Notas iniciais
Bom dia! Queremos agradecer todos que estão acompanhando nossa história.

As três ainda ficaram um pouco mais na companhia de Mu e Aldebaran, planejando melhor o evento. Decidiram que seria um churrasco bem animado, Luísa ajudaria na arrumação da casa, Koga iria se arrumar rápido em virgem para ajudar a fazer o vinagrete e a maionese e Calisto que não era boa na arrumação e muito menos na cozinha ofereceu sua voz, poderia cantar para animar a festa.

Todos concordaram e se despediram, Luísa estava animada, Aldebaran ajudava a escorpiana a arrastar o sofá e ajeitar as cadeiras para que coubessem todos de forma confortável. Os dois conversavam e trocavam ideias de como ajeitar tudo, quando terminaram de organizar tudo Aldebaran foi para a varanda e Luisa foi para a cozinha separar a louça e copos que seriam usados.

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Koga estava ao lado de Calisto subindo as escadas, não falou nada antes para não expor a amiga, mas estava louca para saber o que o Cavaleiro de Prata conversou com ela.

— Cá? E aí, o que o Algol queria com você?

A canceriana não tinha papas na língua para esse tipo de conversa, não se envergonhou pela pergunta, muito pelo contrário, estava louca para contar pra alguém e fazer todas as suposições possíveis e imagináveis sobre aquele “encontro”.

— Ele veio me pedir desculpas pelo modo que me tratou ontem, e eu aceitei! Ele até me zuou com as sacolas de sapatos que aliás, acho que exagerei tá pesado demais!

— Divide aqui. — Koga se ofereceu para pegar um pouco de sacolas da canceriana. — Mas realmente Ca! Pra que tantos sapatos?

— Ué, preciso de opções. — A virginiana revirou o olhos, sorrindo. — Ai Koga eu brinquei com ele, falei que ele poderia transformar dragões em pedra, sei lá de onde tirei isso, ele deve ter me achado uma tonta! Mas daí ele me devolveu um sorriso tão lindo.

— Ihhhhhhh, já vi que teremos um novo casal nesse Santuário.

— Hey, também não né, calma lá!

As duas continuaram seguindo até chegar em gêmeos, os dois rapazes estavam conversando animadamente e pararam ao ouvir a chegada das duas garotas.

— Boa tarde, Koga e Calisto! — O gêmeo mais velho lhes cumprimentou cordialmente, enquanto Kanon só sorriu olhando a virginiana de cima abaixo.

— Olá! — Calisto disse sorrindo com os olhos e esperando que a amiga fizesse o mesmo, porém Koga estava parada diante dos gêmeos, olhava para um, depois para outro, com um semblante sério, colocou os dedos na frente dos lábios e seguiu olhando cada detalhe dos homens, por vezes negativava com a cabeça, outras emitia um “humm”. Olhou as costas, frente, chegou mais perto para fitar o rosto, segurou o cabelo de um, depois do outro, cheirou, aproximou as mechas para comparar.

Saga e Kanon apenas se olhavam confusos enquanto a mulher fazia uma “revista” neles

— Interessante — a virginiana murmurou ainda com os dedos sobre o rosto e Kanon apenas arqueou uma das sobrancelhas. — De fato vocês são idênticos, no anime eu conseguia distingui-los pela cor do cabelo, mas agora é impossível saber quem é quem.

— Ih, querida! Só nossa mamãe sabia nos diferenciar! — Kanon falou, divertido.

— Mas então, como as pessoas aqui sabem quem é quem? — Koga estava curiosa.

— Pela convivência, com o tempo conseguem nos diferenciar. Você também conseguirá. — Saga falou docemente.

— Ah não! Essa eu não compro! — Koga disse de forma altiva fazendo um “não” com o dedo. — Vamos! Desembucha, tem que ter alguma coisa? Uma unha encravada, estrabismo, cacoete ou quem sabe o tamanho do ….

— Koga?!??? — Calisto interrompeu a amiga, era capaz deles pulverizarem a morena por tal impertinência!

— Ah, Calisto, qual é? Você sabe que é impossível não ter nenhuma diferença? — Dizia irritada, odiava quando queriam fazê-la de boba!

Calisto sentia vergonha alheia, ainda bem que os gêmeos até então, estavam levando na esportiva, pelo menos era o que parecia.

— Ah, sua maluca, eu desisto, tenho que subir um bilhão de degraus até aquário, tchau pra vocês! — Seguiu rumo a saída da casa, deixando Koga ainda intrigada.

