Acaso Do Destino
15 Dando um Tempo
Notas iniciais
falando do cap em sim, o começo é o desenrolar de uma outra história que logo terá um desfecho. Finalzinho com um pouco de Bella e Alice e uma tensão... Não me matem, ok?
Bom, vamos chantagear um pouco? Assim que chegar a 245 reviews eu posto! Pode ser amanhã, eu escrevo rapidinho e posto! Mas caso não queriam comentar e dar a opinião, sábado que vem tem post ;)
Bsus para vcs ;)
Boa leitura
POV. Bella
– Bella, você está bem? – Jane perguntou entrando na minha sala e me fitando preocupada.
– Estou ótima. – Sorri irônica e me joguei na cadeira fechando os olhos com força.
– Cara de quem não dormiu muito bem. – Me avaliou. Pegou uma cadeira colocando próxima a mim. – Brigou com Alice? – Jane me conhecia bem.
– Nada de mais. – Respirei fundo, não iria preocupar minha amiga com meus problemas. – Como está Kate e os gêmeos? – mudei de assunto e vi um lindo sorriso brotar em seus lábios.
– Linda com aquele barrigão. Eles estão bem agitados, sabe? Estou louca para poder ver as carinhas deles. – Sorri para minha amiga.
– Fico feliz com isso, amiga. – Segurei em suas mãos e as beijei. – Dê um beijo em Kate por mim.
– Dou até mil. – Ri dela. –É só isso que posso dar mesmo... – Fez careta e ri dela.
– Hum, então quer dizer que está na seca?
– Tem um tempinho já, a gravidez já está na reta final e não podemos... Arg. – Bufou.
– Tenente, precisamos da Sra. – Detetive Brian me chamou.
– Ok, vai lá, Tenente. – Jane implicou comigo e ri da cara dela. Só assim para me distrair um pouco.
– O que foi Detetive?
– Recebemos uma denuncia de assassinato próximo ao Banco Central. – Assenti.
– Já analisaram alguma coisa? A equipe de investigação já foi? – Assentiu.
– Os resultados saem ainda essa manhã, Sra. – Assenti. – Mas já temos dois suspeitos. Felix Matinés e Caio Matinés, seu irmão. – O olhei curiosa.
– Temos fichas deles? – Assentiu novamente e me levou até sua mesa. Mostrou as duas fotos e arregalei os olhos.- Como chegaram esses suspeitos e quando ocorreu a morte?
– O DNA dos irmãos foi encontrado no local, ocorreu hoje pela madrugada, por volta das 3h. – Suspirei aliviada.
– Impossível ser o Caio. – Era aquele menino que eu havia levado para o abrigo junto com a família. – Eu estava com ele essa madrugada. – Assentiu. – Seu irmão só pode ter tentado incriminá-lo, Caio era morador de rua, aposto que queria ferrar mais com a vida dele. – pensei alto.
– A Sra. deve está certa, mas acho melhor chama-lo para depor, não? – Assenti e peguei meu distintivo e arma.
– Vem comigo? – Pegou suas coisas e me seguiu. Entramos numa viatura e seguimos para o abrigo.
– Bella, criança, veio cedo. – Mariana me recebeu de braços abertos. – Resolveu com sua amada? – Fiz uma pequena careta.
– Acho que a situação piorou. – Negou com a cabeça. – Onde está à família que pedi para você abrigasse?
– Tenente Swan. – Caio veio até nós com sua família e cutuquei o Detetive.
– Esse é o seu suspeito, Brian? – Assentiu e Caio ficou rígido. – Caio, você é irmão do Felix Matinés?
– O que ele aprontou dessa vez? – Perguntou com medo.
– Vamos para a delegacia, lá conversaremos melhor. – Suspirou e colocou a filha no colo da mulher.
– Beatriz e Gabriela, venham conosco também, depois do depoimento do Caio os levarei para outro lugar. – Sorriram. – Mari, fique com as coisas que eles trouxeram, servirá para outros que precisarem de ajuda. – Agradeceu e saímos.
Entramos no carro e seguimos de volta para a delegacia.
