Academia Jovens Promissores -Fic Interativa

32 Prova de Sobrevivência Segundo Dia Parte 2


Notas iniciais
Oie gente que eu amo muito. Em primeiro lugar quero pedir desculpas, imensas desculpas por não ter postado no Sábado passado. Eu tinha dito que não queria fazer interrupções até o final da Ilha, mas infelizmente eu não consegui. Eu deixei um recado avisando no Blog, espero que todos tenham lido, porque não queria deixar ninguém no vácuo. AVISOS IMPORTANTES Bem, esse capitulo exigiu muito de mim, sério, eu tentei dar um pouco mais de ação e mostrar um pouco mais sobre a Ilha, as coisas que existem nela e melhorar as coisas, espero que gostem de como tudo está indo porque eu estou animada, espero que se emocionem também. Estou tentando mostrar um lado dos personagens que ninguém conhecia antes, um lado forte e ao mesmo tempo sofrido, então se nem todos caírem na porrada com algum monstro não fiquem chateados, é que a idéia da Ilha não é só mostrar lutas, mas também o amadurecimento de cada um diante a quem são. GENTE na sexta feira que vem será o meu aniversário....huurrullllllllllll imaginem 26 aninhos hauhauahuahauhau estou ficando velha hauhauahuahauhaua, por isso eu não vou estar postando no Sábado, essa semana toda eu vou estar correndo atrás de arrumar as coisas para receber os meus amigos em casa e ainda tem a produção pessoal ( Só de cabelo eu gasto mais de 4 horas hauhauhauhauhauah) Sem contar que a vida não para no meu trabalho então já viu, eu realmente queria postar mais como já sei que não vai dar não vou insistir. Próxima Postagem será no dia 17/05/2014 Espero vocês lá e vou guardar um pedaço de bolo para vocês. *---------* Beijos e Boa Leitura Juh

Norte da Ilha

O sol da manhã começou a invadir o lugar, o barulho dos pássaros era algo que tranqüilizava e ao mesmo tempo assustava qualquer um que estivesse ali.

Nicholas acordou com uma grande dor de cabeça, ele sentia seus músculos contraídos e muita sede, mas não parecia estar em algum lugar próximo de fontes naturais.

–Querida, cheguei. – Ele falou alto olhando ao redor tentando distinguir ás folhagens, mas não houve nenhuma resposta positiva.

O rapaz andou durante um longo período, até que finalmente encontrou uma arvore que lembrava um pé de manga, ele não conhecia muito das frutas tropicais, mas sabia que a fruta era doce e provavelmente iria matar a sede temporariamente.

Ele pegou seu arco e mirou na fruta que mais parecia saborosa, o tiro foi certeiro, e a fruta caiu praticamente em suas mãos, Nick sorriu por estar indo bem com sua atual situação, afinal, os problemas na Ilha poderiam ser imensos. Ele sorriu enquanto comia a fruta e pensava em qual seria seu próximo passo, mas naquele momento um barulho estranho lhe chamou a atenção, ele foi tentar ver o que era aquele ruído discreto, e ao se aproximar de algumas folhagens ele percebeu que se tratava de uma névoa, mas não era uma névoa como ás outras, essa era venenosa e corria muito rápido.

–Droga. – Ele disse ao correr desesperado no meio das arvores, coqueiros, e tudo o que encontrava pela frente, tentou usar sua agilidade para conseguir se desviar até que finalmente ele se viu cara a cara com um desfiladeiro.

A altura era impressionante, o medo em seus olhos também, ele não tinha recursos, e sabia que um salto de uma rocha até a outra poderia ser fatal se não fosse perfeito, mas naquele momento ele olhou para a outra parte de onde estava e viu Seth preso no que parecia uma armadilha eletromagnética.

–Seth!!!! – Ele gritou enquanto a fumaça se aproximava.

–Nick? – Seth respondeu com certa dificuldade, o campo elétrico lhe proporcionava muita dor, e ele não queria usar seus poderes, estava com medo de perder o controle.

–Eu preciso de ajuda aqui, será que pode me levitar? – Nick falou chegando o mais perto da ponta possível.

–Eu estou meio preso aqui se você não percebeu. – Seth falou de forma rabugenta.

–É já deu pra sacar que a sua personalidade é eletrizante, mas é sério Seth, eu preciso de ajuda, eu não consigo saltar sozinho.

–Se eu usar meus poderes posso perder o controle e destruir não só a terra como todo o universo, e eu não quero mesmo fazer isso. – Seth falou enquanto tentava alcançar o dispositivo que desligava o aparelho que formava uma espécie de rede elétrica sobre ele.

–A fumava vai me matar e...... – Mas Nick não conseguiu mais falar, a fumaça tocou sutilmente sua mão e a mesma se queimou drasticamente, era como se a fumaça fosse feita de ácido.

–Pula.... – Seth gritou vendo a situação do rapaz, Nick não perdeu tempo e se jogou para o outro lado, Seth tentou usar seus poderes para manter Nick no ar até fazer uma aterrissagem segura, mas uma carga elétrica atingiu seu abdômen de uma forma tão intensa que faltando menos de um metro para tocar ao chão ele perdeu o controle e Nick despencou na pedra.

–Ahhhh.....droga. – Nick conseguiu se equilibrar, mas não com tanta eficiência, o que o levou a torcer o pé de forma grave, a fratura não foi exposta, mas o inchaço surgiu quase que no mesmo instante.

–Nick....você precisa....precisa desligar isso..... – Seth já não estava mais conseguindo se controlar, os choques em sua cabeça o deixava nervoso ao ponto de começar a transformar as pedras ao seu redor em qualquer coisa, já havia aparecido um telefone da década de 50, uma vara de pescar, um travesseiro, um chaveiro do Pernalonga e todo o tipo de coisas estranhas.

–Eu.....eu vou tentar. – Nick estava morrendo de dor e mal conseguia andar, mas foi se arrastando no meio das folhas até encontrar uma caixa de comando escondida no meio das folhas secas, com muito esforço ele conseguiu desligar o aparelho e libertar Seth.

–Você está bem? – Seth perguntou para o rapaz que parecia péssimo.

–Acho que até agora esse tem sido o melhor dia da minha vida. – Nick tentou se levantar mais não conseguiu.

–Espera. – Seth foi até as arvores e recolheu um galho que parecia resistente, depois pegou algumas folhas de bananeira e começou a improvisar um torniquete.

–Você tem talento. – Nick falou forçando uma risada.

–Eu só estou um pouco mais preparado do que algumas pessoas que só se preocupam com festas e garotas. – Seth falou sério enquanto enfaixava a mão de Nick com um pedaço de sua camisa.

–Então você acha que eu só penso em festas e garotas? – Nick parecia indignado, mas sabia que Seth era o tipo de pessoa que gostava do isolamento.

–Acho que a palavra que está esperando é desculpe. – Seth falou sem jeito, ele não era bom com o mundo sociável, muito menos em uma situação de risco como a que estava vivendo.