Saga acenou com a mão para a canceriana porém Kanon não desviou o olhar da mulher à sua frente. Como ela podia ser tão lindamente insolente?

— E então??? — Koga arregalou os olhos violetas esperando uma resposta!

Saga olhou divertido para o mais novo, colocou a mão na cintura do irmão e fez ele se virar de costas para a morena que levantou a sobrancelha não entendendo a atitude dos gêmeos, o mais velho a olhou e riu baixinho, colocou o dedo por dentro do cós da calça de Kanon e abaixou revelando a mancha marrom do tamanho de um dígito na nádega direita do mais novo.

Koga colocou as duas mãos no rosto que parecia um pimentão quente e vermelho!

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Após se despedir de Koga em gêmeos, Calisto prosseguiu a subida para Aquário, ficou lembrando da forma fofa com que Algol se dirigiu a ela e se desculpou. Até que ele era bonitinho, ela não era muito caidinha por loiros, mas quem sabe poderia abrir uma exceção.

Parou em frente ao Templo de Câncer, seria a primeira vez que passaria por lá sozinha, hesitou um pouco pois se lembrava das temíveis cabeças e ainda muito mais, do temível guardião da casa, será que ela teria que avisá-lo sobre o evento em touro? Engoliu em seco, de onde estava era possível ver a saída, ela poderia sair correndo de olhos fechados e passar de uma vez, mas ponderou, pois com certeza iria tropeçar em algo e sair quicando pela casa chamando a atenção do Cavaleiro, se bem que ele poderia não estar, então se prendeu nesse pensamento, encheu os pulmões e entrou.

A casa era fria, não igual a de Aquário, um frio macabro que fazia seus pelos eriçarem e o corpo produzir calafrios incessantes, estava distraída e adentrou um pouco mais, tentou não olhar para os lados, mas sua curiosidade não deixava, ergueu os olhos e se deparou com uma pilastra com dezenas de cabeças empaladas, sentiu suas pernas amolecerem pelo pavor e seu corpo crispar, olhou para a outra pilastra e mais cabeças, a outra e a outra!

Sem poder se conter engatou a primeira marcha e saiu correndo gritando pela casa, o que não passou despercebido pelo seu guardião que desde que ela tinha pisado no solo sagrado do seu Templo a observava pelas sombras, assim que ela saiu, o canceriano soltou uma risada anasalada negativando com a cabeça, tragou seu cigarro e voltou aos seus afazeres.

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Koga ficou tão envergonhada que naquele momento desejou que uma fenda dimensional se abrisse e a sugasse novamente, mas em contrapartida não pôde evitar que seus olhos admirassem o belo traseiro redondinho do geminiano mais novo que apesar da marca de nascença achou um pedaço de mau caminho, na verdade, analisando bem, Kanon era definitivamente o mau caminho inteiro.

Sacudiu levemente a cabeça para afastar tais pensamentos e ao voltar seus orbes violetas para os gêmeos, Saga a olhava com um sorriso largo adorando ver a cara desconcertada da virginiana, Koga, por sua vez ainda certa do seu ponto de vista, se recuperou do choque, soltando um: — Humpf! — Ah, mas ela não iria perder essa de jeito nenhum ou não se chamava Tereza Koga e continuou:

— Mas isso não adianta muito, ou vão me dizer que as pessoas fazem vocês virarem de costas para olhar seus traseiros para ver essa marca?

Kanon e Saga se entreolharam e caíram na gargalhada.

— Não! Como eu disse antes, podemos ser parecidos fisicamente, mas somos muito diferentes na maneira de ser. — Kanon respondeu e foi se aproximando perigosamente de Koga que deu dois passinhos para trás — E aos poucos, boneca, vai ver que eu sou o mais bonito!

— Metido! — Saga disse, por fim. — Até pode ser mais bonito, mas eu sou o mais inteligente!

Saga e Kanon ficaram se encarando um de frente pro outro, era um reflexo do outro, idênticos, sem tirar nem pôr. Koga já pressentia que uma discussão ia começar, então ela se colocou no centro dos dois e encarou-os com cara de brava e por fim suspirou resignada.

— Tá, tá — A virginiana falou com indiferença — Vocês me convenceram, mas agora vou para Virgem porque tenho um churrasco para ir mais tarde. Até.

Ela sente duas mãos a segurarem nos braços e para.

— Churrasco? — os gêmeos perguntam em uníssono.

— Sim, um churrasco na Casa de Touro. — ao terminar de falar ela bate com a mão na testa, como se lembrasse de algo — Como vocês iam saber? O Debas vai organizar um churrasco de boas vindas para nós três, e vocês estão convidados também.

