Acaso Do Destino
14 Retribuindo o passado / Perdão?
Notas iniciais
E como prova da minha gratidão eu resolvi postar hoje. :D
Bom, o começo vai ter um outro ponto que será envolvida na história, mas terá um final rápido, creio eu - mas como eu sou uma pessoa muito enrola... --'
Finalzinho com mais um pouco do barraco que voces gostam e... Gente, voces foram cruéis com Alice nos Reviews heim, até eu fiquei com dó dela kkk.
Espero ter a mesma quantidades ou até mais, quem sabe assim me anima ainda mais para escrever e eu poste até menos no domingo ou segunda?
Boa leitura a todos ;)
HÁ, Vicky_Stewart, digamos que podemos dizer que isso tbm é um pequeno presente, hã? kkk'. BORA CANTAR PARABÉNS PRA ESSA LINDONA GENTE!!! - Denovo kkk'
Boa leitura galera ;)
POV. Bella
Ainda custava a acreditar que ela teve a coragem de beijar aquilo... Meu coração com certeza já não batia mais, minha vontade era de sair dessa casa e nunca mais voltar.
Respirei fundo e vi que não conseguiria dormir, já eram 3h da manhã e não havia pregado os olhos. Levantei-me, fui até meu quarto e a vi ali, com os olhos inchados e o travesseiro completamente molhado.
Partiu meu coração vê-la assim? Claro, Alice mesmo me traindo ainda tinha meu coração, mas resisti ao impulso de ir até ela e beija-la, fui até nosso guarda-roupa e peguei uma muda qualquer.
- Bella. – Sua voz era rouca. Pensei até que havia a acordado, mas quando me virei vi que estava apenas sonhando. – Bella, por favor, Bella. – Começou a chorar. Arfei vendo aquilo. Respirei fundo e sai do quarto. – Eu te amo, me perdoa. – começou a se agitar na cama e logo fechei a porta.
Fui até o banheiro, lavei meu rosto e respirei fundo várias vezes, não iria chorar, eu iria ser forte, eu sempre fui!
Coloquei minha roupa e desci pegando as chaves da minha moto, eu precisava sair um pouco, precisava esfriar minha mente.
Acelerar pelas ruas desertas de NY era a melhor sensação do mundo. Sentir aquele vento frio e sereno da madrugada me fez relaxar. Mas ao olhar para o lado vi três pessoas, três mendigos dividindo uma única coberta, isso fez relembrar o meu passado. A angustia por não ter onde morar, não ter o que comer e beber. Por passar frio ou morrer de calor...
Acelerei mais a minha moto e vi um posto de gasolina aberto com uma pequena loja 24h. Estacionei minha moto e entrei na loja.
- Olá. Boa noite. – A jovem atendente foi muito simpática e sorridente para alguém que trabalhava de madrugada.
- Boa noite, você teria algum cobertor, algo que aqueça? – Pedi.
- Bom, temos uma pequena sessão no final do corredor, algumas roupas usadas, um bazar na verdade, se quiser dá uma olhada... – Assenti e andei até lá. Peguei algumas blusas de frio e, por sorte, achei três cobertores grossos, eu sabia que com certeza eles seriam roubados por idiotas que não tinham o que fazer, mas ao menos os deixariam aquecidos por uma noite. Comprei algumas coisas para eles comerem e uma garrafa térmica com bastante chocolate quente.
- Quanto deu? – Olhou assustada para o tanto de coisa que eu tinha.
- 80 dólares. – Sorriu, pelo visto ganhou seu dia com minha compra. Peguei uma nota de cem e coloquei na mesa e logo peguei minha sacola. – O troco, Srta.
- Não precisa. – Sai da loja e voltei para minha moto. Dei meia volta e cheguei até onde estavam aquelas pessoas. – Hey, acordem. – Os três levantaram assustados e se encolheram na rua. Reparei no rosto de cada um e vi que não passavam dos 20 anos e havia uma criança, me surpreendi ao ver isso, de no máximo 2 anos. Suspirei. – O que estão fazendo aqui? Onde está a família de vocês? – Fui direta.
- Fomos expulsos de casa. – a jovem lamentou. – Meu pai não aprovava meu namoro com Caio e queria me matar ao descobrir que eu estava grávida. – Abaixou a cabeça e foi abraçada pelo, que supus, ser o Caio.
- Por favor, não faça nada conosco. – O jovem implorou protegendo sua família.
- Não vou fazer nada, vou ajuda-los um pouco. – Sorri de lado e peguei a sacola que estava na minha moto. – Eu não percebi que eram dois jovens e uma criança, mas trouxe roupas que aqueceram a criança. – Me olharam emocionados.
