Acidentes do Destino
31 Inauguração do bar
Notas iniciais
Finalmente o dia que seria a inauguração do bar e o noivado de Aiolia e Marin havia chegado.
Luisa chegava com as amigas e Aldebaran no bar, Hyoga já estava preparando os apetrechos para fazer os drinks, o taurino foi logo para o caixa e as três brasileiras, que ajudariam a servir foram para o balcão. Elas usavam calça de tecido leve e blusinhas de alça de seda com strass e pérolas, era simples e bonito ao mesmo tempo.
Depois que Luisa terminou de ajeitar algumas coisas, apoiou-se no balcão e percorreu com os olhos o ambiente, mesmo com a iluminação parca pôde visualizar que havia ficado aconchegante e ao mesmo tempo requintado, as paredes tinham uma tonalidade marrom, em um canto várias mesas eram dispostas e em algumas delas os Cavaleiros conversavam, no outro canto o bar em formato de “U” e próximo a ele um pequeno palco.
Aos poucos os demais também se acomodavam, todos iriam ajudar de alguma forma, porque a noite prometia ser intensa. Algumas pessoas já começavam a chegar e os primeiros pedidos também.
— Hoje a noite promete! – Calisto falou esfregando uma mão na outra.
— Ah, com certeza. Estava ansiosa para que esse dia chegasse – Koga acompanhava a empolgação da canceriana – Você não estava Lu?
— Hã… Claro que tava! – respondeu sem muita empolgação, seus orbes percorriam o ambiente à procura de Milo, mas não o enxergou, provavelmente ainda não havia chegado. Desde aquela noite em que ele se declarou e finalmente oficializaram seu relacionamento, tudo estava indo muito bem, mas naquela noite, Luisa estava angustiada e com uma sensação de que algo ruim aconteceria.
— Aconteceu alguma coisa ameeega? – Calisto perguntou abraçando a amiga por trás quase deixando-a cair para frente, Luisa a olhou de soslaio torcendo um pouco o nariz.
— Não, só estou com uma sensação estranha. — disse sem muito ânimo.
— Lu, deve ser só impressão – a virginiana completou arrumando alguns guardanapos sobre o balcão.
— Você tem razão – sorriu para as amigas e ao olhar para a porta viu Milo chegando com toda aquela beleza escorpiana de tirar o fôlego.
Logo o barman chegou com as cervejas que pediram e elas começaram a beber e a bater papo. Luisa não era muito de beber, mas naquele dia o faria ainda mais que estava sentindo uma sensação ruim no peito que ela não entendia porque, provavelmente era saudade de casa e dos familiares, por isso resolveu ignorar e aproveitar. Não tardou muito para que Máscara da Morte e Milo chegassem.
Calisto seguiu com os olhos o canceriano que não disfarçou ao encará-la, passou por baixo do balcão passando ao seu lado, dirigiu-se a cozinha para averiguar se o preparo dos pratos estava seguindo de acordo com suas instruções.
Koga reparou no súbito mal estar da castanha em que logo que o ex passou por ela seus olhos fixaram no chão e o semblante alegre de sempre se tornou triste.
— Hey amiga, está tudo bem? — Koga disse dando soquinhos com o cotovelo no antebraço da canceriana enquanto secava um copo.
Calisto olhou para a porta balcão que dava pra cozinha suspirando profundamente. — Ah Koga, pra ser bem sincera, eu sinto falta dele.
Os olhos ametistas arregalaram-se com a confissão da canceriana. — Oras Cali, então dá uma chance pra ele, não se importe com o julgamento dos outros, o que importa é a sua felicidade.
— Eu sei Koga, mas o que ele fez pra mim foi tão errado e…. ah, sei lá. — disse relaxando os ombros perdendo a compostura.
— Olha Cali, pensa bem nisso, eu acho que ele está super arrependido, ele te mostrou isso inúmeras vezes.
