Adão e Eva, do inferno ao paraíso, Segunda parte
14 A missão sem retorno (final)
Notas iniciais
Desarrumaram a barraca, colocaram numa sacola por cima do unicórnio fêmeo, sentaram em Belzier, e saíram a percorrer esse mundo, com os arcos e flechas nas costas e essa arma de lazer. A pequena nave ficou ali mesmo, com os pés metálicos enterrados no chão, dando sombra ao mato.
O mais incrível nesse mundo, era que nenhum bicho atacava os homens. Sequer os carnívoros, que se alimentavam dos milhares de ratos e coelhos que corriam, em bando.
Havia guris andando por cima de leões de juba vermelha, tão grandes quanto os de “Z de ALPHA”. Elefantes com homens por cima, percorrendo o mundo tranquilamente, os havia em qualquer canto. Sequer os rinocerontes os atacavam. Nem os javalis. Existia uma harmonia geral entre os homens, a floresta e a bicharada.
Adão olhava para as famílias andando entre o matagal, casais com meninos de todas as idades, caminhando em bando, e era com se ver a si mesmo na pré-história da Terra. Adão conhecera a felicidade naqueles tempos remotos, e quem sabe viveram uns três milhões de anos, evoluindo como esses homens. E estes homens eram felizes, e com certeza possuíam também uma evolução longa. Parecia uma lei universal. No início da existência, os homens são felizes na sua simplicidade. O sofrimento acontece quando outras culturas abrolham cheias de ambição pelo poder, através da reencarnação.
Após dois dias de peregrinação entre o mato, comendo bananas, frutas silvestres, água de coco, dormindo nessa barraca durante a noite, um dia chegaram ao mar, onde encontraram penhascos com buracos no alto, com escadas feitas com cordas para subir. Eram de antigas moradias, que se usavam durante tempos mais atrasados, para se proteger das intempéries do tempo. Embora dormissem em casa de madeiras, havia ainda os mais velhos que gostavam dessas cavernas. Tinham uma visão do mar diferente. Podia-se ver o mundo de cima para baixo.
Adão e Eva escalaram esses cabos e contemplaram a imensidão desses mares. Majestoso. Pássaros aos milhares. Mata virgem que terminava na praia com palmeiras com cocos cheios de água fresca para beber.
E Adão mais uma vez armou a barraca, bem perto do mar. Mergulharam nas águas quentes, deliciosas, ajudaram os homens na pescaria e na busca de mariscos, e Eva se juntou as mulheres a preparar os jantares. Com o passar dos dias ensinou-lhes a preparar queijos, que colocados por cima desse pão de mandioca ficava delicioso.
Dali para frente, todos os dias, eles sentavam em meio desses amigos cabeludos se deliciando com o sabor que saía da terra para a mesa. Durante o dia faziam a sesta embaixo de um coqueiro. Ao anoitecer, entravam nessa barraca, onde o colchão inflável os aguardava para fazer amor até o amanhecer.
Como os dias eram mais curtos que os de “Z de ALPHA”, eles podiam dormir a cada dois dias. Durante as noites em que não dormiam, saíam para a praia no meio da escuridão com um lampião nas mãos. Faziam amor olhando para as estrelas, e admiravam o nascer do Sol no horizonte, pois era uma miragem encantada que nunca tiveram. Uma bola de fogo saía do mar, e se levantava pouco a pouco, em meio de cores deslumbrantes. Não havia nada tão belo quanto essa miragem.
Os unicórnios por sua vez, também estavam felizes.
Deixavam-se montar pelos mais jovens, corriam pelo mato, carregando dois ou três rapazes. Eles estavam adorando viver essa aventura. Também se misturavam às manadas de cavalos nas pradarias, para fazer uma corrida mais selvagem entre animais.
Adão os sentia a ambos relinchar de longe e sorria. Belzier nunca estivera tão feliz. Era um convencido, pois não havia cavalo mais lindo, enorme e ninguém ganhava dele em nada, sequer em saltos, nem velocidades, apesar de estar tão velho.