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— Depois de explicar com detalhes sobre o churrasco de logo mais, Koga, finalmente conseguiu seguir seu caminho até a casa de Virgem, encontrando seu anfitrião na cozinha.

Shaka estava com os longos cabelos loiros presos no alto da cabeça, vestia um sari marrom e não calçava nada nos pés, profundamente compenetrado em cortar algumas folhas para a salada, provavelmente seu jantar.

— Olá. — ela já foi entrando e lavando as mãos na pia da cozinha mesmo. — Já está preparando a janta?

— Exatamente. — respondeu sem encará-la.

— Ah, deixa eu te ajudar. O que mais vamos comer além de salada? — Koga olhou sobre o fogão e viu alguns legumes sendo cozidos no vapor.

— Veja se já estão no ponto, por favor. — Shaka lhe entregou um garfo e voltou a se concentrar no corte milimétrico das folhas, enquanto a morena espetava os legumes.

— Já estão ótimos. — ela apagou o fogo e foi até o armário procurando por uma travessa para colocar os legumes.

— Ficam no armário do canto. — falou o virginiano arrumando a salada na tigela.

— Ah, ok. Sabe Shaka, o Aldebaran vai fazer um churrasco na casa dele. Vai ser uma festa de boas vindas pra gente. Você vai, né? — Koga já sabia a resposta que ele daria, mas daria um jeito de levar o Cavaleiro.

— Eu jamais participaria de um ritual onde se assam seres sagrados, como um... churrasco! — falou com certa revolta contida, ao que Koga apenas revirou os olhos violetas.

— Mas você não precisa comer o que ele vai assar. Além do que, você não participar do churrasco não vai trazer aqueles animais de volta à vida. — tão logo falou Koga se arrependeu e tentou consertar. — O que quero dizer é que já estão mortos, então melhor dar um fim útil à carne deles...

— Eu vou fingir que não ouvi isso.

— Obrigada por isso... — ela fez uma careta sem graça pela gafe, coçando a nuca, então se lembrou que ainda poderia convencê-lo de ir. — Você já comeu salada de maionese, Shaka?

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Calisto chegou finalmente na casa de Aquário, Camus estava preparando algo na cozinha pois ela ouvia o barulho dos pratos e panelas. Ficou reparando no francês que estava de calça de moletom, camiseta básica branca e com os cabelos presos num coque frouxo, por sinal, uma visão linda!

— Boa tarde Camus! Tudo bem?

— Oui mon cher! Como foi o passeio? — Perguntava sem tirar os olhos do que fazia, a canceriana ficou ao lado dele observando, pensou em logo perguntar sobre as cabeças da casa de câncer, mas o aquariano estava tão relaxado e ela queria muito esquecer o que viu.

— O que está fazendo? — Ela perguntou curiosa. — Achei que vocês tinham servas para fazer essas coisas, aliás, Aldebaran pediu para avisar que ele fará um evento hoje a noite, vamos?

Camus a observou com os olhos rubros e sorriu. — Oui nós temos servas, mas eu libero a minha aos finais de semana, ela já é uma senhora e precisa descansar mais, podemos ir sim, vou guardar então essas coisas deixarei para o almoço amanhã!

— Então vou me arrumar! — Calisto disse animada, se virando para ir em direção ao seu quarto

— Calisto? — A castanha se virou com o chamado do dono da casa. — Aproveite e arrume seu quarto sim, está uma bagunça!

— Er...claro, pode deixar! — Por que tinha que ser assim?

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Na varanda da Casa de Touro, Luisa terminava de arrumar a mesa com os copos, pratos, talheres que iriam ser usados durante o churrasco, enquanto Aldebaran estava preparando as carnes para colocar na churrasqueira americana, presente que ganhou de aniversário de seus colegas de armas, arrumou os espetos, colocou sal grosso nas peças de carnes, tudo com muito carinho, adorava receber gente em casa.

— Aldebaran será que esses são suficientes? — Perguntou referindo-se aos utensílios porque mesmo que tivesse sido criada em uma família grande, agora a situação era diferente.

— Se faltar, pegamos mais, não se preocupe com isso!

— Certo! Precisa de ajuda com algo ai?

— Não! Aqui está tudo sob controle.

A escorpiana olhou em volta e ficou satisfeita, apesar do pouco tempo que tivera, conseguiu organizar tudo. Tinham colocado sofás, cadeiras e duas mesas, uma onde ficariam as bebidas, um balde de gelo e a outra era a que estava arrumando a pouco para colocar os talheres e comidas.