– Mamãe, fome! – Gabriela Reclamava.
– Calma, Gaby, calma. – acariciou o rosto da filha.
– Brian, estacione o carro aqui, vamos tomar um café antes. Concordo com a Gaby, estou morrendo de fome. – Ele riu e estacionou. – Vamos, por minha conta. – Beatriz sorriu e todos saíram do carro.
A felicidade que eu via naquele casal me enchia de alegria e ao mesmo tempo tristeza. Mas olhando para aquela garotinha, um fruto de um amor praticamente proibido, vez com que a tristeza fosse embora, foi para mais longe ainda quando olhou para mim e sorriu.
– Vamos? – Brian perguntou quando todos haviam terminado seu café. Paguei a conta e nos levantamos.
– Muito obrigado por tudo, Tenente, minha filha nunca comeu tão bem como hoje. – Caio agradeceu.
– Comerá assim mais vezes, não é pequena? – Esticou os bracinhos e a peguei no colo. – Vamos, temos um longo dia pela frente. – Entramos no carro e seguimos para a delegacia.
– Bella, você poderia... – Jane veio falar comigo, mas travou ao ver quem estava no meu colo. – Quem é...?
– Depois te conto Jane. Você poderia ficar com Beatriz e Gabriela, por favor? Vamos recolher o depoimento do Caio. – Assentiu e logo as guiou para uma salinha.
Andamos até a sala do detetive e ele logo posicionou um gravador.
– Podemos começar. – Começou. – Nome completo e idade, por favor.
– Caio Geovani Matinés, 19 anos.
– Sr. Matinés, mantem contato com sua família? – Suspirou.
– Não, meu pai me expulsou de casa ao descobri que minha namorada estava grávida, meu irmão mais velho, Felix, queria me levar para Itália com ele e quase me obrigou a mandar minha namora abortar. – negou com a cabeça.
– Você mantem contado com esse irmão? Para que ele queria que você fosse para Itália?
– Depois do que ele disse? Não, nunca mais quis ver a cara dele. Felix é um vagabundo, a maior desgraça da nossa família. Ele se envolveu com droga e começou a vender há quase dois anos. Ele queria que eu me juntasse a ele nesse mundo. Grana fácil, vida maravilhosa, mas eu amava minha Beatriz, não a trocaria por dinheiro nenhum. – Sorri com isso.
– O Sr. sabe onde seu irmão possa estar?
– Na verdade... – Suspirou. – Ele veio me ameaçando noite passada, já eram 9h da noite quando exigiu que eu matasse uma pessoa para ele. Neguei, é claro, eu tinha uma família!
– Falou algo quando negou? – Perguntei.
– Que eu me arrependeria!
– Suas suspeitas estavam certas, Tenente. – Assenti e sorri. – Seu irmão ameaçou sua família?
– Sempre, por isso o meu medo ao lhe ver, Tenente, pensei que fosse alguém ligado a ele.
– Vamos lhe proteger, Caio, você e sua família. – O assegurei.
– Felix tem família? – Brian perguntou.
– Na verdade tem. Ele é casado com Clara Tolomei, uma moça boa, mas que foi iludida por ele. Tem uma filha de 10 anos, se não me engano. Felix já tem 30 anos. – Nos informou.
– Obrigado, Sr. Matinés. – Agradeceu.
– Não por isso. – Brian desligou o gravador.
– Vamos começar a investigar, já sabemos que ele mexe com drogas e agora tem uma quase morte nas costas. – Sorrimos.
– Por favor, só temo pela minha família, não o deixe chegar perto delas. – implorou a mim.
– Calma, não chegará! – respirou fundo e levantou.
Saímos da sala e logo encontramos Bia e Gaby.
– Então, como foi? – Perguntou preocupada ao namorado.
– Normal. – beijou sua testa e acariciou o rosto da filha
– Venham, os levarei para um lugar e teremos uma conversa. – Os chamei e me seguiram. – Jane, avise ao Chefe que tive que sair, mas volto ainda hoje, ok? – Assentiu e saímos.
Entramos no meu carro e seguimos para um lugar que, particularmente, eu amava.