Mas todos eles estavam com os dias contados. Sem os cuidados especiais dos robôs, Eva e Adão começaram a envelhecer de forma acelerada. O rosto se encheu de rugas, os cabelos ficaram brancos, e Adão de vez em quando murchava. Eva ria às gargalhadas e o acariciava a beijava docemente.
Mas eles não morreram de velhice, e os unicórnios também não.
Um dia, naves vindas do espaço pousaram na praia, e soldados armados caminharam na direção deles. Não eram tão grandes assim. Eles tinham em média um metro e meio de altura, ombros fortes, pescoço grosso. Mas o que assustava eram seus rostos. Verde, cheios de sulcos, e uma língua cumprida que saía das bocas, igual a um iguana. Adão entendeu que eram homens-iguanas em evolução. Mas que esse progresso havia virado de cabeça para baixo. Estavam ali, para fazê-los sofrer.
Imediatamente, as pessoas começaram a andar com destino às cavernas no alto do penhasco. Mulheres com crianças subiram pelas escadas na corrida, enquanto os homens se preparavam ao redor delas, com pedras nas mãos, para protegê-las na fuga. Adão correu junto aos homens, e preparou seu arco e suas flechas. Eva começou a apontar essa arma lazer. Colocou um joelho no chão e esperou que Adão desse a ordem de ataque. Mas suas amadas amigas começaram a puxá-la para ir com elas. Eva tentou lhes explicar que ficaria junto com Adão, para morrer ao lado dele.
Mas como nunca se entenderam muito bem no idioma, Eva ganhou uma pedrada na cabeça, e uma amiga forte a sobrecarregou nos ombros, até chegar às rochas. Em seguida, Eva foi amarrada na cintura, e alguém a puxou com toda força para as alturas.
Quando Eva acordou, ela estava em segurança.
Dentro das tocas altas, com as cordas recolhidas, nada as atingia, pois, as chamas das armas não conseguiam alcançá-las, e os iguanas desistiram de atacá-las. Mas ali dentro os alaridos das mulheres eram terríveis, e os gritos das crianças eram histeria pura, sem atinar a fazer nada, além de se deixar possuir pelo desespero. Algumas mulheres puxavam os cabelos, outras davam cabeçadas contra as paredes, pois lá embaixo os homens foram massacrados, queimados, sem sobrar sequer um deles em pé. Eva procurou com o olhar seu amado, e o viu cheio de feridas, estendido no chão. Imediatamente, desmaiou. Sentiu seu coração parar por breves segundos, e depois deu um suspiro enorme como quem ressuscita novamente.
Eva desceu as cordas ao anoitecer, pois os invasores tomaram rumo para outros lugares. Eram exploradores de riquezas, que iam pegar desse mundo tudo que necessitavam. Ouro, petróleo, esmeraldas, carvão, coisas que para eles eram de grande valor.
Quando Eva chegou junto a Adão, ele ainda estava respirando. Colocou seu ouvido na boca e ele falou: — Vá até nossa nave, em busca de remédios... Eva subiu em Belzier, e cruzou a selva a todo galope, seguidos pelo unicórnio fêmeo. Deixou as lágrimas para depois. Os unicórnios não pararam de correr até chegar nessa outra comunidade, onde a maioria estava morta, estendida no chão.
Sua pequena nave, escondida entre as folhagens, a recebeu como a uma filha.
Com mãos trêmulas Eva procurou caixas com medicamentos, todos escritos na sua língua, e achou cremes para queimaduras, pomadas para infecções, gazes, tesouras, esparadrapos, fraldas higiênicas, uma enfermaria completa. Pegou tudo e fez o caminho de regresso. Também ela recolheu mantas, colchões infláveis, barracas, que amarrou firme no lombo da fêmea.