— Luisa, aproveitando que ainda estamos sozinhos me conta um pouco de você? — Aldebaran perguntou como se nada quisesse enquanto picava alguns condimentos.

— Claro! — A escorpiana não se incomodou com o pedido porque de certa forma sabia que ela e suas amigas seriam instigadas até terem certeza de quem eram. — Bom...sou de uma família grande, tenho cinco irmãos e sou a única mulher. Sou formada em história e sou professora.

— Tudo isso de irmãos? — Aldebaran perguntou rindo.

— Sim, acho que meus pais não tinham televisão em casa. — dizia rindo da situação — Ah, não tenho muito o que falar sobre mim, sou uma pessoa normal, vou trabalhar, depois vou para casa, essas coisas. — Fez uma pausa, seria melhor ainda não revelar por hora que escrevia sobre eles, ainda mais sem falar com as meninas, então resolveu desviar um pouco a atenção sobre ela. — Agora posso fazer uma pergunta também?

— Pode sim! — Aldebaran virou para Luísa sorrindo com seu jeito descontraído, após dar um bom gole numa caipirinha de limão.

— Tu tem família? E és natural de onde?

— Eu sou natural do Pará. Infelizmente não tenho mais família. Fui trazido para a Grécia muito novo e desde então moro aqui.

— E tu nunca mais foi ao Brasil?

— Fui sim, quando recebi minha armadura era muito novo e por não ter muita experiência eu fui mandado para treinar no Brasil, na Ilha de Marajó [1].

Luisa surpreendeu-se novamente por ter acertado fatos referentes ao taurino em suas histórias, o que a deixou intrigada, como poderia ter acertado? Ou teriam sido apenas coincidências? Pensou em indagar mais sobre Aldebaran, mas não teve tempo porque foram interrompidos por Koga, Shaka, Camus e Calisto que haviam acabado de chegar.

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As garotas estavam num canto da casa, animadas, fofocavam sobre os Cavaleiros e algumas particularidades de cada um.

— Gente, juro que eu achava que o Mu era mais alto, na ficha técnica dele eu lembro que falava 1,82m sei lá, mas ele não tem mais que 1,75m, e olha que eu achava a Luisa branca, mas ele superou! — Calisto dizia aos cochichos para as duas que tentavam disfarçar as olhadas que davam para o ariano que servia o discípulo de salada.

— Own, e o Kiki? Como ele é fofo, cheio de sardas no nariz! Vocês já conversaram com ele? Tão educadinho. — Luísa dizia sorrindo em direção ao garotinho.

— Educadinho? Ele tem cara de ser um pimentinha, deve ter ficado mansinho porque estava na frente do Mu — Koga dizia desconfiada.

— Ai, será Koga? — A canceriana perguntou enquanto olhava para os dois arianos, — Ahhh, vou lá conversar com eles!

A castanha deixou as duas se olhando e rindo, alguma delas tinha que ser sem vergonha, no bom sentido, é claro!

— E aí como foi com Shaka, Koga? Eu e Aldebaran achamos que ele nem viria por ser vegetariano, que iria se incomodar com a carne servida. — As duas se viraram em direção ao virginiano que estava sentado e calado na poltrona ao lado do sofá ouvindo a conversa de Camus e Milo.

— Ah, no começo ele resistiu mesmo, falou que não participaria de festas mundanas e muito menos de canibalismo, mas aí você sabe como eu sou, já desviei o assunto, ensinei a fazer maionese de batata e ele amou quando provou! — Luísa já salivava só de pensar em colocar aquela iguaria no pãozinho e regar com vinagrete. — Eu disse pra ele que só comeria mais se viesse comigo, ahahaha, ganhei ele pelo estômago, mas olha lá, eu acho que ele está se divertindo, pelo menos Milo é bem animado! — Koga apontou o escorpiano que gesticulava com os braços com um belo sorriso no rosto, Luísa ficou hipnotizada pelo animado escorpiano, como ele ficava lindo contando histórias, aquele cabelo cor de mel, a pele bronzeada, ai ai….. — Luísa? Luísa? Terra para Luisa — A virginiana passava a mão na frente do rosto da amiga. — Lu, por que não vai falar com ele? Fala que você é fã, que quer saber mais, sei lá!

— Tu tá achando que eu sou quem? A Calisto? Eu não vou nem conseguir formar a primeira frase se eu ficar de frente pra ele! — Koga achou graça, ela também não ia saber chegar lá do nada e puxar conversa, então pegou a mão da amiga e foram buscar mais bebida.

