Acaso Do Destino
28 Problemas resolvidos... Ou não?
Notas iniciais
POV. Bella.
Após deixar minha noiva em segurança na casa de seu irmão, fui rumo à delegacia. Chegando lá encontrei Jane bem sorridente e brincalhona com uma menina linda nos braços.
– Gabi? – Perguntei ao ver o rosto da pequena. Quando ouviu minha voz saiu do colo da loira e correu para os meus braços. Pulou em mim e a peguei antes que se machucasse. – Ei linda, tudo bem? – Perguntei beijando seu rosto.
– Tia Bella! Saudades. –me apertou com uma força tão grande que me fez sorrir. – Tia Bella, a senhora tem que ajudar a minha mamãe! – falou um pouco triste.
– O que aconteceu com a Bia? –Perguntei preocupada olhando para Jane.
– Beatriz está no hospital, Bells. – Lamentou. – O episódio da morte de Caio nunca saiu de sua mente. Ela entrou em depressão e tentou se matar. – Com certeza aquilo me deixou surpresa.
– E por que não me avisaram antes? – Perguntei séria.
– Bella, você estava com a Alice, isso aconteceu de ontem para hoje e...
– Não quero saber! Onde ela está internada? A visitarei imediatamente! – A interrompi. Jane estava tentando se explicar, mas não queria ouvi-la. Coloquei Gabi no chão enquanto minha amiga anotava o endereço. – Gabi, você fica aqui ou vem comigo? – perguntei me agachando para ficar na sua altura.
– Eu vou! Quero ver minha mamãe! – voltou a se agarrar em mim. Assenti e beijei sua testa. Levantei-me segurando sua mão e me virei para Jane.
– Avise ao Marcus que não voltarei para a delegacia hoje, irei direto do hospital para a casa da Clara. Conversarei com ela e verei do que precisa, tudo bem? – assentiu.
– Tenha cuidado. Lembre-se do Edward, por favor. – Revirei os olhos e sai do local em direção ao carro.
– Ela acha que um bunda mole pode me machucar. Pode isso Gabriela? – Riu e negou. A coloquei no banco de trás e apertei o cinto o máximo que pude. Entrei no carro e comecei a dirigir. – Gabi, o que aconteceu, você sabe? – Perguntei olhando-a pelo retrovisor.
– A mamãe tava muito triste porque o papai foi pro céu. Aí no dia em que eu e a tia Jane saímos para tomar sorvete com os bebês e a Kate, a mamãe se machucou. Quando chegamos tinha muito sangue. – Terminou de falar e tremeu levemente no banco de trás.
– Calma pequena, não precisa mais falar nada. Ok? – Assentiu e liguei o rádio deixando tocar uma musica bem calma. – Descanse um pouco, você me parece cansada. – Se ajeitou no banco de trás e continuei dirigindo com cuidado. Ela não estava na cadeirinha e qualquer vacilo poderia colocar sua vida em risco. – Durma Gabi, minha criança. – Sorri de lado quando a vi fechar os olhinhos e se entregar ao sono. – Beatriz, eu vou te matar. – Falei baixo e suspirei pesadamente. – Mas por outro lado foi eu quem causou sua dor. – E a culpa voltou a me assolar.
[...]
Depois de algum tempo nós chegamos ao hospital. Saí do carro e fui até o banco de trás para sacudir levemente Gabi, que ainda estava dormindo, para entrarmos no hospital. Entramos e eu a deixei sentada em um dos bancos da recepção enquanto ia na direção de uma moça sentada atrás do balcão.
– Olá, boa tarde. Em que possa ajudá-la? – A recepcionista foi extremamente educada ao falar comigo. Eu consegui identificar rapidamente a malícia em sua voz ao falar comigo. Levantei minha mão com a aliança de noivado e a coloquei em cima do balcão e respondi:
– Bom dia, eu vim visitar uma paciente. Beatriz. – Ela ignorou completamente a minha mão com a aliança e continuou me olhou com ainda mais malícia.
