As horas avançaram e a água já batia no peito das meninas e estava extremamente gelada, as três já estavam com os lábios cianóticos e tremiam bastante.

— On-onde está Shaka? — Koga perguntou se abraçando mais às amigas. — Não sinto mais meus pés.

— Eu também — As outras duas responderam ao mesmo tempo.

— Estão gostando da hospedagem meninas? — Máscara da Morte apareceu diante das grades fazendo com que as três virassem em sua direção. — Owww estão com friozinho? Coitadinhas, acalmem-se só vai piorar, isso eu garanto. — o canceriano sorriu rasgado de forma sádica.

— Máscara da Morte isso não tem graça! — Calisto se colocou diante das duas amigas, não sabia porque mas se sentia na obrigação de peitar o Cavaleiro por ele ser do seu signo regente.

— Tá nervosinha bebê? Tô morrendo de medo. — ele ria anasalado, encarando a canceriana que foi para frente das grades ficando olho no olho, não gostava de brigas, mas tinha vontade de socar a cara daquele covarde.

— Você é um escroto já te falaram isso? — Disse sorrindo da mesma forma que ele. — Um coitado que deve chorar arrependido todas as noites porque matou covardemente um monte de inocente. Athena é muito boa mesmo pra te perdoar, você é podre!

Ele riu com escárnio com o que ouviu da mulher a sua frente — Acha que vai me ferir com essas palavras ratinha? Sabia que esse é seu apelidinho aqui no Santuário? Ratinha!

— Você fala isso porque está do outro lado da grade, se não, dúvido que teria coragem! — Calisto estava tão nervosa que os dedos que seguravam a grade estavam quase brancos de tanto que apertava, Máscara da Morte se aproximou perigosamente de seu rosto, sentia a respiração do canceriano na sua face.

— Garota você sabe mesmo com quem está querendo brigar? — Falou entredentes, estavam tão perto um do outro que quem olhasse de fora acharia que estavam se beijando. — Suas palavras não me ferem.

— Sabe por que não te ferem? Porque você não tem nada aí dentro. — a canceriana falou baixo empurrando com o dedo o coração dele. — Nem a própria deusa que você jurou proteger você ama, não sabe o que é isso!

— Não fale o que não sabe! — Apertou o queixo de Calisto para que ela erguesse o rosto e olhar em seus olhos.

— E eu estou mentindo? Você tem tanta vergonha de ser quem é que nem mesmo seu nome você tem coragem de contar para os outros!

— CHEGA! — empurrou a canceriana. — Basta garota! Eu não tenho que ouvir esse monte de asneiras, tomara que morram nessa prisão!

Calisto conseguiu tocar o canceriano chegando no seu ponto fraco, sorriu vitoriosa. Koga e Luísa nunca tinham visto a amiga tão brava na vida, ficaram se olhando com cara de interrogação, de onde veio tudo isso?

— Essa doeu até em nós Cali! — Koga disse espantada com o semblante furioso da canceriana.

Máscara da Morte por sua vez deixou as três garotas subindo a passos duros para o alto do Cabo Sunion, chegando no cume se apoiou numa pilastra , pegando uma pedra na mão, suspirou enraivecido com as palavras de Calisto, pois para sua desgraça ela estava certa. — DROGA! — com um movimento transformou o rochedo em pó!

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“Meninas sou eu Shaka!”

O virginiano falou telepaticamente com as brasileiras, fazendo-as se assustarem num primeiro momento olhando em volta procurando o guardião da Sexta Casa “Desculpem a demora, mas como vocês sabem, Máscara da Morte está fazendo a ronda e ele está atento a tudo. Prestem atenção, daqui irei criar uma proteção para vocês, apenas relaxem e deixem o resto comigo.”

Elas se entreolharam e de repente começaram a sentir seus corpos começar a esquentar repentinamente e a ser suspensos. “Eu criei em volta de vocês uma espécie de bolha, vocês ficarão aquecidas, podem descansar”

— Obrigada! — Elas agradeceram em uníssono

Luisa tateou em volta percebendo uma parede “invisível”, parecia o Khan que ele utilizava. — Que maravilha! Olha gurias, dá até para a gente sentar e esticar as pernas. — Sorria que nem criança, afinal era um pouquinho de alegria em meio a tanto caos.

Como estavam exaustas, sentaram próximas uma da outra e dormiram.

O dia amanheceu, apesar de terem conseguido descansar e não terem passado frio, Luísa sentia seu corpo tremer e estava com o rosto abatido. “Era só o que me faltava”, pensou enquanto colocava uma das mãos na testa e depois no peito, estava queimando em febre. Se enrolou no cobertor e se deitou do jeito que conseguiu sobre algumas pedras, sentia todo seu corpo doer.

