Adão e Eva, numa galáxia distante
13 Cap. 13. A reconstrução
A primeira cidade desse novo mundo, que nascera enquanto a antiga civilização morria, ergueu-se na beira de um grande rio, que era tão grande, que mal dava para ver a outra margem a olho nu. Ele era rico em peixe, mariscos, e milhares de aves que mergulhavam nas águas à procura de alimento. Pássaros de inúmeras cores, que alegravam a selva, com sua algazarra sem fim.
Como primeira tarefa, os robôs começaram a percorrer toda essa floresta, uma área de 5 milhões de quilômetros quadrados, removendo do chão os bichos peçonhentos para sua evacuação. Ilhas desabitadas encheram-se de cobras, lagartos, escorpiões, sapos, aos milhares. Simultaneamente eram escolhidos casais de cada espécie com peçonha, para transformação genética. Os cientistas alienígenas faziam pequenas cirurgias nas glândulas produtoras de venenos, fabricavam um antídoto, que colocado nos animais mudava a toxidade das mordidas. Também modificavam sua cadeia genética, transformando-os em doces criaturas, inofensivos ao homem. Finalmente, quando as mordidas dessas bestas não matavam ninguém, os faziam se reproduzirem em forma acelerada dentro de tubos de ensaio. Assim que as crias de cobras, lagartos, bichas cabeludas, sapos, escorpiões, aranhas, baratas, ratos, nasciam, elas eram devolvidas para a capoeira para repovoar o mato.
Os animais carnívoros como crocodilos, onças selvagens, leopardos, panteras etc. passaram por processo de “hipnose”, para serem amigos dos homens e grandes comedores de grãos. Foram semeados canteiros de grãos de soja, berinjelas, abobrinhas, tomates, feijão, morangas, melancias, melões, e árvores com jacas suculentas, mexericas, maçãs, e frutas baixinhas como morangos, aos milhares. Tudo bem perto das manadas de felinos. Enquanto as plantas cresciam, os robôs lhes esparziam ração animal trazida dos laboratórios.
Para os crocodilos, as berinjelas, tomates, pepinos, melancias, melões, morangas gigantes, se espalharam pelo chão como um tapete florido, na beira do grande rio. Também havia em pouco tempo, pequenas ilhas flutuando sobre as águas, umas ao lado das outras. Eram ilhas construídas pelos próprios robôs, em forma de pirâmides, com árvores frutíferas na parte mais alta. Dessa maneira, as frutas maduras desprendiam-se e pulavam até afundarem chamando a atenção dos animais aquáticos. Cachos de tomates despencavam para dentro das águas, invitando os lagartos, tartarugas, crocodilos, cobras, a mudar a dieta. Também chegavam junto peixes gigantes que saltavam nas correntezas, e afundavam com uma moranga atravessada na boca. Era lindo de se ver.
O plantio de sementes de hortaliças e frutas para os humanos se realizou com método agrícola superior. Mexeu-se a terra em fileiras intermináveis, em lugares diversos, cuja linha serpenteava entre as árvores nativas, ou perto do rio, conforme as necessidades de água de cada planta. Cientificamente. Ao lado dos cultivos, semearam plantas com flores nativas, misturadas a outras mais extravagantes, trazidas das hortas de todas as naves. As flores nasceram junto com os legumes, em jardins maravilhosos que alegravam a alma de todos os homens, de tão lindo que ficou o visual. E entre as plantações, foram feitas as trilhas para caminhar, com grama miúda, baixinha, que mais parecia um tapete felpudo.
As mansões resgatadas das cidades foram reinstaladas a uma distância de 50 metros entre cada uma, sempre embaixo de uma árvore nativa que lhe daria sombra e frescor, com um jardim em redor e os cultivos da horta serpenteando entre todas elas.
