Acontece sob a Lua

5 Capitulo 5 - Seguindo a Lua


Notas iniciais
Oi pessoas lindas bom eu agradeço aos comentários que foram muitos lindos, eu adorei e fico feliz que tenham gostado. Boa Leitura!!

POV: Renesmee

O que quer que fosse aquilo lá fora se moveu rapidamente, desaparecendo no breu daquela noite. Abaixei a janela, fechando-a em seguida. Eu não fazia ideia do que tinha acontecido com Jacob, mas ele havia se jogado da minha janela, que era consideravelmente alta… E se ele tivesse se machucado?

Engoli em seco, colocando um casaco e abrindo a porta do meu quarto.

Desci as escadas pé ante pé, fazendo o mínimo de barulho possível. Eu cuidava até da forma como respirava. Abri a porta da frente e a fechei rapidamente atrás de mim. Senti o frio tocar minha pele em cheio e logo o típico vapor escapou da minha boca por causa da respiração. Abracei meu próprio corpo, olhando ao redor.

Caminhei ao redor da casa até chegar embaixo da minha janela. Eu não conseguia enxergar muito bem, porém, pelo pouco que via, Jacob não estava ali.

— Jake! — chamei, forçando os olhos. — Jake… — chamei novamente.

Como não encontrei nada, atravessei a rua. Tudo bem, eu sei, foi burrice minha. Afinal, o que eu tinha visto não tinha sido coisa da minha cabeça. Era enorme, negro, e os olhos eram vermelhos. Será que aquilo machucou Jacob?

Me enfiei no meio da mata. Só conseguia enxergar graças à luz fraca da lua, que iluminava o pouco da trilha por onde eu andava. Parei bruscamente quando escutei novamente aquele uivo assustador. Ou era um cachorro, ou talvez um lobo… mas como poderia haver lobos em Forks?

— Jake… — sussurrei, quando senti alguém me puxar para trás.

Virei o rosto e vi que era Quil. Franzi o cenho.

— O que você está fazendo aqui? — ele questionou baixinho.

— Eu vim atrás do…

— Não importa. Você tem que sair daqui, vamos. — Ele começou a me arrastar por entre as árvores enquanto eu tentava me soltar.

— Quil, espera! Espera, Quil! — Consegui puxar minha mão, mas, com a minha “inteligência”, acabei caindo com tudo no chão. Gemi de dor.

— Renesmee, você precisa vir comigo. Você viu alguma coisa? — Quil questionou, me ajudando a levantar.

— Eu… bom, eu…

— Venha. — Quil não esperou que eu dissesse mais nada; já estava me arrastando novamente.

— Mas… e o Jake? — questionei, olhando ao redor, tentando encontrá-lo.

— Ele está bem — Quil afirmou, e aquilo me irritou. Como ele podia ter tanta certeza?

— Me solta! — puxei minha mão novamente, fitando-o.

— Renesmee, se você não sair daqui, vai morrer — ele disse, a voz carregada de aflição.

— Eu vi uma coisa horrível… e o Jacob? E se aquela coisa o machucar? — questionei, encarando-o. Quil respirou fundo.

— Aquela coisa era o Jacob.

Ele me fitou, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha.

— O quê? Como assim? Do que você está falando? — perguntei apressadamente.

— O Jake… ele é um lobisomem — Quil disse, e eu arregalei os olhos.

— Isso não existe, Quil — murmurei.

— Existe sim. E se você não sair daqui, vai se machucar. E eu sei que, se Jacob te machucar, ele nunca vai se perdoar.

Quil me puxou novamente, começando a me arrastar.

— Você está falando sério? — questionei.

Ele não teve tempo de responder. Nossa conversa foi cortada por um uivo alto e assustador. Parecia um uivo de dor e angústia, algo impossível de descrever.

— Mais rápido, Renesmee! — Quil quase arrancou meu braço. Bufei, me soltando dele.

— Se isso que você está dizendo é verdade… ele precisa de mim — falei, encarando Quil.

— Está louca? Ele vai te matar. Aquilo não é o Jacob! — Quil tentou me convencer, em completo desespero.

— O Jake ainda está ali, e ele precisa de mim — afirmei, virando as costas e correndo.

Eu corria mais do que minhas pernas aguentavam.

Eu não sabia de onde tinha vindo tanta coragem. Eu vi os olhos daquela coisa. Eles tinham raiva… muita raiva. Mas havia algo familiar ali. Algo que eu conhecia. Algo que fazia o Jake ainda ser o Jake.

Quil corria atrás de mim, tentando me fazer parar, mas eu não estava nem um pouco disposta a ouvi-lo. Sei que tudo podia dar errado e que eu poderia virar a refeição dele, mas eu precisava tentar.

