Acertando as Contas com o Passado

14 Capítulo 14 – A beira do abismo – parte 2


Notas iniciais
Well, como eu disse no último capítulo, um pouquinho de Tony e Ziva em uma sala de interrogatório... E sim, quem é Rainha nunca perde a Majestade! Boa leitura

— Então meu amigo machucado e um tanto quanto grudento de fita adesiva, você tem duas opções, ou conversa comigo e me conta tudo o que sabe, ou encara a minha parceira aqui. Sabe, se eu fosse você, escolheria a primeira opção, sabe como é, Zee...Vah... não é lá muito paciente em interrogatórios, e sempre quer o máximo de eficiência com o mínimo de tempo, então ela usa o seus treinamentos ninjas para conseguir isso, e, cá entre nós, se eles são dolorosos de ver imagine senti-los... – Tinha que começar alertando nosso, até então desconhecido, sobre o que estava por vir.

— Que você venha com tudo o que tem, gostosa! Acha que não dou conta?

— Escolha errada, meu amigo, muito errada. Depois não diga que não o alertei. Ziva David, ele é todo seu. Vou ver o que o McInformação conseguiu com o reconhecimento. – Disse fazendo uma pequena reverência em direção à israelense enquanto saía da sala.

Nunca falha você dá duas opções. A primeira mais fácil que a segunda, mas eles sempre vão para a segunda, e Ziva adora.

Dei um tempo para que Ziva pudesse se divertir com nosso suspeito, e fui atrás de McGee, há essa hora ele já tinha descoberto a vida inteira do garoto que estava para ter todos os seus pecados confessados pelas mãos da Ninja do Mossad!

— E aí, McGee, o que você tem?

— Você vai gostar disso, Tony. O nome do rapaz é Alexander Pierce, pelo menos aqui nos EUA, mas se você for olhar, ele não tem nenhum histórico quando se volta mais de seis anos no tempo. Então joguei sua foto na Interpol e descobri que, na verdade, ele se chama Sasha Zukov, e é filho de Anatoly Zukov e Svetlana Cherminiskaya. Ou seja, neto de McCallister.

— Isso é muito bonito. Uma família inteira de terroristas. Como eu adoro a genética ruim!! Muito obrigado, McFofoqueiro! Vou voltar para a sala antes que a Ziva dê fim ao garoto sem que tenhamos mais informações!

— Peraí Tony! Você o deixou sozinho com a Ziva? Com a Ziva? Você sabe que ela pode mata-lo, não é?

— Sei McGee, mas espero que ela tenha apenas assustado o garoto. Se ele morrer antes da hora o Chefe e a Jenny matam todos nós! E nos trazem de volta só para poder matar de novo! Fui.

Quando fiz meu caminho para a sala de interrogatório onde encontraria o pequeno russo, passei pela sala onde Gibbs e Shepard estavam, e, sinceramente, eu não queria estar na pele do McCallister, seja lá o que eles estavam fazendo deveria estar doendo, porque ele não parava de gritar.

— E aí, russinho? Vamos conversar ou a Ziva já acabou com tudo? – Dando uma olhada rápida no garoto vi que Ziva já tinha trabalhado nele. Ele tinha alguns hematomas nas mãos e, por incrível que pareça, até no rosto. Ele tirou a israelense do sério rápido demais!

— Ela pode tentar todas as torturas do mundo em mim. Não vou abrir a boca.

— Não vai? Mas você acabou de abrir! Ora!

— Ziva, ele quis dizer, não vai falar nada que nos interesse!

— Vocês e suas expressões idiomáticas!! Sempre fico perdida! – Ela disse jogando as mãos para o alto.

— Vamos voltar ao que interessa? Por favor! Parece que o Chefe e a Jenny já estão terminando com McCallister, e não vai demorar para aparecerem por aqui.

— Então você sugere?

— Vamos atacar de frente?

— Gostei! — E com aquele sorriso de gato satisfeito ela pegou a mão de nosso terrorista júnior e apertou bem no ponto de imobilizá-lo totalmente.

— Então, Sasha, eu posso te chamar de Sasha, não é? O que você e o seu vovô estão planejando?

