixavam, o calor do outro, o toque de seus corpo, ele não conseguia mais se focar em nada, estava quase delirante. Certamente, estava pronto para chegar ao seu ápice.
— Tomas.... Tomas...
Tirou a mão direita das costas do outro e cobriu a cabeça de seu pênis já encharcado com o pré gozo, observou um sorriso de satisfação no rosto do outro antes de finalmente deixar o seu rosto liberar o que queria sair.
Arranhou as costas dele e um ruído inaudível saiu de sua garganta, o líquido branco saiu e sujou sua mão e dedos, além da área dos quadris.
Alguns segundos depois foi a vez do moreno.
Naquele momento íntimo, Tom abraçou Jerry com força, não sabia explicar o porquê, apenas queria muito fazer aquilo.
O ativo deitou ao lado do outro, estavam ambos ofegantes, suavam um tanto, podiam ouvir a animação do outro lado da porta, não tinham sido pegos.
Isso quer dizer que com certeza não parariam por ali.
Notas finais
RhageLover ♥
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