E no centro de tudo isso, uma pequena cidade recebeu um dia a chegada das crianças, que desceram junto de professoras e médicos. Além das Escolas Infantis, que ocupavam a maior parte do terreno construído, estavam os Ginásios de esporte, as piscinas olímpicas ao ar livre, cujos jardins com cores excitantes, as emolduravam com um toque artístico. Eram magnólias aos milhares, exalando seu perfume. Cravos vermelhos, azáleas, antúrios, copos de leite, lírios, rosas, papoulas, margaridas, flores que nunca um menino desse mundo vira na vida. Além de lindas, o aroma enfeitiçava o ambiente. Não havia lugar para a tristeza num ambiente desses.
Para mexer com luzes, fogões, máquinas, foram cravadas na terra 5000 torres captadoras de energias. Eram mais altas que as árvores centenárias. Pareciam agulhas apontando aos céus. Elas captavam as energias do vento, dos raios, do Sol, da Lua, e das árvores. Em seguida as correntes energéticas corriam para as profundezas do chão, onde uma usina subterrânea fazia a distribuição através de cabos de metalponita, um material esquisito, diferente, que era produzido pelos robôs num pequeno laboratório.
Se as crianças desse mundo amaram os alienígenas desde o primeiro momento, embora tivessem chegado de outros mundos, amar e cuidar de seus próprios bichos foi lento e demorado. Acostumados a viverem em cidades, onde no máximo eles criavam um gatinho de estimação, ou um cachorrinho, na frente de um iguana morriam de medo, e cada vez que uma cobra cruzava pelas ruas, eles corriam apavorados em busca de um adulto que cuidasse deles. Não conseguiram pegar na mão um escorpião, muito menos um sapo, ou um rato, pois os achavam nojentos. E nos passeios ao mato para ver os leões e as panteras, tremiam de medo agarrados às saias das mulheres. Somente em frente das girafas, que passeavam em bando comendo folhas das árvores, eles sorriam com simpatia. Mas, no dia em que elas invadiram a cidade, as crianças levaram o maior susto. Pior ainda foi quando uma manada de elefantes entrou na praça principal a comer todas as plantas. Somente a maturidade e o tempo os fizeram amar os animais como a si mesmos, e aprenderam que cada vez que a bicharada invadia a cidade dos homens, os bichos deviam ser acariciados, penteados com escovas macias, ou, acompanhados às colheitas a matar a fome, ou levados até o rio a tomar um banho para aliviar a sede.
Quando Ana viu pelo telescópio a cidade, toda iluminada, como um ponto no meio do mundo, lágrimas molharam seu rosto. Com alguns bebês ainda no hospital, cujos corpinhos estavam fortes e sadios, ela estava mais do que feliz. Haviam resgatado as pessoas certas, os que um dia fariam desse mundo uma civilização governada por uma única lei, a lei do amor. Mas, ela ainda nem sabia como ia ensinar tudo isso, pois os meninos eram completamente solitários e antissociais. Os adolescentes nunca olhavam para as meninas e elas tinham pavor de todos os homens, principalmente quem havia passado por um estupro dentro da família, ou fugido de um marido espancador.
Enquanto Ana divagava sobre o futuro, Nestor finalmente encontrou-a, abraçando-a, lembrando-lhe que fazia muito tempo que eles não ficavam se amavam até desmaiar. E abraçados, viajaram para sua nave e fizeram-na girar ao redor do planeta. Como Nestor ainda vestia sua roupa de Comandante, estendeu-se nos almofadões, e pediu para Ana dançar para ele. Ela mexeu seu corpo sadicamente, o suficiente para seduzi-lo. Nestor deu um toque nas suas partes íntimas, para devolver a si mesmo a fertilidade e em seguida abraçou-a, beijou-a sem presa, deixando que a paixão tomasse conta. Ana, abraçada ao sedutor, desmaiou no dia seguinte, depois de um reencontro maravilhoso.
Quando Ana acordou, uma bandeja cheia de delícias estava na frente trazida pelo robô maravilhoso que os cuidava. Nestor comeu todinho, pois estava magro de tanto trabalho e antes de seduzi-la mais uma vez, colocou o ouvido na barriga de Ana, e sorriu.
-Adivinhe o que eu fiz com você ontem?
-Hum... Três desmaios, e a vontade de repetir tudinho mais uma vez...
— Tem mais uma coisa e não lê a minha mente, tem que adivinhar...
