Adão e Eva, do inferno ao paraíso, Segunda parte
13 A missão sem retorno
Notas iniciais
Sílvio desceu na Lua, no aeródromo inter-espacial com dois netos no colo, de 5 aninhos, pois os outros netos maiores estavam em Lua de mel. Seus gêmeos nesta vida queriam enchê-lo de netos, bisnetos, tataranetos até o dia em que fosse bem velhinho. Nesta encarnação, Adão Júnior e Moisés não mediam esforços para fazê-lo feliz. Os gêmeos falavam que todas as lágrimas de dor vertidas durante a guerra, nesta vida seriam convertidas em lágrimas de felicidade.
Sílvio levou-os aos aquários que havia nessa Lua, aos laboratórios, onde acharam muitos homens de “V de ALPHA” fazendo Estágios em todas as ciências. Sílvio lhes acrescia que as mordomias desse lugar eram graças à cooperação interespacial entre os dois mundos. Poderia se dizer que eles cuidavam de “Z de ALPHA” como um irmão mais velho cuida do caçula. Em seguida, Silvio lhes explicava que desceriam a um planeta onde só existiam animais em bosques sem fim, e homens de vida simples. Não achariam nenhuma tecnologia de um mundo avançado. Ruas asfaltadas faziam parte do futuro desse planeta, e dizia que os caminhões da Prefeitura possuíam motores a vapor.
E os gêmeos riam alto, sem entender por que “00” havia enviado o avô Nestor a nascer como índio no meio da selva.
Quando não havia mais nada para se conhecer nessa Lua, entraram nas cabines de luz, e foram descidos através de um túnel até a mansão de Adão, onde Nestor e toda a família os esperavam com cara de defuntos. Fazia um mês que Adão partira numa viagem muito longa. Amon-rá dizia que voltaria bem velhinho, com uma bengala na mão. Mas os irmãos lá no fundo pressentiam que nunca mais os veriam.
A primeira a abraçar Silvio foi Ana, em seguida Nestor, depois todos os irmãos, alguns chorando, pois, a emoção era grande. A seguir Silvio e seus filhos foram cercados por Dina e João, e uns dez cunhados do avô, homens altos, fortes, imponentes, a maioria morena. A seguir Moisés e Adão Júnior tiveram que conhecer os outros bisavôs, Adônis e Mariuska, e os amigos do avô Nestor, que foram chegando aos poucos, pois o grito telepático cruzou esse mundo com a chegada dos visitantes. Até o Prefeito Alain veio a dar um abraço em Silvio.
Entre a comoção geral dos abraços, que não acabavam nunca, Areti lhes apresentou Xixim e Geninho, explicando que na vida anterior foram combatentes da mesma guerra.
Xixim olhava esse mutirão de gente, mas ela procurava por Diana, Aruma, que eram os guerreiros de que mais lembrava. Quando viu Diana, tão bela como na vida anterior, se abraçou nela chorando. Ambas se olhavam para examinar diferenças, mas haviam nascido iguais. Xixim maravilhosa, elegante, vestida de rainha, e Diana deslumbrante com seus cabelos dourados além da cintura. Embora se vestisse como uma índia, chinelos no pé, vestidinho de algodão até os joelhos, sem nenhuma maquilagem, sequer um batom, Diana estava linda. Em seguida Diana chamou Nohiki, aos berros, para que Xixim visse ante seus olhos sua gêmea. Só podiam ser irmãs de outras vidas, pois o parecido era igual. Nohiki riu com ela, pois nesse planeta ela era a única raridade de olhos rasgados. Nunca vira alguém assim, além dela mesma no espelho.
