Academia Jovens Promissores -Fic Interativa

36 Não existe inocentes nessa História


Notas iniciais
Oie gente que eu amo demais. Quero primeiramente agradecer a todos que se ofereceram para me ajudar com as capas, eu não sei o que seria da minha vida sem vocês *----------------*. Em especial a Lolah que já mandou algumas capas Maravilhosas para mim e me deixou entusiasmada, Lolah, você é demais!!!!!! Também quero agradecer o carinho dos leitores que além de estarem comigo em cada postagem ainda me mandam mensagens com idéias e agradecimentos, sério eu realmente amo vocês demais. AVISOS IMPORTANTES Este capítulo tem um pouquinho sobre alguns casais, mas não todos porque não queria fazer um capitulo muito “romântico”, por isso peço paciência porque vou estar colocando os outros casais nos próximos capítulos. Quanto ás cenas com muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos personagens, gente isso é uma loucura, fazer cenas com muitos personagens não é uma coisa fácil de jeito nenhum e eu sei que todo mundo entende isso, então me perdoem caso não tenha ficado muito bom, mas tentei dar a mesma importância para todos os personagens. A próxima postagem será feita dia 19/07/2014 Beijos e boa leitura Juh

Um dia Depois

Bar Osíris – New York

Renata usava um vestido curto vermelho que combinava muito com sua personalidade, ela queria estar linda naquele momento, afinal, podia ser o ultimo dia ao lado de Erick como seu namorado, naquela tarde ela saiu com Anne para comprar o melhor vestido de noite possível, assim como os sapatos pretos perfeitos e encontrar alguém que fizesse uma chapinha maravilhosa, porque queria estar divina.

Ela se arrumou com a ajuda das meninas e saiu mais cedo, queria estar sentada diante do balcão do bar no momento em que Erick chegasse, como aquelas atrizes sensuais em filmes de ação.

Quando Erick chegou ao bar combinado por eles sentiu o ar faltar nos pulmões, queria muito fazer a coisa certa, mesmo que isso fosse doloroso demais, no entanto, a coisa certa também era seguir seu coração e abraçar aquela causa, e como não aceitar isso vendo diante de si uma jovem tão magnífica?

–Você está linda. – Disse o rapaz se aproximando com uma rosa nas mãos, ele também estava muito charmoso, com seu jeans escuro, camisa verde musgo e jaqueta de couro preta, Renata foi obrigada a morder os lábios para não demonstrar o quanto aquela imagem afetava o seu espírito, o quanto ela queria abraçá-lo e dizer as coisas mais sinceras de seu coração. – Eu sei que é meio brega dizer isso, mas é a pura verdade, você está muito linda. – Erick falou bagunçando um pouco os cabelos.

–Obrigada, eu queria estar bem comigo mesma quando falássemos sobre toda essa situação e não diga que isso é brega, romance é algo tão único hoje em dia. – Renata falou firme aceitando a rosa com cuidado em suas mãos e deixando seus olhos brilharem com aquela aproximação delicada.

–Eu nem sei o que dizer, as coisas andam tão estranhas. – Erick passou a mão pelos cabelos em busca de coragem para ir ao ponto. –Queria que tudo fosse mais fácil, só isso. – Disse por fim indicando uma mesa mais reservada próximo do bar, Erick não soube dizer o que sentiu no momento em que todos os homens do local olharam para as pernas de Renata, talvez ciúmes, talvez orgulho, afinal ele era o acompanhante daquela jovem linda, e queria continuar sendo por muitos anos.

–Infelizmente nada é da forma que imaginamos, eu nem sei o que nos levou a isso, eu amo você, e durante todos esses dias na Ilha eu só pensei em como gostaria de estar ao seu lado, nós somos parecidos, você foi julgado por erros de seu pai enquanto eu fui julgada pelos meus. – Renata se lembrou de quando descobriu os poderes, ela sabia que não tinha culpa, sabia que devia se perdoar por isso, mas era difícil, era muito difícil. –Nós estamos juntos nisso, nosso relacionamento começou por causa disso. – Renata falou se lembrando de como sentiu-se feliz ao perceber que Erick compreendia seu sofrimento.