–Olha, não vamos brigar, vamos só tentar encontrar uma forma de continuar sobrevivendo até sair desse inferno. – Nick estava sentindo muita dor, a mão continuava queimada pela estranha fumaça ácida, seu tornozelo doía muito, mas ele não iria se entregar, não agora, não desse jeito, ele jamais iria dar aos outros o gostinho de saber que a Ilha era demais para ele.

–Acho que tem razão, nós precisamos de uma estratégia, pelo que sei estamos mais próximos do ponto de partida da Ilha, só precisamos nos manter ao Norte e em poucas horas chegaremos no ponto de encontro. – Seth falou olhando para o céu tentando se focar no sol e em sua trajetória.

–Você não pode usar muito seus poderes, alterar a realidade pode expulsar você, mas eu tenho meu arco e sei que ele não foi proibido, nós vamos conseguir nos defender se for o caso. – Nick falou usando a arma como uma espécie de muleta.

–Otimo, agora me sinto muito protegido. – Seth falou revirando os olhos e Nick apenas riu calorosamente.

–Veja só, você já está fazendo piadas, acho que aquela descarga elétrica fez bem para o seu cérebro afinal. – Nick riu enquanto tentava se manter firme para continuar a caminhada.

–Há-rá, muito engraçado da sua parte, fique você sabendo que eu tenho um ótimo senso de humor eu só...... – Mas Seth ficou em silencio, ele parou por um momento e refletiu sobre sua vida nos últimos anos.

–Ei Seth, eu entendo você. – Nick falou colocando a mão sobre o ombro do rapaz que estava visivelmente chamuscado pela rede elétrica.

–Entende? Eu duvido muito, você tem amigos que se importam com você, será que não percebeu o quanto todos estavam preocupados com a sua vinda para a Ilha? Ninguém quer perder você Nick, todas aquelas pessoas te amam porque você não é um monstro. – Seth estava se sentindo péssimo por se abrir dessa forma, ele nunca foi uma pessoa de explosões emocionais, mas sentia que Nick merecia um pouco da dura verdade.

–Seth, você só precisa dar uma chance para as pessoas se importarem com você também, só isso, quando conseguir se abrir e permitir isso será tão amado quanto qualquer um aqui. – Nick falou sorrindo com o melhor jeito carismático que encontrou. –E quer saber de uma coisa? Eu já me importo com você, estou vivo por sua causa, você pode até tentar se esconder por essa casca grossa e dizer que não liga para essa coisa de amizade, mas na minha opinião você só está se escondendo porque no fundo, bem lá no fundo existe um Seth pronto para amar. – Nick encarou Seth por alguns minutos, eles ficaram em silêncio, mas de forma inesperada ambos caíram na gargalhada, as ultimas palavras de Nick havia sido algo cômico demais para passar despercebido.

–Ok, ok, eu já entendi, só espero que não me abrace, e pelo amor de Deus se começar a falar sobre pensamento positivo, o Segredo e coisas do tipo eu vou te transformar em uma arvore e nunca mais te trago de volta.

–Está vendo? É esse tipo de atitude amigável que as pessoas estão esperando de você. – Nick falou ainda rindo, mas um passo em falso o vez sentir dor na perna ferida.

–Vem, você precisa de uma forcinha amiga e acho que eu posso ser um amigo afinal. – Seth fez com que Nick se apoiasse em seu braço e eles começaram a caminhar em direção ao Norte mais uma vez.

–Você acha que os outros estão bem? – Nick falou olhando para o céu.

–Acho que todos são fortes, acho que nenhum mal vai cair sobre eles que não possam dar conta. – Seth falou aquilo mais sabia que as coisas estavam muito complicadas, ele mesmo havia passado uma noite inteira preso naquela rede elétrica e só havia conseguido se libertar graças á ajuda de Nick.

–Você é um cara positivo Seth, devia arranjar uma namorada sabia, vou perguntar a Sophie se ela não conhece nenhuma gata no Instituto que esteja a sua altura. – Nick falou rindo e Seth apenas se permitiu rir, afinal, ele era um problema, uma bomba relógio em funcionamento, quem seria louca o suficiente para se interessar por ele?

–Vamos nos concentrar em sair daqui primeiro ok? Isso já basta para mim. – Seth sabia que a caminhada era longa e cheia de perigos.

{...}

Sul da Ilha

Gery sentia o corpo todo cheio de feridas, ele havia despertado no dia anterior, perto do que parecia ser um vulcão abandonado, em volta de todo o lugar vários lagartos gigantes pareciam estar de guarda, preparados para atacar a qualquer momento, mas ele não estava com medo, ao contrário, aquilo libertava dentro dele um desejo enorme de matar os monstros.

–Ei seus lagartos gigantes e burros, eu estou aqui, venham me pegar. – Ele gritou rasgando a camisa e revelando os músculos, suas mãos fechadas em punho, os olhos vidrados nas criaturas que caminhavam em sua direção.

Ouve um grande Urro vindo das feras e uma gargalhada fria saiu da garganta de Gery, ele não tinha medo de lutar, ele nunca teve medo disso, estava no lugar certo com os inimigos certos, e agora era só uma questão de tempo.

As feras partiram para cima dele, mas Gery estava preparado, ele tinha muito poder, mas não queria usá-los demais, queria ser o mais parecido com os outros, possível, queria sentir que estava agindo de igual para igual. O que mais queria naquele momento era sair daquela Ilha e deixar seu pai orgulhoso, queria muito que Logan soubesse que poderia confiar e contar com ele em qualquer circunstancia.

–Essa é pra você pai. – Ele gritou enquanto arrancava a cabeça de um dos lagartos e já se preparava para o próximo, ele iria conseguir, iria ser forte o suficiente para merecer ser o filho de Wolverine.

*** Próximo Dali ***

Gotas frias caiam sobre a cabeça de Bárbara e escorriam por todo o seu corpo a deixando com a temperatura muito mais baixa que o normal, ela havia passado muito tempo ali, provavelmente uma noite inteira.

Do teto do que parecia ser uma cachoeira era possível ver uma corrente fixada, e o seu comprimento levava até o pescoço de Bárbara, ela estava ali como um animal preso.

Por uma fração de segundos ela sentiu vontade de chorar, ela viu-se presa ali como estava presa ao seu pai e a Asgard, ela não queria pensar nisso agora, com toda a certeza não queria, mas era impossível ignorar aquilo, aquela história toda de casamento ou coisas do tipo, como ela iria fazer isso? Como iria deixar John na terra para se casar com Erick? E Renata? Como Renata iria aceitar aquela situação?

–Invernos. – A jovem estava cansada, havia gritado por um longo tempo, havia usado o raio para tentar soltar suas amarras, mas toda vez que era atingida pelo raio ficava mais fraca com o impacto e ainda tinha o corpo eletrocutado.