– Apenas Beatriz? Você não tem o sobrenome? – Mordeu os lábios e eu realmente tive que rir das suas tentativas falhas.
– Bom, eu a resgatei das ruas, não sei ao certo seu sobrenome. Mas o do seu namorado era Matinés. – A recepcionista ignorou o que eu falei e me encarou de uma forma profunda. A olhei nos olhos ficando mais séria e aproximei-me mais, o que fez seu sorriso aumentar. – Eu estou de uniforme, sou capitão da SWAT e Tenente da Delegacia de Nova York. Acho que deixei bem evidente o anel de noivado. Não acha que são motivos suficientes para você ter mais respeito, não? – Seu sorriso diminuiu um pouco, mas continuou provocante. – Amo a minha mulher e nós vamos casar, então, ou você para de me olhar assim ou terei de te decretar voz de prisão por desacato. – Seu sorriso morreu completamente e seu olhos se arregalaram. Ela desviou seu olhar de mim e imediatamente começou a mexer em alguns papéis.
– Tia Bella. – Gabi chamou baixinho. Andei até ela e a peguei no colo.
– Fala meu amor. – beijei sua testa. Ela apenas deitou sua cabeça na curva do meu pescoço e voltou a dormir. Ri baixinho disso e acariciei suas costas.
– Capitã, Beatriz está no apartamento 301. Fica no terceiro andar, segunda porta a direita. – A recepcionista me orientou profissionalmente. Agradeci e subi pelo elevador. Quando achei o quarto entrei sem bater e encontrei uma senhora juntamente com um senhor ao lado da cama de Beatriz.
– Boa tarde? – Cumprimentei meio confusa e eles me olharam, se assustando ao ver minha farda. – Quem são vocês? O que fazem aqui? – Eles iam falar alguma coisa quando Gabi se remexeu em meu colo e virou-se para ver o que estava acontecendo.
– Vovó! Vovô! – Disse quando os olhou. Se mexeu mais e a coloquei no chão. Correu para eles e pulou no colo do homem.
– Minha pequena. – a apertou forte. – Onde esteve? Eu estava preocupado com você. – O senhor disse preocupado tendo olhos só para ela.
– A tia Jane me levou para o serviço dela, aí a tia Bella apareceu lá e me trouxe aqui. Ela queria ver a mamãe! – Ele voltou a me olhar enquanto colocava a pequena ao lado da sua mulher e de Bia.
– Quem é você? – Ele perguntou se aproximando.
– Capitã Swan. – Fui formal com ele. Não o conhecia.
– Sou Carlos Jackson, o pai da Beatriz. – Respirei fundo e o olhei com um olhar mortal. Ele expulsou a filha grávida de casa. – Eu sei o que está pensando e eu me culpo muito por isso. Passei os últimos dois anos atrás dela para pedir perdão. Mas, infelizmente, cheguei tarde demais para tentar recomeçar com o meu genro. – Lamentou.
– Caio era um bom homem. – Eu disse e ele assentiu concordando.
– Gostaria de agradecer pelo que fez a minha filha, Capitã. A senhora Volturi me falou sobre o que fez por ela e como a ajudou. Não sei o que seria delas se não fosse por você. – Esticou sua mão em forma de agradecimento. Apertei fortemente.
– Sei como era viver nas ruas Eu só retribui um favor que há anos foi feito a mim. – Ele me olhou sem acreditar. – O que sou devo a uma pessoa. Queria que eles tivessem uma vida melhor, mas infelizmente o idiota do Felix arruinou tudo. – Lamentei.
– Sim. – Concordou. – Capitã, por favor, assim que minha filha se recuperar quero levá-la de volta para nossa casa. Ajudá-la a se tratar e cuidar de Gabi. – Assenti com um aperto no coração. – Juro não cometer a mesma tolice. – falou antes que eu dissesse algo.