Minhas pernas começaram a ficar dormentes. Parei em uma espécie de clareira, com o coração acelerado e a respiração completamente descompassada.

Olhei em volta, forçando os olhos para tentar enxergar algo. Tudo ficou completamente escuro. As poucas nuvens que restavam no céu cobriram a lua, fazendo com que eu não visse nada.

Senti um calafrio quando encontrei o que procurava.

Do meio das árvores, ele saiu. Devia ter cerca de dois metros de altura. Seu pelo era totalmente preto, e seus olhos, vermelho-sangue. Eles pararam diretamente em mim, e ele rosnou alto o suficiente para fazer minhas pernas tremerem e o ar faltar em meus pulmões.

Quil havia sumido…

Quando meus pensamentos ofensivos seriam direcionados a ele, outro lobisomem surgiu atrás de mim. Mas este não parecia querer me atacar, e sim me proteger. Era menor, e seus olhos eram pretos.

— Jake… — sussurrei, levando as mãos entrelaçadas ao peito, fitando-o apreensiva.

O lobisomem maior rosnou alto, e logo o menor se afastou. Então ele avançou, imponente, em minha direção. Permaneci parada, sem me mover. Abaixei a cabeça, fechando os olhos.

Segundos se passaram.

Quando ergui a cabeça, ele me encarava, intrigado.

Então foi como se eu tivesse entrado em um dos meus sonhos.

Ele se curvou para trás, uivando. Dei um passo para trás, assustada. Ouvi, ao longe, o relógio da cidade começar a badalar. Era exatamente meia-noite. As nuvens à frente da lua começaram a se dissipar, e a luz tocou em cheio seu pelo.

Enquanto ele uivava, seu corpo começou a mudar. O lobisomem assustador foi dando lugar à forma humana, e o uivo se transformou em um grito de dor.

Jacob caiu de joelhos à minha frente, apenas com pedaços das calças ao redor do corpo. Ele estava suado.

Sorri, aliviada. Me agachei à sua frente e o abracei com força. Ele estava de cabeça baixa. Logo depois, soltou um longo suspiro.

— Nessie… — sussurrou, aliviado, colocando uma mão na minha nuca e a outra na minha cintura, retribuindo o abraço com carinho. Senti-o cheirar meus cabelos, como se sorrisse.

Meu corpo inteiro tremia, mas agora apenas pelo medo que ainda restava. Eu podia afirmar: ele estava bem.

— Ah, Jake… você está bem? — questionei, colocando as mãos em seu peito nu e afastando-o um pouco para fitar seu rosto suado e cansado.

— Agora eu estou — ele sorriu, alisando meu rosto com a ponta dos dedos.

Sorri de volta, assentindo, sentindo meus olhos marejarem. Uma lágrima caiu, mas ele a secou.

— Não chora. Eu juro que estou bem — afirmou, beijando minha testa.

Assenti.

— Tudo bem.

Levantei-me, ajudando-o a se levantar.

— Renesmee, você é muito corajosa — Quil surgiu à nossa frente, cruzando os braços, com um sorriso travesso nos lábios.

Sorri de canto, passando o braço de Jacob pelo meu ombro para ajudá-lo.

— Você não devia ter feito isso — Jacob me repreendeu quando começamos a andar.

— Eu juro que tentei fazê-la mudar de ideia, mas ela é mais teimosa que uma mula — Quil deu de ombros, nos fazendo rir. Mostrei a língua para ele.

— Nessie, você devia ter me ouvido… eu poderia ter te machucado — Jacob reclamou, fazendo uma careta.

— Mas não machucou — retruquei.

Ele sorriu de canto, desistindo do sermão.

Chegamos à borda da floresta, e ele se separou de mim. Vi o carro de Quil estacionado do outro lado da rua. Quil foi até lá, se encostando nele.

Jacob me fitou sério.

— Quero que fique fora disso e se afaste de mim.

Franzi o cenho.

— Mas, Jake, eu…

— Renesmee, eu não quero machucar você — ele disse, angustiado.

— Mas você não vai — afirmei, tentando me aproximar. Ele se afastou.

— Como pode ter certeza?

Abri a boca várias vezes, mas nenhuma palavra saiu.

— Se afaste. É para o seu bem — Jacob suspirou, beijando minha testa demoradamente.

Fechei os olhos.

Quando os abri, o carro de Quil já virava a esquina.

Me senti sozinha… e completamente destruída. Como ele podia simplesmente se afastar de mim? Eu sabia que ele precisava de mim. Eu sentia isso. Era como se estivéssemos ligados.

Caminhei lentamente até minha casa. O pior de tudo era saber que eu também precisava dele.