–Alguém? Tem alguém ai? – Ela chamou por horas, estava quase perdendo as esperanças quando finalmente começou a ouvir passos.

–Barbie? – Disse uma voz cansada.

–Quem está ai? – Ela perguntou tentando se aproximar, mas a corda lhe dava um espaço muito limitado para se mover.

–Sou eu, o Stefan, meu Deus o que fizeram com você? – Ele falou horrorizado á situação da amiga.

–Você diz isso porque ainda não se olhou no espelho, á quanto tempo está perdido por ai? – Bárbara estava tentando distrair a dor do corpo por ficar na mesma posição.

–Bom, eu estou acordado a um bom tempo, ouvi muita coisa desde que acordei, fui obrigado a lutar com robôs parecidos com os Sem Face e quando consegui escapar corri o mais rápido que pude, eu estou meio destruído, mas os ferimentos se curam rápido. – Stefan fez uma pausa ao perceber que havia uma espécie de chave alguns metros em cima do que parecia ser uma mesa de metal. – Aquilo é a chave que solta a sua coleira? – Stefan perguntou encarando Bárbara que se sentiu ofendida.

–Sim, eu acho que sim, mas isso não é uma coleira, isso é uma piada de mau gosto. – Ela falou séria encarando o rapaz que abafou o riso, Bárbara era tão encrenqueira quanto o pai.

–Desculpe, bom eu vou pegar ela pra você. – Stefan começou a andar na direção da chave de forma despreocupada, mas seus pés tocaram em alguma coisa que parecia ter sido colocada ali, era uma bomba.

–Stefan!!!!! – Gritou Bárbara vendo a poeira tomar conta de todo o lugar, a corrente de aço puro misturado com titaniun apertou violentamente o pescoço da jovem que se sentiu sufocada.

–Estou inteiro, eu acho. – O rapaz falou saindo de trás das pedras que foram arremessadas com ele na hora da explosão.

–Cuidado, eles devem ter espalhado várias outras minas por ai. – Bárbara falou percebendo que uma mancha de sangue muito grande começava a surgir na camisa de Stefan no rumo de suas costelas.

–Relaxa, mas só por curiosidade, porque você não arrebenta essa corrente? – Stefan falou sério olhando para a loira.

–Ah gênio, você acha que eu não pensei nisso antes? Essas correntes são indestrutíveis, eu estou a horas tentando fazer isso, aposto que é coisa do senhor Stark, só pode. – Bárbara continuava irritada, mas Stefan apenas fechou os olhos imaginando onde as minhas poderiam estar.

–Bom, acho que só tem uma coisa a fazer. – Stefan falou respirando fundo e sem dar nem mais uma palavra ele saiu correndo no meio do que parecia ser um campo minado.

–Não!!! – Bárbara fechou os olhos pela poeira, enquanto várias e várias bombas eram disparadas simultaneamente.

O barulho era ensurdecedor, as bombas disparavam ao mesmo tempo enquanto Bárbara não conseguia ver nada, por fim a poeira baixou, e do meio do caos surgiu Stefan com uma chave nas mãos.

Ele tinha um ferimento no ombro bem exposto, as pernas pareciam bem, mas o ferimento das costelas parecia muito ruim.

–Relaxa loira, eu vou soltar você. – Stefan conseguiu se aproximar mesmo sentindo muita dor e com cuidado colocou a chave no cadeado preso ao pescoço da jovem. – Isso é meio sexy. – Stefan falou com um sorriso abatido e Barbie apenas revirou os olhos.

–Não consigo entender onde ter o corpo mutilado por bombas pode ser sexy. – Ela falou retirando a coleira de seu pescoço o mais rápido possível, mas naquele momento ela ouviu um apito, uma contagem regressiva.

Bárbara não esperou pelo pior, apenas jogou Stefan em suas costas e correu para o mais longe e o mais rápido possível, por fim, ela usou o próprio corpo para protegê-lo de mais uma explosão.

–Nossa, tudo foi destruído, se a gente estivesse lá agora a cachoeira teria caído sobre nossas cabeças. – Stefan falou sentindo muita dor e permanecendo deitado na terra, as coisas não estavam nada bem para ele, apesar de ter o super soro em seu corpo correndo por suas veias isso não o deixava imune aos perigos da vida e explosões faziam parte desses perigos.

–Vai ficar tudo bem ok? Eu não vou deixar você morrer aqui, não depois do que fez por mim, eu não vou deixar que morra, não assim. – Bárbara retirou sua blusa branca que era mais solta e ficou apenas com o top amarelo, ela rasgou a camisa dele com muita facilidade e viu o grave ferimento abaixo das costelas. –Isso está meio feio, mas vou conter o sangramento. – Ela recolheu algumas folhas de bananeira e colocou o pano no ferimento amarrando em volta com as folhas, depois usou o que havia sobrado da camisa dele para fazer o mesmo com o ombro.

–Você devia ser enfermeira. – Stefan falou sentindo um sono terrível.

–Ei, você não pode dormir, precisa ficar acordado, se desmaiar agora pode ser impossível traze-lo de volta. – Bárbara não queria chorar, ela não podia desanima-lo dela forma, precisava de ajuda isso era um fato, mas como iria leva-lo sem que ele sangrasse até a morte?

–Você está bem Barbie? – Stefan perguntou e Bárbara sentiu-se esgotada, apenas se deitou ao lado do rapaz e ficou contemplando as nuvens.

–Estou muito mal, estou preocupada com John, ele tem um poder muito bom, mas ainda sim não queria que ele estivesse sozinho lá, eu queria poder segurar a mão dele quando alguma coisa ruim acontecer. – Bárbara não conseguiu mais ignorar as lágrimas, Stefan estava ficando gelado, ela não sabia o que fazer, não tinha a menor idéia.

–Estou preocupado com Anne, mas aquela garota é incrível, sem falar que ela controla os quatro elementos, duvido muito que algo ruim aconteça a ela. – Stefan falou com um sorriso nos lábios.

–Eu tenho medo do que virá depois, tenho medo do que meu pai deseja de mim, eu não quero ir para Asgard, e não quero me casar com Erick.

–Erick é um cara legal. – Stefan falou com a voz falha, o sangue começou a aparecer por entre as folhas de bananeira.

–Eu sei, mas Renata também é uma garota legal, ela não merece sofrer por minha culpa.

–Não é sua culpa Bárbara é só que.....

Mas as palavras ficaram no ar, Stefan ficou inconsciente, Bárbara se levantou o mais rápido possível, ela tentou controlar o pânico, não sabia ao certo o que fazer, estava muito, mas muito confusa mesmo.

Naquele momento o chão começou a tremer e uma espécie de lagartos gigantes começaram a surgir, Bárbara se preparou para lutar, mas percebeu que na verdade eles estavam fugindo, no final do imenso rebanho de lagartos selvagens um homem surgiu com um grande sorriso nos lábios e muito sangue pelo corpo.

–Gery? – Bárbara falou assustada.