– Que lugar é esse? – Beatriz perguntou encantada. Já estávamos na estrada há quase uma hora.
– Rochester, uma cidade linda, não acham?
– Encantadora! – Caio olhava ao seu redor e se encantava. – O que estamos fazendo aqui? –Perguntou.
– Eu tenho um amigo que mora aqui, bem ali. – Apontei uma casa. Desci do carro e eles fizeram o mesmo que eu.
– Bella! – Billy, pai do Jake, sorriu a me ver. – Que bons ventos trazem essa jovem e encantadora menina? – veio até mim. Abraçou-me forte e bem apertado.
– Estou aqui para lhe pedir um favorzão! – Me olhou sorrindo.
– Tudo que quiser. Quem são?
– Esses são Caio, Beatriz e a pequena Gabriela. – sorriu para eles. – Gente esse é Coronel Black, um grande amigo. – Os apresentei.
– Vamos, entrem! – Entramos em sua casa e logo nos acomodamos. – O que queres de mim, Bella?
– Várias coisas. – Rimos. – Mas a primeira é que você acolha essa pequena e jovem família. – Me olhou atentamente. – Sei que você é um velho, mas ainda sabe atirar. – Riu de mim. – Eles precisam de um pouco de proteção, o irmão desse jovem ameaçou a família dele, e como as investigações começaram agora, não tem como pedir a proteção policial, sabe disso.
– Claro, serão bem vindos a minha humilde casa. – Caio sorriu agradecido. – E o que mais?
– Bom, eles pararam os estudos bem cedo. Que eu me lembre, o senhor mantinha uma escola militar, certo?
– Sim, meu maior orgulho. – Sorri para ele.
– Poderia colocar Caio lá dentro? Vejo nele um grande soldado. – O examinou bem e falou.
– Está disposto a trabalhar duro? Não será fácil lá.
– Se me der essa oportunidade eu serei eternamente grato e serei o seu maior orgulho e melhor aluno. – Seu sorri era contagiante.
– Certo. Mais alguma coisa, Bella?
– Bom, hoje estou abusando do Sr., certo?
– Sempre fez isso. – rimos.
– Beatriz foi mãe nova e pelo que sei desenha muito bem. – Assentiu. – Rachel dá aulas de modelagem, não é?
– Claro, meus filhos são talentosos, Bella. – Sorriu orgulhoso. – E acho que consigo convencer minha filha a coloca-la nas aulas.
– Bella, está fazendo tanto por nós, muito obrigada. – Beatriz tinha os olhos cheios d’agua.
– Não por isso. – sorri de lado. – E tem mais, seu velho. – me olhou indignado. – Pode colocar esses dois para trabalharem, ok? – Riu.
– Estou precisando mesmo de ajuda. Preciso de alguém para me ajudar no jardim e uma pessoa que ajude a Kátia na cozinha.
– Faremos isso de bom grado. – Caio logo se prontificou.
– Bom Bella, um ajuda o outro aqui. – Riram. – Mais alguma coisa? – me olhou sarcástico
– Um obrigado, apenas isso. — Nos levantamos e abraçamos. – Eu já vou indo, vocês ficaram bem aqui? – Assentiram ainda emocionados. – Não me fazem arrepender por ter vindo encher a paciência do Velho Black, ele sabe ser mal quando quer. – Riram e recebi um cascudo dele.
– Podo deixar, Tenente, faremos de tudo para sermos um orgulho para a Sra. – beijou minha mão.
– Nossa que cavalheiro. – rimos e o puxei para um abraço. – Cuide bem delas.
– Com a minha vida.
Assenti e sai de casa. Billy me acompanhou até meu carro e me parou.
– O que aconteceu? Por que esses olhos estão tão sem brilho? – Questionou.
– Aquele momento em que você se arrepende por não ter aprendido a amar o Jake. – Riu. – Eu não dou sorte em relacionamentos, Billy.
– Foi traída é? – brincou e assenti. – Sinto muito.