- Por que está nos ajudando? – Caio perguntou desconfiado.
- Amor, não questione, pense na nossa filha. – Sorriu para o amado.
- Beatriz, na rua não podemos confiar em ninguém. – segurou firme a sua namorada e sua filha.
- Você está certo, passei bom tempo na rua, igual a vocês. Mas alguém me ajudou, estou tentando retribuir isso. – Coloquei as comidas na frente deles. – Se alimentem, acordem a criança e deem de comer. – Beatriz me olhou emocionada e pegou um pedaço de pão meio tímida. – Pode pegar. – Sorri.
- Muito obrigada, moça, muito obrigada. – acordou a filha, que era a coisa mais linda do mundo, olhos cor de mel, cabelo num tom de castanho claro e pela clara, uma verdadeira bonequinha, e a deu.
- Você sabe fazer alguma coisa? – Fiz a mesma pergunta que Marcus me fez quando me encontrou.
- Eu ajudava meu pai na oficina, ele era marceneiro. – Assenti. – Beatriz sabe desenhar que é uma beleza, principalmente vestidos. – Falou orgulhoso da namorada.
- Meu sonho era fazer moda. Mas fica só no sonho. – Abaixou a cabeça.
- Se conseguisse um emprego, saíram da rua e cuidaram bem dessa menina? – Me olharam assustados.
- Quem daria um emprego a dois sem tetos? – perguntou desanimado. – Mas eu faria de tudo para dar uma vida a minha filha. – beijou o topo da sua cabecinha e recebeu um sorriso lindo.
- Vocês usam drogas?- Perguntei preocupada.
- Não temos nem o que comer acha que teríamos como comprar drogas? – Perguntou revoltado e indignado com a minha pergunta.
- Tenho uma proposta para vocês. – Me levantei.
- Qual seria? – Ele era bem desconfiado, lembrava um pouco eu nesses tempos. Sorri de lado.
- Vocês vão voltar para o colégio, trabalharão, e em troca quero que vocês sejam mais responsáveis. – Me olharam sem acreditar. – Há quase dez anos eu era uma de vocês, mas um homem bom me deu a oportunidade de recomeçar minha vida, me deu o que comer, um teto e estudo. Depois disso quis retribuir isso o deixando orgulhoso de mim, entrei para policia e estou seguindo os mesmos passos dele e ao mesmo tempo querendo que meu pai, onde quer que esteja, sorria por eu estar seguindo sua profissão.
- Você é policial?
- Tenente. – Ele sorriu.
- Que sonho. – Sorri ainda mais.
- Perfeito. Levantem, eu conheço uma abrigo que não fica muito longe daqui, ficaram lá esta noite e amanhã conversarei com vocês. Fechado? – Beatriz se levantou e me abraçou forte. – Não agradeça, por favor. – Sorri para ela.
- Você está dando uma nova chance a dois adolescentes que nunca viu na vida, dando a oportunidade de uma criança ter pela primeira vez um teto, como quer que não agradeça?
- Tudo bem, pegue essas coisas, lá eles não têm muitos recursos e vocês podem ficar com frio. A noite está muito gelada. – Caio pegou a sacola e aproveitou para comer um pão. – Me dê à criança, eu a levo na moto. – Me esticou a pequena e a coloquei sentada enquanto eu empurrava.
- LEGAL! – gritou e rimos da sua animação.
- Tenente Swan, como é bom vê-la aqui! – Mariana, uma senhora que cuidou de mim, sorriu ao me ver.
- Mari, como vai a Sra.? – beijei sua mão e coloquei a moto em algum lugar e a criança no chão.
- Melhor que você, vejo em seus olhos que está triste. – Suspirei.
- Quero tratar de uma família, depois de mim. – Sorriu.
- Olá jovens. – Olhou para o casal. – Que criança adorável. – A pequena Gabriela sorriu.
- Eles precisam de um lugar para dormir, só por essa noite, amanhã venho e os busco. – me olhou emocionada.
- Está mesmo fazendo isso, pequena?
- Um dia Marcus fez por mim, não é?
- Você é um dos meus maiores orgulhos, sabia? – fiquei constrangida e ouvi Beatriz rindo quando corei. – Venham crianças, tomaram um banho quentinho e depois colocarei vocês em camas macias e quentinhas, e vejo que tem roupas novas, isso é bom, estamos sem doações, fica difícil atender a essa necessidade.
- Srta. Swan nos deu. – Caio falou.
- Muito boa essa minha filha. – Sorriu novamente para mim. – Vamos, quero conversar com você depois, ok? – Assenti e sentei-me na cadeira.