— Hum... Você tem um brilho diferente no rosto... Uma cara de... Hum... De papai? Você me engravidou, seu pirata?
— De três garotinhos...
Ela ficou abraçada ao seu pescoço e beijou-o com amor, com a cara molhada em lágrimas. Finalmente, ia carregar nos braços os filhos de seu lindo homem que tanto amava. Loiro como o trigo maduro, com olhos azuis como água cristalina. Ficaram se amando, até o anoitecer. Nestor preparou uma nave pequena para descer com sua mulher a seu novo lar, carregando os presentes de casamento, que finalmente iam ocupar um lugar importante nas suas vidas.
Assim que desceram, uma turma de crianças chegou correndo para abraçá-los, com saudades. Aninha repartiu beijos, e depois foi com todos eles conhecer a casa que os Arquitetos haviam reservado para eles. Era uma mansão recém-pintada, com piscina na entrada, jardins, uma sala gigantesca, para deitar e rolar com almofadas coloridas espalhadas pelo chão. Havia oito suítes, num estilo arquitetônico sensual e arrebatador, com altos relevos com curvas, flores e plantas, emoldurando portas e janelas enormes. A cama era quadrada e com colchões macios, de molas e havia uma TV panorâmica trazida das naves. Também possuía sala de jogos com mesa de boliche, quartinho de sauna, biblioteca cheia de livros, e um escritório para Nestor. As varandas rodeavam essa casa por todos os lados, e nas janelas havia cortinas magníficas de seda macia. Na cozinha, um robô preparava o jantar com alguns frutos estranhos que ela nunca vira.
As crianças explicavam para ela o que era o aipim, uma raiz muito gostosa parecida com batatas. Também havia jabuticabas, chuchu, mangas, nozes, feijão preto, abacaxis, e a lista ia longe. Nestor explicava que o mato estava cheio de delícias nativas e estavam fazendo a colheita ao lado dos meninos que conheciam tudo o que era comestível. Havia um grão vermelho chamado café, que era a maior novidade. Os moleques haviam secado as bagas ao Sol, moído, passado por um coador de pano e preparado um líquido marrom, que ninguém tinha coragem ainda de beber, além deles mesmos. Mesmo assim, os nutricionistas estavam seguindo as dicas deles passo a passo, pois isso fazia os guris se sentirem importantes.
As meninas maiores estavam ensinando os robôs a preparar pratos diferentes de comidas como feijoada completa, pirão, desta vez sem nada de carne, pois eles já sabiam que matar um bicho para comer não era legal. E como os nutricionistas preparavam “nutrientes”, uma pasta grossa, com sabor delicioso, os meninos chamavam-na “carne de mentirinha”, bem mais gostosa que a carne bovina. E o nutriente se converteu em recheio para morangas, abobrinhas, batatas, pimentões, tomates, empadas, lasanhas e pastelão.
Ana comeu uma feijoada deliciosa com arroz branco, farofa com uva-passas, couve refogada, laranjas cortadas em rodelas, junto com os adolescentes que lhes serviram tudo isso, ao lado da piscina. E no fim do banquete, bebeu uma xícara de café, que achou delicioso. Depois, contou-lhes que estava grávida de três meninos.
Nestor aproveitou a euforia dessa turma para perguntar aos rapazes maiores:
-E vocês, quando pensam começar a namorar?
Todos eles riram, mas ficaram encabulados. Envergonhados, pois antes dessa guerra o amor era uma palavra estranha. As meninas eram vendidas para homens velhos, estupradas na noite de núpcias e levadas a fazer abortos se o primeiro filho do casal fosse mulher. De amor na verdade ninguém ali sabia nada.
Nestor explicou-lhes que esses adultos não existiam mais. Eles haviam sido evacuados para lugares longes, para Ilhas distantes, sem avião nem navio para chegar até ali. Essa cidade era deles, e quem ia ditar as leis nessa nova sociedade eram eles mesmos. Também falou que não havia idade para amar, mas para casar só depois da primeira menstruação das meninas. Mas antes de casar, era melhor fazer isso quando estivessem certos, pois ele não ia tolerar “divórcios”.