– Uma segunda chance é o que todos merecem nessa vida. – Sorri de lado e passei por ele indo até a Bia. – Hey, Beatriz. – acariciei seu rosto, mas não moveu um músculo se quer.
– Ela está sedada. Os médicos acharam melhor. – A senhora, que supus ser a mãe dela, falou. – Sou Julia Jackson, a mãe de Beatriz. – Assenti e peguei na mão de Bia.
– Eu preciso resolver outro problema, será que quando ela acordar algum de vocês pode ligar me avisando?
– Sim, claro. – Julia concordou de imediato. Anotei meu número em um pedaço de papel e entreguei em sua mão.
– Ligue assim que ela estiver podendo falar. Terei uma conversa séria com ela, antes de tudo. – Assentiu. Dei um beijo na cabeça da Gabi, que estava deitada próxima à mãe, e fui para porta.
– Obrigada por tudo, Capitã. – A mãe de Bia agradeceu. Apenas assenti e sai do quarto.
Desci pelo elevador e passei novamente pela recepção, encontrei a mesma menina que havia flertado comigo e lhe pedi um favor.
– Quando a Srta. Jackson acordar quero que me avise de imediato. Não quero que ela saia desse hospital sem minha autorização, fui clara? – Assentiu e dei meu número a ela. – Obrigada. – Minha cara séria a fez tremer. Sai do hospital e fui para a casa de Clara. Precisava vê-la e saber como estava.
[...]
Não levou muito tempo até a casa de Clara. Chegando lá desci do carro e toquei a campainha.
– Olá Srta. Swan. – A pequena Annabeth falou ao abrir a porta.
– Olá criança. Tudo bem? – Sorri para ela que retribuiu prontamente me dando espaço para entrar.
– Sim, sim. Minha mãe está bem e o Soldado John é bom para ela e para mim. – A olhei sem entender. – Vamos, ela está lá em cima e vai adorar te ver. – Sorri de lado e entrei.
– Poderia me explicar melhor do porque o Soldado John está aqui? – Perguntei fazendo um carinho em sua cabeça. Ela sorriu de lado pegando minha mão para subir as escadas.
– Eu acho que é porque o Soldado John gostou da minha mamãe. – riu baixinho e eu ri dela. – Mas não conta para ela que eu te falei isso. – Assenti e coloquei o dedo em meus lábios em sinal de silêncio.
– Você gosta dele? – Assentiu e chegamos à porta do quarto da sua mãe.
– Ele está aqui cuidado de nós. Ele é bom, ao contrário do Felix. – Falou fazendo cara feia. Ela não o chamava mais de pai.
– Ok, isso é muito bom. – Um alívio me tomou. Ter um soldado da SWAT apaixonado pela Clara significava mais proteção para ela.
Entramos no quarto e vi uma cena que me fez sorrir. John estava deitado com Clara na cama e dormindo abraçados.
– Eles ficam muito fofos, não é, tia Bella? – A olhei sorrindo pela maneira que me chamou.
– Claro que sim, minha sobrinha. – pisquei e ela riu um pouco alto. John e Clara acordaram assustados e o Soldado me olhou um pouco constrangido.
– Tenente... Eu... Er... você? O que faz aqui? – perguntou colocando uma blusa. Sorri maliciosa e ele ficou vermelho.
– Anna, vamos descer e deixar o Soldado John e sua mãe se recomporem, ok? – Assentiu e pegou na minha mão. – Seja rápido, soldado. – Assentiu rapidamente e abaixou a cabeça. – Olá Clara. – A cumprimentei antes de sair, mas estava muito vermelha para dizer alguma coisa. Descemos rindo e nos jogamos no sofá.
– Mamãe ficou muito vermelha. – riu e a acompanhei.
– Sim, vou dar uma dura no Soldado, me ajuda? – pedi e ela assentiu piscando cumplice quando os dois desceram as escadas de mãos dadas. Levantei-me ficando séria e arrumei minha roupa.