O Sol estava começando a iluminar o céu quando Eva voltou com seus animais. Muitos homens estavam vivos. Eva começou a desintegrar as roupas de Adão, deixando ver as feridas no peito, pescoço, mas as piores estavam no rosto. Espalhou tudo necessário com delicadeza, ferida por ferida, e finalmente levitou no ar o corpo ferido de seu amado, com psicosinesse, para um colchão inflável. Repartiu pomadas com todas as mulheres, e as ajudou a passarem por cima das queimaduras de todos os homens com uma gaze. Os homens berravam de dor em coro. Eva ofereceu as pastilhas de morfina para acalmar a dor e empurraram nas bocas feridas, com água. Depois colocaram gazes, molhadas num liquido branco, cicatrizante, e Eva os levitou um a um por sobre os colchões infláveis.
Metade das mulheres construíram casebres com ramas de palmeiras, para dar sombra nos feridos e se camuflar entre a mata. Metade trocava gazes, renovando pomadas, e dando-lhes água de coco com palitos de taquaras. Também espremeram sucos de laranjas, pois Eva as incentivava a dar de beber bastante líquido. Quando as dores minguaram e os homens ficaram mais firmes, levaram-nos mata adentro, para se esconder nas ocas de folhas, pois os invasores voltariam pelo mesmo caminho. Somente Adão foi levitado junto ao colchão, pois era o mais grave de todos.
Enquanto isso, todos os velhos e todos os meninos ficaram escondidos no alto das rochas, sem acender fogo, para não chamar a atenção dos alienígenas.
E os homens-iguanas partiram como chegaram. Queimando o mato na frente, para se abrir caminho, sem levar nada de nada, pois não encontraram petróleo em lugar nenhum, e metais como ouro estavam em profundezas para as quais não possuíam maquinarias apropriadas.
Subiram na nave e se foram desiludidos, em busca de outro continente desse mesmo planeta, para perfurar.
Eva e as mulheres conseguiram sarar as feridas de seus maridos, mas a maioria das vítimas ficou cega. Adão tinha os olhos brancos, rosto desfigurado, metade da cabeça sem cabelos, uma orelha derretera, e mexia seu pescoço com muita dor. Não conseguia andar, doía o corpo inteiro, e Eva lhe colocava fraldas de bebê. Pedia para Adão fazer xixi e cocô nas fraldas, a seguir desintegrava o cocô e colocava a fralda de molho em água. Limpava-o com panos limpos e lhe colocava mais pomadas, pois havia feridas ainda muito sensíveis.
Fim do dia as mulheres faziam sopas, e davam na boca com delicadeza. Depois, as mulheres se estendiam novamente nos colchões infláveis e macios, ao lado de seus homens, esperando melhoras, pois as dores demoraram muitos dias em passar.
Como os invasores queimaram todas as casas e as latrinas, sobraram apenas os bebedouros de plastonita, material imune ao fogo. Desta maneira não lhes faltou água para assear a bunda dos feridos.
Mas, pouco a pouco, as feridas cicatrizaram e conseguiram caminhar até chegar ao mar.
Dentro da água, Eva lhes ensinava a fazer exercícios para reaver os movimentos das pernas, dos braços, além de que a água os refrescava e produzia uma sensação gostosa. Depois os banhavam com água doce para tirar o sal, e passavam-lhes outras pomadas, para recobrar a firmeza dos tecidos.
Mas Adão foi ficando cada vez mais fraco, pois sequer conseguia caminhar até o mar como seus amigos. Os outros homens se recuperaram, porque eram homens jovens, na flor da idade. Ele era o único, sabe lá com quantos anos, pois no espaço o tempo não existe. Seu corpo começou a se apagar, e percebeu sua morte na frente de forma iminente. Depois vislumbrou Eva chorando sobre seu peito, sem comer, sem beber, para morrer junto com ele. Como sua filha Inês no passado da Terra, depois que Rama morrera de câncer.
Num fio de voz, ele lhe disse:
— Traga nossa nave para cá... Vamos morrer no espaço...
— Sim, meu amor... Não morra antes de eu voltar...
— Claro que não...