–Algumas pessoas nasceram para essa Ilha. – Ele falou com um grande sorriso de satisfação enquanto segurava em cada mão o que parecia ser uma grande presa de réptil.

–Você está incrível, mas agora eu preciso da sua ajuda. – Bárbara arrastou o amigo até Stefan que estava desmaiado, ela já pensava no pior, mas quando Gery tocou na testa do rapaz sentiu que a vida ainda não havia lhe abandonado totalmente.

–Ele está vivo. – Gery falou percebendo que Bárbara começava a chorar mais aliviada. –Mas ele não vai ficar vivo por muito tempo, ele precisa de sangue, mas no caso só posso passar energia de vida, que vai dar forças a ele até conseguirmos sair desse inferno, apesar de que eu estou gostando particularmente daqui. – Gery falou com um sorriso imenso.

–Seu pai deve estar muito orgulho de você, mas como vamos passar energia de vida para o Stefan? – Bárbara falou se concentrando, mas era impossível não imaginar a imagem de Logan com os braços cruzados fumando seu charuto e sorrindo de canto para a tela enquanto o filho dava um show de masculinidade.

–Simples, eu vou tirar um pouco da sua vida e passar para ele, tem algum problema? – Gery falou sério, esse não era o tipo de coisa que as pessoas gostavam de ouvir, mas Bárbara sorriu positiva.

–Ele salvou minha vida, tudo o que eu puder fazer eu farei. – E com isso Gery se concentrou reunindo a energia vital de dentro da garota nas palmas das mãos e passando para Stefan que no mesmo instante passou a demonstrar uma imagem menos abatida, por fim ele abriu os olhos e sorriu.

–Gery? Quando chegou? – Stefan perguntou enquanto Bárbara sorria aliviada, apesar de estar se sentindo um pouco tonta e fraca.

–Agora pouco, montado em répteis do mal. – Ele falou sorrindo enquanto Stefan ria do amigo que parecia uma versão moderna de Tarzan.

–Precisamos ir para o lado Norte o mais rápido possível, vamos usar aquela casca de arvore para servir de maca, assim vamos conseguir levar o Stefan daqui sem sangrar mais. – Bárbara falou firme juntando as coisas que eles iriam precisar para sair dali.

–Não precisamos de maca, eu me sinto bem agora. – Stefan falou tentando se levantar, mas foi impedido por Gery.

–Olha, você é um cara legal e eu duvido que queira machucar a Barbie, então sugiro que permaneça sentado ou melhor, deitado e deixe a gente fazer o trabalho sujo.

–Porque está dizendo isso Gery? – Stefan perguntou preocupado.

–Simples, eu posso ir retirando a energia de vida dela e passando para você o caminho todo, mas isso vai enfraquecê-la até o ponto em que não consiga mais andar, não existe essa coisa de milagre garoto, no final das contas é sempre sacrifício. – Gery falou sério olhando para Stefan que resolveu ficar deitado mesmo.

–Entendi, me desculpe por isso Barbie, eu só queria ajudar você e olha só que situação mais constrangedora. – Stefan falou enquanto Gery o pegava no colo para colocá-lo sobre a maca improvisada.

–Ei, não tem nada de constrangedor ouviu? Quem aqui estava com uma corrente no pescoço? – Barbie falou e Gery a olhou de forma divertida.

–Corrente no pescoço é? Nossa que sexy. – O rapaz falou e Stefan foi obrigado a rir.

–Cara vocês são doentes, não é nada sexy uma pessoa acorrentada pelo pescoço embaixo de uma cachoeira, com aquela água caindo sobre mim. – A expressão de Gery era indecifrável.

–E a água estava muito fria? Que cor era a blusa? – Ele perguntou com um sorriso bobo nos lábios enquanto a deusa apenas revirou os olhos.

–Era branca. – Stefan falou encarando o rapaz com o mesmo sorriso cúmplice, enquanto Bárbara sibilava um “traidor” para ele.

–Minha querida, eu sinto muito, mas você vai ter que concordar que isso é muito sexy, uma loira, presa por uma coleira de ferro, embaixo de uma cachoeira paradisíaca enquanto a água gelada caia sobre seu corpo, isso parece inicio de filme pornô. – Gery falou rindo pensando em quem deveria ter pensado nessa armadilha, sinceramente ele queria conhecer o gênio por trás de tudo isso.

–Não se anime muito querido, a pessoa que bolou isso tudo também é a responsável pela quase morte do Stefan e por colocar nossas vidas em risco de uma forma muito, mas muito perigosa mesmo, então não me culpe por não compartilhar da sua alegria em conhecer essa pessoa. – Bárbara falou enquanto se preparava para carregar a maca de Stefan.

–Ok, não está mais aqui quem falou. – Gery sorriu para a jovem que pegou a parte da frente enquanto ele segurava a parte de trás da grande casca de arvore usada como maca.

Falar aquelas bobagens era uma forma de se libertar das preocupações que os esperavam mais a frente, Bárbara sabia que os perigos não iam parar de surgir só porque alguém estava ferido.

–Gery, Barbie, eu....eu quero muito agradecer a vocês. – Stefan falou calmo, fechando os olhos de forma relaxante, ele precisava dormir, mas só iria conseguir isso porque se sentia seguro na presença de seus amigos.

{...}

Leste da Ilha

Um grande barulho próximo do vulcão da Ilha chamou a atenção de Renata, aparentemente alguém havia despertado a fúria dos grandes lagartos que estavam por ali, ela não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que valia a pena dar uma olhada e tentar entender a situação.

–Tem alguém aqui? – A jovem chamou mesmo sabendo que ninguém iria responder.

Renata chegou cautelosa perto da base do grande vulcão e sentiu um tremor vindo dele, ela não sabia se a cavalgada dos lagartos gigantes havia despertado o gigante, ou se era mais uma das armadilhas do local.

“-Socorro!” – A voz ecoou vindo do alto.

Renata sentiu um frio na espinha, ela não sabia se era verdade ou se era uma armadilha, mas ela não podia deixar um pedido de socorro para trás sem nem ao menos tentar descobrir o que era.

–Não seja uma armadilha. – Ela falou respirando fundo enquanto fechava os olhos e se preparava para subir pela montanha.

*** Próximo Dali ***

A gaiola estava suspensa no centro do vulcão, o calor era gigantesco, Layane nunca havia sentido algo dessa forma, era intenso demais, seu suor escorria por todos os lados, por mais que ela tentasse se lembrar de como havia ido para ali, nada vinha em sua mente, apenas a cena da fumaça verde e depois o céu escuro, ela sabia que tinha ficado inconsciente por muito tempo.

Sua boca estava seca pelo calor, as grades também estavam começando a ficar muito intensas com o magma que havia começado a subir lentamente desde o momento em que acordou ali, mas que agora parecia cada vez mais próximo.

Layane havia ouvido uma grande correria por perto, ela não tinha certeza do que podia ser, mas sabia que algum dos rapazes estava por ali lutando com criaturas vorazes.