– Tenente–
– Capitã Swan. Sou sua superior agora, Soldado John. – O cortei. Ele arregalou os olhos e prendeu a respiração. Clara acariciou seu braço e o vi relaxar um pouco. Evitei sorrir com aquilo e mantive minha pose séria.
– Isabella, eu agradeço por toda a proteção que me deu desde que nos resgatou e cuidou de nós. Devo minha vida e o bem estar dela a você. – Suspirou e sorriu. – Mas creio que encontrei alguém que possa fazer isso e muito mais por minha família e eu. – Mordi os lábios para prender o sorriso.
– O Soldado está dormindo com uma protegida da Polícia de Nova York? – o olhei severamente.
– Eu estou amando uma protegida da polícia. Senhorita Swan, sabe mais que ninguém que a melhor maneira de proteger é amando. – Falou firme e abraçando a cintura dela. – Quero dar segurança a ela e sua filha. Annabeth já é como minha filha, a considero muito e tento ao máximo cuidar dela com todo o carinho que ela nunca teve de um pai. – Me permiti sorrir e o vi relaxar completamente.
– Eu fico feliz por você. – Clara sorriu lindamente e deu um beijo no rosto do John. – Mas eu vim aqui por que fiquei sabendo que queria falar comigo. – Soltou-se do soldado e veio até mim, abraçou-me forte e retribuí da mesma forma. – O que foi? – perguntei sem entender.
– A nossa conversa tem que ser em particular. – Assenti.
– Soldado, leve Anna para dar uma volta e tomar um sorvete, pode ser? – Assentiu e logo saiu conversando animadamente com a pequena. – O que foi, Clara? – Ela apontou para o sofá e me sentei nele.
– Aguarde só um momento, por favor. – Assenti e correu em direção a cozinha. Voltou logo em seguida com um envelope em mãos.
– Eu achei isso dentro do guarda-roupa, debaixo de uma pilha de roupas. – Colocou o envelope em minhas mãos. – Eu abri e vi que se tratavam de documentos falsos e assinados por Felix e um tal de Edward Masen. – Sorri com isso. – Nas outras folhas. –Falou e eu logo abri e comecei a olhar. – Há uma tabela, um esquema de entrada e saída de dinheiro bruto. – Suspirou. – Eu sou contadora e, em todos os anos de serviço, nunca vi tanto capital fluindo em uma empresa. Isabella, isso só pode ser desvio de dinheiro público, contrabando ou algo do tipo.
– Com certeza são os dois que você citou. – sorri. – Edward estava metido com drogas e Felix também. Fique sabendo que o idiota que eu matei mexia com coisas políticas e era bem rico. Clara, você não sabe como me deixou feliz!
– Isabella, eu não sei o que pode acontecer comigo ao te contar isso. – Suspirou. – Mas Felix nunca deixou nada passar. Se ele foi preso é porque algo está tramando. – Levantou-se novamente e foi até a estante, abriu a gaveta e retirou uma caixinha de lá. – Não contei ao John porque fiquei com medo. Mas... – Levantei-me também e coloquei a mão em seu ombro.
– Nada irá lhe acontecer, pode ter certeza que sua segurança é uma coisa que nunca vai faltar. – Sorriu e me entregou a caixa. – O que tem aqui?
– Felix guardava tudo que trazia aí. – Peguei e abri.
– Mas aqui só tem mais papéis. – a olhei sem entender.
– Papéis com uma riqueza de falhas que eu reparei. – Comecei a entender.
– Falhas como contas que não batem e assinaturas diferentes? – Assentiu. – Documentos falsificados. – Sorri de lado.
– Sim, exatamente isso. Mas, mais uma vez, o nome de Edward Masen está no meio.
– Edward é o primo da minha noiva, Clara. Já o prendemos uma vez, mas o infeliz fugiu novamente. Eu já deixei claro que se o encontrar mato sem pensar duas vezes.
– Isabella, tome cuidado. Quando há dinheiro em jogo todo homem se transforma. – Aconselhou-me. – Edward pode ser primo da sua futura esposa, mas com certeza não é o mesmo que cresceu com ela.