– Não sinta. Mariana disse que por partes era minha culpa, eu não dei a devida atenção. – Suspirei. – Meu coração se entregou para uma mulher, Billy, me apaixonei por uma mulher que só por eu não ter mais tanto tempo saiu beijando outra. – lamentei.
– Uma mulher? – Me olhou chocado. – Mas enfim... – Respirou fundo. – Você a ama mesmo, está em seus olhos.
– Sim, amo muito.
– Então por que não conversa...
– Discutimos quando eu tentei conversar.
– Dê tempo ao tempo, pequena. – beijou minha testa.
– É o que me resta, né? – suspirei e abri a porta do carro. – Obrigada por tudo, Billy, cuide bem deles.
– Ok, pode deixar. – Sorriu e eu parti de volta para a delegacia.
– Bella, Alice ligou três vezes para cá hoje, o que aconteceu? – Perguntou me parando antes de entrar na delegacia.
– Jane...
– Jane... – Me imitou. — Para de tentar guardar a porra do seu sofrimento, Bella. Sou mais que sua amiga, somos irmãs! – Me puxou pela gola jogou-me no banco. – Conte-me tudo. – Olhou-me séria.
– Eu tenho trabalho Jane e...
– E PORRA NENHUMA! Vai me contar tudo A-G-O-R-A!
– Alice me traiu. – Ficou em choque e sentou-se ao meu lado. – Satisfeita? – ironizei.
– Como? Quando? Por quê? – Perguntou e eu fui explicando a ela... – Não acredito nisso, isso só pode ser coisa da sua cabeça!
– Acho que se fosse imaginação minha, Alice não ligaria três vezes para cá, não é? – Acariciou meu rosto e me levantei. – Sem pena, Jane, por favor.
– Você me ajudou com Kate, por que não me deixa ajuda-la?
– Por que não houve traição entre vocês. – suspirei e entrei na minha sala.
– Bella, por favor, vamos conversar? – Jane insistiu. Sentei-me na minha cadeira e falei.
– Jane Dakota Volturi. Ou você volte para o trabalho ou lhe dou uma advertência! – Fui dura com ela. Olhou-me irônica e sentou-se no meu colo.
– Hoje você vai para minha casa, sem mas nem meio mas. Quero conversar com você, está precisando disso e de umas boas cervejas. – Ri da minha amiga. – Ok? – Concordei.
– Preciso voltar ao trabalho, Jane. – Ela saiu do meu colo e voltou para a sala principal da delegacia. Sai e encontrei com Chefe William. – Bom dia. – O cumprimentei.
– Tenente, gostaria de falar com você. – Me chamou para sua sala.
– Do que se trata?
– O resultado das investigações do assassinato de ontem à noite saíram agora. – Assenti.
– E quem era a vítima?
– Um banqueiro, Fred Phillip. – Pegou uma ficha e me entregou. – Consegue descobrir algo dele para mim?
– Ok, farei o possível. – Quando estava me levantando Marcus segurou em meu braço.
– Eu não queria dar a noticia a Jane, você poderia entregar isso a ela? – Me passou um pedaço de papel e o peguei.
– O que é? – Curiosidade me venceu.
– A inscrevi no mesmo teste que você, só que para Detetive. – Sorri com isso. – Acha que vai gostar?
– Uma promoção... Quem não gostaria? – Riu.
– Mas ela fará o mesmo processo que você, mas só que será essa noite.
– Falarei com ela, e tenho certeza que o Sr. terá menos uma policial. – Concordou rindo. Saí da sua sala e logo chamei Jane. – Policial Volturi. – A chamei. Virou-se e me olhou sem entender. – Hoje, às 23h. – Me fitou confusa. – Você terá um teste, passando nele será nossa nova Detetive. – Sorriu largamente e correu até mim.
– Está falando sério?
– Hurum. – Me abraçou. – Foi Marcus que lhe inscreveu!
– Meu sogro é o melhor! – ri dela.
– Acho melhor você ir para casa e se preparar, estudar e descansar. Tanto mental quanto físico será analisado em você. – A alertei.
– Ok, estou indo para casa e... – Me olhou séria. – Amanhã conversaremos! – Ri concordando.