–É o fim. – Layane falou para si mesma sentindo o calor afetar sua posição em relação á realidade.

Seu maior medo sempre foi morrer sozinha e ali estava ela, abandonada dentro de um vulcão sem a menor chance de alguém ouvi-la, por alguma razão estranha ela pensou em seu pai, no que ele faria para escapar de algo assim.

Flash Back On

Londres – Inglaterra

O escritório era grande, com uma tapeçaria digna de estar nos melhores museus da França, a luz que entrava através das finas cortinas de renda pura traziam ao local uma sensação de paz incomum, aquele tipo de paz que só se sente quando não está verdadeiramente seguro.

–Porque me chamou? – Layane falou firme, fria, de forma contida, ela nunca sabia qual seria o próximo passo do pai, pai este que até poucos meses nem ao menos sabia de sua existência.

–Eu sei que ando exigindo muito de você, sei que não nos conhecemos tão bem assim, mas precisava lhe dizer uma coisa, precisava lhe mostrar o, porque de sermos quem somos. – Klaus falou de forma baixa, calma como um solo de piano, como um sopro sobre a escuridão contida em seus traços delicados, porém, não menos assustadores.

–Não quero conhecer nenhum legado, não quero conhecer nenhuma história eu....

–Isso minha cara, isso não é um pedido. – Klaus alternou seus tons de voz para o mais autoritário, para o mais brando em poucos minutos e Layane sentiu o corpo estremecer, afinal, não poderia bancar a jovem rebelde com ele, pelo menos não nesse momento.

Klaus fez um sinal a sua filha para que se aproximasse, ela caminhou pelo grande salão em silencio deixando apenas o barulho de seus saltos baterem contra o assoalho.

–Nós somos predadores, somos parte de um mundo em transição, você precisa aceitar isso, o que eu vou dizer a você pode ser ruim no começo, mas com o tempo você vai entender que é a pura verdade. – Klaus sorriu para a filha enquanto pegava uma taça e a servia, depois serviu a si mesmo como se pretende-se fazer um brinde, mas acabou por beber sozinho.

–E o que seria essa sua verdade? – Layane falou de forma apreensiva.

–Nós estamos sempre sós. Não pode contar com ninguém, em momento algum, por algumas vezes na vida você vai acreditar ter amigos, mas não aceite isso como sua verdade, não aceite isso como uma verdade absoluta, as pessoas não precisam de amigos, precisamos apenas de aliados e por um curto período de tempo, aceite isso e viverá desenganada. – Klaus sorriu para a filha que nunca havia bebido um vinho tão amargo.

Flash Back Off

Layane estava se sentindo desenganada agora, como o pai havia lhe dito, mas por alguma razão aquilo não lhe soava nada bem.

–Tem alguém ai? – Uma voz surgiu do alto do vulcão, Layane ficou tão comovida com aquela esperança que sem querer acabou tocando em uma das grades, o metal quente acabou queimando seu ombro firmemente.

–Estou aqui. – Disse Layane abafando um grito.

–Laláh? É você? – A voz de Renata soou bem mais firme agora e Laláh precisou segurar as lágrimas para não perder a cabeça.

–Essa jaula está me matando, eu não consigo sair daqui, ficar invisível não vai quebrar essas barras, sem falar no calor, mesmo se eu conseguisse usar algum poder dos elementos não seria o suficiente, sem contar que, eu não vi uma nuvem de chuva sequer no céu, e não consigo criar tempestades, apenas direciona-las. – Laláh falou sem parar, afinal, ficar ali durante horas em silencio a estava enlouquecendo, principalmente por ter a certeza de que ninguém iria se aproximar do vulcão.

–Eu vou tentar tirar você daí ok? Vou ver se consigo descer o mais perto possível. – Renata não fazia a menor idéia de como ia retirar Layane de lá, mas ela iria tentar de alguma forma fazer o seu melhor.

Layane ficou olhando para a recém amiga, Renata começou a deslizar pelas paredes do vulcão em direção a um ponto mais firme próximo da jaula, ela nunca imaginou que alguém que mal a conhecia iria se esforçar tanto para ajudá-la, e isso mexeu demais com seu coração.

–Cuidado. – Laláh falou enquanto a amiga tentava se equilibrar.

–Não se preocupe, eu estou no meu elemento, se eu cair não vou me ferir, pode ficar tranqüila. – Mas no fundo Renata não tinha tanta certeza assim.

–Mas e agora, como vai conseguir me tirar daqui? – Layane falou olhando para as grades, pensando no que Renata iria fazer.

–Bom, dá para ver que do outro lado tem uma base de apoio maior que essa onde eu estou, então eu vou me jogar na sua jaula e tentar balançar até ficarmos perto do outro lado, assim fica mais fácil. – Renata tinha tudo em mente, havia planejado tudo em sua cabeça e estava certa que iria dar certo.

–Só tome cuidado, se cairmos na lava não vai adiantar muito. – Laláh falou olhando para baixo e sentindo o calor crescente.

–Você é muito pessimista sabia? – E antes de Layane dizer qualquer outra coisa Renata se jogou com toda a vontade sobre a jaula e começou a usar o seu corpo como peso para fazer a mesma balançar de um lado para outro, Layane aproveitou e ajudou também usando seu corpo da mesma forma.

A jaula começou a ganhar velocidade e quando chegou o mais próximo do outro lado Renata usou seu poder de fogo para arrebentar as correntes que seguravam a gaiola.

O barulho foi grande, o impacto no chão também Layane sentiu o aço quente encostar em suas costas, mas a simples sensação de estar livre foi o suficiente para esquecer a dor.

–Não acredito que deu certo. – Layane se levantou com dificuldade e abraçou Renata sentindo-se feliz por alguém ter ido até ela.

–Eu já disse que você é pessimista demais. – Renata falou sorrindo.

–Não me leve a mal, mas ainda estamos dentro do vulcão e precisamos subir essas paredes, eu tenho certeza que descer é muito mais fácil que subir. – A jovem olhou para cima encarando os metros que ainda a separavam da liberdade.

–Eu sei, mas precisamos ser positivas, se não as coisas ficam impossíveis. – Renata segurou a mão da jovem e juntas elas começaram uma subida inclinada.

Era possível sentir que o magma estava subindo lentamente, mas por alguma razão estranha isso parecia ter acelerado no momento em que a gaiola foi ao chão, as duas estavam tentando acelerar o passo, mas ao chegar finalmente no topo perceberam que o magma começou uma corrida em alta velocidade até as duas.

–E agora? Não vamos conseguir descer a tempo. – Layane começou a correr entre as pedras vulcânicas enquanto uma fumaça escura se formava do alto.

