Across The Frontline

13 Capítulo 13 - Confluência?


Notas iniciais
Olá, amores. Espero que estejam se cuidando. Não sei se ainda estão aí ou quantos de vocês estão, mas quero dizer que venho sentindo falta de vê-los por aqui. Amo essa história com todo o meu coração e assim continuo a escrevê-la, pra mim também, mas principalmente pra vocês, por isso alguma motivação faz falta. Tenho escrito bastante mas hesito em atualizar demais porque às vezes me pergunto se ainda estão tão interessados na história quanto eu. Tem muita coisa pra acontecer que sequer estão à vista pra vocês agora, e particularmente queria muito sentir que vocês anseiam por isso tanto quanto eu. Assim, queria dizer que, quem estiver aí, seria mesmo muito gratificante ler o que estão achando. Enfim, espero que gostem desse, é um passo importante pro nosso casal. Boa leitura ♥

Com esse pensamento, enfim, aproximara-se dele, cruzando os braços em frente ao corpo devido ao vento que de repente cortara-lhe o rosto.

—Terminou o seu livro? — ele quebrara o silêncio, virando-se levemente para encontrar o rosto dela com os olhos azuis, constatando-a parada ao seu lado, o olhar indo do chão gramado ao rosto dele.

—Ainda não. — respondeu suave, sentindo-se até mesmo mais confortável com aquele início de diálogo ameno, e por isso permitindo-se um sorriso muito breve, olhando para o soldado de relance — Estou realmente guardando algumas páginas, não quero pensar em ficar sem nenhuma distração quando terminá-lo. — admitiu, umedecendo os lábios pela ansiedade do pensamento, estreitando o entrelaçar dos próprios braços enquanto sentia o vento passar outra vez entre si e aquele ao seu lado.

—É uma boa estratégia. — ele acrescentou, arqueando as sobrancelhas em sinal de concordância, também cedendo um breve sorriso pelo modo como a pequena conversa fluía, mas ainda sem deixar de pensar no que acometia-o antes dela aparecer — E Mercedes, como está? — procurou preencher o silêncio, parecendo casual. Rosalie pareceu se surpreender um pouco com a pergunta, apesar do que Emmett tivera certeza de ser o esboço de um sorriso no canto de seus lábios — É esse o nome dela, não é? — quis confirmar, achando-se talvez equivocado naquela aposta de distração, já que ouvia mais da senhora do que verdadeiramente havia tido algum contato com ela.

—Sim, esse mesmo. — ela confirmou, tornando a fitar o horizonte, ignorando a feição dele que parecera, por um momento, pedir uma explicação de sua surpresa — Ela está bem. Eu a chamei para passar esses dias conosco, enquanto estou aqui, mas ela preferiu aproveitar para fazer uma visita à uma familiar distante, ou uma comadre, não disse muito. — explicou, tão brevemente quanto pôde, sacudindo levemente a cabeça com a última afirmação.

—Ah, entendo. — disse simplesmente, num murmúrio incompleto, sem saber exatamente o que dizer em seguida porque, apesar de toda a enrolação que sentia apertar-se à sua volta a cada pequeno gesto e dos pensamentos distantes da conversa, não parecia pronto para ir ao ponto necessário em voz alta — É um lugar distante, suponho? Pra que ela fique todos esses dias. — continuou, embora hesitante. Hale não demonstrava tanto quanto ele, mas era perceptível, em seus trejeitos e na velocidade anormal da resposta, que estava tentando com igual esforço tirar o peso da atmosfera que os cercava.

—Não tanto quanto a estadia faz parecer, na verdade. — expôs, tomando como referência outro lugar em sua mente, próximo do que Mercedes parecia ter endereçado em uma das cartas que enviara-lhe nos últimos dias — Só o bastante para que se precise, e até mesmo queira, aproveitar por alguns dias. — ela acenou com a cabeça em sinal de confiança à própria fala.

