Acidentes do Destino
32 Perfeita
Luisa sentia que o coração ia sair pela boca a qualquer momento, estava em pânico com os três homens parados em sua frente, queria sair correndo porém não tinha saída, seus pés estavam fixos ao chão e não obedeciam seu comando. Seus olhos azuis percorriam os rostos grotescos daqueles homens e em seu íntimo sabia que os olhares que eles lançavam sobre si, era algo muito pior que imaginava, sabia muito bem o que queriam. Tentou se concentrar para pensar em uma saída, não poderia ser uma presa fácil e foi nisso que se apegou.
Com um pouco mais de coragem correu com os olhos o lugar, tentando achar uma saída, uma fresta, um buraco, até que um estalo ocorreu em sua mente. Iria empurrar os homens e sair correndo o mais rápido que pudesse, muito fácil, pensou. Respirou fundo para acalmar e fez o que sua imaginação ordenou, saiu correndo e empurrou um dos homens fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse sobre os outros. "- Consegui!" — pensou e no mesmo instante saiu em disparada na primeira direção que viu.
Seu coração continuava batendo a milhão, olhou para trás e viu que os homens estavam a seguindo. Tentou acelerar ainda mais o passo, até que sentiu um deles cair sobre si, a imobilizando.
— Foi uma boa tentativa benzinho – a mesma voz jocosa sussurrou em seu ouvido provocando um arrepio de repulsa.
— ME SOLTA! — a castanha rosnou tentando se soltar
O homem a virou prensando seus braços em cima da cabeça e deixando seu corpo desabar sobre o dela. Mas mesmo assim Luisa continuava a se debater, queria gritar por ajuda, mas sua voz não saia mais, devido ao pânico. Quando achou que o pior aconteceria, viu uma rosa vermelha cravar no solo ao lado de seu rosto. "Tuxedo Mask", pensou, lembrando-se que era assim que ele fazia com suas rosas vermelhas. Os homens, ao ver o que tinha acontecido levantaram, confusos com a intromissão repentina.
— Quem está aí? – perguntou um deles girando o próprio corpo, assim que terminou de perguntar, seus olhos se arregalaram e suas mãos se direcionaram ao seu peito, o homem contorceu o seu rosto sentindo o sangue sair de seus lábios, jogou o corpo para frente cuspindo sangue. Os companheiros se olharam incrédulos, entretanto, antes que pudessem reagir ao ataque misterioso, mais rosas surgiram não permitindo que se movessem mais.
— Então quer dizer que é isso que fazem longe das barreiras do Santuário? Vocês deveriam sentir vergonha! Vocês envergonham a Deusa! – Afrodite surgiu em frente deles segurando mais algumas rosas entre os dedos das mãos.
— Um Cavaleiro de ouro! – o homem que ainda estava de pé atrás do outro que imobilizava Luísa no chão falou, dando alguns passos para trás.
— S-senhor Afrodite, nos desculpe… – o homem não teve tempo de terminar sua fala, pois o dourado avançou contra ele, desferindo um potente soco em seu estômago.
— A única coisa que quero é que vocês sumam daqui antes que eu me arrependa de não delatá-los – o sueco falou entredentes.
Os três homens então saíram correndo sumindo no horizonte, assim que o sueco confirmou o desaparecimento daqueles soldados, se aproximou de Luisa, que ainda permanecia no chão, pois estava em estado de choque.
Ajoelhou-se em frente dela e sentiu pena do estado deplorável em que ela se encontrava, a tocou delicadamente no rosto, fazendo com que ela despertasse do transe. A escorpiana quando reconheceu o dourado, jogou-se nos braços dele o apertando com força, sentindo-se segura novamente – Calma, está tudo bem agora! – sussurrou enquanto se erguia com ela no colo. – Vamos para minha casa, está bem?
Luisa assentiu, aninhou-se no peito largo do cavaleiro de Peixes, sentindo uma energia invadir seu corpo, era o cosmo caloroso que Afrodite emanava para que se acalmasse, e sem perceber, acabou adormecendo.
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— O que aconteceu Marin? Você sumiu! – Aiolia perguntou assim que viu a Amazona chegar no bar.