Aruma Júnior buscava pelos gêmeos. Assim que os viu os abraçou aos dois de uma vez, com força, rindo, pois Adão Júnior e Moisés eram altos, mas magros, e Aruma Júnior era um urso das florestas, como na vida anterior. Um gigante. Depois Aruma Júnior lhes apresentou sua esposa Maria, seu filho João, seu neto Isaias, seu bisneto Marcelo, homens grandes que nem ele, contando que sua vida de solteiro de todas as encarnações havia chegado ao fim. Adão Júnior lhe apresentou seu filho, um rapaz moreno, que continuava a carregar no colo, pois o menino estava assustado com a algazarra, e Moisés sua filha, uma menina de cabelos dourados, maravilhosa. Aruma Júnior se ofereceu para levá-los a conhecer esse mundo, e perguntou se sabiam montar em cavalos.
E essa mansão lotou, como antigamente.
Sílvio se prometeu a si mesmo, que só partiria quando todos eles estivessem com a dor apagava pela alegria. Se fosse necessário, os carregaria para “V de ALPHA” a conhecer o que era um Mundo superior. A todos. Principalmente João e Dina, Adônis e Mariuska, que eram os patriarcas dessa enorme família. Afinal, ele estava ali para falar com Amon-rá, de sacerdote para sacerdote. Assim que Silvio colocara o pé no mundo de “V de ALPHA”, havia sido convocado por “00” a assumir o cargo de Sacerdote Estelar. E um sacerdote como ele, nunca pergunta opinião para ninguém além dele mesmo. Era como um Deus entre os homens.
Enquanto isso, em meio do espaço, Adão olhava os telescópios em busca da primeira constelação. Sentado numa banqueta alta, flutuante, pernas abertas, girava o corpo em 360° em busca dessa aglomeração de Galáxias. Finalmente a viu. A forma de um dragão voando com assas abertas ficou nítida. Era a “Constelação do dragão alado”. Apontou o rumo a seguir, mudou a velocidade, calculou o tempo para chegar lá, e deu para os robôs colocar nas crônicas de voo. Sem esses registros voltar seria impossível. Deu a curva no espaço, deixou os volantes com cinco pilotos robôs, e colocou mais 15 robôs para desintegrar os pedregulhos espaciais.
Depois, veio a parte interessante dessa viagem.
Sentou em frente de uma janela com Eva sentada no colo para observar a paisagem estelar. De perto não se enxergava nada, pois a velocidade desmanchava tudo. Mas ao longe, as Galáxias extraordinárias cruzavam na frente, como um papel de parede, se movendo com ritmo constante. Algumas ficavam gigantes, muito perto, mas essa nave viajava entre elas, para jamais bater contra uma estrela, ou um planeta.
Enquanto olhavam abraçados para o espaço, um robô lhes trouxe o alimento.
Sopas espessas de alguma coisa, deliciosas, panquecas enroladas com recheios de outra coisa, mais gostoso ainda, e sobremesas em forma de suflês. Também lhes trouxeram sorvetes com frutas, bolachas, uma iguaria que jamais experimentaram nesta vida.
Fizeram amor ali mesmo, pois os robôs nunca olhavam para eles. A missão desses robôs era cuidar desse casal para que vivessem sadios e fortes, e chegassem vivos na “Oitava dimensão”. E para isso, cientistas de outros mundos haviam inventado uma dieta alimentar, que os faria ter energias suficientes para viverem muitos anos além do necessário.
Quando um robô médico lhes disse: — Está na hora, senhor... eles tiveram que se congelar. Entraram em cabines individuais a dormir, e o robô pouco a pouco esfriou as duas câmaras. Dormiriam até chegar à Segunda Dimensão, quando acordariam para examinar os telescópios em busca da “Constelação do galo cantando”.
No dia em que Adão abriu os olhos, isso em nada se parecia a quando ressuscitava na Lua da Terra, nas suas vidas passadas. Desta vez estava sozinho, girando no vazio, levitando no ar rodeado de luzes. Em seguida, entrou numa câmara fechada, que o analisou da cabeça aos pés, examinando-o por completo.