Passei a manhã, tarde e inicio da noite trancada na minha sala fazendo pesquisas e algumas investigações nos arquivos que tínhamos. E só consegui encontrar uma única ligação entre o Phillip e o Matinés: licitações...
Felix tinha algumas licitações assinadas pelo Fred, algo grande, muito grande. Mas creio que o banqueiro era apenas um laranja, bem corrupto, mas era apenas um laranja.
– Tenente, acho que chega de trabalho por hoje, não? – Jake perguntou entrando na minha sala com dois copos de café. – Tome um pouco.
– Obrigada. – Agradeci. – Tenho que terminar minhas pesquisas, Jake, quem sabe depois...
– E sua namorada? Vai deixa-la sozinha em casa? Daqui a pouco ela te troca heim... – Abaixei meu olhar. – Vocês...? – Jake me conhecia bem, sabia quando algo estava errado.
– Jake...
– Ok, não me conta nada, quando quiser sabe onde moro e onde tem um afilhado doido para te ver. – E o melhor nesse meu amigo era isso, ele não me pressionava a contar nada.
– Dê um beijo no Tyler por mim, ok?
– Por que você não vai lá e dá? – Sugeriu. – Saia um pouco dessa sala e se socializa um pouco.
– Tenho que visitar minha mãe, falar com minha irmã e ver meus sobrinhos, se não fosse por isso eu ia. – A desculpa que dei era uma grande verdade, eu precisava falar com minha família.
– Ok, mas saia JÁ dessa sala! – Ri e gargalhei quando me pegou no colo e me retirou da sala.
– O que significa isso? – Marcus perguntou.
– Chefe, estou retirando sua Tenente para umas duas horas de folgas, ela está trancada naquela sala há MUITO tempo.
– Mais que apoiado, a leve daqui! – Revirei os olhos e olhei feio para o Jake.
– O que foi?
– Me coloca no chão? – Negou.
– Vou coloca-la no carro, ai depois sim posso ir embora sossegado. – Ri dele.
– Obrigada, Jake. – Agradeci quando me colocou ao lado do meu carro.
– Não por isso, e estou lhe esperando lá em casa.
– Vi seu pai hoje, na verdade fui a casa dele. – Me olhou chocado. – Fui pedir uns favores, nada de mais.
– Ok... – Ri da sua expressão.
– Até amanhã, Jake. – Dei um beijo no seu rosto e segui para casa da minha mãe.
Freei o carro no meio do caminho e lembrei uma coisa um tanto que crucial. Alice estaria lá!
Peguei meu celular e liguei para minha irmã. Ao terceiro toque ela atendeu.
– Olha quem resolveu dar o ar da graça. – Implicou comigo e ri.
– Boa noite, minha irmã linda.
– O que você quer? – Foi direta ao assunto.
– Uau, também te amo. – Rimos. – Posso te fazer uma pergunta? – Afirmou. – Alice está ai?
– Não, por quê? Ela está na loja, resolveu ficar até mais tarde hoje.
– Ok, estou indo para a casa da mamãe, você está lá ou na sua casa?
– Na minha, mamãe está aqui, vem para cá!
– Ok, em menos de 15min estou ai. – Desliguei o telefone e acelerei para a casa dela. Pelo menos não veria Alice hoje novamente.
– Filha! – Minha mãe me recebeu sorrindo e me abraçou forte.
– Oi, mãe. – Respondi um pouco cansada.
– Que voz de morta viva é essa, Bella? – Rose perguntou um pouco preocupada.
– TIA BELLA! – Anne desceu as escadas correndo e pulou no meu colo.
– Minha princesinha. – beijei seu rosto e ganhei um belo sorriso em troca. – Estou trabalhando muito, Rose. – respondi.
– Alice comentou isso, estava até se sentindo um pouco de lado por conta disso. – Minha mãe comentou.
– Anne, já está na hora de você ir dormir, dê um beijo na sua tia, na vovó e já para cama. – Anne resmungou e me deu um beijo estalado na bochecha.
– Te amo, minha flor. – beijei sua testa e a coloquei no chão.