— Bom, eu vou pensar... — olhou novamente para o vidro que possibilitava a visão do outro cômodo, Máscara da Morte estava experimentando alguma coisa que tinha numa caçarola enorme, e Calisto o achou lindo, deixando escapar um sorriso em seus lábios. — eu vou me preparar para cantar daqui a pouco, você viu Seiya? — perguntou para a amiga que negativou com a cabeça. — Vou procurar aquele pangaré! — saiu por baixo do balcão deixando Koga para trás. Até que Máscara da Morte saiu da cozinha ajeitando os cabelos grisalhos e arrepiados com gel.
— E aí Sebastião? — vai ouvir Calisto cantar?
Os olhos cristalinos do canceriano fixaram-se aos dela e estreitaram, o que provocou alguns arrepios em Koga, por mais que soubesse que Máscara da Morte não faria nada com ela, quando ele queria, conseguia deixá-la com muito medo. — Non sabia que ela ia cantar hoje.
Koga engoliu em seco respondendo com a voz trêmula — É…, vai si-sim.
O canceriano levantou uma das sobrancelhas respondendo com seriedade — Eco, gracie. — disse seco, pulando por cima do balcão deixando mais uma vez Koga para trás.
— Nossa esse cara me dá arrepios. — a virginiana disse para si, até um barulho lá na praia chamou a atenção de todos, como se fosse um som de uma grande corneta.
— Mas o que?
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Luisa estava mais afastada, próxima a porta que dava para a varanda do bar, segurava uma long neck que provavelmente já estava quente, pois não era acostumada a beber. Seus olhos azuis estavam perdidos em qualquer lugar, juntamente com seus pensamentos, até ouvir uma risada familiar junto com outra que a fez sentir o estômago gelar.
Milo estava em um canto rindo com uma mulher, até que ele recebeu um beijo daqueles, a escorpiana deixou a garrafa cair no chão, mas devido a música alta ninguém percebeu, engoliu em seco baixando o olhar, percebendo suas lágrimas caírem descontroladamente na blusa de seda deixando marcado por onde caiam, seu peito subia e descia, passou a mão nos olhos de forma brusca deixando o rímel borrar a face alva, não iria dar esse gostinho à ele, pelo menos não na frente dele, o seu coração doía como se tivesse recebido as malditas quinze agulhas escarlates. Num rompante levantou e saiu porta a fora, caminhou sem rumo até perceber que seus pés estavam afundados na areia fofa da praia onde sentou, enlaçou e afundou o rosto nos joelhos e agora deixou transbordar toda sua dor, raiva, frustração através das lágrimas que saiam em abundância molhando o tecido da blusa.
— Luísa? O que aconteceu? — a voz grossa de Kanon fez com que ela erguesse os olhos borrados de maquiagem, e sem pensar abraçou ele pois mais do que nunca precisava de consolo.
— Está tudo bem por aí? — a voz melodiosa de Thetis cortou o clima fraterno entre os amigos.
Kanon com todo o ar blasé que sabia fazer, fez apenas um sim.
Luísa fungando e tentando se recompor olhou a belíssima sereia a sua frente. — Você é Thétis? — a loira apenas lhe devolveu um sorriso desdenhoso.
— E aí gente vai demorar muito? — Um rapaz super estiloso com uma bela cicatriz em um dos olhos apareceu mais atrás com outros rapazes, o que fez Luísa presumir que todos aquele homens eram…..Marinas de Poseidon.
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— Ameeeega, cadê a Lu? Eu e o Seiya já vamos subir ao palco.
Koga estava com os olhos estatelados na porta do bar, não acreditando no que via.
— Koga? Koga? Estou falando com você! — Calisto que estava de frente a amiga e de costas para porta não entendia a cara de abestada da amiga. — Koga que cara é essa? — a virginiana apontou para a porta e Calisto seguiu com os olhos em direção para onde ela direcionava, então ela rapidamente colocou a mão de frente a boca. — É o Kanon!!!! — ela olhou de novo para Koga e ela fez uma cara mais torta ainda, fazendo a castanha ser obrigada a olhar novamente a porta — ….e ...os….Marinas…. — Calisto mal conseguia proferir as palavras.