Quando saiu dessa sala, vestiu seu roupão, e foi direto aos telescópios. O robô lhe falava ao lado: — Senhor, primeiro o dever e depois o prazer! Engraçado. Essa máquina pensante tinha senso de humor. Novamente, Adão apanhou as potentes lentes e começou a girar espionando a imensidão escura. Pouco a pouco, viu um galo cantando com seu pescoço para o alto, cauda padrão, e examinou a direção. Era a “Constelação do galo cantando”. Calculou tempos em distâncias, velocidades, e deu mais uma vez para seus homens de metal, que obedeciam como soldados, sempre sérios e silenciosos. Máquinas com capacidade de trabalhar indefinidamente, pois o material deles era indestrutível.
Quando encontrou sua mulher, ela estava com roupagens estampadas. Parecia uma japonesa da Terra. Abriram o roupão e fizeram amores ali mesmo, parados, como quem se vê pela primeira vez, perdendo a virgindade como adolescente. O robô apareceu logo com e um banquete fumegante. Adão sentou numa poltrona, onde comeram entremeados de beijinhos.
Nos dias seguintes, nadaram numa piscina, para fortalecer a musculatura, e frequentaram a horta, que ficava na parte de cima, protegida por uma cúpula de cristal. Se podia ver as Galáxias e escutar o canto de passarinhos pequeninhos que comiam as bananas. Nus, estendidos em meio de tudo isso, o lugar era mágico. Não havia palavras para descrevê-lo. Era como estar morto, em meio da escuridão. E namoraram, até que um robô mais uma vez os chamou para dormir.
Eles dormiram e acordaram oito vezes.
Suficientes para olhar onde estavam as Constelações que marcavam a rota dessa viagem. Quando viram o último Cruzeiro, a “Constelação da borboleta”, Adão não precisou mais se esfriar. Saiu desse telescópio mais do que feliz, como um homem recém-casado em viagem de Lua de mel. Quando encontrou Eva, Adão pegou sua mulher no ar, girando, com ela abraçada, rindo, pareciam adolescentes. Beijaram-se, fizeram de contas que perdiam a virgindade mais uma vez, sem parar de beijar e de gargalhar, pois essa viagem podia durar a eternidade, que eles estariam sempre felizes.
No resto dessa viagem também nadavam, olhavam filmes no cinema, e jantavam em meio de jardins maravilhosos, pois essa nave era um encanto. Havia flores em vasos em todo lugar. Borboletinhas, mosquitinhos, formigas, e música ambiental.
O casal de unicórnios fora descongelado quando faltavam noventa dias para essa viagem acabar. As bestas haviam feito chantagem feia desta vez. Ou viajavam juntos, ou eles iam para outras dimensões após a morte, e Adão nunca mais os encontraria. E como Belzier estava velho, e sua fêmea também, ele entrou nessa nave para uma última aventura.
Os robôs passaram a cuidar das bestas, com outra dieta especial. Muito forte. Em pouco tempo eles estavam copulando, com grasnidos escandalosos, pois esse unicórnio sempre fora um tarado sexual. Igual ao seu dono. Nesta nave Adão os deixou na horta, em ambiente natural, para serem felizes e não assustar os robôs. Depois do coito, os unicórnios caminhavam pelos corredores, olhavam as janelas, e ficavam junto com Adão, que sentava com Eva no colo.
E Belzier gostava de conversar telepaticamente com Adão:
— Me diz, Adão, o que há de melhor do que viajar com nossas fêmeas... Estou me sentindo um guri...
— Eu sei, são as estrelas, cara! Elas dão uma energia nova para a gente! Eu morreria nesta janela, olhando para elas...
— Tens razão... E já sabes como é o mundo aonde vamos?
— Está um calor de uns 55 graus na sombra... Será que vais aguentar?
— Aguento, cara... Podes crer... Será que se pode transar nesse cinema?
— Podes, mas faz isso no cenário...
Depois Adão e Eva riam, pois era incrível. Ele estava tarado, tarado...
— Esse unicórnio está me contagiando! Vamos para a suíte! Vou ser um animal desta vez...
— Seja um brutamonte, meu amor...
Quando a nave diminuiu a velocidade, o enorme planeta dos dinossauros estava na frente. Adão e Eva vestiram os uniformes espaciais, e cruzaram a atmosfera desse mundo dando uma volta para reconhecimento e à procura dos lagos.