- Vejo você amanhã? – Beatriz perguntou insegura.
- Claro. – Sorri de lado. – Sempre cumpro com meus compromissos. – Suspirou aliviada e voltou a andar.
- Bella, minha criança. O que aconteceu com você? – Mari perguntou trazendo dois copos de chocolate quente.
- Coração partido, Mari. – acariciou meu rosto. – Entreguei meu coração e pela terceira vez fui traída. – Sorri sarcástica. – Tenho sorte com isso, não?
- E o que ele fez? Ele dormiu com outra? Igual aquele Mike e Edward fizeram? – Neguei.
- Ela, Mari, para você ver a quem meu coração decidiu se entregar. – Me olhou assustada, mas mesma assim ficou quieta. – Ela beijou outra. Eu... Eu vi tudo, como sempre. – abaixei a cabeça.
- E você a ama? – olhei em seus olhos.
- Nunca pensei amar alguém como amo essa garota, Mari. – segurou em minhas mãos.
- Por que ela fez isso, você deu motivos ou ela era uma...?– ri da sua expressão.
- Alice Cullen. – Arregalou os olhos.
- Filha do Dr. Cullen. – Assenti. – Aquela jovem veio com o pai há alguns meses, ela radiava felicidade e ajudou a cuidar de todos aqui. Em seus olhos era possível ver o amor. Quando questionei o porquê de tanta alegria, ela disse que pela primeira vez estava amando e que era a pessoa mais perfeita. – Deixei uma lágrima rolar. – Não posso acreditar que uma moça tão apaixonada quanto aquela tenha lhe traído! – suspirei.
- Pensei a mesma coisa, Mari. – Me puxou para o seu colo e acariciou meu cabelo. – Eu dei meu coração a ela, e o que ela faz? Só por falta de sexo saiu beijando outros. – Lamentei e ouvi sua pequena risada.
- Pequena, me conte como estava à relação de vocês, por favor. – Pediu.
- Eu fui promovida, como bem sabe, mas com essa promoção veio ainda mais responsabilidades. Eu não conseguia ter um tempo para ela, para nós! Eu ficava quase que 24h naquela delegacia, mas mesmo assim eu tentava chegar em casa e dar um pouco de amor para ela. Mas o cansaço me pegava antes mesmo deu chegar ao quarto. – Suspirei.
- Ela se sentiu carente, acho que até pensou que não a amasse mais.
- Na nossa pequena discussão ela disse isso, disse que se sentia carente e não mais desejada.
- Menina, tente entender sua Alice, não a julgue assim...
- Mariana, ela beijou outra por falta de sexo! Que tipo de amor é esse que se baseia somente em prazer carnal? – indaguei.
- O que mais ela disse?
- Que me amava, assumiu que errou, mas me amava muito. – sorriu.
- Está vendo? Foi só um beijo, certo?
- Mari, esse beijou quebrou meu coração! – chorei.
- Você já foi traída de tantas outras formas, mas nenhuma te abalou tanto quanto esse beijo. – Falou.
- Deve ser porque eu a amava de verdade? Deve ser porque eu a queria para sempre em minha vida? – ironizei.
- Ela não beijou sozinha, sabe que sem uma conversar você está deixando o caminho livre para a outra. – Arfei. – Se você não quer a menina, a dispense logo, mas terá que aceitar e conviver com ela beijando e dormindo com outra, aquela que fez de tudo para separa-las. – Fiquei rígida. – Está vendo? Você consegue se imaginar sozinha e a vendo feliz com outro? – Neguei. – Então por que você não para, a chame para conversar, e resolva essa situação? – alisou mais meu cabelo.
- Mari... Pare de me fazer sentir culpada, sabe que estou certa!
- Não, você está errada ao deixar que outra tome a mulher que você ama assim, sem ao menos lutar por ela. Se Alice retribuiu o beijo é porque VOCÊ está deixando. – Me levantei e a encarei incrédula.
- Está querendo me dizer que eu sou praticamente uma corna por que quero?
- Claro, ninguém é traído quando se tem amor e se dá amor verdadeiro. Alice se sentiu sozinha e num momento em que alguém deu a ela o que você não estava, ela acabou caindo na tentação. Somos pecadores, Bella, você bem sabe disso! – abaixei a cabeça e fui abraçada por ela. – Não precisa ser agora, mas converse com ela, não deixe que outra tome o que é seu!
- Eu vou conversar, Mari. Obrigada por tudo. – Beijei sua mão. – Você realmente é uma mãezona.—Riu.
- E falando em família... – olhou firme para mim.