–Você não tem culpa disso, assim como eu, meu pai criou o caos e foi perdoado depois, mesmo assim sempre vivi a sombra de seus erros, eu não sei o que dizer quanto a isso, eu busco por aceitação, mas á cima de tudo busco por você e eu não ligo para os desejos dele ou do irmão dele. – Erick estendeu a mão sobre a mesa e segurou firme ás mãos tremulas de Renata, a mesma sorriu de forma emocionada tentando se manter no controle da situação.

–E Bárbara? – Ela falou firme encarando o rapaz, mas Erick apenas sorriu apertando ainda mais suas mãos.

–Bárbara é uma pessoa maravilhosa, eu a amo, não da mesma forma que amo você, a diferença é que demorei a entender isso, você é a pessoa com quem eu desejo viver minha eternidade, mas ela é minha família, e sempre estará ao meu lado, eu não sei se sou imortal ou não, mas eu quero viver essa vida com você e vou dar um jeito de resolver esse problema. – Erick parecia confiante, Renata queria acreditar que era verdade, queria acreditar que ele faria o melhor pelos dois, ela sorriu feliz pensando em como seria uma vida ao lado do deus. – Eu sei que Bárbara pensa como eu, ela só quer ter uma vida normal com o cara que ela ama, então não acho justo atrapalhar isso. – Erick sabia que ambos iriam precisar confrontar os deuses e que não seria algo fácil de fazer, mas buscaria todas as forças dentro de si para manter sua posição.

O garçom se aproximou e eles fizeram seus pedidos, dois drinks para começar bem á noite, tudo o que eles queriam era resolver os problemas e começar um novo caminho sem a pressão dos deuses em cima deles.

–Eu não quero perder você. – Disse Renata por fim quando terminou sua bebida.

–Eu também não. – Eles sorriram um para o outro e Erick se levantou puxando Renata para uma dança.

A musica lenta tocava e por minutos que pareciam horas os dois viveram um momento na eternidade, eles sentiram a paz e a união de seus corpos, sentiram como era pertencer um ao outro sem ao menos ver o mundo ao redor, isso era tudo o que sempre desejaram, uma vida a dois.

–Acha que todos os nossos dias serão assim? Calmos, pacíficos, cheios de amor? – Renata falou enquanto colocava sua cabeça no ombro esquerdo do rapaz.

–Eu não posso garantir nada, não posso garantir que todos os dias sejam perfeitos, mas sem duvida alguma eu posso garantir que vou te amar. – Erick beijou o rosto da jovem e a puxou para um beijo ardente nos lábios, um beijo que há muito pedia para acontecer. –Eu te amo Renata e quero que seja minha para sempre. – Disse o rapaz sério fazendo a jovem tremer com todas as possibilidades que passaram por sua mente.

–Vamos sair daqui. – Renata falou puxando a mão do rapaz para fora do bar, eles ainda estavam em frente á Torre Stark, mas Renata não queria voltar.

–Para onde você está me levando? – Erick falou meio eufórico enquanto ambos corriam de mãos dadas pelas ruas.

–Não importa, a única coisa que importa é que amanhã quero acordar ao seu lado. – Renata deu um beijo apaixonado em Erick e sorriu, ela só queria ser feliz com ele pelo tempo que restava.

****Perto Dali****

O casal apaixonado nem podia imaginar que bem perto dali uma figura escondida nas sombras de um beco vigiava cada passo deles.

Loki mantinha os olhos atentos em seu filho desde a ultima visita a Terra, com a diferença que ele se tornara apenas uma sombra, ele queria garantir que Erick tomaria a decisão certa e pelo o que estava vendo isso não ia acontecer.