– Também te amo, tia. – Sorri para ela e a vi dar um beijo na minha mãe e na sua mãe. Logo em seguida correu pelas escadas e foi para cama.
– O que aconteceu, Bella? – Rose foi direto ao assunto.
– Você não está assim só pelo trabalho. Aliais, Alice apareceu aqui hoje com a mesma cara que você. – Esme comentou e me puxou para sentar próxima a elas.
– Alice e eu brigamos. – Rose me olhou com uma cara tipo “NÃO ME DIGA.” – Ela me traiu. – Ai ela perdeu a pose e me fitou séria.
– Como? Alice te trair? Impossível! Alice é louca por você, Bella! – neguei.
– Ela beijou aquela amiguinha dela, a Ângela. – falei com nojo.
– Quem lhe contou isso? – Esme perguntou surpresa.
– Eu vi. – Abaixei a cabeça e coloquei as mãos no rosto. – Eu vi tudo. – lamentei.
– Bella. – Minha mãe me puxou par ao seu colo e deitei minha cabeça nele. – Minha pequena, não chora. – Acariciou meu cabelo e me senti em casa.
– Ela... Ela disse que se arrepende e que me ama e tudo mais... Mas a dor que está aqui... – Coloquei em meu peito.
– Conte-me o que aconteceu, Bella. – Rose pediu se ajoelhando na minha frente e alisando meu rosto ao mesmo tempo em que secava minhas lágrimas.
– Depois da minha promoção eu fiquei sem tempo, sabe que quase nunca paro em casa. – Assentiu. – Alice sentiu isso, como vocês bem sabem, mas ela não quis parar e conversar comigo, sei lá, pedir um tempo ou até mesmo se separar. Alice foi ao aniversário de Jessica e lá...
– E lá... – Rose me incentivou.
– E lá a japinha se declarou para ela. Eu ouvi tudo. – Suspirei. – Pensei que Alice sairia de lá ou algo do tipo, mas ficou e discutiu com ela até que foi beijada...
– Então Alice não beijou e sim foi beijada! – Rose sorriu.
– Alice retribuiu o beijo. – Perdeu o sorriso. – Eu esperava um empurrão, tapa na cara e xingamentos de Alice para a Ângela, mas não foi isso que aconteceu.
– Sinto muito, minha filha. – Lamentou.
– Vou matar a Alice! – Rose rosnou. – Ela me prometeu que não a faria sofrer. – beijou minha bochecha. – Que inferno! – Se levantou. – Eu, em toda minha vida, nunca tive que amparar Bella, era ela que sempre vinha e me dava colo, mesmo quando crianças. – Começou a falar. – Bella, eu não consigo ver você chorando, você é minha irmã mais nova, mas sempre foi a mais durona, a mais forte! – Voltou a até mim e pegou em minhas mãos. – Vê-la assim frágil e deprimida parte meu coração.
– Sinto muito, minha irmã. Mas essa é a primeira e única vez que choro por alguém. – tentei secar minhas lágrimas.
– Filha, você e Alice se amam muito, com certeza vão se acertar. O que ela fez foi errado, mas ela se desculpou, ela pediu seu perdão. – Minha mãe sempre tentando amenizar a situação.
– Mãe, a desculpa dela foi que se sentiu carente, que me amava, mas que necessitava do meu corpo também!
– Alice sempre foi fogosa. – A olhei maliciosa.
– Eu sei minha irmã, eu sei... – Suspirei e lembrei-me dos seus toques e seus beijos. – Eu a amo demais, mas não consigo voltar para ela agora, a desconfiança e insegurança vai ficar em mim.
– Você está certa, tente relaxar um pouco, coloque a cabeça no lugar e depois vá conversar com ela.
– O difícil é que vocês dividem a mesma casa. – Rose lembrou. – Como que vai ser? Você a expulsou de lá? – Neguei.
– Quando ela quiser sair de lá que saia, a convidei, não a expulsarei!
Ouvimos um barulho de carro estacionando e logo vozes baixas e sofridas sussurrando. Alguém abriu a porta e vi Emmett abraçando uma Alice com os olhos vermelhos e o rosto molhado.