–Você sempre negativa. – Renata apenas sorriu, ela parou no meio do caminho encarando o topo, dele uma grossa camada de magma começou a escorrer na direção delas, ela sabia que era uma tentativa muito, mas muito arriscada mesmo, nunca havia contido um poder tão grande, talvez ela não fosse capaz afinal, mas precisava tentar, não iria desistir assim, precisava chegar ao máximo do seu poder.

Renata ergueu os braços na direção do fogo, a lava se abriu como se obedecesse ela, foi algo incrível para os olhos de Layane que nunca havia visto uma demonstração de poder tão grande.

–Isso é mesmo possível? – Disse a jovem encarando aquela cena em total choque.

–Me diga você. – Renata sorriu para a amiga, mas a verdade era que estava totalmente exausta, ela estava usando toda a sua força para conseguir desviar a lava e deixa-las em segurança.

O fogo começou a se espalhar na floresta, mas por alguma razão Renata tinha certeza que alguém iria apagá-lo, e de um ponto não tão distante dali uma tempestade começou a se formar, provavelmente devia ser Andressa, e aquilo reconfortou a jovem, ela sentiu uma ponta de esperança vendo que outros ainda estavam vivos e lutando.

–Você está bem Reh? – Layane percebeu a expressão de cansaço da amiga, mas Renata apenas sorriu.

–Eu só preciso sair daqui, eu....

Mas Renata caiu no chão faca, Layane a segurou apoiando-a em seu corpo enquanto terminavam de descer o vulcão, para a surpresa de Layane, ainda haviam muitas criaturas estranhas esperando por elas, não tinha como lutar vendo o estado de Renata, ela não ia poder usar seus poderes, mas Layane tinha uma idéia.

–Não diga nada. – Disse a jovem para a amiga enquanto usava seu poder de invisibilidade para passar no meio dos monstros sem ser percebida.

As duas caminharam por vários metros enquanto os grandes lagartos farejavam o ar em busca de carne fresca, por fim, as duas conseguiram sair do campo de visão deles e encontrar um local que parecia mais ou menos seguro. –Nós vamos encontrar a saída desse lugar, eu tenho certeza disso.

–Veja só, você já não está mais tão pessimista assim. – Renata sorriu, ela só precisava descansar um pouco e logo poderia voltar ao ritmo normal.

–Vamos procurar um lugar para passar essa noite, já aconteceram coisas estranhas demais por um dia, amanhã cedo seguimos para o Norte e vamos tentar encontrar mais de nós. – Layane sabia que não iriam precisar apenas de um abrigo, mas de comida e água, ela iria deixar Renata descansando em algum lugar e seguiria para procurar mantimentos.

–Obrigada, você me salvou lá atrás. – Renata falou e Layane riu.

–Você também, estamos quites, só isso. – Elas sorriram, ao menos toda aquela loucura tinha servido para criar mais um laço forte entre elas.

Ouve um momento de silencio enquanto elas tentavam organizar um espaço para ficar, Layane respirou fundo enquanto Renata tentava descansar, ela queria conversar, mas não sabia ao certo o que dizer.

–Eu sei que você está curiosa. – Renata falou com os olhos fechados, mas com um pequeno sorriso.

–Curiosa eu? Sobre o que? – Layane falou de forma defensiva tentando disfarçar mais sem muito sucesso.

–Sobre Erick e eu, sobre essa loucura de casamento com Bárbara Frost, eu sei que você sabe, aliás, eu sei que todo mundo sabe, os deuses foram embora praticamente no mesmo dia, mas um dia é o suficiente para que uma noticia como essas se espalhe. – Renata sabia que todo mundo estava curioso para saber como os envolvidos iriam reagir.

–Mas, se não quiser falar sobre isso não tem problema, eu não quero forçar você a isso, eu sei que é constrangedor. – Layane falou calma, ela não tinha irmãos, ela nunca teve uma conversa mais pessoal com as pessoas com quem convivia, no fundo ela nem sabia como fazer isso.

–Não, ta tudo bem, eu realmente preciso falar sobre isso. – Renata respirou fundo e olhou para o céu, em breve aquele céu estaria cheio de estrelas. –Eu estou gostando muito do Erick, não sei dizer se é amor, mas estou mesmo gostando muito dele e não queria perde-lo, não desse jeito, as coisas estão confusas, e eu estou com medo que ele prefira escolher a Barbie do que a mim. – Renata falou triste, mas ainda sorrindo.

–Ele seria um grande idiota se fizesse isso. – Layane falou sorrido para a amiga.

–Talvez, mas veja, se ele concordar com isso será perfeito para eles, afinal, os dois são deuses.

–Cara não diz isso, você é o fogo e ele o gelo, quer algo mais perfeito que isso? – Layane falou rindo e Renata apenas sussurrou um “obrigada” para a mais nova amiga.

–Nós devemos fazer compras depois que tudo isso terminar. – Renata falou e Layane acabou rindo pensando em como seria maravilhoso estar em um shopping agora, claro que ela sabia que Renata queria mudar o assunto, mas não quis tocar no assunto, falar de compras seria muito bom.

–Pode ter certeza, eu preciso levar você nas minhas lojas favoritas, eu adoro comprar sapatos lá. – Layane falou animada, mas Renata apenas riu discreta.

–Bem, contando que não seja uma fortuna, afinal, nem todos aqui são milionários, ás vezes eu tenho a impressão que todo mundo é rico nessa escola, só eu que não. – Renata falou se sentando com dificuldade enquanto elas tentavam limpar uma área para manter segura.

–Não é verdade, e não se esqueça que dinheiro não significa nada.

–Talvez tenha razão, mas dinheiro pode nos dar momentos bons, de qualquer forma eu quero que conheça minha família, meus pais estão numa fase boa com meus poderes e acho que apresentar amigos vai ser bom para ganhar uma confiança a mais. – Renata falou sorridente se lembrando do quarto, dos objetos queridos, dos livros, da mãe chamando para o jantar.

–Viu o que eu disse, dinheiro não pode comprar isso. – Layane falou triste, mas Renata colocou a mão sobre seu ombro.

–Você sempre será bem vinda na minha família. – Renata sorriu e Layane apenas assentiu escondendo o rosto, ela não queria que a outra visse suas lágrimas.

–Vou buscar frutas. – Ela pegou e saiu o mais rápido que pode antes de começar a chorar, uma família de verdade foi o que sempre havia desejado para si.

{...}

Norte da Ilha

Mason havia despertado em uma arvore, ele precisou descer com cuidado para não despencar de toda aquela altura, mas antes de chegar ao chão ele percebeu que tigres ferozes o esperavam, ansiosos.

Ele respirou fundo, pensou em todos os perigos que conhecia e os que ainda não conhecia da Ilha, afinal, á dois anos atrás ele foi deixado naquele mesmo lugar, sozinho, sem água ou comida, esperando uma chance de sobreviver.

“Você precisa ser forte, porque todos esperam que sejamos fortes.”

As palavras de sua mãe ecoaram em sua mente como um tiro, ele sabia que todos sempre iriam esperar muito dele, por alguma razão todos na SHIELD contavam com sua superioridade e ele nunca conseguiu entender o, por que.

