Notas iniciais
Oi meninas, fico muito feliz que vocês estejam realmente gostando da 2ª temporada. Bom, queria dar 2 avisos, primeiro que, nos comentários vocês falaram muito sobre o fato do Freddie não ter aparecido (o que eu já esperava) e falaram muito sobre a Melanie. Esse negócio do freddie vai ser explicado entre esse capítulo e o terceiro. E segundo que, esse negócio da melanie, podem deixar que eu não vou fazer o freddie se apaixonar por ela e tal, isso é muito comum nas fics e é uma coisa que todo mundo provavelmente espera e eu curto surpreender vcs nas minhas fanfics. Mas é claro que a melanie também não é nenhum anjinho.. haha, enfim beijos e boa leitura!

...

Um dia já havia se passado desde que eu chegara ali. Estava dormindo no quarto de Melanie, pois segundo meu pai, o quarto de hóspedes estava em reforma. Nosso encontro não tinha sido tão agradável, foi apenas uma troca de olhares e de sorrisos forçados, que com certeza eram pra passar a ideia pro nosso pai de que tínhamos nos dado bem. Mas na verdade, era exatamente o contrário.


Desde o momento em que eu e Melanie ficamos sozinhas no quarto, ela não disse uma única palavra. E eu, é claro, também não disse. Nós nos falávamos apenas quando estávamos na frente do nosso pai ou de Kim. E mesmo assim, não falávamos muito.


Mas esse não era o problema que mais me atormentava naquele momento. Sim, estou falando de Freddie. Ele ainda não tinha atendido meus telefonemas e aquilo estava me deixando inquieta. O motivo principal de eu ter me mudado para Nova York tinha sido para conhecê-lo melhor, conhecer melhor a família dele e os amigos. E agora, ela tinha simplesmente sumido. E se alguma coisa tivesse acontecido? Será que ele tinha viajado? Ou pior: Será que ele estava ignorando os meus telefonemas de propósito?


Estava pensando nisso quando Kim chegou, com aquele sorriso de orelha á orelha que, sendo bem sincera, soava muito artificial.


– Olá querida! – Ela se sentou ao meu lado. Eu estava no jardim da casa, sentada em um banco que tinha lá.

– Oi. – Tentei demonstrar felicidade ao vê-la. Creio que não tinha dado muito certo.

– Como está se sentindo no seu segundo dia em Nova York?

– Diferente. Sabe, eu não estou acostumada com isso de cidade grande, casa grande, jardim grande. – Tentei fazer uma piada, sem sucesso.

– Ah, eu sei como é. Seu pai não deve ter te contado, mas eu também vim de uma cidade pequena como você. Estranhei muito quando cheguei aqui. Mas com o tempo, a gente acostuma.

– Pois é, meu pai realmente não me falou muito sobre você.

– Sinto muito por isso, Sam, sei como deve ter sido meio chato para você chegar aqui e dar de cara com uma madrasta. Mas seu pai estava com medo de que você não quisesse vir se soubesse de mim.

– Isso não iria acontecer. – E realmente não iria, afinal, eu não estava ali por eles, e sim por Freddie.

– Bom, que tal tirarmos esse clima chato que ficou entre nós indo ao shopping? – Ela sorriu novamente. Estava forçando uma amizade comigo e sinceramente, eu odiava isso.

– Eu... Não sei, mas acho que não. Sabe, não sou muito ligada nisso de shoppings.

– Ah, eu te ajudo! Eu aposto que vamos nos divertir muito juntas! – Eu podia ter recusado, ter dado outra desculpa esfarrapada, mas a verdade era que eu realmente precisava sair daquela casa, ver gente nova, realmente precisava disso. Mesmo que fosse na companhia de Kim.

– Tudo bem. – Eu disse e, sendo assim, partimos para o shopping.


...

Enquanto estava no carro, percebi o quanto Nova York era diferente da cidade em que eu vivia. Cheia de prédios altos, pessoas apressadas andando por todos os lados e carros buzinando. Sem falar que aquele barulho todo realmente me incomodava. Então era assim todos os dias? Acho que com um barulho desses nem era necessário um despertador.


Contudo, chegamos ao shopping. Era imenso, mil vezes maior do que o que tinha no centro da minha cidade. O shopping tinha uns cinco andares. A primeira pessoa em que pensei foi em Carly. Ela iria adorar estar ali.


– Bom, o que achou? – Kim me perguntou assim que entramos.

– É imenso! Meu Deus, você não se perde aqui dentro?

– Não. – Ela riu – Já me acostumei. Agora vem, vou te levar a uma loja de roupas fantástica! E pode deixar, hoje é tudo por minha conta! – Ela sorriu, como se estivesse me fazendo um grande favor ao me comprar roupas novas. Mas a verdade era que eu preferia que ela me pagasse um lanche.


...

Depois de passearmos por todo o shopping e depois de Kim me forçar a comprar várias peças de roupa, ela resolveu que era hora de comermos algo. Finalmente!


Confesso que a parte do shopping com a que eu mais me encantei foi a praça de alimentação. Era imensa, tinha lanches para todos os gostos! Fiquei meio indecisa ao escolher o lugar onde íamos comer, mas acabei optando pelo McDonald’s. Preferia comer em um lugar que eu já conhecia do que me arrepender depois de ter escolhido um lugar desconhecido com uma comida ruim.


Kim se ofereceu para pedir os lanches e eu aceitei sem hesitar. Estava me sentindo exausta depois de ficar quase duas horas andando naquele shopping imenso. Assim que avistei uma mesa livre, me sentei.


Estava observando todas aquelas pessoas ridículas com suas roupas de marca, seus aparelhos eletrônicos novos, suas milhares de sacolas penduradas nos braços. Observei também os que estavam nas mesas, conversando e rindo. Será que aquele som de várias pessoas conversando e rindo ao mesmo tempo não os irritava? Será que eles não preferiam um lugar quieto para colocar a conversa em dia? Estava pensando nessas coisas, quando vi um menino sentado á mesa com uma menina morena. Ele segurava a mão dela e ela parecia estar muito mal. Quase achei que o menino fosse Freddie quando tinha olhado de primeira, mas é claro que não era ele. Não podia ser. Freddie não podia estar no mesmo shopping que eu segurando a mão de outra garota.


Tentei desviar o olhar, mas simplesmente não dava. A raiva e o desespero já estavam tomando conta de mim. Eu queria ir lá e checar direito, apenas para ter certeza de que não era Freddie ali. Até que vi Marissa se juntar a eles dois na mesa. Ela fez um carinho na cabeça dele como sempre fazia, e apertou a mão da menina como um gesto de carinho. Não me restavam dúvidas. Freddie estava ali, apenas á umas seis mesas de distância de mim.



Notas finais
E ai, o que acharam? Como eu disse lá em cima, esse negócio do Freddie vai ser explicado entre o capítulo 2 e o 3. Mas eu quero saber também o que vcs acham. haha não esqueçam de deixar a review, por favor!