— O que aconteceu Lu? — Calisto perguntou se aproximando da amiga

— Estou com febre.

— Mentira? — tocou na testa da amiga e ao constatar olhou para a Koga com um semblante preocupado. — Nós não temos remédio aqui, amiga está doendo em algum lugar, ou sente só frio?

— Minha garganta tá doendo muito! — Luísa dizia manhosa repousando a cabeça no colo da canceriana.

— Abre a boca assim Ahhhhhhhh! — Calisto fazia o gesto para amiga que riu.

— Ela não tem cinco anos de idade Calisto. — Koga disse rindo da amiga que se envergonhou instantâneamente.

Luísa mesmo achando graça repetiu o gesto para Calisto que olhou bem no fundo da sua garganta inflamada. — Ixi tá até com pus, vai precisar de antibiótico.

— Ótimo! Onde vamos conseguir antibióticos agora? — Koga disse preocupada e um pouco irritada, esfregando o rosto com as mãos.

— Bombom? Está tudo bem? — Kanon chegou olhando para todos os lados. — Máscara da Morte já trocou de turno com Aiolia, ainda bem que ele não concorda com a prisão de vocês, ele está fazendo vista grossa, então temos um tempinho maior. — Queria tanto poder te abraçar direito minha morena. — Kanon pegou a mão de Koga e puxou para junto de si fazendo ela colar na grade, a virginiana se arrepiou inteirinha, não porque estava excitada pois se lembrou que estava a três dias sem escovar os dentes, imagina o bafo?

— Anjão….nã...não, Kanon… — O geminiano já dava beijinhos no ar de olhos fechados tentando encontrar os lábios carnudos de Koga. — KANON PARA! NÃO POSSO TE BEIJAR.

— Ma...mas por que bombom? O que eu fiz? — Kanon abriu os olhos não entendendo nada.

— Não fez nada lindo, eu, quer dizer, nós não escovamos os dentes desde que chegamos aqui! — disse envergonhada, fazendo o geminiano sorrir de alívio.

— Oiiiii! Estamos aqui! — Luísa disse ainda deitada no colo de Calisto.

— Ah é! — Koga pegou Kanon pela gola da camisa para que ele se aproximasse. — Anjão, a Luísa está mal, com muita, muita febre, precisa ser medicada, pelo amor de todos os deuses e deusas que existe nesse universo, você precisa nos tirar daqui, senão ela pode morrer! — disse afoita.

— O que? Está com febre? Por Athena, Shion está indo longe demais!

— Sim aquele carneiro rejuvenescido de uma figa, aiiiiii to com tanta raiva dele! — Koga achava que podia explodir ali mesmo. — Kanon nem que você tenha que entrar numa Guerra de Mil dias, TIRA A GENTE DAQUI!

Kanon olhou para Koga arrepiado, como ela sabia da guerra de mil dias? Tinha muita coisa ainda para conversar com ela, mas não iria fazê-lo agora, ela estava irritada demais e Luísa doente demais, tinha que agir rápido,

— Kanon, rápido por favor, ela está muito quente. — Calisto disse triste limpando o suor da testa de Luísa com sua toalha.

O geminiano se afastou olhando para as três garotas aprisionadas injustamente, aquilo não podia continuar assim, iria resolver de um jeito ou de outro, nem que tivesse que passar por cima das ordens do Grande Mestre.

— Contem comigo! Eu já volto…..bombom, eu prometo que hoje mesmo você dormirá nos meus braços! — Num piscar de olhos Kanon sumiu da frente da porta da prisão.

— Uiaaaaaaa….. é hoje hein Koga! — Calisto dizia se divertindo da cara envergonhada da amiga.

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Kanon já havia chegado na sua casa, estava com sangue nos olhos, queria matar aquele ariano, depois diziam que ele era um homem sensato, justo, mentira!

— SAGA! Vem aqui! — Kanon berrou dentro da casa. O mais velho havia acabado de sair do banho amarrando uma toalha na cintura.

— O que houve Non? Que gritaria é essa? — Foi em direção ao salão onde estava o irmão. — Que cara é essa?

— Você sabe o que aquele demente do Grande Mestre está fazendo com as meninas? Ele está as matando vagarosamente! Elas estão sujas, exaustas e Luísa agora está queimando em febre! Pra mim chega! Eu vou lá tirar satisfação e você — apontou para a cara do irmão ficando a centímetros de distância do nariz do mais velho. — Vai comigo!

— Eu? — Saga apontou para si.