“Você é o melhor de nós.”

Hill sempre costumava dizer ele, claro que ela estava se referindo aos agentes da SHIELD, porque Mason sabia que nunca iria ter os mesmos poderes que Bárbara, ou Angela, ou qualquer outro “Vingador”, porque ele sabia que era nisso que seus amigos iriam se tornar, assim como havia a idéia de montar um novo grupo de X-men, Charles Xavier sempre deixou isso bem claro para Fury.

“Devemos depositar nos jovens a esperança de um futuro novo.”

As palavras deles agora pareciam mais fortes do que nunca, Mason sabia que havia essa idéia, um novo grupo de X-Men, um novo grupo de Vingadores, e claro que seria preciso um novo grupo de agentes da SHIELD, afinal, Clint Barton, Natasha Romanoff e Maria Hill não viveriam para sempre.

Ele estava com as armas que havia pego no dia anterior, mas não queria desperdiçar munição com animais selvagens, precisava de uma tática, e usando sua força ele passou a andar por cima das arvores em busca do que seria o ponto de encontro, todos sempre o viram como um cara normal, alguém sem capacidade de chegar lá, alguém que só estava na SHIELD por ser filho de Maria Hill, mas ele sabia que merecia cada medalha, que merecia cada elogio que havia conseguido de Fury, ele sabia que era digno de ser quem era.

Flash Back On

A sala de treinamento da base especial da SHIELD era imensa, quase todos os dias eram treinados mais de cem aspirantes a agente, mas os que sempre chamavam atenção eram os mesmos, Nicholas Barton, Stefan Malfoy, e claro, Mason Hill Gordon.

–Você pensa que merece estar aqui, mas não merece, qualquer um aqui é melhor que você. – Disse um outro aluno enquanto saia do tatame.

–Eu mereço pertencer a SHIELD da mesma forma que qualquer um aqui. – Mason falou encarando os outros de forma fria.

–Você não merece ser considerado um agente, seu irmão morreu por sua culpa. – Disse um outro rapaz de forma séria, aquilo doía demais em Mason, seu irmão mais novo havia sido baleado em uma missão por que ele não havia conseguido chegar a tempo, sempre se culpou por isso, e não queria que acontecesse novamente.

–Já chega vocês dois, saiam agora antes que eu seja obrigado a falar para o Fury sobre aquela erva embaixo de suas camas. – Nick falou com sua expressão de arrogante de todo dia.

–Que erva? – Os rapazes falaram ao mesmo tempo se entreolhando.

–A erva que eu coloquei lá minutos atrás. – Nick falou rindo fazendo Mason rir também enquanto os rapazes corriam na direção dos dormitórios.

–Você é mau. – Mason falou rindo para o amigo.

–Não, eu só estou fazendo o meu trabalho, aqueles idiotas estão enchendo você á dias, isso não é justo, você é tão bom quanto qualquer um aqui, você se esforça e está prestes a se tornar um nível 8, eu não entendo o porque dessa pegação de pé toda. – Nick falou encarando o amigo.

–Talvez eles achem que eu não sou tão bom assim. – Mason falou pegando as luvas de box e colocando com calma.

–Talvez eles sejam doentes mentais, você é ótimo, agora vem cá enquanto eu lhe dou uma surra. – Nick falou colocando suas luvas também.

–Você acabou de dizer que eu sou ótimo, como pretende me dar uma surra? – Mason falou rindo enquanto subia no ringue.

–Simples, você é ótimo, mas eu sou melhor. – Eles riram juntos se preparando para mais uma disputa pessoal e divertida entre eles, uma disputa que só amigos podiam entender.

Flash Back Off

Mason conseguiu descer das arvores com segurança, ele começou a caminhar para onde sabia estar á base, por um minuto ele respirou fundo percebendo que havia sido deixado muito perto do caminho de volta, ele não queria ter vantagens nesse jogo, claro que ele já havia estado ali antes, então isso já devia valer para os chefões da SHIELD, mas isso não era justo com os outros.

“Eles pensam que você sempre será protegido por ser meu filho, mas isso não é verdade, não deixe que eles coloquem essa idéia em sua mente.”

A voz de Hill mais uma vez atingiu em cheio a mente de Mason, e ele sabia que ela estava certa, ficar com pena de si mesmo e achar que os outros tinham essa mesma pena não iria levá-lo a lugar nenhum, só ao desmerecimento próprio.

“Eu matei meu irmão.” – Foram as palavras dele quando voltou da missão no Cairo.

“Seu irmão não pode salvar a si mesmo, a nossa dor é grande, mas o risco também, eu não o culpo por isso, seu pai não o culpa por isso, então não culpe-se também.” – Hill falou firme apesar das lágrimas serem teimosas.

–Ah mãe, você sempre soube o que dizer. – Mason falou para si mesmo enquanto pensava em todas as coisas difíceis de sua vida até aquele momento, a Ilha sempre foi um símbolo de reflexão para ele, muito mais reflexão do que violência ou até mesmo sobrevivência.

Perto de onde estava havia uma bananeira, ele sabia que precisava comer, se ficasse muito tempo sem se alimentar ficaria fraco e não conseguiria sair dali tão fácil. Ele conseguiu tombar o cacho de bananas e pegar uma, mas antes de solta-lo uma cobra coral o mordeu no pulso.

O grito foi inevitável, ninguém em sã consciência gosta de cobras, ele sentiu uma dor muito forte percorrer seu corpo, o veneno iria se espalhar rápido, mas ele foi mais rápido que isso, pegou a barra da camisa preta que usava e rasgou toda a borda, depois usou o pano para apertar o pulso com força, aquilo iria diminuir o fluxo do veneno pelo corpo, talvez desse forma conseguisse ter uma chance maior.

Ele começou a caminhar mais apressado pelas folhagens sentindo o ar fresco da praia chegar cada vez mais perto de sua face, ele estava quase em seu destino, mas naquele momento ele ouviu vozes.

“Ai, quer andar de vagar, tem um homem ferido aqui.”

Aquela frase surgiu no meio das arvores chamando a atenção de Mason, ele sabia que aquela voz era conhecida e por um momento rezou para que fosse verdade e não só uma ilusão causada pelo veneno.

“Quer calar a boca e continuar andando?”

Mason quase gargalhou ao ouvir aquilo, mas achou melhor não chamar a atenção dos tigres.

–Vocês dois falam demais, se querem ser devorados pelos animais dessa Ilha porque não escrevem “devorem-me” em um letreiro e saem gritando por ai? – Mason falou dando a volta e surpreendendo Seth e Nick.

–Há-rá que engraçado, será que você vai jogar água com uma flor na minha cara também? – Nick falou rindo para o amigo que não conseguia conter a alegria em vê-lo com vida.

–Chega de bobagens. Mason, fico feliz que esteja bem. – Seth falou mais contido olhando para o rapaz que sorriu.