A mesma cara que Koga estava fazendo era a de Kanon, Calisto percebendo a saia justa que estava se metendo, começou a sair de fininho, mesmo porque queria achar Luísa para que ela assistisse seu show, começou a andar entre as mesas, mas não a encontrava em lugar algum.
— Onde será que ela está? — Calisto perguntou preocupada — Será que ela viu o Milo beijando aquela mulher? — a canceriana que estava atrás do palco arrumando os cabos viu quando o cavaleiro recebeu um belo beijo de uma biscate, porém como não havia visto a amiga achou que ela não tinha assistido a cena.
— O que foi mocinha, achei que já ia cantar? — Marin interrompeu seus pensamentos
— Não estou encontrando a Luísa em lugar algum. — Marin endireitou as costas e olhou para os lados, confirmando se alguém estava reparando nas duas, abaixou para falar nos ouvidos de Calisto — Você viu o que Milo fez? — encarou a canceriana que confirmou — será que ela viu? — disse aos sussurros.
— Estou achando que sim! — Calisto mordeu os lábios, aflita.
— Calma! Iremos achá-la — Marin fechou os olhos azuis e se concentrou, as mulheres comuns apesar de terem um cosmo fraco, para eles guerreiros treinados desde tenra idade poderiam perceber em qualquer distância. — Já a encontrei, vamos! — A amazona agarrou a mais nova pela mãos e saiu correndo em direção à praia.
Quando chegaram no lugar que Luísa estava, Marin e Calisto correram e a abraçaram.
— Shhhh, amiga não fica assim. Aquele filho da puta não merece suas lágrimas. — Luísa levantou o rosto, o rímel, delineador havia borrado e feito uma meleca
As três conversaram bastante, Luísa estava inconsolável, Marin então resolveu levá-la de volta ao Santuário, lá elas poderiam conversar melhor. Já Calisto voltou para o bar, triste, como havia combinado com Aldebaran e Hyoga que faria o show, não poderia cancelar em cima da hora.
A canceriana abriu a porta do bar, vendo todos aqueles rostos felizes contudo, seus olhos castanhos fixaram-se apenas em um rosto, seu pequeno corpo ficou em brasa, saiu pisando duro até chegar de frente a um certo loiro de cabelos longos — E aí Cali, está preparada para cantar? — a felicidade de Milo irritou a canceriana até os últimos poros e sem pensar que poderia estar traçando sua morte certa, apontou o salto de seu scarpin e pisou com tudo no pé do escorpiano que soltou um berro alto.
— Ahhhhhh, por que fez isso? — Milo segurava o pé quicando com uma perna só.
— Seu, seu! — Calisto apontava o dedo em riste de frente ao dourado — Seu cínico, nojento, falso, filho de uma….
Milo olhou para Calisto com ódio, quem aquela tampinha achava que era? — Meça suas palavras garota! — o escorpiano apontou o dedo indicador com a unha afiada e vermelha. Calisto não tinha visto ainda a famosa agulha escarlate, assim que a canceriana iria abrir a boca para caluniar ainda mais o escorpiano, Máscara da Morte se portou à sua frente, baixando o punho de Milo.
— Aqui non! — o canceriano encarou o colega de armas.
Já Aldebaran apareceu por trás colocando a mão no ombro do amigo. — O que está acontecendo? — perguntou preocupado.
Calisto que ainda estava nervosa, passou por baixo do braço de Máscara da Morte, voltando a peitar o escorpiano. — Esse aí amiguinho de vocês é um puta de um falso mentiroso!
Koga apareceu puxando a amiga, aquilo ali não ia dar certo.- Calisto cala a boca, quer morrer?
— Mas, mas, mas…. ele...você não viu o que ele fez?
— Sobe lá no palco e começa a cantar pelo amor dos Deuses! — Koga quase jogou a amiga no palco.