— Vamos Saga, vai se trocar, não podemos perder tempo!

Kanon chamou Aldebaran pelo cosmo assim que Saga entrou no quarto para se trocar.

— Eu não acredito que Shion está tendo coragem de fazer isso! — O taurino chega em gêmeos com sua voz de trovão. — Como assim Luísa está doente? Achei que vocês estavam cuidando delas enquanto Athena não volta!

— Sem sermão grandão! Eu te chamei pois quero que vá junto comigo e com o Saga .

— Claro! Tô dentro — o taurino socou a própria mão. — Vou chamar Mu, ele sabe melhor que ninguém aplacar a fúria do ariano Mor.

Não demorou muito para Saga se arrumar e Mu chegar ao salão de gêmeos, ele também estava com cara de poucos amigos, ficou besta com a notícia das garotas e principalmente com o estado de saúde da escorpiana.

Os quatro subiram as casas, por ser de manhã muitas estavam vazias pois seus guardiões ou estavam dormindo ou já estavam fora treinando, até que chegaram na décima primeira casa onde Camus e Marie estavam prontamente os aguardando.

— Como está Calisto? — Marie perguntou preocupada para Saga.

— Ela está bem, mas…. — agora olhava para Camus. — Luísa está muito mal Camyu, acho melhor avisar Milo, sabe como ele se afeiçoou por ela.

Camus estreitou os olhos, sério. — Oui, vou encontrá-lo, qualquer coisa não deixe de me chamar, se ele não tirar elas hoje, eu mesmo darei um jeito nisso!

— Nós meu amigo, nós! — Kanon completou.

Shion estava analisando alguns papéis sentado em seu trono, quando sente os cosmos alterados dos guardiões das Casas Zodiacais. — Mas o que?

A porta se abre com brusquidão com Kanon enfurecido na frente e atrás Saga, Aldebaran e Mu.

— Onde vocês pensam que estão para entrar assim no Décimo Terceiro Templo? Nós não temos uma hora marcada!

— Não me venha com suas regras imbecis Shion! — Kanon dizia aos berros se aproximando das escadarias que davam para o trono.

— Mais respeito Kanon! O que aconteceu para vocês entrarem assim?

— Para de ser cínico! — o geminiano queria estrangular aquela cara de sonso, só não fez pois Mu pousou a mão em seu ombro pedindo “paz irmão” pelo cosmo.

— Meu mestre, acho que não sabe ainda sobre o estado das garotas que prendeu no Cabo Sunion? — Mu dizia com sua calma tibetana. — Elas estão passando por apuros, acho que o senhor deveria reconsiderar.

Shion olhou seu pupilo por cima, como era impertinente, como estavam questionando o seu julgamento, estava claro que elas eram um perigo para deusa, e assim que ela liberasse para ele ler as mentes daquelas traidoras iria provar e calar a boca daqueles quatro.

— Reconsiderar? Vocês perderam a cabeça? — O Papa com toda a sua imponência, colocou o elmo dourado e desceu as escadarias para ficar cara a cara com seus Cavaleiros. — Eu vou considerar prendê-los junto com elas, isso sim! — Falava olhando no fundo dos olhos de cada um. — Vocês deveriam considerar a proteção da nossa deusa, e não os sentimentos que têm ENTRE AS PERNAS!

— Oras seu! — Kanon afastou a mão de Mu e avançou para cima de Shion sendo segurado por Aldebaran.

— PARADOS TODOS VOCÊS! — Athena abriu a porta com tudo, segurando seu báculo e queimando seu cosmo divino



Alguns minutos antes…..

— Koga meu Deus, a Luísa tá queimando em febre, tá falando nada com nada! — Calisto rasgou as toalhas que tinham molhando-as na água e colocando sobre o corpo da escorpiana tentando baixar a febre.

— Calma Cali, tenha fé! Vamos ter fé nos meninos, eles vão conseguir nos tirar daqui. — a virginiana estava tentando não se desesperar, queria gritar e chorar, mas estava se segurando por Calisto e Luísa.

— Minha Santa Athena, esquece os chocolates, nos tire daqui, por favor, por favor, por favor . — Calisto rezava com toda sua fé juntando as mãos olhando para cima.

— Meninas? Meu Zeus! — Saori aparece na frente da prisão como um milagre, junto com Aiolia, Shun, Camus, Milo e Seiya. — O que aconteceu com vocês? Vamos, alguém tira elas daí de dentro! — prontamente Milo quebra a fechadura como se estivesse abrindo uma lata de cerveja, abriu a porta e correu para dentro, se ajoelhando e pegando Luísa no colo.

— Pelos deuses Saori, ela está queimando em febre!