Um rapaz falou no ouvido de Nestor:
— Mas, não temos camisinha para transar...
— O que é isso, cara?
— Preservativos... Uma borracha que a gente coloca no... Você sabe... Só para não engravidar a mulher...
Enquanto Nestor gargalhava, se lembrando dos balões engraçados em forma de pênis, que um dia chegaram a Atalanta e que a “Gangue” usou para decorar a festa de casamento de Adão, Ana explicava-lhes que todos os garotos estavam estéreis. Eles só teriam filhos depois de casados com uma cirurgia nos testículos, que lhes devolveria a capacidade de procriar. Ela explicava que em todas as sociedades onde o amor era a coisa mais importante a paternidade era deixada para o final, quando o casal achava que estava na hora de selar a união com um filho.
Tarde da noite, eles ficaram a sós.
Abriram 200 pacotes embrulhados com laços coloridos, e foram depositando os jogos de porcelana nos armários da cozinha, os cristais nos móveis da sala de jantar, os tapetes altos e peludos no chão, as cadeiras na beira da piscina, as esculturas em todo lugar, e um robô de brinquedo, que seria a mascote dos filhos, ficou passeando pela casa. Também havia filmes, álbuns de fotografias e vários quadros pintados por artistas de Atalanta. O mais lindo era de Eva com os rostos de Dina e João, feito em giz pastel e emoldurado com vidro antirreflexo. Também havia uma cabeça de Adão esculpida em ébano, também feito pela Eva. As lágrimas correram sozinhas, mudos de emoção, com um nó na garganta.
Para acalmar o sentimento do reencontro com o passado, mergulharam na piscina a refrescar-se do calor desse mundo selvagem e depois deitaram numa rede, que balançava na varanda da casa, e que as crianças juravam que eles iam amar. Nestor e Ana se entrelaçaram no primeiro encontro de amor, cuja delícia faria parte de suas vidas “para sempre”.
O amor de Ana e Nestor, abraçados o tempo todo, beijando-se em todo lugar, foi o maior incentivo na vida dos adolescentes para terminar com o medo que o amor lhes produzia.
Timidamente começaram as paqueras dos rapazes em festas, no cinema, e casais tomados da mão começaram a fazer parte da paisagem desse novo mundo. Eram beijos, carícias, e namoros tímidos. Dentro das Escolas, estudavam com afinco, realizavam exercícios, corridas, saltos, num divertimento que estava apenas começando.
Longe dessa cidade maravilhosa, os sobreviventes das Ilhas também eram agradecidos aos homens estranhos vindos das estrelas. Em menos de um ano, o mundo civilizado retomava seu rumo na frente de médicos, engenheiros, cientistas brilhantes do passado que comandavam essas pequenas comunidades. O único que os entristecia, era que as mulheres não conseguiam gerar filhos. Os geneticistas puxavam espermatozoides normais, analisavam nos microscópios, tentaram inseminação “in vitro”, e não conseguiram jamais entender o motivo pelo qual a gestação nunca acontecia. Os espermatozoides giravam em círculos em redor do óvulo, tanto dentro dos úteros femininos quanto nas placas microscópicas, e morriam esgotados pelo esforço, sem nunca sequer chegar perto desse óvulo. Teve os gênios que tentaram fazer clonagem humana, mas sem sucesso. Tudo apodrecia em frente de seus olhos.
Enquanto isso, um dia Caim chegou ao acampamento médico do deserto, onde estavam os últimos soldados de guerra. Caim achou mais um grupo de militares perdidos em busca de cidades que não existiam mais. Eram tenentes que haviam parado os combates, e tentavam voltar para casa. Enquanto os médicos recuperavam esses homens, Caim deu um grito telepático para Nestor perguntando onde é todos esses soldados iam ser evacuados.
Ana, que escutou a mensagem junto ao marido, lhe perguntou:
— Você vai fazer o que, meu amor?
— Ainda não sei... Vou ter que consultar os gênios de “B de BETA”... Vou para a Base Lunar, querida, me espere na suíte com música para strip-tease...