McCarty fizera o mesmo gesto, mas como sinal de que entendera e concordava — mesmo que essa última parte não fosse possível porque sequer imaginava o lugar de que ela estava falando. Isso era, é claro, mais um reflexo do quão imerso estava nos próprios pensamentos, que conduziam-lhe cada vez mais para o rumo inevitável que aquela troca de falas miseravelmente falha tomaria. Ocorrera-lhe, nos lentos segundos em que o silêncio instalara-se novamente, o pensamento de que talvez ela estivesse pensando sobre aquele o mesmo assunto, o que fora incentivo o suficiente para ir ao ponto que temia, mas desejava.

—Escute, Rose, sobre hoje cedo, eu sinto muito que você tenha visto aquilo. — começou, enfim, virando-se para encará-la, notando que ela também orientara-se para o mesmo fim, mas detivera-se muito pouco tempo em sua efígie e tinha agora os olhos em algum ponto atrás dele, voltando ao comportamento habitual — Quero dizer, me visto daquele jeito e o quarto, e os machucados. — explicou, engolindo a seco pelo tempo em que a lembrança viera-lhe à mente, os olhos correndo pelo céu escuro, sem tempo de notar que ela finalmente fitava-o — Não acontece com frequência, é só que às vezes eles voltam com muita força.

—Eles? — ela perdeu-se por um minuto, sem atenção o suficiente para captar ao que ele poderia estar se referindo com o pronome no plural, o que demonstrara pelo cenho franzido e uma das sobrancelhas arqueadas. Uma expressão no rosto de traços angelicais que ele já havia visto muitas vezes, mas com tons distintos.

—É, você sabe, os pesadelos. — frisou num tom de obviedade, os dedos da mão livre atendo-se aos cabelos por alguns instantes antes de voltarem ao bolso da calça formal que vestia. Por algum tempo, os olhos claros encontraram os agora escurecidos dela, onde mantiveram-se até que ela piscasse-os consecutivas vezes em meio a um sorriso sem humor.

—Emmett, primeiro, — ela começou, as mãos finalmente livres da postura anterior — você não precisa sentir muito, está bem? — assegurou, dirigindo a ele seu olhar que impunha da maneira mais gentil possível o que estava dizendo — Nós já falamos sobre isso, eu só quero que ouça uma coisa: — fez uma breve pausa, tornando-se mais séria num átimo, o olhar impassível na figura mais alta dele — não são pesadelos. — esclareceu, simultaneamente a um manear negativo com a cabeça, vendo-o engolir a seco e desviar o olhar do dela — Mesmo que você esteja falando a verdade e não sejam frequentes, há outras coisas que mostram que isso o que você teve hoje de manhã não foi um pesadelo. Você tem um trauma. — disse as últimas quatro palavras categoricamente, mais do que havia feito com qualquer outra frase naquele diálogo antes, e ainda assim, sem deixar de encará-lo nos olhos, mesmo quando ele claramente não estava confortável com a colocação que ela fazia.

—Esses episódios são o que os médicos, os psicanalistas, os livros, chamam de neurose traumática de guerra. E não vai passar se você continuar tratando cada episódio dessa forma. — concluiu, esperando longos segundos por uma resposta ou reação dele, que apenas maneava a cabeça negativamente com leveza, distanciando-se alguns passos dela, até que estava de costas para sua figura — Vamos, Emmett, eu aposto que você já ouviu falar disso. — incentivou, já impaciente, cortando o vento com o gesto das mãos.

—É claro que ouvi. — ele enfim pronunciou-se, num tom de voz muito menos suave do que o usual; ao contrário, soava rígido e restrito, como se economizasse as palavras na mesma medida que fazia com a expressão dos próprios sentimentos naquela conversa — Nos livros, nos hospitais, mas não é como se pudesse me ajudar de alguma forma. — disse, também mais enérgico do que o usual, mas não tanto quanto poderia, olhando-a por sobre o ombro — Não como se eu pudesse saber de fato se é isso que está acontecendo. — engoliu a seco, simultâneo ao fato de dividir-se quanto ao que pensava sobre o assunto.

—Aposto que você tem amigos que passaram por isso também, outros veteranos. — Rosalie voltou a dizer, interrompendo-o antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, mais numa urgência de que ele compreendesse a própria situação o mais rápido quanto possível do que na impaciência que geralmente lhe era própria, o que não poderia, entretanto, esperar que ele também compreendesse de imediato.