– Clara, ele já foi meu namorado, o conheço bem. É um idiota que adora fazer os outros de otário. Traiu-me uma vez e colocou a vida da prima dele, a minha Alice, em risco. Ameaçou a família da minha irmã e me tirou do sério. Pode ter certeza que estou louca para colocar minhas mãos nele. – Assentiu. – Guardarei isso e vou mandar Brian anexar ao processo.
–Espero ter ajudado em algo. – Sorri e a abracei forte.
– Você ajudou ainda mais. – beijei sua testa e vi John e Anna entrarem em casa novamente.
– Desculpem atrapalhar, mas tenho serviço agora... – Assentimos.
– Clara, mandarei uma viatura ficar aqui 24h por dia. Não quero correr o risco de que, enquanto John estiver no quartel, alguém tente algo contra você e a pequena Anna.
–Obrigada, Isabella. – Beijei suas mãos e sorri.
– Eu que agradeço por tudo que tem feito. Sem você nunca teríamos prendido Felix e Edward não estaria com a ficha tão suja. E por favor, me chame de Bella. – Pedi.
–Ok, Bella. – Sorriu de lado e logo foi até o John. – Você volta hoje, amor? – Sorri para os dois e pisquei para a Anna que retribuiu.
–Não, plantão. – Acariciou seu rosto com delicadeza e beijou seus lábios.
– Bom, irei para a delegacia agora mesmo levar o que me deu, Clara. – Virou-se e assentiu sorrindo. – Muito obrigada. – voltei a agradecer e me despedi deles. – Tchau Anna. – beijei sua testa e me deu um beijo na bochecha.
[...]
Saindo da casa da Clara e entrando no carro para voltar a delegacia, meu telefone tocou e eram os pais de Beatriz avisando que a menina havia acordado. Poucos minutos depois a enfermeira, que descobri que se chamava Karla, também me ligou. Então virei o carro e mudei meu destino: Estava voltando para o Hospital.
– Bella. – A voz fraca e rouca da pequena Beatriz me fez a fitá-la ainda mais intensa. – Está brava comigo? – Perguntou triste e se encolhendo na cama. Aproximei-me dela e a olhei severa. – Está, não precisa responder. – Tremeu e encolheu os ombros.
– Não seja duro com ela. – Sua mãe pediu.
–Não aliviarei o lado de Beatriz. – Bia me olhou com medo. – O que você tinha na cabeça ao fazer aquilo? Ou melhor, por que tirou da cabeça a sua filha? As últimas palavras de amor de seu namorado? De sua família? De MIM? – A olhei com severidade e ela começou a chorar. – Suas lágrimas não vão fazer as minhas palavras serem menos duras. Beatriz, você tem Gabriela agora, não pode deixá-la desprotegida e sozinha nesse mundo. Sabe que não é a única a sofrer. Gabi ainda está na fase de acreditar que o pai foi morar com Deus, imagina quando ela entender que isso significa morrer e nunca mais vê-lo? Quando ela entender e sentir a dor da perda dele?
– Eu sei –
– Não, você não sabe nada disso! – Sua mãe segurou em meu braço e pediu, com os olhos, piedade pela filha. Soltei-me dela e voltei a encara a jovem na maca. – Você foi irresponsável, Bia. – Concordou. – Você merece uma boa surra depois de sair dessa cama! – meus olhos eram ainda mais severos e ela somente concordava. – Mas não vou fazer nada disso. Eu não sou sua mãe para lhe bater, mas sou sua amiga para aconselhar: Viva pela sua filha. – Apertei sua mão com força e retribuiu.
– Obrigada e me desculpe. – Pediu. – Eu fui fraca e inconsequente, está certa. Mas a dor – Pus um dedo em seus lábios.
