Adaptação
29 Capítulo 29
O Sol ainda nem havia nascido quando saí da cama e segui para a biblioteca. Tomei cuidado para não acordar Caspian, que dormia uma sonho profundo e tranquilo. Queria aproveitar toda a manhã para pesquisar e fazer anotações para a aula desta tarde. Encontrei um bloco de notas em branco ne escrivaninha e uma pena com tinteiro. Selecionei alguns livros com assuntos em comum e comecei a analisa-los.
Já havia preenchido algumas folhas quando ouvi um estrondo vindo da porta e depois um silêncio súbto.
- Bom dia doutor Cornelius!
- Es... Majestade... o que fazes aqui à esta hora tão cedo?
- Vim preparar minha aula de hoje. Vim cedo para me preparar melhor. O estou encomodando doutor?
- Nunca Majestade! É uma honra tê-la em minha humilde biblioteca.
- Humilde é o senhor. Sua biblioteca é maravilhosa!
- Ainda faltam alguns exemplares. Precisa de alguma ajuda?
- Muita. Os livros são ótimos, mas nada como um especialista.
- Em qual matéria necessita?
- Hoje ensinarei-os matemática. E o senhor que está acostumado a transmitir conhecimento pode me ajudar a melhorar minha didática.
- Com todo prazer, minha rainha.
Cornelius sentou ao meu lado e ensinou-me formas de ensinar aos alunos, maneiras de explicação e exemplos simples e cotidianos.
- Cada vez eu penso mais que estou perdendo-a para você Cornelius.
- Caspian!
Ele esteva encostado no batente da porta, com um sorriso torto nos lábios e finamente vestido. Nossos olhores se encontraram e não pude resistir em retribuir o sorriso.
- Essa não é minha intenção Majestade.
- Então minha esposa está fugindo de mim.
- Nunca.
Me aproximei e beijei-o levemente nos lábios.
- Cornelius, agradeço muito sua ajuda.
- Disponha, Majestade.
- Acho melhor se arrumar, querida. Temos um almoço muito importante agora e quero que esteja presente.
- Não demorarei.
Me apressei até o quarto de banho onde as criadas me ajudaram a me banhar. Depois fomos para o quarto de dormir, onde me vestiram e pentearam meus cabelos, prendendo minha tiara real entre as mechas.
Me encontrei com Caspian em frente à porta do salão de refeições. Percebi que estávamos combinando, ambos usavamos vestimentas azuis com bordados dourados. Ele ofereceu o braço e entramos no salão. Na imensa mesa, servida com um rico almoço, estavam sentados os Lordes do conselho, que aguardavam nossa chegada com os pratos educadamente vazios. Todos se levantaram, nos saudaram e finalmente foram servidos pelos empregados.
- Então, Majestade, creio que o assunto da união das vilas poderá ser discutido.
- Certamente, Lorde Argos, este é o principal assunto que gostaria de tratar neste almoço.
- Então já deve ser do conhecimento de Sua Majestade os acontecimentos desta madrugada.
- Quais, Lorde Ersan?
- Fui informado por um segurança que um grupo de telmarinos se dirigiu para a vila provisória dos centauros e provocou um certo tumulto. Houve alguns feridos, mas nada grave.
- Como isso pôde acontecer?
- É um sinal de que uma resistência telmarina está se formando.
- Depois de tudo o que lutei ainda há tanta rivalidade?
- É natural, aprenderam a vida inteira a odiar os narnianos.
- Talvez seja melhor abortar o projeto.
- Ou então construir um muro.
- Não! — intervi.
- Como disse?
- O que estão sugerindo não vai resolver nada. Telmarinos e narnianos, devem ter conhecimento da cultura um do outro para assim não haver ódio entre eles.
- Mas a cultura é essa! Se odiarem!
- Era conselheiro de quem, Lorde Ersan?
- De Miraz, Majestade.
- Então não me admira sua repulsa pelos narnianos.
- Não tire conclusões precipitadas, minha rainha.
- Não são precipitadas. Não sei se o senhor sabe, mas estrelas não ficam apenas brilhando no céu. Sei de muitas coisas, Lorde Ersan. Sei também que a ideologia do reinado do meu marido não é compativel com a que deseja. Então posso chegar a conclusão de que sua permanência no Conselho Real é contraditória.
Todos na mesa permaneceram em silêncio, inclusive Caspian. Lorde Ersan jugou o gardanapo na mesa e se retirou rapidamente do salão.
Notas finais
espero que estejam gostando!!!
bjoooooo
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