Academia do fumo

5 A cama do hospital não serve apenas para dormir.


Notas iniciais
Oi meus amores, como vão? A páscoa de vocês foi boa? A minha foi, acabei de engordar uns 5 kg depois de tanto comer chocolate KKKK A segunda-feira sem duvida é o pior dia da semana, mas sempre tem capitulo novo para compensar. Eu ia postar mais cedo, porém acabei saindo e cheguei agorinha (22:20) em casa. Espero que gostem desse capitulo, eu acho que esse mostra eles mais unidos. Mostra que a amizade deles é forte até nas piores situações. Boa leitura.

Na noite passada muitas coisas haviam acontecido. Coisas que mudariam os seus dias na Academia.

No dia anterior Beth havia perdido sua virgindade, e a opção sexual de Mika era duvidosa. Porém não foi o que aconteceu durante a manhã, que mudou tudo, mas o que aconteceu a noite. Quando eles estavam no esconderijo.

Por volta das oito da noite eles apareceram no local. Logo se acomodaram e em menos de 5 minutos já estavam com uma cerveja na mão. Porém nada durava para sempre. Os cigarros, bebidas, e a maconha já estavam chegando ao fim. Parece que a diversão havia uma quantia limitada. Menos de uma dúzia de garrafas de cerveja, a maconha não duraria mais de três dias, e havia apenas duas carteiras de cigarros.

–Por que não acabamos logo com isso... – sugeriu Mika. Todos olharam para ele, confusos. –Vamos fumar e beber tudo o que temos. – Parecia uma péssima ideia. – Quem sabe depois a abstinência não nos faça bem... – Mika estava a fim de encher a cara, mas para isso precisava que seus amigos fizessem o mesmo que ele. Todos se olharam, e naquele momento não pensaram na merda que poderia acontecer, então concordaram.

Meia hora depois, a fumaça dos cigarros era uma das poucas coisas que eles viam, as garrafas vazias de bebida estavam atiradas pelo chão, e suas mentes estavam confusas.

–O que estou bebendo? – perguntava Beth com o tom de voz arrastado. – É quente. – disse ela tomando mais um gole da cerveja. Ela começou a rir sozinha. Logo a maconha iria deixa-la com fome. E ela começaria a reclamar por eles não terem comida.

–Isso é o gosto da felicidade! – Dizia Jess assoprando a fumaça de seu cigarro na cara da amiga.

O único que estava sóbrio era Adam. Há alguns dias ele estava tomando um remédio com a função de acalma-lo durante os surtos de euforia, e caso misturasse com bebidas ou drogas poderia causar sérios problemas a sua saúde.

– Adam venha aqui... – Mika o puxou até um canto do local.

–O que foi? – perguntou confuso. Mika e ele raramente conversavam a sós.

Mika tirou de seu bolso um saquinho com cocaína. Os olhos de Adam brilharam, mas ao mesmo tempo pensaram na merda que iria acontecer caso ele tocasse naquele saquinho. O garoto conseguia controlar seu desejo por cigarros e bebidas, mas cocaína já era algo mais serio.

–Eu consegui pó para você. – Adam não estava gostando daquilo.

–Eu não quero... – Ele queria, mas estava tentando ser racional.

–Caso a vontade volte... – Mika colocou no bolso traseiro da calça do amigo o saquinho, e depois voltou para onde os outros estavam.

Essa era a última coisa de que Adam lembrava. Quando abriu seus olhos, ele estava em um lugar desconhecido. Não era seu quarto, muito menos o esconderijo. Era um lugar claro e naquele momento estava muito barulhento. Vozes conhecidas ecoavam pela sua cabeça. Eram as vozes de seus amigos.

–O que está acontecendo? – perguntou sonolento e confuso.

–Você está na enfermaria da Academia. –disse Jessica sentada em uma poltrona ao seu lado. Ela segurava a sua mão e seus olhos brilhavam ao olhar para ele. – Você... – Ela hesitava em contar a verdade para ele. – Teve uma overdose... Está adormecido há dois dias. Achamos que você pudesse morrer... – Jessica parecia realmente chateada, a ponto de chorar. –Você não se lembra de nada? – perguntou limpando os olhos com a mão que estava livre.

–A última coisa que me lembro é de Mika... – Merda, pensou. Adam hesitou em continuar. – Me dando cocaína... – Jessica engoliu a seco e olhou para Mika, que estava cabisbaixo.

–Nós estávamos tão bêbados... – Disse Beth sentando-se no chão, ao lado da cama em que o amigo estava. – Nenhum de nós se lembra boa parte do que aconteceu naquela noite... – Eles se entreolharam, como se não quisessem contar toda a verdade para o amigo.