–Seu tolo romântico. – Disse em voz baixa, ele mais do que ninguém, não podia dizer que os encantos femininos mindigardianos eram poucos, as mulheres da terra eram cheias de charme e juventude, algo que só é possível encontrar aqui e em nenhum outro lugar do Universo, mas ele sabia que assim como mulheres especiais o poder também é uma coisa única, e ele lutaria para que seu filho não escolha o amor e sim a coroa. –Hora de guardar seus brinquedos. – Disse o deus de forma divertida, não seria difícil fazer Erick se interessar pela filha de Thor, a jovem era linda, poderosa e imortal assim como ele, mas Loki conhecia um pouco sobre o amor, ele sabia que se o filho estivesse mesmo apaixonado por aquela garota de cabelos negros só havia uma forma de resolver as coisas, ele iria precisar interferir.

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Base secreta da SHIELD – New York

A sala era grande, o lugar perfeito para ter tantas pessoas a espera de alguém, Fury permanecia de frente para sua grande tela com informações sobre o mundo inteiro, Natasha estava buscando informações em seu notebook sobre Jackson, tentando ver se mais alguma coisa surgia em seu caminho, enquanto Clint tomava o café e observava as reações de Fury, ele ainda estava tenso sobre a ultima conversa Bruce mantinha as mãos cruzadas sobre o peito enquanto tentava relaxar a tensão do momento em uma falsa tentativa de cochilar, assim como Ororo que havia chegado a pouco tempo mais estava muito preocupada com Andressa, Tony não largava o celular em busca por informações sobre Megan e sua fuga totalmente louca ou qualquer coisa que pudesse ajudar, e lá atrás em um canto Steve permanecia sério pensando em todas as coisas que havia acontecido até agora, afinal, eles estavam em baixa, desde o inicio do ano só coisas ruins estavam acontecendo e era hora de mudar isso, era hora de criar uma resposta.

Fury mantinha uma expressão séria o tempo todo, estava preocupado com os jovens no atual momento, mas não podia deixar isso transparecer, ele aguardava Coulson retornar com Hill assim como todos os outros, tinha esperança que no final Coulson fizesse a coisa certa, afinal, Phill era assim, um homem bom do começo ao fim, ele seria a pessoa perfeita para chegar a uma decisão final.

–Você parece preocupado. – Disse Clint encarando Fury que apenas colocou suas mãos para trás em posição militar.

–Sempre estou preocupado, isso já é uma condição natural minha. – Respondeu o homem de forma séria, porém nada poderia ser mais engraçado.

–Eu queria acreditar nele, queria acreditar que Jackson merece uma segunda chance, mas algo me impede disso. – Clint falou se aproximando e ficando ao lado de Fury.

–No passado você foi á única pessoa que acreditou em Romanoff, você foi o único que me convenceu a acreditar nela e eu dei um voto de confiança aquela mulher perigosa por sua causa, hoje vocês tem um filho juntos, porque tem problemas em confiar em Jackson? – Fury perguntou direto encarando os olhos do Gavião.

–Porque meu filho estava lá, era meu filho que podia ter morrido, eu não me preocupo comigo, eu só quero garantir que pessoas más não machuquem aquilo que tenho de mais preciso e nesse momento meu filho está deitado em uma maca. – Clint falou sério, era obvio que seu problema não era apenas com Jackson, a questão era muito maior que isso, ele tinha medo de perder filho e nada poderia doer mais que isso.

–Não se esqueça que Gery também teve uma segunda chance, e Stefan também, assim como tantos outros nessa Academia, o nosso objetivo principal sempre foi dar esperança aqueles que se perderam, eu sei que ás vezes passo uma imagem fria, mas nunca esqueci o meu dever. – Fury falou colocando as mãos sobre a mesa e olhando com cuidado para as imagens dos jovens ali depositadas.

–Acha que eu estou me perdendo?

–Acho que está enxergando as coisas com uma visão de pai, precisa ver além disso. – Fury falou sério e Clint apenas se sentou pensativo em uma das cadeiras para refletir sobre aquelas palavras.

Natasha havia ouvido a conversa toda de Clint com Fury, mas não quis se envolver, assim como os outros também não, Tony olhou para o celular onde havia uma mensagem da filha.

“Pai, estou bem, não vou dizer onde estou apesar de crer que nesse momento o JARVIS está usando o sistema de rastreamento para me localizar, não se preocupe com o Jackson, ele só precisa de uma segunda chance e eu de um pouco de tempo.”