Calisto fez um bico enorme pegou o microfone acenou para Seiya e começou a cantar tentando disfarçar o nervosismo.
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Koga voltou para trás do bar, suspirou fundo, começou a lavar o copos distraída, aquela noite estava muito mais intensa que havia imaginado e com a chegada de Kanon ela ficou ainda mais apreensiva.
— Mocinha pode me ver mais um cosmopolitan? — um loiro com ar refinado sentou-se em uma das cadeiras do balcão.
— Claro. — Koga preparou o drink com perfeição e entregou para o rapaz que a escaneou com os olhos azuis.
— Bem que ele disse que você era única, uma beleza exótica.
— Como? — Koga ficou intrigada com aquele comentário. — Quem é você e de quem está falando?
O cavalheiro sorriu em meio ao gole que degustava, muito calmamente baixou o copo cruzando os braços diante de si encarando os olhos cor de ametista. — Meu nome é Sorento, mas pelo que ele me disse, não preciso de grandes apresentações não é mesmo…., Koga?
— Sorento — Koga lambeu os lábios era muita emoção. — Sorento de Sirene?
Ele riu, contido, — ele mesmo, muito prazer Tereza Koga — ele deu a mão para que se cumprimentassem. — Kanon me contou algumas coisas a seu respeito. — disse, galante.
Koga engoliu em seco, com o nervosismo acabou também se servindo de um Cosmopolitan que havia sobrado.
— Oras moça, por que o nervosismo? Ele me contou coisas muito boas a seu respeito, ele tem muita consideração por você.
Koga sentiu aquelas palavras golpearem seu peito, não sabia se a palavra consideração era algo bom ou ruim.
— E saiba também, que nesse tempo todo que Kanon passou no Templo Submarino não parou de falar em você e em como estava arrependido de tudo o que fez. – ao dizer isso, o Marina saiu deixando pra trás Koga mais pensativa ainda.
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— Que bom que vocês aceitaram meu convite – Saori falou para Poseidon.
— É um prazer pra nós – olhou para a esposa – Vir à uma festa que parece tão animada.
Saori sorriu, estava feliz com o acordo de paz que fizera com o Deus dos mares. – Vamos nos sentar? – perguntou para as outras duas deidades enquanto seguia até uma das mesas. Eles a acompanharam.
— Me conta como está sendo sua passagem aqui na Terra, Athena? – Anfitrite perguntou.
— Agora está melhor, desde que as guerras se findaram, meus guerreiros estão mais felizes – respondeu ternamente enquanto olhava para Seiya.
A esposa de Poseidon acompanhou o olhar da outra e sorriu – Parece que não só eles, não é?
Saori sentiu as bochechas corarem, mas mesmo assim assentiu para a outra deusa, com um largo sorriso nos lábios. – Também estou sim, finalmente posso fazer aquilo que desejo há eras.
— Ficamos muito felizes por você – foi a vez de Poseidon se pronunciar.
— Obrigada! – aumentou o sorriso enquanto respondia.
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Kanon estava sentado na mesa de fora juntamente com Bian, Io e Krishna, estes três conversavam animadamente pois fazia tempo que não subiam para terra e as moças gregas os encantavam. Já o geminiano estava com o olhar no balcão do bar imaginando o que Sorento tanto conversava com a sua Bombom.
— Hey Non? Cadê tua fotocópia? — Krishna perguntou puxando uma das moças que passava ao seu lado, e logo levou um tapa, o que fez o cavaleiro rir e Kanon revirar os olhos, era muito folgado!
— Não vi Saga, na verdade ele não está aqui. — Kanon achou um pouco estranho pois o mais velho não havia dito nada que não estaria presente na inauguração.
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No Santuário bem distante dali, Saga estava sentado na mesma campina que meses atrás havia treinado com Kanon e no dia seguinte as três garotas apareceram no Santuário como passe de mágica.