Desta vez, os unicórnios correram pela selva como nunca. Subiram nessa nave junto com Eva, e sentaram numa sala grande, quietinhos, tristes, pois Adão estava morrendo. Quando alcançaram a praia, Eva pediu que Adão fosse trazido para dentro da nave nos braços dos amigos. Eles levantaram o colchão entre quatro, e o entraram com cuidado. Eva o levitou para a cama macia da suíte, e se voltou para os amigos que sofreram toda essa desgraça. Afinal, na “Oitava dimensão” a vida era assim mesmo. Cheia de sofrimentos.
As mulheres abraçaram Eva chorando, tristes, ao lado dos homens, muitos deles cegos, mas agradecidos pela ajuda com os remédios e o tratamento de recuperação. Eva deixava as lágrimas para depois. Abraçava as amigas, os homens, os meninos, e os velhos. Todos lacrimejavam. Pela desgraça acontecida, e pela amiga que partia.
Depois dessa despedida terrível, Eva fechou as portas, subiu essa nave devagar, deu uma volta pelo mundo, em busca dos iguanas, e os encontrou em meio de um deserto cavando a terra e levantando uma torre alta para extração de petróleo. Ao lado deles, uma nave gigante estava estacionada, cheia de soldados mineradores. Procurou pelo mapa estelar, e encontrou um mundo civilizado, com vida de humanos, e enviou-lhes um pedido de “Socorro para W”, na esperança que viessem os proteger desses assassinos.
Saiu para o espaço como um meteoro candente.
A seguir, Eva estudou o caminho rumo à “Sétima Dimensão”.
Colocou pilotagem automática, e analisou os painéis em busca daquele controle que aniquilava a matéria. Era o botão vermelho. A nave desintegraria sozinha, em meio da escuridão, assim que entrassem na “Sétima Dimensão”.
Depois foi em busca de mais remédios. Procurou com calma, e achou um vidro que possuía a inscrição: — Para morrer de amor! Abriu, e descobriu uma pomada, junto a um vidro vermelho cheio de elixir. Na bula, estava escrito que o xarope devia ser ingerido a cada duas horas, até acabar, e a pomada era para passar no pênis.
Quando Eva chegou à cama, ela soprou no ouvido de seu amor: — Encontrei um tesouro...
— A pílula da felicidade eterna?
— Mais ou menos... Temos que beber este caldo vermelho, e depois vamos morrer de amor... Mas antes de morrer, me fala como gostaria que eu nascesse na nossa próxima reencarnação. Loira, vermelha, amarela?
— Negra! Como as africanas da Terra! Corpo igual, pois você é uma escultura ambulante. E eu sou escravo desses peitos...
— Hum... Vai ser um negão muito tarado?
— O pior de todos! Muito macho, muito tarado. Onde quer nascer? Podemos escolher desta vez...
Foi nesse momento que Eva começou finalmente a chorar.
Toda a dor guardada desde que Adão foi ferido saiu de uma vez, pois ela soluçava que dava arrepios. O que poderia ser tão triste assim?
— Você quer o divórcio? Ir sozinha para um lugar especial?
— Palhaço! Eu quero o direito da vingança! Matar com minhas mãos, a socos, patadas, os animais que fizeram isso com você! Eu quero ser guerreira intergaláctica...
Adão se imaginou como seria um homem queimado vivo. Só podia ser um monstro. Horripilante. Assustador... Deixou cair uma lágrima, pois “00” lá bem longe, só os havia colocado à prova. Apenas isso. Eva tinha demonstrado na prática que o amaria ainda sendo o homem mais feio do Universo. Falou mais uma vez com seu fino fio de voz:
— Onde quer que tu vás, eu engatinharei atrás... E desta vez será pela eternidade...
Eva começou a rir entre soluços. Depois o beijou num canto da boca com suavidade. Foram se acalmando, e beberam finalmente o xarope. Uma colher, e muitos beijos. Mais uma colher e mais beijos, pois pouco a pouco uma energia começou a inundar o corpo de Adão. Com o vidro vazio, Eva puxou toda a roupa, tirou as fraldas, lavou Adão com panos, passou cremes no rosto, pescoço, peito, e emplastrou o pênis com a pasta medicinal.