–Bem significa vivo? – Mason falou e Seth apenas balançou a cabeça positivo, mas naquele momento o rapaz olhou para o braço do amigo e viu o pano, e o sinal de dentes ficando cada vez mais roxo.

–Foi uma cobra? – Perguntou Seth de forma séria deixando Nick preocupado.

–Não, foi o Fury, claro que foi uma cobra. – Mason falou sentindo uma tontura e se apoiando na perna.

–Espera, eu tenho um antídoto em uma das minhas flechas, talvez não seja o apropriado, mas provavelmente vai aliviar a dor. – Nick falou se apoiando em uma arvore enquanto pegava uma flecha em suas costas contendo algumas ampolas com um liquido branco.

–Espero que ajude, eu não vou conseguir carregar vocês dois. – Seth falou com um ar divertido o que surpreendeu Mason.

–Você ficou algumas horas com o Nick e já está fazendo piadas? – Mason falou olhando para Nick de forma chocada enquanto o amigo lhe passava o antídoto.

–Eu sou o Messias da comédia meu amigo. – Nick falou e Mason precisou se concentrar para não engasgar com o soro.

–Será que a gente pode finalmente sair daqui? – Disse Seth olhando para os dois, afinal, ele não estava com uma aparência melhor que ninguém, e isso o fez rir, o fez sentir parte de uma equipe.

–Qual o problema Seth? Você parece meio chocado. – Nick falou e depois caiu na gargalhada.

–Essa eu não entendi. – Mason falou franzindo a sobrancelha enquanto Seth apenas revirava os olhos.

–É melhor ignorar isso, acho que ele está perdendo a sanidade. – Seth falou e Nick apenas sorriu de novo, afinal ele entendeu muito bem a piada.

–Antes de irmos, vocês por acaso não viram mais ninguém? Nenhum sinal dos outros? – Mason perguntou esperançoso.

–Bom, ouve um barulho parecendo raios, também ouvi o que parecia ser explosões, também começou a chover um pouco longe daqui, uma chuva apenas em uma determinada área, eu acho que todos ainda estão bem, mas estão lutando assim como nós. – Seth falou olhando para cima, era difícil ter uma visão clara do céu com tantas arvores por perto.

–Eles vão conseguir. – Nick falou olhando para o rapaz e fez sinal para que continuassem, a melhor forma de terminar aquilo era saindo dali vivos.

{...}

Ponto de chegada – Lado Norte da Ilha

Steve estava ansioso, tudo o que ele queria era ver alguém aparecendo através das folhagens da Ilha, mas durante um dia inteiro ninguém havia aparecido.

–Não devia ficar tão desesperado, as coisas são difíceis para todos, mas sua filha tem poderes especiais. – Logan falou de forma calma enquanto fumava seu cigarro.

–Não estou preocupado só com a Vicky, estou preocupado com todos que estão lá, não é fácil olhar para essa imensidão e ficar aqui tomando café enquanto vinte e seis jovens estão correndo risco de vida, principalmente sabendo que alguns desses riscos foram criados por nós mesmos, isso não te incomoda? – Steve falou encarando Logan que apenas deixou a fumaça de seu charuto sair em forma de caracol.

–Eu me preocupo muito, Gery está lá, ele é forte e corajoso e pelo o que vi até agora ele tem se saído muito bem, eu admiro ele por isso, a maioria pode ter medo da Ilha, mas ele não, ele se diverte com o perigo, a cada dia que passa eu o vejo mais como meu filho, mas veja, Lacey também é minha protegida, eu gosto muito daquela guria e ela está enfrentando as coisas com a mesma coragem e isso me motiva, e a Kate, bem, eu acredito 100% no potencial dela, então fico aqui nesta praia, fumando meu charuto e aguardando o retorno deles, não é que eu não me importe, mas eu creio no que existe de melhor em cada um. – Logan falou com os braços cruzados sobre o peito enquanto o sol tocava sua face, a base montada para receber os jovens era simples, ficava próximo da praia, havia uma unidade de pronto atendimento com remédios e uma mini UTI.

Cada dia era escolhido dois professores para aguardar o dia todo á chegada de alguém e pela manhã eles trocavam.

–Você me surpreende ás vezes. – Steve falou com um sorriso discreto enquanto encarava o oceano.

–Veja! – Logan olhou para um ponto distante na praia, ele esboçou um grande sorriso e Steve olhou para onde alguém parecia surgir.

No meio da floresta tropical Mason Hill Gordon surgiu, seu cabelo bagunçado, sua camisa rasgada e no rosto a marca de uma forte insolação, mas havia um sorriso, um grande sorriso, principalmente quando ele olhou para trás e de lá surgiu Seth, com uma roupa queimada, a pele cheia de queimaduras pela eletricidade e os cabelos sujos, mas feliz, feliz e servindo de apoio para Nick, o jovem sem poderes, o filho dos agentes da SHIELD, o próximo arqueiro, aquele que menos tinha condições de sobreviver e o primeiro a chegar.

Nick estava com o pé inchado, o ombro fraturado, e a mão com uma queimadura por ácido, mas também sorria, sorria porque ainda não era noite, mas era possível ver as estrelas no céu, era possível sentir o alivio em seus ossos por finalmente chegar ao seu destino.

–Sejam bem vindos. – Steve falou correndo até eles enquanto os jovens terminavam sua caminhada com dificuldade pela areia.

–Foi um prazer, quando precisar de uma ajudinha com esse lugar é só avisar. – E com essas palavras Nick desmaiou com um grande sorriso nos lábios.

–Vocês precisam de ajuda. – Steve falou olhando o estado deles.

–Jura? Não brinca. – Seth falou ainda segurando Nick desmaiado e Steve ficou chocado pelos três parecerem tão bem, apesar de todos os ferimentos.

–Os ferimentos são no corpo senhor Rogers, mas a minha alma está curada. – Mason falou como se adivinha-se os pensamentos do homem.

Um grupo de enfermeiras surgiram para dar um apoio rápido aos jovens até o barco estar pronto para levá-los até o porta aviões.

–Viu o que eu disse? – Logan falou enquanto Steve tentava não se emocionar com aquele momento. –Só precisamos de um pouco de fé.

–Vou me lembrar disso. – Steve olhou mais uma vez para a Ilha, mas desta vez não sentiu medo, não sentiu dor, e não pensou no pior, a única coisa que conseguiu pensar foi em uma imagem de Vicky cruzando aquela floresta com o mesmo sorriso que os rapazes.

Notas finais
Então é isso, espero que tenham gostado, quem quiser deixar alguma idéia será bem vindo, eu estou aqui para ouvi-los. Obrigada por seus comentários e opiniões, vocês tem me dado muita força, quero agradecer também aos novos leitores e aos leitores antigos que estão comentando, isso é mesmo muito especial e eu só continuo essa fic com tanto amor por causa de vocês, amo vocês seus lindos. Beijos e até dia 17