—É claro, Rosalie, com certeza eu tenho! — ele enervou-se subitamente, não só pela interpretação pessoal do último tom dela, mas pela pressão da conversa em geral, que agora não sentia, nem de longe, tão amena quanto iniciara-se. O misto de sentimentos, sensações revividas e pensamentos trazidos ao consciente de que aquele tipo de discussão fazia-o ser vítima — Você só se esqueceu de que eles estão mortos! — exclamou, um riso baixo e sem humor escapando-lhe dos lábios depois de proferir tais palavras em tom ríspido e alto, agora encarando-a com as íris azuis envolvidas numa linha tênue de ira e amargura.

Por algum tempo, o único som no jardim fora o das folhas farfalhando ao passar do vento, que remexera também as mechas loiras que caíam por detrás dos ombros de Hale, espalhando o perfume de lavanda para junto do natural da relva. Ela voltara a cruzar os braços em frente ao peito, engolindo a seco por instantes, dentro dos quais ocupara-se em pensar no cenário em que havia envolvido-se, incluindo a perspectiva dele, que ficara muito mais evidente agora, não deixando nublar qualquer coisa de que ela antes tivesse dúvida ou em que não houvesse pensado. Ele, por sua vez, enrijecera o maxilar numa mania que denunciava sua ansiedade ao repassar o mesmo cenário que ela em sua cabeça, ameaçando voltar ao estado mais equilibrado que geralmente esboçava no lugar daquele último.

—Desculpe. — a voz dela, em tom baixo, preencheu o espaço entre eles antes que McCarty pudesse cogitar fazê-lo, gerando o desvio de sua atenção para o rosto dela imediatamente, vendo os olhos fitarem o chão e depois voltarem-se para o seu rosto — Eu não quis... — mencionou continuar, os lábios entreabertos mencionando o que diria a seguir, apesar de nenhum som ter deixado aquele espaço, cujo silêncio fora quebrado por Emmett, que pelo tom com que interrompera-a parecia nem ter ouvido ao que ela dizia.

—Andrew, de quem você ouviu, era o meu amigo mais próximo. — explicou, pouco consciente de que poderia ter interrompido algo que ela quisesse dizer, já que sua cabeça estava agora quase completamente inserida no passado que justificava — Meu melhor amigo. -corrigiu após uma pausa, sorrindo levemente com a constatação que anteriormente, no geral, mantinha apenas para si — Nós morávamos na mesma rua desde crianças, depois fomos para o alistamento juntos e antes de começarem a nos convocar para a guerra, ficamos em batalhões diferentes, mas, no fim ele foi transferido e acabamos no juntos. — contou, mais lentamente entre as etapas do que pretendia, lembrando-se vivamente das cenas que remontavam a trajetória em sua cabeça como um filme, no qual obrigou a deter-se antes que se prolongasse perigosamente demais — Indo juntos para a guerra, inclusive. Ele morreu na Normandia, como tantos outros, e eu... — inspirou profundamente, dando de ombros, o mesmo sorriso sem humor nos lábios — Eu, bem, você está vendo, não preciso dizer.

—Eu sinto muito. — ela sussurrou entre uma respiração e outra, incerta de se ele havia ouvido, mas na verdade, no fundo, sentindo-se um pouco confortável com isso, agora que todos os tipos de pensamento cercavam sua mente, não só a respeito dele e dessa experiência, e de como aquilo certamente mudaria algo no modo como veria-o agora, mas também em como podia ver-se na culpa implícita com que ele enunciara as últimas palavras.

—Há um monte de outros momentos, pessoas e sensações muito vívidos na minha memória de que você poderia ter me ouvido "falar" naquele dia. — ele voltou a dizer, novamente como se não tivesse ouvido o que ela dissera, apesar de ter demonstrado um pequeno sorriso, dessa vez com tom compreensivo, quando ela finalizara — Mas, Andrew e essa lembrança dele têm sido os mais frequentes. — admitiu, sem, no entanto, notar que havia feito tal coisa, o que não passara despercebido pela loira — Acho que porque foi uma das últimas coisas que me importavam em tudo que vi nos últimos meses lá, além dos motivos óbvios.