Pouco a pouco, um cenário triste apareceu. Centenas de animais gigantes encontravam-se estendidos no chão, mortos com a seca que afligia esse mundo. Desertos de areia os havia em toda parte. Pastos amarelos, onde somente os seres menores sobreviviam. Os abutres se lançavam na carniça, dos corpos em decomposição, junto a lobos, hienas, todas esqueléticas, fracas, na beira da extinção.
Rumaram para o norte, onde estavam as neves eternas. E entre a neve e os desertos, ainda existiam alguns lagos com bestas gigantes, que se matavam umas às outras, pois os dinossauros carnívoros eram os mais fortes.
Adão pensou consigo mesmo que o unicórnio assim que descesse nesse mundo, viraria petisco. Teriam que descer sozinhos numa nave voadora, lançar as redes, e os robôs teriam que içar os dinossauros, um de cada vez, até as naves. O único problema era que os Dinossauros de pescoço longo estavam com a água até a goela. Teriam que mergulhar para ver o sexo embaixo da água, selecionar os casais, e não ser comido por nenhuma outra besta carnívora.
Adão e Eva entraram numa nave fechada, bem pequeninha, voaram para esse lago, submergiram, examinando os bichos de baixo para cima. Aos machos lhes marcavam uma “x” com tinta vermelha na cabeça. As fêmeas um “x” azul.
Depois veio a parte mais perigosa.
Os robôs lançaram as redes, e Adão mergulhou segurando as pontas, amarrando nas patas dos animais. Em seguida, Eva injetava um calmante, pois teriam que subir dormindo. Assim que um gigante tombava para o lado, os robôs os içavam devagar até os depósitos dessa nave.
Em seguida, os robôs corriam a colocar os enormes animais nas cabines, pescoço deitado por cima, pés virados para que encaixassem, enquanto uma luz branca os limpava, desinfetava e congelava.
Quando as cabines acabaram, os robôs lhes deram um grito para baixo. O trabalho estava terminado.
Foi quando finalmente chegou a parte mais triste.
Adão demarcou a rota de regresso ligando todas as curvas, sem nenhuma detenção, na velocidade máxima. Chegariam em “Z de ALPHA” na quinta parte do tempo. Escolheu o robô comandante dessa expedição, deu-lhe as últimas instruções, e falou-lhe que ele com sua mulher e os unicórnios ficava por ali mesmo, numa nave menor, dando um giro espacial.
Pela sua vez, os robôs lhes encheram a cozinha dessa nave pequeninha com as dietas para humanos e para as bestas. E na parte de cima, essa pequena nave também possuía um jardim pequeno, com verduras frescas para os quatro. Em seguida, mostraram a farmácia, com medicamentos que os melhorariam de centenas de doenças. Havia remédio para gripes, dengue, malária, feridas da pele, tuberculose, doenças comuns de mundos dessa dimensão. E por último um robô deu-lhes uma arma com raio lazer, e seus arcos e flechas que usavam em “Z”, para se defender de bestas perigosas.
Adão abraçou sua tripulação metálica, agradeceu os cuidados para com eles, caminhou até os hangares, e saiu voando lentamente. Depois pararam no meio da escuridão universal, para vê-los partir com sua preciosa carga. Imaginaram seus bisnetos e tataranetos olhando para esses gigantes e sorriram. O paraíso de “Z” estaria completo, com a chegada desses dinossauros.
Passada a emoção, Adão examinou essa Galáxia em busca de planetas com humanos.
O mais perto era o mundo de “W do Sistema TEHTA”. Primitivos pacíficos, descendentes de macacos, estado evolutivo de homo sapiens. Falavam uma dúzia de palavras. Sabiam dançar, fazer cerâmica e construir palafitas. Adão perguntou para Eva:
— Anima-se, meu amor? Vai ser uma viagem ao passado. Como da vez que éramos peludinhos como esses homens...