De óculos revisando todas as suas anotações e grandes teoremas, Saga se levanta, acumula seu cosmo, onde até seus olhos verdes brilharam mais que as estrelas no firmamento, e com um único golpe abriu um grande portal. O geminiano ficou assustado com o próprio feito o fechando logo em seguida.
Deixou-se cair no chão, exausto pelo esforço, passou a mão nos longos cabelos loiros, tentando organizar seus pensamentos, olhou para frente onde havia acabado de abrir uma faceta de dimensão e falando para si com uma voz baixa e rouca.
— Eu consegui….
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Enquanto Marin e Luisa caminhavam, a escorpiana parou de repente, limpou o rosto, mas acabou por sujar mais ainda, olhou para a Amazona.
— M-Marin tu precisa voltar para o bar – fungou – É teu noivado e não é justo tu prejudicar um momento tão especial pra ti por minha causa.
— Mas não estará prejudicando. Eu te deixo lá e depois volto – Marin respondeu gentilmente.
— Não precisa, volta para o bar e curte o teu momento. – já começava a caminhar quando parou e se voltou para a pisciana – Desculpa não ficar lá.
— Não precisa se desculpar – respondeu enquanto via Luisa se afastar.
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Após a breve exaltação entre Calisto e Milo, Aldebaran levou o escorpiano até o escritório do bar.
— O que aconteceu? – perguntou olhando seriamente para o outro.
— Eu também estou sem entender. Calisto chegou falando um monte de coisa pra mim. – o escorpiano desviou o olhar.
O taurino não tinha noção de que Milo havia sido beijado por outra mulher, por isso achava que Milo ou Calisto haviam bebido demais, ou qualquer outra coisa. – Estranho…. – murmurou – Pra ela agir assim é porque algo aconteceu.
— Calisto deve ter se desentendido com Mask, de novo, e veio descontar em mim. – bufou raivoso.
— Pode ser! – virou o rosto para ele – Mas me diz uma coisa: cadê a Luisa? Faz um tempo que não a vejo!
Com a pergunta, Milo arregalou seus olhos e sentiu o ar faltar. Foi então que lembrou que desde que a menina havia lhe beijado que não via a namorada e agora começava a entender porque da reação da canceriana. Sem responder o taurino, saiu correndo porta afora.
Calisto viu Milo sair correndo porta afora do bar, sentiu seu coração gelar, será que havia acontecido alguma coisa com a Luísa? Olhou para o lado tentando achar Koga, porém nada da amiga, até que os olhos castanhos pararam nos cristalinos do canceriano que se aproximou ao sentir o temor em seu coração.
— Cali o que houve? — ele disse sussurrando na beira do palco.
— Eu não sei Máscara, mas Milo saiu correndo do bar, sinto que alguma coisa aconteceu com a Luísa. — a cantora ficou com os olhos fixos na porta
— Hummm… — o canceriano ergueu uma das sobrancelhas, a canceriana se assustou quando os olhos dele acenderam rapidamente, — Non se preocupe, iremos encontrá-la. — ele depositou a mão por cima da dela, porém Calisto ainda sentia um mal estar na presença dele, tirando suavemente sua mão das dele, o que fez ele se entristecer e se afastar novamente.
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Luisa caminhava sem rumo, não conseguia pensar em nada porque sua mente repetia a cena de Milo sendo beijado. Até que não mais aguentando a dor em seu coração, apoiou as costas na parede de um beco, deixando que o pranto viesse com tudo, sentia as lágrimas escorrerem nas suas bochechas enquanto olhava o céu estrelado sem realmente prestar atenção.
Se a escorpiana não fosse tão teimosa, teria pensado nas consequências de sair sozinha à noite. Rodorio apesar de ser pequena e protegida pelos Santos de Athena, também haviam aqueles com má índole.
— Ora, ora, por que a gatinha chora tanto? – uma voz, um tanto jocosa, fez com que a escorpiana voltasse a realidade sentindo um arrepio percorrer sua espinha e mandasse o pranto para longe.
Continua….
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