—Você não teve outros colegas que sobreviveram, teve? — a mulher voltou a mostrar-se interessada pelo assunto, embora da forma contida e minimamente séria que era de seu feitio, buscando o olhar dele em meio ao gesto aparentemente cabisbaixo que ele esboçara.

—Quando você passa por uma situação como essa ao lado de alguém, anos no campo de guerra, não há realmente muita gente a que não possa chamar de amigo. — disse, sorrindo com leve sarcasmo quando voltara a fitar os olhos castanho claros, oscilantes entre a doçura que sua cor sugeria e a seriedade que ele reconhecia — Passamos por todo tipo de condição juntos, então, considerando isso, tive outros amigos, mas nunca mais vi os poucos de que lembro terem sobrevivido. — contou, passando os lábios um pelo outro antes de levar a mão livre do gesso a estes, deslizando-a distraidamente pelo contorno bem feito, para em seguida voltar a falar, com um tom pensativo — E ele era meu irmão, sabe? — perguntou de forma retórica, sorrindo com a constatação, o rosto de Andrew sendo repassado em suas lembranças da forma alegre como gostava de lembrar-se, apesar de custar tanto nos últimos meses — Você consegue imaginar? Ver Edward ou Jasper morrendo na sua frente e não poder fazer nada? — perguntou sem pensar, o nó em sua garganta não deixando-o mentir sobre como sentia-se, fazendo com que engolisse a seco para neutraliza-lo e continuar a falar — E saber que aquela é a última visão que você teria deles?

Os olhos azuis, que antes concentravam-se no chão, finalmente ergueram-se para encarar os dela, ainda alheio ao impacto que havia causado com aquelas últimas perguntas, devido à frequência dos pensamentos e de todo o resto em seu íntimo. Tudo o que fazia seu sangue circular mais rápido pelo corpo, ao mesmo tempo desregulava dolorosamente seus batimentos cardíacos, fazendo-o sentir como se a cada batida a cavidade em seu peito afundasse mais, um sentimento misturado à sensação corporal de que lembrava-se tão bem, mas há tanto não permitia-se sentir. Então, era por isso. Era porque doía tão amarga e insuportavelmente trazer todos aqueles pensamentos à tona que preferia deixá-los obscuros entre uma tarefa e outra, sorrir sem a vivacidade com que fazia antes, mas ainda assim, sorrir, mais para si mesmo do que para o mundo lá fora. Já havia caos o suficiente de ambos os lados. E ele havia vivido um deles em sua pior forma: agora que havia passado, não sentia-se capaz, em qualquer âmbito, de passar por outro, ainda mais consigo mesmo — alguém que havia sobrevivido.

—Desculpe. — pediu, após forçar-se a emergir de todo aquele caos interno e dar atenção ao que agora notava precisar dela, dando-se conta do que havia dito e, ao mesmo tempo, do modo quieto como Rosalie havia comportado-se, em todos os sentidos, naqueles segundos — Eu não quero realmente que você imagine isso. — apressou-se em esclarecer, vendo-a fitar os próprios pés em meio ao que arriscaria ser um sorriso — Foi só uma maneira de dizer.

—Eu sei, tudo bem. — assentiu, mesmo que naquele intervalo houvesse dedicado-se à morbidez do pensamento que ele propunha, até o ponto em que obrigara-se a parar, entendendo a figuratividade no que ele dizia — Eu quem sinto muito por... você sabe, por isso e por te fazer lembrar. — deu de ombros quando decidira dizer pelo que realmente sentia muito, uma vez que deveria decidir-se entre tantas coisas que lhe ocupavam a cabeça, além de manter-se firme na postura que criara para si mesma — Eu só queria ter dito antes que acho que deveria considerar procurar ajuda, pode realmente te fazer sentir melhor. Talvez você poderia considerar contar ao Carlisle, ele com certeza o ajudaria com isso. — concluiu, assentindo positivamente para si mesma enquanto dedicava-se a encará-lo sem muita demora, querendo esclarecer em silêncio o tom de sugestão, e não de ordem, que havia ali.