– Bella? – Sorriu para mim e fechei minha cara levantando do sofá.
– Mãe, já vou indo. – Beijei sua mão e abracei minha irmã. – Até outro dia.
– Bella, por favor, espere. – Alice agarrou meu braço e encarou meus olhos. – Por favor, não...
– Não digo eu, Alice. – Falei dura. – Estou cansada, passei o dia inteiro trabalhando numa investigação, me deixe ir para casa e descansar, por favor? – Pedi.
– Não sem antes conversamos direito. Será que você não pode me ouvir? Entender-me e perdoar? É tão difícil você ver que eu errei? Que eu estou admitindo isso, mas que eu te amo? QUE EU TE AMO! – Gritou em meio às lágrimas.
– Dê um tempo a ela, mana. – Emm pediu.
– Não, eu não posso viver sem ela, Bella sabe disso. – suspirei e olhei para a porta. – Bella, por favor, olhe para mim! – olhei e vi a tristeza em seus olhos. – EU SOFRI SEM TER VOCÊ TODOS OS DIAS INTEIRA PARA MIM, MAS AGORA ESTOU SOFRENDO AINDA MAIS POR NÃO A TER! – Gritou desesperada.
– Alice. – Perdi um pouco a minha paciência, a soltei de mim e segurei em seu rosto. – Meu trabalho não é só ficar lendo relatórios, mandar nos outros ou ouvir reclamações, sabe? – perguntei. – Eu faço muito mais que isso, eu não posso me descuidar de nada que faço. Tudo tem que ser feito com calma e com precisão, um erro pode matar muitas pessoas! – suspirei. – Eu tenho que ler, reler e ler mais uma vez cada relatório, cada investigação, cada processo que me mandam. Alice, às vezes eu chegava tão estressada que o que mais queria era sentir seu corpo no meu, ficar apenas abraçadinha com você, mas todas as noites você vinha com um compromisso que eu faltei, com uma coisa que eu esqueci! Peço-te perdão, eu não fui a melhor namorada do mundo, mas eu te amava, eu fazia de tudo por você! – Arregalou os olhos.
– Como assim era...? Você É minha namorada, você é a namorada mais perfeita! – me agarrou forte. Abraçou-me como nunca. – Eu deveria ser mais paciente, mas não sou. Eu não mereço alguém como você, mas eu posso mudar, eu posso ser uma pessoa melhor por você! – chorou em meu ombro. A separei de mim e neguei.
– Eu não consigo olhar para você e confiar novamente em ti. Não agora... – Eu estava estressada, cansada e com muitas coisas na cabeça, se eu continuasse aqui eu faria uma merda... – Eu... Vou embora.
– Não! Bella, por favor. – Me virou e me beijou. Seus lábios procuravam os meus desesperadamente. Sua língua entrou a força na minha boca e eu não fiz nada para impedir. Fiquei somente parada, sem atrapalhar, mas também sem retribuir. – Eu te amo. – sussurrou por cima dos meus lábios.
– Vamos dar um tempo, Alice. – Ela ficou desesperada quando falei. Antes que dissesse alguma coisa a calei com um dedo. – Pense na sua vida que farei o mesmo. Pense se você terá mesmo a paciência de continuar a namorar uma Tenente, uma mulher que não tem muito tempo e que trabalha diariamente com o perigo. Pense se você conseguirá ser fiel! – Acabei jogando em sua cara. – Enquanto isso eu tento pensar se consigo esquecer sua traição, a dor que me fez sentir por dar aquilo que somente eu podia ter. Seus lábios.
– Bella... – Retirei minha aliança e coloquei em suas mãos, que naquele momento estavam trêmulas. – Não... – Ficou sem voz.
– Acho que um tempo é exatamente aquilo que estamos precisando. – Beijei sua testa. – Quem sabe com ele eu possa voltar a ter um pouco de confiança em você? — Sai da casa da minha irmã. Eu precisava de um ar puro, precisava ficar sozinha!
Notas finais
:D
Bsus, Lary ><'
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