- Esme Cullen e Rosalie Cullen na verdade tem um Swan no meio. – Arregalou os olhos e sorriu.
- Maravilha, agora que você tem que se acertar com Alice, vocês são da mesma família! – revirei os olhos. Peguei minha jaqueta e capacete. – Já vai, menina?
- Sim, tenho trabalho hoje. – Olhei no relógio e já passavam das 4h e 30min. – Tenho nem duas horas de sono. – Ri.
- Vá com Deus, pequena. Volte mais vezes. Por favor. – beijei seu rosto e assenti.
- Um bom filho sempre a casa tornar, não é? – me abraçou forte e nos despedimos. Subi na minha moto e voltei para minha casa. Deitei no sofá e apaguei.
- Meu amor. – Senti mãos macias e quentes acariciarem meu rosto. Abri meus olhos lentamente e vi aquele azul que fazia meu coração se acelerar de uma maneira incrível. Ela sorriu tristonha e beijou meus lábios. Eu permaneci imóvel. – Bella... – Chorou na minha frente. Respirei ofegante e fechei os olhos, não iria, por impulso, a agarrar e beija-la dizendo que está tudo bem, infelizmente não estava! – Fale comigo, vamos conversar. – implorou secando suas lágrimas.
Levantei-me do sofá e subi as escadas correndo. Tomei um banho frio e coloquei meu uniforme. Arrumei minhas coisas e me olhei no espelho. Acabada. Essa a palavra que me definia. Dormi pouco mais de duas horas.
Desci as escadas e a encontrei sentada no sofá com as mãos no rosto e tentando controlar o choro. Quando me viu levantou-se rapidamente e me abraçou.
- Bella, eu não aguento ficar longe de você, sua frieza está me matando! – chorou em meu ombro. – Eu fiz errado ontem à noite? FIZ, EU ADMITO! Mas é a você que eu amo, meu corpo estava apenas precisando de uma atenção, mas... – me larguei dela.
- Seu corpo precisando de atenção? É essa a sua desculpa? – perguntei indignada.
- Bella... – A calei.
- Alice, você foi a única a qual entreguei verdadeiramente meu coração, a única a qual eu amei intensamente. Olha o que você está me dizendo, que por falta de uma transa e beijos você saiu pegando outra! Quem me garante que essa não era mais uma? – perdi meu controle.
- Bella, aquilo foi um momento de fraqueza, eu te amo, EU AMO VOCÊ! Meu coração é seu, somente seu! Ângela havia acabado de se declarar, foi carinhosa comigo, eu... Eu não resisti. Mas enquanto beijava aqueles lábios era em você que eu pensava. Não consegui ficar muito tempo, se você viu até o final sabe o que aconteceu. – Desviei nossos olhares. – ESTÁ VENDO! Você viu metade da conversar e saiu em outra metade. Como pode tirar conclusões assim?
- Se explique Alice, estou lhe dando a oportunidade. – Respirei fundo.
- Eu... Despois que ela me beijou, eu confesso, eu retribui de uma forma intensa, sem medo. Mas quando ela tentou aprofundar o beijo era em você que eu estava pensando, eu logo me separei dela e acabamos discutindo. Bella, eu bati em sua cara, eu não quero mais saber dela. Recebi uma tapa da Jess, até ela sabia da burrada que eu havia feito. – Lamentou. – Eu realmente não sei viver sem você. Menos de 24h sem ter o seu sorriso, sem ter o seu carinho ou ao menos um selinho, está me levando à loucura! – Caiu ajoelhada na minha frente. – Eu sei que você é ocupada demais, sei que você trabalha muito e lutou tanto para chegar onde está, mas eu me senti sozinha, sem ter seus carinhos, sem ter seus lábios procurando pelos meus, famintos, como sempre foi. Eu sou humana, PORRA! Eu necessito tanto do seu amor quanto do seu corpo! – Estava de joelhos na minha frente e agarrou minhas pernas. – Por tudo que é mais sagrado, Bella, me perdoe. Dê-me uma chance de provar que é a você que meu coração pertence! – Aquilo me comoveu? SIM. Fez-me querer esquecer aquela dor? SIM. Mas apagou a dor do meu peito? Não, não apagou.
- Não é da noite para o dia que aquilo sairá da minha mente. – A tirei das minhas pernas e caiu sentada no chão e encarando meus olhos. – Vou trabalhar, não vou discutir com você que assim, de cabeça quente, não vai adiantar nada. – Suspirei e peguei as chaves do meu carro.
- Eu te amo, Bella. EU TE AMO! – Gritou. Suspirei e sai indo trabalhar.
Notas finais
Bsus, Lary ><'
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