Sabia que ele hesitaria em contar para qualquer outra pessoa, era óbvio. Se já havia inventado desculpas até mesmo para o coração irresistivelmente amável de Esme, com sua figura de mãe, e já estava se desculpando com ela mesma, que nunca se importara em lhe cobrar satisfações, estava mais do que claro que ele não pretendia trazer à luz a verdade para os outros tão cedo.

—Eu vou contar a ele, a Esme também... — ele se apressou em confirmar, e de repente deteve a si mesmo, parecendo pensar no que queria acrescentar — E talvez aos garotos. Mas, não agora. — disse, dessa vez de forma categórica, engolindo a seco. Rosalie percebeu que ele piscara algumas vezes antes de decidir encará-la, num minuto silencioso — Eu só evito contar às pessoas porque... — pigarreou, desviando o olhar e empostando a voz antes de continuar. Não queria que aquilo soasse como uma vitimização, porque não era, e o que menos precisava agora era de uma impressão errada — Porque sei que elas iriam querer ajudar e ficar perto demais o tempo todo, e isso as deixa suscetíveis demais ao risco de se machucar por minha causa. E eu não quero e nem preciso que isso aconteça outra vez.

Silêncio. As palavras de Emmett, embora parecessem mais uma ordem cautelosa para si mesmo, escapando de sua boca de volta para seu cérebro, relembrando e reafirmando algo, soaram igualmente gélidas e rígidas para os ouvidos atentos da loira. Poderiam ser comparadas a pequenos cubos de gelo entalhados em pontas afiadas contra a pele humana quente, sem aviso. Quase perigosamente dolorosas.

Mas, o arrepio que percorrera a coluna de Rosalie, fazendo a querer juntar-se aos cômodos amenos do lado de dentro da casa, diria que o vento, agora frio, esbarrando em seu corpo seria uma comparação mais tangível e, até então, suficiente.

—Bem, você tem o meu conselho, não é nada mais que isso. — disse, enfim, num atenuante sério, voltando a preencher o espaço antes mesmo de dirigir um olhar a ele, que encarava uma das mãos no bolso do terno até notar a atenção que recebia — Pense na terapia, ao menos, se vale de algo. Você não precisa viver com isso mais do que já viveu até hoje. — adicionou, vendo-o piscar algumas vezes em sinal do que ela entendera ser uma concordância silenciosa, desviando o olhar para outro ponto além dela. Rosalie analisara o céu uma última vez por aquela noite — Está ficando frio, vou entrar.

E, com isso, a última coisa que Emmett ouvira atrás de si foram os passos de Rosalie em contato com a grama, assim como ela também ouvira diante do silêncio dele. Cada um recluía-se agora à sua própria maneira, com seus próprios trejeitos, pensamentos e sentimentos sobre aquela conversa. Apesar de alguns desses estarem, de fato, mais entrelaçados do que podiam imaginar.

Notas finais
E então, o que acharam? Sei que as coisas estão um pouco lentas e gradativas entre o nosso casal, mas espero que entendam a situação deles, e pra isso vou deixar claro uma partezinha aqui. Emmett tem muitos traumas pela guerra, que às vezes esconde quem ele realmente foi e quer voltar a ser, enquanto Rosalie também tem traumas pela vivência com Royce, principalmente por saber que ter se apaixonado por esse homem sem saber quem ele realmente era, foi o que a levou até onde está hoje, nesse casamento problemático - ela teme que amar alguém de novo a traia do mesmo jeito. Além disso, em 1947 é delicado solucionar os problemas de qualquer um dos dois: um soldado que precisa de ajuda psicológica pouco divulgada e aceita. Uma mulher que, se divorciada, não seria só perseguida pelo marido louco que ninguém realmente sabe ou entende o quão ruim é, mas pela sociedade num todo, que nessa época reprova e rejeita uma mulher "desquitada". Em suma, é isso! Daqui pra frente as coisas vão começar a acontecer com mais claridade, por assim dizer, mas claro que a parte introspectiva, psicológica e emocional deles continua marcando presença na história, porque é fundamental. Por favor, lembrem do que disse nas notas inicias! Me digam o que acharam e suas expectativas! É sempre gostoso ler o que têm a dizer. Beijos em cada um ♥ até logo!