Admirador Secreto
1 Capítulo - A Ligação
Notas iniciais
Ahhh! É uma tentativa de comédia romântica (uma tentativa!)
Ela estava em casa. Havia acabado de chegar do trabalho. Havia sido um dia exaustivo e desgastante. Estava cansada. Tudo o que precisava era um bom banho. Seguiu em direção ao banheiro, livrou-se de suas roupas e foi para debaixo do chuveiro. Nunca um banho lhe parecera tão bom como agora.
A água morna em seu corpo levava embora todo o cansaço que sentia. A água descia desde sua cabeça e percorria todo o corpo. Passou o sabonete por todo o corpo. Mais um jato de ducha quente para tirar a espuma. Shampoo para os cabelos. Depois o condicionador. Não podia esquecer nada, nenhuma parte de seu corpo cansado. Fim do banho. Agora sim, sentia-se relaxada. Pegou a toalha e enrolou-se e foi para o quarto. Enxugou o corpo molhado e os cabelos e vestiu o roupão.
Dirigiu-se para a sua cama e deitou-se. Eram seis horas da manhã e precisava dormir. O turno havia sido desgastante: muitos casos. E um em especial havia mexido com ela. O caso envolvia violência doméstica. Ela sempre ficava emocionalmente envolvida em casos como esses. Realmente se encontrava cansada física e emocionalmente. Os olhos começaram a pesar. Adormeceu. Nem dez minutos se passaram e o celular começou a tocar. Sonolenta passou a mão na mesinha de cabeceira à procura do aparelho. Olhou quem chamava. Número
restrito. Desligou. Não era seu costume atender uma chamada de um número
desconhecido.
O toque insistente fê-la despertar. Olhou novamente quem lhe chamava. Novamente número restrito. Resolveu atender. Quem sabe assim, acabaria logo com essa chateação e pudesse voltar a dormir?
_ Sidle – disse.
_ Sara Sidle? – perguntou a voz do outro lado.
_ Sim, sou eu. Quem está falando?
Sara não conseguia reconhecer a voz de quem lhe ligava. Parecia que estava disfarçada.
_ Sou um admirador seu. Meu nome agora não interessa.
_ Eu não falo com desconhecidos – ao terminar desligou o aparelho.
Novamente o aparelho tocou.
_ Será que não posso ter um momento de descanso? Droga!– pensou consigo irritada.
Pensou em ignorar, talvez assim a pessoa desistisse. Engano seu. Cada vez o celular tocava mais. Atendeu novamente.
_ O que você quer?
_ Eu preciso te dizer algumas coisas.
_ Eu não estou a fim de ouvir – ela disse ríspida.
_ Mas é algo muito importante.
_ O que é?
_ Eu te amo. Você é a pessoa mais encantadora que conheci... é linda, sensível...
_ Olha, eu estou muito cansada para ter que aturar brincadeiras desse tipo.
_ Mas não é brincadeira. O que eu estou falando é verdade. Eu amo você. É difícil para mim explicar como é grande o meu amor por você.
_ Você me conhece? – perguntou desconfiada.
_ Conheço sim e muito bem. Conheço a ponto de ter me apaixonado por você.
_ E eu te conheço?
_ Talvez. Eu tenho muitas coisas para falar para você, mas não quero falar por telefone. Que tal marcarmos um encontro?
_ Um encontro?
_ Sim. Assim você poderá me ver pessoalmente e poderei falar abertamente da minha paixão por você.
Sara se sentia lisonjeada e ao mesmo tempo sem jeito. Estava sendo cortejada por um desconhecido e por telefone. Tinha de confessar que no fundo estava gostando. Nunca se sentira tão desejada. Mas tinha de por um ponto final naquilo. Ela não estava sozinha. Havia uma outra pessoa que havia ganhado o seu coração. Se fosse numa outra ocasião, poderia até tentar, mas agora não. Ela estava namorando Grissom e não podia fazer isso. Não seria justo.
_ Olha, eu me sinto lisonjeada, mas não posso!
_Não pode ou não quer?
_ As duas coisas.
_ Se você aceitar, você poderá me conhecer e quem sabe eu não conquiste você!
_ Acho difícil. Sou apaixonada por um homem. E tenho por ele o maior amor do mundo. Ele é o dono dos meus pensamentos e dos meus sonhos.
_ Ele é um homem de sorte.
_ Talvez seja. Olhe, mesmo que eu me encontrasse com você, não posso dar a outra pessoa o que não me pertence: o meu coração.
_ Gostaria de saber quem é esse sortudo.
_ Você não o conhece.
_ Mesmo assim gostaria de saber o nome dele.
_ Gilbert Grissom. Ele é o dono do meu coração e da minha vida. Sem ele eu nada sou.
A ligação caiu. Sara ficou sem entender.
_ Cada coisa que acontece com a gente. Quem poderia ser essa pessoa?
Deixou esses pensamentos de lado e voltou para sua cama. Logo adormeceu pensando em Grissom.
Cerca de uma hora depois, ela foi desperta pelo toque da campainha.
_ Hoje realmente não é meu dia. Primeiro a ligação e agora a campainha. Quem será em uma hora dessas? Não sabem que eu trabalho a noite? – disse isso e foi atender a porta.
Quando abriu, parou surpresa. Estava sem fala.
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