–O que aconteceu para eu parar aqui? Eu passei mal no esconderijo? –Adam perguntou. Eles negaram a segunda pergunta.

–Foi no dia seguinte em que aconteceu... — Slash começou a contar. – Na manhã seguinte da nossa bebedeira no esconderijo tivemos aula com o Rennie no primeiro período. Nós estávamos cansados, com ressaca, e tentando lembrar-se de alguns acontecimentos. Você chegou atrasado, e além disso quando chegou parecia eufórico demais. Estava animado demais, ria de tudo o que Rennie falava, e quando ele chamou a sua atenção você se revoltou. Mudou rapidamente, deixando todos assustados. Jess tentava acalmar você, mas você gritava com Rennie, chegou até a quebrar algumas classes... – Slash respirou fundo. – Você só parou quando desmaiou...

–Rennie sabe que quem me deu a droga foi Mika? – Eles negaram.

–Dizemos a ele que não sabemos onde você conseguiu. E se você quiser se livrar dessa tem que falar que não se lembra de nada. Nada mesmo. – Jess passava as mãos pelos seus cabelos castanhos. – E tem que ameaça-los dizer que não proporcionando um tratamento adequado para quem está com abstinência. – Adam assentiu.

Enquanto eles estavam em silêncio, Adam pensou nas diversas perguntas que ainda queria fazer.

–Fui eu quem deixou seu olho roxo? – perguntou para Mika. O garoto negou e apontou para Jessica.

–Após eu contar a eles que fui eu que te dei o pó, ela me bateu. Estava com raiva. Todos estávamos, pensamos que você fosse morrer. – Adam sentiu um calafrio ao pensar que a situação fosse tão grave assim. Ele ainda estava confuso e desnorteado.

–Você foi um filho da puta! – Gritou ela levantando-se da cadeira. – Sabia que ele estava tomando remédios e deu a droga para ele. –Jessica estava prestes a socar, novamente, Mika. – Não entendo por que te defendemos.

–Por que somos amigos. – retrucou o rapaz de cabelos pretos cumpridos.

Slash e Beth se entreolharam como se pensassem “Vai começar, de novo...”.

– Calem a boca! – Pediu o ruivo. – Mika é um filho da puta, mas me digam quem não é? – Eles ficaram quietos, e Jess voltou a se sentar.

–Por que eu ingeri a droga? –O garoto fez outra pergunta, ignorando a discussão entre Jessica e Mika.

–Esperávamos que você nos dissesse isso... – Disse Jessica.

Enquanto Adam tentava se lembrar dos dias anteriores, Rennie e outros homens, que pareciam médicos, entraram no quarto.

–Bom dia. – Falaram os homens ao paciente. – Peço aos seus amigos que se retirem do quarto, por favor. – Os quatro hesitaram, porém Adam fez um sinal pedindo para que eles saíssem.

–Bom dia. – disse o paciente ajeitando-se na cama.

–Como você se sente? – Perguntou um dos dois médicos. Um deles tinha cabelos grisalhos e era baixo. Já o outro, o que estava falando com Adam, era calvo e alto.

–Uma merda... – Rennie o fuzilou com o olhar, por causa de seu palavreado. – Quer dizer, mal. – Respondeu.

–Você vai ficar mais alguns dias em recuperação. O que aconteceu foi muito grave. Após voltar para o seu quarto, quando estiver melhor. Iniciaremos o tratamento contra a abstinência. – Adam assentiu.

–Eu gostaria de falar a sós com ele. – Pediu Rennie aos médicos. Os médicos saíram do quarto.

Rennie sentou-se na cadeira em que Jessica estava sentada há minutos atrás. O professor ficou encarando Adam durante alguns segundos.

–Qual o problema, Rennie? – perguntou o aluno.

–Eu que te pergunto... Qual a porra do deu problema?- Rennie aumentou seu tom de voz. –Em dez anos que eu trabalho aqui na Academia e nunca que um jovem foi ter uma overdose! – O homem agora estava gritando.

–Para tudo tem uma primeira vez. – Adam estava calmo. Ele não tinha medo do professor. – Mas por que está tão bravo? Não foi você que quase morreu.

–Mas graças a você, os diretores não acham que eu sou responsável o bastante para coordenar os demônios que vocês são. – Adam riu da desgraça do homem.

–E eu achando que estava na pior... – O sorriso de Adam estava evidente em seu belo rosto.

–Eles acham que agora você é o coitado da história. Mas sabemos que é apenas mais um viciado de merda. –Adam continuava rindo.