Saori entrou e abraçou Koga e Calisto ao mesmo tempo. — Meninas, o que aconteceu? Por que estão aqui? Shun e Seiya foram para o Japão desobedecendo ordens para me contar da prisão!



— Ah, Athena eu te amo! Eu te amo mais que chocolate! — Calisto apertou o abraço de Saori. — Você é a melhor coisa que aconteceu por aqui nesses últimos dias.

Koga ficou procurando com o olhar o gêmeo mais novo, mas não o encontrou. — Vocês sabem onde está Kanon? — perguntava olhando para Camus e Aiolia que se entreolharam preocupados. O aquariano se aproximou abraçando Calisto e depois olhando para sua deusa.

— Saori, precisamos nos apressar, Kanon está furioso com Shion, ele foi tirar satisfações e você sabe como ele pode ser malcriado.

— E Shion cabeça dura. — Aiolia completou.

— Vamos! Vamos, depressa! Estou com mal pressentimento! — Saori se virou levantando a saia do vestido longo, tirou as sandálias e saiu correndo na frente de todos! Parou e olhou para cima, seria uma longa caminhada.

Milo se ergueu e aconchegou Luisa em seus braços, Camus fez o mesmo com Calisto e Aiolia com Koga e foram para junto da deusa, Saori andava a passos largos, voltou-se para seus cavaleiros. — Vem aqui vocês! Mais juntinho de mim, vamos!

— Nossa Saori, nunca vi você tão mandona! — Shun brincou e Saori sorriu queimando seu cosmo, usou o teletransporte até a entrada das Casas Zodiacais, a partir dali teriam que subir caminhando. A escorpiana murmurava coisas desconexas e Milo a apertou mais contra seu peito.

— Já estamos chegando, aguente mais um pouco — Falou próximo ao ouvido dela.

— Mi-Milo — Luisa com muito esforço abriu os olhos e fitou o semblante preocupado do escorpiano e enlaçou o pescoço dele — E-eu te amo — murmurou baixinho no ouvido dele que ao ouvir as palavras parou num rompante e a olhou. O rosto quente e corado de Luísa mostrava o quanto estava doente, seria apenas um delírio da febre? Milo sentiu seu coração aquecer, mas poderia ser uma ilusão, será? Será que o que ela dizia era verdade?

Enquanto subiam as escadarias e passavam pelas Casas Zodiacais os guardiões ao perceberem a cena inusitada e também o semblante sério e preocupado da deusa decidiram acompanhar aquela “procissão”.

Chegaram no Décimo Terceiro Templo, os cosmos estavam alteradíssimos, até que Saori parou diante da grande porta que dava para o salão principal arregalando os olhos esmeraldinos. — Ah, pelos deuses! — Abriu com tudo a porta evocando seu báculo e queimando seu cosmos.

— PARADOS TODOS VOCÊS!

Kanon parou de se debater nos braços do taurino olhando na direção da porta como todos os outros que estavam ali. — Athena! — Sorriu ao ver a sua Koga nos braços de Aiolia.

— Athena? — Shion ergueu uma de suas pintinhas, surpreso. — O que faz aqui? Por que voltou?

Saori fez um bico e estreitou o olhar para o Grande Mestre, que engoliu em seco, andou sem tirar os olhos deles e assim que passou por todos, inclusive pelo Grande Mestre, subiu as escadarias e sentou em seu trono, assim que o fez a vestimenta de deusa adornou todo o seu corpo, emanando toda sua presença no salão.

— Shion? O que aconteceu na minha ausência? Por que minhas hóspedes estavam no Cabo Sunion? — Ela estava tentando manter a voz firme sem alterar, mas ele conseguiu tirar toda a sua paciência.

— Minha amada deusa, eu posso explicar! — Shion se ajoelhou perante a deidade. — Essas garotas estão mancomunadas com um deus. Nossos soldados às pegaram traçando um plano contra nós, contra você Saori, depois de tudo que você fez por elas!

— Meninas? Expliquem-se…. — Athena já sabia o que havia acontecido, mas via naquela brecha a oportunidade das garotas explicarem como sabiam sobre seu Santuário e Cavaleiros.

Calisto e Koga desceram do colo de Camus e Aiolia e ficaram ao lado de Shion se ajoelhando como ele.

— Saori, a gente estava planejando uma fic! Aí aquele soldado boboca nos ouviu e tirou suas conclusões.

— Sim! Ele veio correndo contar pro Shion e como ele não podia ler nossas mentes, ele achou que toda aquela história era verdadeira e aí não conseguimos nos defender. — Koga dizia séria e cansada.

— Fic? — Mu perguntou.