— Legal! Vou amar ir para lá! Será que são grandes?
— Medem dois metros e meio! Nossa! São gigantes! E nenhum animal é peçonhento...
— Ainda bem... Mas levemos as armas. Estaremos entre estranhos, amor...
— Sim minha deusa...
E felizes, rumaram na direção desse mundo desconhecido.
Quando abordaram esse planeta, encontraram um paraíso encantador.
Homens cabeludos, nus, mas com cultivos de verduras sem fim, que correram ao seu encontro a recebê-los com braços abertos. Só ficaram assustados com os unicórnios. Mas Adão montou por cima de Belzier, para mostrar que essas bestas não faziam dano em ninguém. Eva se abraçou na fêmea, lhe deu um beijo, e com sinais de mãos tentavam explicar que seus animais eram maravilhosos.
Pouco a pouco, as pessoas se acercaram aos bichos, e timidamente lhes fizeram carinho. Riram, que nem guris, pois esse povo tinha espírito de crianças. Inocentes, não conheciam a maldade, e Adão percebeu que recebiam visitantes de outros mundos.
Havia presentes esquisitos em toda parte.
Latrinas lindas, de “plastonita”, igual ao material das bugigangas de “V de ALPHA”, que desintegrava o cocô, enquanto uma chuva de água limpava o traseiro e um ar seco o secava. Invento de um mundo superior que os protegia. Também havia bebedouros de água, para pessoas e para bestas, iguais aos de “Z de ALPHA”. Água que chegava de vertentes naturais e esvaziava em rios através de canos subterrâneos.
E Adão e Eva se deixaram amar.
Sentaram em redor de uma fogueira, onde se cozinhava alguma coisa de mandioca. Aceitaram sopas de verduras em cumbucas de argila, comeram milhos cozidos em água, agradáveis, se deliciaram com saladas de repolhos com limão, e um grão parecido aos feijões, maiores, muito aprazíveis. Na verdade, eles comiam muito bem. Adão e Eva só desprezaram os peixes assados nas brasas. Também rejeitaram os camarões gigantes que tiravam dos rios, assavam, e que eles chupavam deliciados.
Depois do banquete coletivo, as mulheres cantaram, coisa tão simples como o canto: — Atirei um pau no gato, to... acompanhadas com as mãos, e as crianças dançaram e brincaram até o Sol desaparecer, deixando a escuridão tomar conta. Os homens acenderam lampiões de fibras, e uns a um foram se retirando para suas casas. Palafitas de madeiras brutas, com telhados de folhas secas. Encantadoras.
Adão armou uma barraca com 5 dormitórios, e dormiu como os anjos.
Os novos amigos cabeludos, dentro de suas casas, gemeram durante a noite inteira. Os homens gostavam de namorar, e possuíam uma masculinidade privilegiada. Aliás, esse pênis era uma coisa engraçada de se olhar. Os homens o tampavam com um trançado de fibras que não tampava nada. Ele era enlaçado para cima, para não balancear e danificar, encoberto com a amarração. Dava para ver o tamanho do membro gigante. As mulheres mostravam o busto grande, cabelos que caíam e tampavam uma parte deles, e na parte inferior amarravam fibras, que servia como adereço decorativo, mas que deixava ao descoberto as pernas longas e bem formadas. Na verdade, por baixo dos pelos, eles possuíam formas humanas lindas. Cintura, quadris generosos, que balançavam ao caminhar.
No dia seguinte, Eva ficou de sutiã e calcinhas e Adão só de cuecas.
Passaram cremes na pele para se proteger de queimaduras, e se juntaram a tomar o desjejum, que era mais uma vez coletivo. Todos em redor de uma fogueira, com panelas com leite de vaca, a massa de mandioca quentinha, saindo das brasas, bananas, melões, maçãs, uvas, ovos cozidos com casca, duros, e mel de abelhas que passavam por cima das tortas de mandiocas.
Tudo foi delicioso. E ficaram nesse povoado, até sentir a curiosidade de conhecer outras tribos.
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