— Não direi.... aiaiaiaiaiaia.

— Ziva, mais devagar, vai machucar o garoto... – Então, onde estava, há sim? Você ia..

— Eu não ia..... AIAIAI.. e não vou.... MAS TÁ DOENDO... – Nesse ponto Ziva tinha praticamente torcido o braço do coitado

— Mais uma vez, porque estou muito paciente hoje, você ia..

— Eu nãoi ia... AI MEU BRAÇO!!! SUA VACA!!

— RESPEITO COM AS MULHERES, GAROTO! Por enquanto é só ela, daqui a pouco, se você não cooperar, vai ser ela te segurando e eu te usando de saco de pancadas, que tal? – Mesmo enquanto gritava com ele, Ziva não afrouxou nem um pouco a torção do braço.

— Eu ia dizer que tem uma bomba!! Uma bomba! E que o prédio é o alvo!! Ela está..... MEU BRAÇO!! – O russo agora chorava o braço há muito quebrado, então Ziva partiu para o outro braço...

— Que está aonde?

— No subsolo, perto de um laboratório que tocava música alta! Eu plantei ali durante a noite!! Agora larga meu braço pelo amor de Deus!!!!

— Quanto tempo para podermos desarmá-la? – Ziva estava além da fúria.

— Depende, quantas horas são?

— Garoto não brinque comigo, eu posso arrancar o seu outro braço – Ela sibilou.

— É melhor fazer o que ela está falando... E são 16:30.

— Então vocês têm trinta minutos!

— Os principais alvos?

— A sala do diretor, dos agentes e aquele centro de ameaças....

Mal ele acabara de falar, a dupla Shepard-Gibbs abria a porta e nos direcionava para as escadas.

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— Ziva, Tony, vão para o laboratório da Abby, tirem ela de lá, rápido.

— McGee, autorize a entrada do esquadrão antibombas. Eles sabem o que fazer.

Jethro se preocupava com o pessoal e o prédio, mas tinha algo mais. Eu fiquei tanto tempo como Diretora que sabia que tinham outros protocolos a se seguir nessas ocasiões, então, enquanto a equipe procurava a bomba...

— Jethro, eu preciso fazer algo. Tem alguns protocolos de segurança para seguir. Temos muitos arquivos e operações arquivados e em andamento que, caso se percam ou caiam em mãos erradas, poderiam comprometer a identidade de vários agentes. Eu ainda sei a senhas, posso desligar tudo no MTAC.

Todos pararam para me olhar, ninguém tinha pensado, ainda, na segurança dos agentes infiltrados pelo mundo ou nas informações que tínhamos.

— Vá logo, e você sabe que só temos 20 minutos. – Gibbs me lançou um olhar que dizia, é bom fazer tudo isso e voltar para ajudar.

Eu tinha muito a fazer e nenhuma autorização para isso. Se conseguíssemos sair disso, eu estaria encrencada junto ao Secretário da Marinha.

Não era de tudo complicado tinha que salvar as informações arquivadas junto ao Departamento de Defesa, mas assim que isso fosse feito, o alerta vermelho se acenderia no Pentágono.

Foi dito e feito. Assim que salvei as informações com as senhas e dados da minha época de Diretora, o telefone de segurança do MTAC começou a tocar.

Não hesitei em atender.

— Quero informações sobre o que está acontecendo e agora! – Secretário Davenport exigiu.

— Aqui é a Agente Especial e ex Diretora do NCIS, Jennifer Shepard, senhor. E, tendo em vista as recentes ameaças que foram feitas a esta Agência e à pessoa do senhor, estou utilizando os protocolos e senhas que tenho para garantir a segurança das informações.

SecNav apenas respirou ruidosamente do outro lado.

— E, senhor, aproveito para avisar que sua vida também está em risco, e assim tomei a liberdade de já avisar ao Serviço Secreto e a todo o seu esquema de segurança para que o Senhor seja colocado sob a proteção devida.

— Meu esquema de segurança já está aqui, Agente Shepard. E, tendo em vista que o NCIS encontra-se sem Diretor, acato suas ações, mas aviso que teremos que conversar sobre isto futuramente.