— Fic são histórias que escrevemos sobre vocês. Todos vocês! — Calisto respondeu se levantando e indo em direção aos Cavaleiros e Koga fez o mesmo indo para perto de Kanon.

— Na nossa dimensão vocês são personagens de um mangá, um tipo de revista em quadrinhos, que virou desenho animado, e nós três escrevemos histórias inspiradas nesse mangá. — pegou na mão do geminiano e deu um beijo.

Milo ficou olhando Luísa desacordada, sentia o cosmo de Athena agindo no corpo da escorpiana fazendo baixar a febre e desinflamar a garganta, ela se remexia em seu colo devagar.

— Camus eu escrevi sobre a sua vida, fiz uma biografia, na verdade ainda nem terminei, mas escrevo com muito amor. — Camus a olhou com carinho

— Depois quero que me conte essa história, ma cherry.

Koga olhou para Milo, sussurrou para que Luisa não ouvisse — Eu estou escrevendo sobre você, Shaka e Máscara da Morte, vocês se apaixonam por três mulheres que são reencarnação de uma deusa celta.

— Uauuu — Milo disse espantado. — Que imaginação, hein? — Olhou para Luísa e ficou imaginando se ela já havia escrito algo sobre ele.

— Milo por favor, leve Luísa para Casa de Touro, ela precisa descansar numa cama de verdade, — Olhou brava para Shion. — Tirei a inflamação da garganta e a febre está cedendo.

— Sim, senhorita Athena. Com licença.

Shion se levantou e ficou olhando para a deusa.

“Athena como podia imaginar?” — Falou por cosmo.

“Eu entendo sua preocupação Grande Mestre, mas me admira muito o senhor suspeitar de garotas que nem cosmo desperto tem! Quero saber como você irá se redimir?”

Ele se virou para olhar as duas mulheres que estavam acabadas, limpou a garganta para poder falar.

— Calisto, Koga, eu fui precipitado, deveria ter ouvido mais meu coração, me desculpem. — sentia-se envergonhado com elas e com todos que envolveu.

As duas se olharam, não sabiam o que fazer.

— Não desculpo! — Calisto cruzou os braços, como uma boa canceriana era bem rancorosa. Ele tinha que fazer muito mais que pedir uma simples desculpa.

— Calisto?! — Koga se surpreendeu com a resposta da amiga, pois achou que Calisto ia sair correndo e alisar os cabelos do ariano que amava tanto.

— Não desculpo, tá bom? Você fez a gente quase morrer naquela prisão, um simples pedido não vai mudar meus sentimentos e eu estou de mal com você, Shion.

— Mon ange, não faça assim. Ele está realmente arrependido. Shion não pede desculpas pra ninguém!

O ariano olhou para Camus, não se conformando sobre que acabara de ouvir.

— Calisto, criança, eu estou arrependido de verdade!

— Não está não! — A canceriana emburrou batendo os pés no chão. — Vai ter que fazer melhor!

O Grande Mestre ficou perdido, olhou para Saori que segurava o riso, olhou para os seus Cavaleiros e por fim para as duas moças que estavam aguardando uma posição sua.

— Uma festa? Eu vou promover uma festa de desculpas, não é isso que vocês gostam?

— Agora sim está falando nossa língua! — Calisto saiu correndo e abraçou o ariano passando a mão nos cabelos macios de Shion. — Eu te perdôo!

Shion revirou os olhos, mas correspondeu ao abraço. Koga estapeou a testa e balançou negativamente a cabeça com a atitude da amiga e os outros olhavam a cena, divertidos.

Enquanto isso, Máscara da Morte observava tudo muito sério, respirou fundo e olhou para o lado, se sentia um idiota.

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Milo chegou na casa de Aldebaran com Luísa nos braços, pediu permissão para entrar na ala residencial sendo concedido pelo taurino por cosmo. Levou a escorpiana até o quarto repousando o corpo no colchão com cuidado, sentou-se ao lado dela e ficou observando o quarto, os pertences até se voltar ao rosto dela. A declaração que ela havia feito algumas horas antes não saía da sua cabeça juntamente com aquela história maluca delas escreverem histórias sobre eles, agora entendia como elas sabiam tanto.

— Pelos deuses eu sou um herói de quadrinhos. — Riu baixinho da constatação, passando a mão nos longos cabelos loiros, ficou observando mais alguns minutos o semblante calmo de Luísa, ele observava como ela era bonita, sobrancelha arqueada, nariz afilado, boca bem desenhada, passou a mão no rosto dela fazendo carinho.

— Até mais bonequinha — beijou sua testa e a deixou descansar



Continua…