— Você viu o que aconteceu? – o leonino assentiu – Então, fui ajudar Calisto procurar a Luisa, a encontramos na praia, tadinha, estava desolada. — ela abraçou o namorado, continuando a conversa — Aí fui levá-la para o Santuário, mas no meio do caminho ela pediu para eu voltar.
— Não sei o que Milo tem na cabeça – esbravejou o leonino sentindo vergonha alheia.
— Calma que tudo vai se resolver – deu um selinho nele. – Ela precisa esfriar a cabeça, e os dois precisam conversar, nada melhor que o tempo para aqueles dois.
— Você tem razão! – Aiolia concordou dando outro selinho na namorada, depois a abraçou com mais força. Dali fez um gesto para Calisto que estava no palco.
A canceriana esfregou as mãos, estava na hora! Pegou o microfone novamente chamando atenção dos clientes para si.
— Bom pessoal, gostaria da atenção de todos vocês. — Calisto sentou-se na cadeira alta ao lado de Seiya que já estava preparado para tocar o violão. — Pode baixar a luz, porque agora teremos um momento muito especial. – Olhou para Seiya que começou a dedilhar uma melodia no violão. — desta vez não serei eu que estará os envolvendo nesse momento. — a canceriana sorriu chamando o leonino com o dedo para que ele subisse ao palco. Marin olhou para ele sem acreditar no que iria acontecer.
Nisso, Aiolia olhou de volta para sua amada Marin, beijou suas mãos e depois foi até o palco. Pegou o microfone, virou para onde estava a amada e começou a cantar.
Eu encontrei um amor pra mim
Querida, entre de cabeça e me siga.
Bem, eu encontrei uma garota, linda e doce.
Oh, eu nunca soube que era você quem estava esperando por mim.
Marin colocou uma das mãos sobre os lábios começou a chorar, jamais pensou que Aiolia fosse capaz de fazer uma surpresa assim.
Porque éramos apenas crianças quando nos apaixonamos.
Eu não vou desistir de você dessa vez
Mas, querida, apenas me beije devagar
Seu coração é tudo o que tenho
E, em seus olhos, você está segurando os meus.
Calisto e Seiya faziam o backing vocal, e de vez em quando ela olhava em direção que Máscara da Morte estava. Enquanto isso, Aiolia caminhou até onde Marin estava, com a mão livre enlaçou a cintura da namorada e começou a dar passos lentos para um lado e para outro.
Amor, eu estou dançando no escuro
Com você entre meus braços.
Eu encontrei uma mulher
Mais forte que qualquer um que conheço.
Ela compartilha meus sonhos
Ela está perfeita.
E eu não mereço isso
Você está perfeita essa noite!
Aiolia terminou a canção e selou seus lábios nos da amada e foi nesse momento que começou a cair em cima de ambos uma chuva de pétalas., numa cena que todos que estavam presentes jamais iriam esquecer, ao som da voz de Calisto e o violão de Seiya todos ovacionaram o casal.
Quando finalmente aquele momento mágico se encerrou, o leonino apoiou um dos joelhos no chão segurou a mão delicada na sua e falou:
— Marin, você é a mulher que tornou-se meu porto seguro. Por vezes, fui um leão indomável, sem norte, mas você voou até mim e me mostrou o caminho do companheirismo e do amor. Eu amo você minha águia e me sinto o homem mais feliz por ter ao meu lado uma mulher tão linda, corajosa. Você é perfeita Marin para mim em todos os sentidos. – Aiolia terminou sua declaração com a voz embargada e Marin não conseguia dizer nada pois foi tomada por aquela forte emoção.
Os presentes também se emocionaram com aquela cena tão romantica e esperada, principalmente Saori, porque estava feliz demais.
Aiolia envolvido por aquele momento tão especial colocou o lindo anel solitário no dedo anelar da mão direita de Marin, os olhos azuis da amazona brilharam ao erguer a mão e constatar aquele símbolo de união recebendo logo em seguida, mais um beijo apaixonado, no qual todos aplaudiam.
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Enquanto os noivos recebiam os cumprimentos, Koga estava no bar chorando copiosamente pelo momento apaixonado, por não estar com Kanon que ora e outra a olhava mas não se aproximava, foi quando Thetis percebendo aquele momento frágil da virginiana, se aproximou, com um sorrisinho cínico pedindo mais uma dose de Martini.