Quando Eva se estendeu ao lado de seu amado, para fazer amor pela última vez. Pouco a pouco o “orgasmo da morte” os atingiu. O cérebro enlouqueceu, e o prazer os arrastou da vida material para a vida espiritual, e eles continuaram namorando na vida após morte, abraçados, sendo levados para longe num túnel branco, que os sugava como aspirador. Sem mais dores no corpo. Adão podia abraçar, beijar, só continuava cego. Apenas isso. Quando a nave explodiu, eles viram a luz de muito longe.
Quando os unicórnios os alcançaram, Belzier viajava grudado por cima de sua fêmea, agarrado nela, dando grasnidos, pois era a primeira vez que copulavam depois da morte. Passaram por baixo de Adão, que ficou sentado por cima do macho, com Eva sentada por cima dele, num amontoamento que poderia se chamar de “orgia espacial de humanos e de bestas”.
No mundo “Z de ALPHA” um velho Sacerdote Estelar viu no espelho do templo o martírio de seus pais nesse mundo selvagem, horrorizado. Só não presenciou a morte, pois sabia que seria de muito amor. Depois perguntou para “00” onde seriam levados. E ele respondeu-lhe:
— Eu não os enviei a lugar algum... Dei-lhes estrelas suficientes para encarnar em “A de ALPHA” como anjos... Mas sua mãe exigiu o direito da vingança... Estão viajando para o “Mundo dos guerreiros intergalácticos” e serão os comandantes na “Guerra dos iguanas”.
Amon-rá dilatou os olhos, assustado. Depois observou Noemi ao seu lado, abraçada nele, olhos brilhando, ele conhecia esse brilho estranho. Enquanto “00” desaparecia, ele se virou para ela e quase gritou:
— Não! Está querendo correr para lá... Para uma guerra! Eu não acredito!
— Estou só estou sentindo o que seu coração não quer falar... Eu sei que você quer ser de novo, o filhinho da mamãe...
— Isso, sem dúvidas nenhuma... Mas não tem medo de uma guerra?
— Esqueceu-se de minhas medalhas em Lemúria, lá na Terra? Eu era a melhor lutadora junto com Areti, mas você apareceu e me transformou numa coelha parideira...
Amon-rá começou a rir. Como estavam dentro do templo, saíram para gargalhar fora dali, pois Noemi não parava de disser que ela era a única mulher desse mundo que paria filhos em dúzia.
Subiram na carruagem, e continuaram a falar pelo caminho. Embora Amon-rá possuísse carro, ele preferia a carruagem. Os cavalos sabiam o caminho de casa, e ele viajava com sua esposa no colo, beijando-o o caminho inteiro. Ele sentava pernas esticadas, braços abertos, rindo, pois, o balanço dessa carruagem era afrodisíaco.
— Sabe minha querida, se nós vamos para essa guerra, seu pai vai atrás de nós... E aonde seu pai vai quem corre atrás? Fernando Júnior e Nohiki. E meu cunhado está com uma força de elefante de tanto levantar troncos... Seriamos mais seis...
— Acho que alguns de seus irmãos também iriam...
— Jesus e Paulo, com certeza! Adoram uma confusão...
— E o Peter? É o melhor destruidor de asteroides, de todas as galáxias...
— Nossa! Vai ser um batalhão... Lástima que estão todos viajando... Vamos contar para eles, durante nossa vida espiritual...
— Quando será que chegarão os dinossauros, meu querido?
— Antes de nós morrermos! Vou ter a felicidade de pôr os bichos de 30 metros nos maiores lagos de “Z”. Vou colocar um casal em cada lago. Já pensou? E todos eles vão ter nomes... Vai ter uma placa grande que dirá: — Lago de Eusébio e Pedrita!
— Que tal Herbert e Carolina?
— Ótimo... E o que acha de Ricardo e Emília?
E finalmente chegaram à mansão, onde Nestor e Ana, ao lado de seus filhos e sobrinhos esperavam por notícias de Adão...
FIM
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