Calisto estava encantada com o ariano loirinho, ele era tão fofinho e com uma imaginação de dar inveja, cada vez mais ela instigava ele a falar e falar — Calisto, se continuar assim ele vai falar a noite toda — Mu dizia com seu jeito sereno! — Não vai nem conseguir aproveitar!

— Mas eu estou aproveitando! Adoro crianças Mu, amo a imaginação delas e Kiki está me saindo maravilhoso, pode escrever um livro! Podia escrever comigo? — Falou apertando a bochecha fofa do menino.

Mu estreitou os olhos verdes, achou uma pequena brecha naquela frase da canceriana, aproveitaria para poder saber mais sobre aquelas garotas misteriosas.

— Então gosta de literatura Calisto? Conta pra gente o que você faz na sua dimensão, do que gosta?

A canceriana que estava sentada no chão de forma displicente ergueu a cabeça em direção a Mu e sorriu ao ver quem estava chegando por trás. — Opa, também quero saber! — Seiya apareceu, o ariano revirou os olhos, lá vem o Pegasus estragar sua estratégia! Calisto fez um coque preso no próprio cabelo para contar sua história.

— Ah, dá até vergonha falar sobre mim, comparado a vocês, tudo que eu faço é tão sem graça…. eu sou cartunista, desenho como free-lancer para algumas editoras e canto a noite em barzinhos da minha cidade, para integrar a grana no final do mês, e amo, amo viajar e comprar sapatos!

— Olha que ela gosta mesmo Mu, se você visse a quantidade de sapatos que ela trouxe de Rodório…. — Seiya fingia cochichar com o ariano de cabelos loiro claro, fazendo Calisto rir sem graça — Como ela já tinha me dito que cantava, trouxe o violão pra mais tarde, combinado Cali?

— Claro! Vamos nessa!

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— Olha a carne saindo! — O grande Aldebaran de avental branco passava oferecendo os nacos de carne bem e mal passada para os amigos. — Tá uma delícia, tem picanha, maminha, linguiça, coraçãozinho!

Koga que agora estava se servindo ao lado de Shaka, viu quando o virginiano se eriçou inteiro vendo aqueles pedaços de seres que já andaram vivos e felizes sobre a Terra. — Arghhhh, Aldebaran tira isso de perto de mim!

— É, cuidado Shaka, vai que a carne te morde! — disse o taurinho zombando do loiro — Toma, fiz um de abobrinha pra você, pra não dizer que não sou hospitaleiro!

— Obrigado. — Shaka deu seu prato para ele colocar as ripas de legumes grelhados.

— Ah, eu quero carne mesmo, mal passada, jorrando sangue, coloca aqui! — Koga ofereceu seu prato — Pode colocar mais, amo carne! — O que ela não esperava é que outro homem escutava tudo, baixando e falando ao pé de seu ouvido

— Eu também adoro carne….bem suculenta…. — Kanon se endireitou novamente e ofereceu seu prato para o taurino que tentava engolir a risada. Ô maldade!

A virginiana ficou petrificada com o sussurro do gêmeo, ainda não tinha ficado a sós depois de ter caído literalmente no colo dele, começou a respirar fundo, angustiada só de lembrar das bobagens que tinha dito. Ela o chamou de ANJO?! Ele era o diabo encarnado, isso sim! Ouviu a risadinha maléfica pelas costas, não ia se virar, ficou olhando o taurinho como se pedisse ajuda, Aldebaran percebeu o mal estar dela.

— Koga você pode me ajudar lá na cozinha? Vi que trouxe umas sobremesas.

— Er….claro, vamos, é pra já! — Koga nem pegou seu prato e saiu a passos largos atrás do dono da casa.

Shaka se virou para Kanon com ar de repreensão, erguendo a sobrancelha loira.

— O quê, Buda? O que eu fiz? — o gêmeo mais novo se virou e foi de encontro ao irmão que conversava com Aiolos e Shun na parte de fora da casa.



Continua…

Notas finais
E aí pessoal, o que acharam do capítulo? A Koga não esperava que a diferença entre os gêmeos fosse uma pinta bem no bumbum, hein!? Mas mesmo assim ela não admitiu ficar por baixo kkkkkkkkk E a Calisto correndo na Casa de Câncer foi hilário kkkkkkkkkkkkkk E finalmente a festinha de boas vinda começou, o que será que esse povo vai aprontar? [1] - A história na qual Luisa se refere é Doce Novembro. Link da fic: https://fanfiction.com.br/historia/759109/Doce_Novembro/ Não esqueçam de nos acompanhar no face galera, lá colocamos curiosidades sobre nossa história Link Face: https://www.facebook.com/acidentedodestino/