— Dança!... É isso que está faltando, meu amor... Alegria, música, eu vou ensinar as meninas a rebolar, e você bem que poderia lhes ensinar rock e formar uma orquestra barulhenta, o que acha?
— Nossa! Não vamos exagerar meu docinho. Lembre que eles ainda estão traumatizados pela guerra... Ainda têm meninos que nem conseguem chegar perto de ninguém de tanto medo das pessoas...
— Então, música lenta, bem sensual para despertar as xacras...
Rindo das ideias malucas de sua linda mulher, Nestor voou para o espaço, entrou na sala onde havia um “Espelho falante” e depois de alguns minutos conversava frente a frente com um sábio de “B de BETA”, que sabia as respostas de todos os problemas Universais.
— Necessito de um planeta de “Prontidão”, para 8.000 assassinos...
— Existe um mundo muito lindo, com paisagens maravilhosas, nada de terremotos, clima agradável para se viver nu, com todas as espécies animal bastante evoluído. Fica bem perto dessa Dimensão... Se quiser enviá-los nesse endereço, vamos ter que pedir ajuda para “A de ALFHA”, para enviar os Anjos procriadores para dar vida humana à bicharada...
-Eu sei... Qual é a espécie animal mais inteligente desse mundo?
—A cobra, Comandante. Cobras briguentas, péssimas mães, pois os filhotes sobrevivem cada um por si.
Nestor ficou paralisado de espanto, por breves segundos. Imaginara um ser humano com cara de cobra, pele cheia de escamas, língua comprida, olhos penetrantes e assassinos. Com inteligência humana agrediriam as outras espécies, comeriam macacos a mordidas, inventariam lanças de ponta de pedra para matar tudo o que fosse gostoso para suas bocas famintas. Mas, esse era problema dos Anjos e não dele. O “Mundo de A de ALFHA” teria que cuidar de sua evolução. E falou com firmeza:
— Eu, como Comandante desta missão, gostaria que fossem tomadas todas as providências para o nascimento dessa nova espécie humana, a dos “Homens-cobras”.
— Congele-os em cabines individuais, em navio condenado à explosão. Envie a nave com 50 robôs. Grave a rota nos robôs, junto ao processo de descongelamento e ressurreição com suprimentos de sobrevivência. O endereço universal é “Mundo de Z de Tetha”, na Oitava Dimensão. A nave deve explodir na viagem de regresso. Os robôs abandonarão essa nave numa cápsula, com destino a “Constelação das Lagartas”, que fica na Sétima Dimensão.
Para se consolar, Nestor tentou se comunicar com Adão.
Assim que a imagem sorridente de seu irmão apareceu na tela, mexeu a cabeça para não deixar a emoção travar sua inteligência telepática. Imediatamente, a voz rouca do cabeçudo lhe chegou nitidamente na orelha direita.
— Parabéns, cara... Estou sabendo que “00” está feliz e sorridente. Tua missão foi qualificada com nota máxima. Vais ser promovido para “Anjo” e não me pergunta o motivo. Em Atalanta os sacerdotes têm recebido chamadas de parabéns pelo sucesso da tua missão de todos os Mundos Superiores. Acho que te transformaste em herói...
— Anjo? Vai brincar com teu cavalo, seu bandido...
— Sabia que não ias acreditar, cara... Mas esse teu novo mundo foi salvo por um fio. Até eu concordo, que tu és mesmo um gênio...
— Gozador... Também vou ser papai, cara. E de três malandros de uma vez. Um deles igual a mim em tudo, os outros dois morenos iguais a ti... O que achas?
—Que esse mundo tem um grande futuro pela frente.
Depois a imagem desapareceu lentamente.
Nestor sentiu seu nariz molhado e seus olhos ardendo. Telepaticamente deu a Caim todas as coordenadas para enviar os soldados para seu novo lar. Chamou o resto da frota, todos os Espiões, para uma festa na gigantesca nave de “D”, pois quem quisesse partir, estava com permissão para voltar para casa. O trabalho de guerra estava terminado.
Fale com o autor