POV: Jacob

A dor que senti naquela noite eu não desejaria a ninguém. Parecia que todos os meus órgãos explodiam. Minha consciência não existia mais. Eu só queria matar.

Mas quando senti Renesmee em meus braços, eu voltei a ser apenas o Jake. Voltei a ser apenas aquilo que ela precisava que eu fosse.

Eu precisava sentir aquela paz, aquele alívio, novamente. Isso só acontecia quando ela estava por perto. Eu precisava dela, e isso martelava na minha cabeça desde que cheguei em casa.

Liguei o chuveiro e me enfiei embaixo da água. Sentia o suor escorrer junto com a água quente. Fechei os olhos, forçando minha mente a voltar ao momento em que a senti, em que ela me trouxe de volta.

Por mais que tentasse encontrar uma explicação, eu não conseguia.

Saí do banheiro e dei de cara com Quil andando de um lado para o outro, feito um maníaco. Franzi o cenho, ajeitando a toalha devidamente na cintura.

— O que foi agora? — questionei, sentando-me na cama.

— Foi incrível, Jacob, você não ter matado ela — ele disse, sentando-se ao meu lado.

— Isso é ruim? — perguntei.

— Não. Isso quer dizer que você é mais controlado do que eu pensava — Quil sorriu, satisfeito.

— Hum… — resmunguei, caminhando até a janela.

— Só tem um problema — Quil se aproximou. Olhei de canto.

— Manda — murmurei.

— A Renesmee te deixa fraco.

Ele me fitou com pesar. Abaixei a cabeça.

— Fica tranquilo. Isso não é mais um problema — disse, olhando para a lua, agora coberta por nuvens espessas. Provavelmente ia chover.

— Sinto muito — Quil murmurou, saindo do quarto.

Me joguei na cama, pegando o celular que vibrava. Era uma mensagem de Renesmee. Abri.

“Não quero me afastar de você… e sei que você também não quer.”

Xoxo, Renesmee

Respirei pesadamente, jogando o celular sobre o criado-mudo. Por que tudo na minha vida tinha que ser tão complicado?

— É preciso… — sussurrei para mim mesmo, tentando dormir.

Teci beijos por seu pescoço alvo, parando no caminho, no meio do seu sutiã. Retirei-o, jogando-o em algum lugar do quarto. Virei-a, sentando-a em meu colo. Segurei sua nuca, afastando os cabelos. Ela deixou a cabeça descansar em meu ombro.

Beijei o lóbulo de sua orelha, passei a língua por seu pescoço e desci até seus seios. Beijei-os delicadamente. Ela deixou a cabeça cair para trás, gemendo alto. Suas mãos estavam em minha nuca, me alisando.

Cada movimento que ela fazia me deixava mais louco, mais ansioso para possuí-la. Segurei sua cintura e a deitei novamente na cama. Ela me fitou e sorriu singelamente.

Um sorriso daqueles que me desmonta inteiro.

Sorri de volta, beijando-a novamente. Eu não me cansava de beijá-la. Passei as mãos por sua cintura, retirando sua calcinha, subindo novamente pelas curvas da morena, que gemia baixinho. Eu adorava me perder naquelas curvas.

Sentia meu pênis latejar de desejo. Ela não estava diferente. Cada toque meu arrancava um suspiro ou alguma reação que me enlouquecia.

De repente, tudo mudou.

Eu mexia os braços, mas não conseguia alcançá-la…

Saltei da cama com a respiração descompassada. Passei as mãos pelo rosto, bufando. Primeiro, não acreditava que tinha sonhado com Renesmee. Segundo, não acreditava que tinha acordado justo na melhor parte.

Olhei para baixo e vi meu estado.

Marchando, fui direto para o banheiro, esperando que um banho frio ajudasse.

[...]

Cheguei à escola de péssimo humor. Quil tagarelava sobre alguma coisa, mas minha mente estava em outro lugar. Eu imaginava como teria sido se aquele sonho tivesse ido até o fim. Como seria tê-la de verdade.

Foi quando meus olhos pousaram em uma cena que fez meus punhos se fecharem com força. Trinquei os dentes. Quil notou meu desconforto e olhou na mesma direção.

Renesmee estava encostada no muro, conversando animadamente com Oliver, aquele idiota.

Ele praticamente a comia com os olhos.

Quando eu disse para ela se afastar de mim, não era para ela simplesmente se jogar nos braços do maldito ex-namorado.

Respirei fundo e caminhei na direção deles.

Esse panaca ia ter o que era dele.

E seria agora.

Notas finais
E aí gostaram? Sim ? Não? Deem suas opiniões. Beijos!!!