— Até que você é bonitinha. – a comandante disse e Koga sentiu uma dose de ironia nas palavras da sereia.
— Obrigada! – forçou um sorriso arrumando a compostura, enquanto entregava a bebida, sentindo uma leve pontada de ciúmes ao ver toda a beleza da sereia.
A loira que mais parecia uma Barbie saída de uma loja de brinquedos passava os olhos azuis de cílios negros e longos de cima abaixo no corpo curvilíneo de Koga, uma risadínha aguda e cínica saíra daqueles lábios bem desenhados – Mesmo assim você não serve para Kanon ...– Thetis olhou para a virginiana com cara de desdém. – Você fez um favor em se afastar dele. — sorriu se fazendo de santa.
Koga estava com o sangue fervendo de raiva, nunca tinha ouvido uma afronta dessas e só não iria dar um tapa bem dado naquela loira aguada pra não gerar tumulto em um momento tão especial da noite. Quando iria respondê-la eis que surgiram ao lado da comandante Bian e Io que conhecendo Thetis sabiam que ela ia aprontar alguma. Já a virginiana quando viu os dois belos exemplares à sua frente, esqueceu sua raiva olhando de um para outro. "Meu santinho dos homens bonitos, por que faz isso comigo?", pensou enquanto quase babava.
— Thetis o que você quer enchendo a moça? – Bian perguntou olhando seriamente para a loira.
— Vão cuidar da vida de vocês – devolveu ela, rispidamente.
— Sim iremos, e você vai junto – Io rebateu enquanto saía puxando a comandante em protestos e impropérios.
— Senhorita, peço desculpas pela atitude de nossa colega. Não dê bola para aquela desmiolada, aquela lá, é puro recalque – o general de cavalo marinho disse piscando um dos olhos e após saiu deixando mais uma vez Koga perdida.
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Calisto terminou a segunda parte do show, que aliás foi bem animado com toda a repercussão do noivado de Marin e Aiolia, todos cantaram e pularam bastante com suas músicas animadas, o que a deixou mais leve e feliz.
Olhou para traz onde Seiya guardava seus violões e guitarras e Saori estava sentada num banquinho o aguardando, Calisto sorriu, eles eram uma fofura juntos.
Então a canceriana se dirigiu a cozinha que já havia fechado seus serviços já havia uma hora mais ou menos, pensou, vai que sobrou alguma coisa, cantar demais deixou sua garganta seca, estava desesperada para se servir de um pouco de água. Entrou na cozinha vazia, abriu as panelas e já estava tudo arrumado e limpo.
— Ixe me dei mal, vou ter que assaltar a geladeira do Camus.
— Acho que non. — a voz grossa do canceriano cortou o silêncio em que o bar jazia, ele estava segurando um potinho de alumínio e uma garrafa de vinho. — Io sabia que não conseguiria comer nada enton, io guardei pra você um pouco. — disse sem graça.
Depois de tudo que havia acontecido naquela noite, a canceriana não esperava por essa, abria e fechava a boca para tentar argumentar qualquer coisa, mas sua cabeça entrou em tiuti.
— Non precisa agradecer, pode se servir. — ele colocou as coisas no balcão que tinha no meio da cozinha. — Io já vou indo. — ele então colocou as mãos para dentro dos bolsos da jaqueta de couro aguardando ela se aproximar.
Calisto queria pedir pra ele ficar mas as palavras faltaram. — Obrigada Máscara. — foi o que saiu, ela se sentou na cadeira e abriu o potinho que continha um monte de coisas cheirosas e gostosas, olhou pra ele e sorriu agradecida.
Ele então sorriu de volta, piscou um dos olhos e saiu do recinto.
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Aldebaran após terminar de limpar as mesas do lado de fora, se serviu de um drink para relaxar, colocando as grandes pernas para cima de uma cadeira, cruzando seus braços para trás, espreguiçando longamente. — Pela deusa, que noite! — olhou para trás onde Hyoga fechava o caixa, até que Kanon foi até onde ele estava e se abraçaram efusivamente. – Meu amigo, o bar ficou lindo!