–Melhor ser um “viciado de merda” do que um viciado de merda mentiroso. – Adam havia notado algo em Rennie que poderia mudar tudo. – Um viciado reconhece outro viciado... Fim de jogo Rennie. – Adam estava com um sorriso travesso no rosto. – Desde o primeiro dia em que entrei aqui observei que você funga demais, que parece estar sempre gripado, mas não está. Suas mudanças de humor são constantes e eu já ouvi muitas coisas sobre você. Como você conseguiu esconder por tanto tempo que cheira pó? – Adam perguntou de forma sacana.

–Vai se fuder! – Gritou o professor levantando-se da cadeira. – Você não é nada seu merda! Só me diga o que aconteceu na manhã em que você passou mal logo, antes que eu quebre a sua cara.

–Eu não lembro. – disse o garoto calmamente. –Já pode ir. – ele apontou para a porta.

–Vá para o inferno! – Gritou ele saindo do quarto. 1x0 para mim, pensou o aluno.

O garoto estava sozinho no quarto. No quarto não havia nada. A única coisa que o garoto tinha para fazer era tentar lembrar-se do dia em que desmaiou. Durante meia hora ele tentou lembrar, mas não conseguia. Aquela sensação era horrível. Adam queria que aquilo acabasse logo. O silêncio estava incomodando-o, as luzes eram claras demais, e havia um soro em sua veia que o dava agonia. Adam só queria seus amigos o visitassem novamente.

Quando havia se passado uma hora desde que o professor saiu de seu quarto, o sono começou a aparecer. Porra eu dormi durante dois dias, como ainda estou com sono? , essa era mais uma das coisas que o rapaz não entendia. O sono venceu, e após 10 minutos tentando manter-se acordado, ele dormiu.

Adam se acordou com o barulho da chuva. Ele amava o barulho dos trovões e o barulho da chuva atingindo o chão. Mas não foi só isso que o fez sorrir. Jess estava ali. Ela estava sentada na mesma cadeira que algumas horas atrás e estava observando-o.

–Oi... – murmurou Jessica.

–O que você está fazendo aqui? – ele olhou no relógio que havia na sua frente. – São duas da manhã...

–Eu sei... – Ele segurou a mão do amigo. –Adam eu achei que você fosse morrer... –A garota estava tentando controlar as lágrimas. – Você não tem noção do quão horrível foi. Ninguém sabia o que tinha acontecido... Até os professores ficaram assustados... – Ele a interrompeu.

–Até Rennie?

–Não... – Ela riu. – Quando se passou um dia e você não acordou... Eu entrei em pânico. – Seu tom de voz era fraco e baixo. – Durante dois dias eu deixei meu lado ateu para trás e rezei durante todo o tempo por você. Eu me perguntava o tempo todo se Deus se divertia vendo a desgraça dos outros, pois só o que acontece é isso. Centenas de pessoas morrem em um dia, e eu achei que você ia ser uma delas. – Ela não havia contado para ninguém como havia se sentido durante esses dois dias. – Eu odeio você! Eu odeio isso... – Jess estava prestes a chorar.

–Você odeia o que? – perguntou ele olhando direto para seus olhos.

–Eu odeio gostar de você! Eu já perdi muitas pessoas Adam. E não quero perder você, eu não aguentaria isso.

–Eu estou bem. Eu já acordei. – Jessica limpou uma lágrima que escorregava pela sua bochecha. – Eu não vou a lugar nenhum, pois tudo que eu quero eu tenho aqui. Que é você.

Ela se levantou da cadeira e subiu na cama em que ele estava. Jessica ficou por cima do amigo e colocou uma de suas mãos em seu rosto. Ela o beijou. Ela precisava do amor dele, precisava deu seu corpo, de seus beijos. Os carinhos trocados por eles eram intensos. Mas Adam estar hospitalizado impedia que as coisas fossem longe demais.

–Será que eu terei que tomar inciativa sempre? – perguntou ela em uma das pausas dos beijos.

–Se eu não estivesse preso a essa cama, eu teria feito isso antes.

Eles voltaram a se beijar. Jessica achava que teria seu final feliz de contos de fadas, mas em todo conto de fadas existe um vilão e esse vilão era à distância e o cúmplice dele era o tempo.

Notas finais
Gostaram? Como esse é o capitulo 5, já estava na metade da short fic. O nome do capitulo se refere a última parte onde a Jessica e o Adam se pegam (aquela carinha). Espero que tenham gostado, eu gosto desse capitulo por que vai mostrar a amizade deles, que mesmo com o Mika fazendo merda eles o protegeram. Me digam, estão com raiva do Mika? Eu AMO ele. Amo todos, mas não consigo sentir pena dele KKK Amor de "mãe gente! Obrigada a todos que comentaram eu amo ler os comentários de vocês. São tão fofos. Obrigada pelo carinho. XOXO e até quarta.