– A dor é algo com que você terá que lidar. – Beijei sua testa. – Terá sua mãe, seu pai e a Gabi para ajudá-la nisso. – Sorriu fraco. – A partir de hoje você está sob responsabilidade dos seus pais. Ainda é menor de idade, sabe disso. – assentiu. – Reconstrua sua família e seja feliz com a pequena ao seu lado. – Beijei sua mão. – Estarei sempre aqui para o que precisar ok? – Sorriu emocionada.
– Você é o anjo da guarda da minha vida, Bella.
– Não, sou apenas uma pessoa que resolveu ajudar uma família que precisava. Infelizmente não cumpri minha promessa de protegê-los, mas quero assegurar que estará bem longe dessa cidade e das vistas do Felix. – Tremeu com esse nome.
– Infelizmente nossa casa é aqui, não vamos para muito longe. – O pai dela falou.
– Venda essa casa, siga meu conselho. –Assentiu. – Faça isso agora, quando ela sair do hospital quero que vá para outra cidade logo. Tem meu telefone? – perguntei a Bia.
– Não tenho isso. – Ri dela e beijei sua testa.
– Mandarei trazer um para você com meu número gravado, manteremos contato sempre, ok? – Concordou. – Cuide bem da pequena Gabi, ela merece. – Seus olhos lacrimejaram.
– É uma despedida?
– Não. É um até logo. Quando você ou Gabi quiser me ver, pode me ligar, darei um jeito de ir onde quer que for. – Beijei sua testa e me afastei da cama.
–Obrigada por tudo. – Agradeceu. Sorri de lado e sai de seu quarto. Saí de lá direto para o carro.
– Que Clara e Beatriz sejam felizes. – suspirei e sorri para mim mesma. – Será que tudo enfim está se acertando? Será que enfim terei meu ‘Feliz Para Sempre’ e todos com quem me preocupo ficaram bem? Será que enfim poderei dormir e sonhar em vez de ter pesadelos? – Perguntei a mim mesma enquanto dirigia. Mas quando meu telefone tocou e vi que era Jane, suspirei. – Alô?
– Bella, venha imediatamente para a delegacia, é urgente. –Ela estava preocupada e isso me assustou.
– Do que se trata?
– O esperado aconteceu. Edward apareceu aterrorizando novamente. Tentou invadir a casa da sua irmã. – Freei o carro com tudo e quase provoque um acidente.
– O QUÊ?! – Gritei nervosa para o telefone.
– Bella, Edward tentou sequestrar seu sobrinho, mas Emmett entrou no quarto bem a tempo. Ouve uma discussão e uma briga. Mas Edward estava armado e Emmett levou a pior. Levou um tiro de raspão na perna esquerda e está com a boca cortada. – Respirei fundo. A raiva estava me dominando.
– Edward fugiu? – Confirmou. – E o que estamos esperando para ir atrás dele? – Questionei.
– Bella, sua irmã e mulher estão assustadas, precisam de você e ...- a cortei.
– E eu preciso da cabeça daquele infeliz! Prepare alguns homens, entrarei em contado com o Ferraz e vamos pegar esse idiota. Ele ainda está na cidade, não duvido nada que esteja na casa da mãe! Aquele infeliz! – suspirei. – Darei uma rápida passada ai apenas para te pegar, deixe tudo pronto que em 10 minutos eu chego.
– Bella, você vai deixar sua família desamparada? – Questionou.
– Não. Vou dar o consolo que eles merecem. Edward morto! – Ficou quieta. – Faça o que mandei, ok? – Concordou. – Quero você, Jacob e Brian. Creio que pouco será muito. Não vai ser difícil achar aquele idiota.
– Ok, farei o que manda. Até mais. – Deligou o telefone e eu acabei acelerando o carro com tudo para a delegacia.
– Acho que descobri minha resposta. – Ironizei. – Edward que me aguarde. Mexer com meus sentimentos e me provocar é uma coisa, agora com a MINHA FAMÍLIA? Rá, abusou de mais da sorte. – Agora não me importava mais nada, apenas uma coisa: Acabar com a vida de Edward Masen.
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