— Obrigado… — o taurino apontou a cadeira da frente para que o general se sentasse à sua frente — Mas me conta, como foi esse tempo lá no Templo Submarino?
— Foi ótimo Debas, foi ótimo rever meus amigos de lá e também percebi em como errei com a Bombom – o rosto do marina adquiriu um semblante triste – Tsc, não consegui me aproximar, acho que é tarde demais.
— Por que não foi falar com ela? – o taurino depositou a mão grande no ombro do outro.
— Não sei… – murmurou virando o rosto em direção que Koga estava limpando o balcão do bar — faltou coragem acho...
— Se não for não saberá – Aldebaran incentivou e deu um empurrão em Kanon que suspirou, o loiro se levantou ajeitando a camisa, respirou fundo limpando a garganta, olhou novamente pro amigo que fez um “jóia” com a mão, indo onde a virginiana estava.
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Koga estava de costas ajeitando algumas bebidas na prateleira a pedido de Hyoga quando Kanon chegou e pediu uma dose de whisky. A virginiana sentiu seu corpo gelar, baixou o rosto e sem se virar falou:
— O bar já fechou senhor, sinto muito!
Kanon se impressionou com a resposta mas logo rebateu.
E seu coração, também?
Koga se assustou com a pergunta deixando cair uma garrafa, que logo foi amparada pelas mãos rápidas do cavaleiro, colocando-a de volta no lugar e depois encarou a ex esperando pela resposta.
Não, só está em manutenção. — disse insegura, o que fez o gemiano se encher de esperança e sorrir para ela.
— Me dê uma chance Koga, mais uma? — ele a segurou pela cintura aproximando seus corpos, lhe dando o seu mais belo sorriso.
Se Koga seguisse seu coração, teria pulado no pescoço de Kanon e enchido seus lábios de beijos, mas sua mente dizia que se fizesse isso tão cedo, nada mudaria, ainda era cedo… Assim sendo, ela se afastou sentindo suas bochechas queimarem, e suas mãos gelarem.
— Eu ainda não estou pronta Kanon, eu sinto muito… — ela jogou a toalha de mão por cima do balcão, e saiu por baixo deixando o General Marina sem reação.
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Milo caminhava pelas ruas de Rodório com as mãos nos bolsos da calça jeans, havia detectado o cosmo de Luísa mas assim que correu para encontrá-la, recebeu uma mensagem por cosmo de Afrodite, avisando que ela estava com ele e que não fosse procurá-la, o pisciano explicou rapidamente o ocorrido o que fez o escorpiano se culpar ainda mais, agora mais que nunca tinha certeza que a namorada tinha visto o beijo e recriminou-se mentalmente por isso, seu descuido além de magoá-la a colocou em perigo de vida. Seguiu em direção aos portões do Santuário, sua cabeça estava a milhão, sua vontade era de subir até o décimo segundo templo e se explicar porém, o sueco reforçou mais uma vez para que ele não fosse até lá pois a escorpiana dormia profundamente ainda mais depois de tantas emoções precisava descansar em paz.
Com isso, Milo compreendeu que sua situação estava pior do que imaginava, acatando o que o colega pediu, entrou no Santuário, seus pés o levaram em piloto automático, mais precisamente para seu templo, entrou na ala residencial, Dario havia deixado tudo arrumado, então ele se encaminhou até o quarto, tirou a camiseta e calça jeans ficando somente de boxer e lá desabou na cama com a cara do colchão, os sons da sua voz se recriminando saía totalmente abafada.
— Idiota! Milo Kallas, como você pôde permitir isso? Você pode perder o amor da sua vida!!! – levantava e baixava a cabeça batendo no colchão se recriminando sem parar.
Aquela noite, o escorpiano não conseguiu conciliar o sono. Ficou rolando na cama e pensando em mil maneiras de como se desculparia com a namorada.
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No dia seguinte, Luisa acordou e depois de conseguir focalizar o olhar, percebeu que estava num lugar diferente. Foi então que lembrou de tudo que aconteceu na noite anterior e novamente começou a chorar com a lembrança daquele maldito beijo.
