- Pois então que assim seja!

Sorri para Caspian e o abracei com todas as minhas forças e depositando um leve beijo em seus lábios. Depois de minha breve comemoração encarei mãe e filha e suas buchechas cheias de vergonha. A menininha me fitou e mandei-lhe um sorriso, fazendo-a ficar mais corada ainda.

- Um momento de atenção, caros trabalhadores! — disse Caspian com o seu tom diplomata. — Estou ciente de que não há mais professores para seus filhos, mas pela nobre atitude de minha esposa e rainha de Nárnia, conseguimos resolver esse problema com extrema rapidez. A rainha se propôs a ela mesma educar os jovens e crianças da vila de Cair Paravel. Já que nenhum de nós dois admiti que algum cidadão fique sem educação.

- SALVE O REI CASPIAN X! SALVE A RAINHA ESTELA!

Os olhos de todos brilhavam, pais abraçavam os filhos, alguns choravam e outros agradeciam calorosamente.

- Crianças! Deixem seus pais trabalharem e sigam-me!

Cerca de umas 8 crianças se juntaram a mim. Segurei a mão de dois pequeninos e nos dirigimos para dentro do castelo. Mas antes de nos afastarmos, pude ouvir um comentário de um dos criados para Caspian.

- Escolheu bem, Majestade.

- Repito isso todos os dias.

Sorriso e continuei guiando as crianças pelo jardim e pelos corredores do castelo até chegar na biblioteca de Cornélius. Os peqenos ficaram maravilhados com a quantidade de livros que havia lá, um até comentou se havia paredes já que não conseguia ve-las.

- Sentem-se onde quizerem, queridos. Deixe-me ver...

Vasculhei o conteúdo de uma das estantes e encontrei um livro que poderia usar para a primeira aula. Sentei em uma poltrona e me virei para meus alunos.

- Bom crianças, o que estavam aprendendo com sua antiga professora?

- História.

- Falava dos nossos... esqueci o nome.

- Antepassados? — completei.

- Sim!

- Se lembram de mais alguma coisa?

- Ela estava nos contando de como eles chegaram há Nárnia.

- Certo. Aprenderam algo sobre a antiga história narniana?

Todos balançaram as cabeças negativamente.

- Então será isso o que aprenderemos hoje. Mas primeiro quero conhecer o nome de todos!

Ouvi a porta se abrir e vi Cornélius encarando sua biblioteca surpreso.

- Oh Cornélius, me perdoe! Eu me propus a ensinar as crianças e não encontrei outro lugar a não ser a biblioteca.

- Não há problema, Majestade. Meu escritório está sempre à disposição da educação...

- MAJESTADE!

A fonte deste grito estérico era uma Rosagunde embasbacada e logo depois desmaiada.

- Chamarei o mádico real. Continue a aula.

Cornélius tentou pegar Rosagunde no colo, mas pelo corpo volumoso da lady, não foi possível. Então teve que leva-la arrastada pelas pernas.

- Bem, vamos começar.

...

Estava deitada na cama esperando Caspian para dormir. Ele tirara as roupas e vestia seu traje de dormir. Quando terminou, deitou ao meu lado.

- O que há que tanto sorri? — perguntou.

- Meu dia foi maravilhoso, meu amor. As crianças estavam tão interessadas, a aula fluiu tão bem, estou até mais leve.

- Só de ve-la sorrir já me sinto do mesmo jeito.

- Fiquei preocupada com Rosagunde.

- Ela está bem. Se fosse você me preocuparia com Cornélius, ele sim levou uma bela bronca da lady.

- Pobre Cornélius, só queria ajudar.

- Mas o que acha de não pensarmos mais nisso?

Ficamos alguns minutos em silêncio apenas nos encarando, até que Caspian, que acariciava minha mão, quebrou o silêncio.

- Não tivemos um momento sequer sozinhos hoje, e provavelmente será assim de agora em diante já que estará tão ocupada. — disse ele com falso ciúme.

- Não fale assim. Também és muito ocupado.

- Pelo menos não há aulas ou reuniões noturnas.

- Só entre nós.

- Só entre nós.

Nos beijamos apaixonadamente enquanto Caspian me prensava contro o colchão. Com uma mão ele acariciava um dos meus joelhos e com a outra levantava minha camisola. Soltei um suspiro quando senti seus dedos tocarem minha pele nua. Tomei a iniciativa de intensificar o beijo. Queria-o, desta vez queria-o.

- Caspian...

Tirei sua roupa de dormir e ele tirou a minha. Nos beijávamos e nos explorávamos como se nunca tivessemos nos tocado. Os lábios não tocavam apenas os lábios, e as mãos não tão somente pele nua. Os leçois estavam amassados e algumas almofadas estavam no chão. Mas não nos importávamos, nada nos importava agora. Nárnia podia ser engolida pelas trevas que para nós seria apenas noite.

Em meio a um beijo profundo, nos tornamos um só. O ato de amor estava feito, mas não acabado. Caspian se movimentava e eu o acompanhava, agora sem inexperiência e vergonha como das primeiras vezes. Rolávamos, gritávamos e amávamos. Todo sentimento e sensações explodiam como o mar em meio a tempestade sendo que os trovões eram nossos gemidos e as ondas as envestidas apaixonadas.

Nossos corpos tremiam quando alcançamos o topo do nosso prazer. Os movimentos e gemidos cessavam enquanto recebia o amor material de Caspian e ele o meu.

Separamos nossos corpos e deitamos. Olhavamos-nos nos olhos esperando nossa respiração voltar ao normal. Caspian acariciou minha aliança e beijou a mão em que ela estava.

- Obrigada por me deixar encontra-la. Antes de conhece-las não sabia que podia amar tanto. Eu te amo Estela.

- Eu também te amo Caspian.

Aconcheguei em seus braços e adormeci. Mas sentia que algo mágico acontecia dentro de mim.

Notas finais
comentem por favor!!!!
bjoooooooooo amo vcs!!!!
;p