— Sim, senhor. Agora, se me der licença, temos ainda que resolver a crise neste prédio e evitar que ele vá pelos ares.

— Até mais, Shepard.

— Até, senhor.

Acabei de desligar o MTAC e de assegurar o sigilo de todas as informações. Tendo feito isto, corri para ajudar a equipe no subsolo.

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— Abby, Abby, por favor, deixe isso e vamos sair daqui!

— Mas Tony, tenho que desligar os meus bebês! E o backup! Tem muita coisa aqui!

— Jenny já está cuidando do salvamento de todas as informações, Abbs, vamos logo.

— E todas estas pessoas? Eu não gosto de tanta gente andando no meu laboratório!

— Abby, as bombas estão aqui perto!! Temos que sair, rápido!! – Ziva faltava pouco pegar Abby pelo braço e sair arrastando-a daqui.

McGee liderava o esquadrão antibombas para o local onde as bombas estavam.

Acontece que não eram bombas comuns, eram muito bem elaboradas, do jeito que somente uma pessoa altamente treinada poderia montá-las, um claro exemplo de que McCallister tinha ensinado bem seu neto.

Assim que conseguimos convencer Abby de que tudo estava certo, a tiramos do laboratório e partimos para a autópsia, Ducky e o Gremlin ainda estavam por lá.

Ziva não queria perder tempo e já foi ligando pedindo para que eles desocupassem o lugar e seguissem para as escadas.

Ao mesmo tempo, o Chefe e McGee acompanhavam a extração dos dispositivos.

De repente Jenny aparece nos gritando. Algo tinha dado errado e as bombas, que ainda nos davam dez minutos, tinham disparado o relógio. Mal tínhamos três para sair correndo.

Atrás dela, McGee e Gibbs e o esquadrão desciam correndo. Não acredito que morreríamos ali.

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— Tony, Ziva, Abby, Ducky e Palmer! Sim Palmer, estou viva, te explico se sairmos vivos daqui. Corram, as bombas dispararam e temos menos de três minutos! Tem uma saída que é usada pelos diretores em caso de emergência. Me sigam.

— Onde está o Gibbs e McGee? – Eu não poderia deixa-los para trás. Não depois de que eles se arriscaram para me salvar na Somália.

— Bem aqui, Ziva. Vamos! Corram!

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Não sei se daria tempo. Queria pensar que sim. Eram pouco minutos para um caminho que parecia dez vezes maior do que deveria.

Mais uma vez eu encarava a morte de perto. Pelo menos desta vez que não tinha que mentir para ninguém.

— Faltam noventa segundos. – alguém do esquadrão gritou atrás de mim.

Normalmente não sou religiosa. Nesta profissão, às vezes, você duvida que exista algo ou algum ser superior que possa te salvar. Mas desta vez, comecei a rezar. Seja lá que Deus, entidade ou poder que exista, eu peço que salve a minha a família.

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Confesso que duvidei da passagem que Jenny falou. Vance fez algumas mudanças estruturais na Agência nos últimos três anos, esta passagem poderia não existir mais.

Mas ela fora categórica, existia, era um meio seguro de tirar o Diretor em caso de ataque. E ainda brincou que, os superiores primeiro... mas vi em seu olhos que ela nunca gostou da ideia!

Foi então que, com um alívio, ela exclamou que tinha visto a saída. Se minhas contas estavam certas, mal teríamos tempo de atravessar a porta.

Código secreto digitado. Eles ainda eram válidos, como isso é possível?

Deixei todos passarem na minha frente. Família primeiro. Ela me olhava ansiosa.

— Vamos Jethro, se ainda sei contar, temos menos de 15 segundos!! Anda!

— Vá você!

— Eu não vou sair sem você!!

E então ela me puxou pela mão e nos juntamos ao resto da equipe.

Notas finais
Será que deu tempo de todo mundo sair? **suspense no ar** Dei um foco maior no Tony neste capítulo, porque ele é o meu segundo personagem favorito na série e eu simplesmente adoro o monte de apelidos que ele inventa para o pobrezinho do McGee (nem deu pra perceber, né?) Muito obrigada por ler! Prometo postar mais um no dia de Natal!!!