Nesse momento Afrodite entrou pela porta dando leves batidinhas com os nós dos dedos na madeira, assim que escutou a escorpiana liberar sua entrada, sentou-se ao lado dela na cama e fez um carinho no braço esperando que ela se acalmasse. Quando enfim o pranto cessou, Luisa olhou para o belo sueco, mas dessa vez sentiu-se envergonhada, ele devia estar achando que era uma bobona por estar desse jeito.
— D-desculpe – sussurrou se encolhendo na cama – Por estar te incomodando, não queria causar tanto transtorno assim.
— Você não incomoda ninguém, é normal você se sentir assim depois do que aconteceu – falou calmamente, pegou a moringa que tinha na mesa de cabeceira e a serviu com um copo de água fresco, tentando confortar a escorpiana.
— Você viu o que aconteceu? – perguntou, se sentando na cama, apoiando as costas na cabeceira para aceitar o copo d´agua.
— Não vi minha querida — o pisciano falava com seu jeito sério e calmo de sempre. — porém já me contaram se isto te conforta. — Luísa o olhou ainda envergonhada assentindo com o rosto, Afrodite pousou a mão no seu joelho e continuou com um leve carinho tentando deixá-la mais a vontade — Luisa, não desejo me intrometer no seu relacionamento com Milo, mesmo porque não te conheço direito, contudo… — ele parou de falar tomando a atenção da escorpiana — eu conheço muito bem o Milo e não querendo protegê- lo talvez você não tenha visto tudo o que aconteceu, certo?
— Como assim, tudo? – endireitou-se na cama, um pouco incomodada com a constatação do cavaleiro, o que ele queria dizer com aquilo?
— Luisa... – Afrodite segurou uma das mãos da brasileira – depois que passar todo esse peso no seu coração e você se sentir mais forte, acho que vocês devem conversar, demore o tempo que precise, mas não deixe isso mal resolvido, tudo bem? — Luisa engoliu em seco com aqueles olhos aquamarines a encarando de forma tão intensa, havia muita verdade naquele olhar, o que fez ela aceitar a sugestão do pisciano.
— Talvez demore para isso acontecer – virou o rosto – Mas prometo que vou me esforçar. Obrigada pelo apoio! – disse enquanto abraçava o dourado, que retribuiu o gesto dando um afago nas suas costas
— Agora vamos tomar café da manhã? – ele perguntou assim que desfizeram o abraço. – Não aceito não como resposta! – levantou-se oferecendo uma rosa muito bonita para ela, com aquele sorriso que desarmava qualquer muralha de um coração machucado, a escorpiana sem alternativas aceitou de bom grado, aceitando também a mão que ele ofereceu para se levantar. caminhando até a porta.
Luisa olhou para si, percebendo que estava limpa e com uma bela camisola, o que a deixou curiosa, porém seu humor não permitia tagarelar naquele momento, a caminho da cozinha e de mãos dadas ao pisciano suspirou e ficou um pouco refletindo sobre o que ele havia lhe dito, sentou-se à mesa, não estava com fome, mesmo assim aceitou um chá de maçã e um bolinho.
— Afrodite eu agradeço muito tua ajuda ontem, se tu não tivesse chegado nem sei o que aconteceria comigo.
— Não precisa agradecer Luisa, jamais deixaria que fizessem algo assim com qualquer pessoa. – sorriu servindo-se de mais chá.
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Marin abriu os olhos, sua mão estava apoiada em cima do peito nu de Aiolia, assim pôde sentir o seu coração batendo cadenciado. Ficou ali admirando o homem que amava.
Sorriu ao lembrar da noite anterior…, assim que chegaram na casa de Leão o casal estava tão feliz, o romântico leonino colocou a música que ele havia cantando no som da casa e a tirou novamente para dançar, somente os dois dançando ao som daquela música, com o seu grande cosmo o teto da casa agora era o infindável firmamento galáctico, que aos olhos da amazona parecia estar quase tocando o próprio Elíseos, aliás desfrutar aquele momento onde o tempo não parecia passar era o seu céu, era o seu momento, o seu presente, onde tudo poderia desmoronar que ela não iria se importar pois estava nos braços do seu amor.
Seu eterno amor.
Continua...
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