–Está tudo bem Tony? – Natasha perguntou encarando o homem que parecia sério.

–Está sim, só precisamos acabar logo com esse problema do Jackson, não agüento mais ficar nessa base, eu tenho vida sabia? Eu tenho uma esposa linda me esperando fora disso tudo. – Tony falou sério enquanto guardava o celular fingindo estar tudo bem, mas claro que Natasha percebeu a sua apreensão e deduziu que fosse uma noticia de Megan.

–Ela vai ficar bem Tony, assim como Howard também. – Natasha falou séria encarando o amigo.

–Eu sei, eles são Starks, estamos nisso desde o inicio da SHIELD, acha mesmo que não somos capazes de encarar uma crise? – Disse o homem de forma confiante, mas no fim ele também tinha medo do que estava por vir.

Ororo havia chagado á pouco tempo, ela queria continuar ao lado da filha, mas precisava continuar com suas obrigações, ela precisava estar por dentro dos acontecimentos da SHIELD para que as informações fossem compartilhadas com o Instituto.

–Como está sua filha? – Bruce perguntou de forma gentil se aproximando da mulher que assim como os outros aguardava uma resposta de Coulson.

–Acho que vai ficar tudo bem logo, ela está melhorando a cada dia, se não fosse pelo jovem Andrew eu não sei o que teria acontecido com ela.

–Andrew é um ótimo rapaz, sei que o destino dele acima de tudo é ser um herói. – Bruce falou sorrindo para a mulher que concordou.

–Espero que tudo acabe bem e que não haja mais perdas para nós, já enterramos muitos corpos desde o inicio desse ano. – Ororo falou lamentando a perda das pessoas da Academia.

Naquele momento Logan chegou na porta principal, ele encarou um por um dos rostos presentes e por fim focou seus olhos em Fury, ele olhou para os soldados do lado de fora da sala, sempre tensos na sua presença, da mesma forma que ficavam tensos na presença do Hulk.

–Como você está Logan? – Ororo foi na direção de Logan mais ele se afastou.

–Estou tentando me manter acordado. – Ele falou com a voz visivelmente amargurada.

–Todos nós sentimos muito pela sua perda e...........

–Não me venha com esse pedido de desculpas, eu não preciso das suas desculpas. – Logan falou encarando Fury que mantinha o olhar sério sobre ele.

–O que você veio fazer aqui Logan? – Ororo perguntou firme no momento em que o homem jogou sobre a mesa de Fury um jornal do dia.

–Primeira página. – Ele disse ainda com o sabor amargo nos lábios. Natasha foi até o jornal e começou a ler á primeira noticia da manhã.

O grande empresário David Jones, dono da maior rede de hotéis do mundo, criador de grupos de pesquisa para doenças sem cura, está anunciando hoje que daqui uma semana, no próximo Sábado será feito uma festa de gala para arrecadar fundos em nome do Hospital Central de New York que ajuda crianças carentes com Câncer.

O evento será aberto a todos.

–Você não está pensando em ir está? – Clint falou tomando a dianteira e perguntando aquilo que todos tinham em mente.

–Acho que é o certo a ser feito, ir lá e acabar com ele. – Logan falou firme.

–Na frente de toda aquelas pessoas? Vai estar lotado o lugar, eu conheço esse tipo de evento. – Disse Tony de forma séria, ele realmente era sempre convidado a participar dessas coisas, por mais que considerasse tedioso.

–Não quero saber lata velha, eu só quero ir lá e arrancar a cabeça daquele maldito. – Logan falou suas garras aparecerem, naquele momento Steve que até então estava apenas observando toda a situação interferiu segurando o ombro de Logan que o golpeou com força contra a parede.

–É assim que quer viver os seus próximos dias? – Gritou Steve com força para Logan que parecia pronto para lutar.

–Você não tem nada haver com isso, sua esposa está em sua casa protegida, sua filha está viva, acha mesmo que você entende a minha dor? – Logan gritou desesperado para o Capitão que avançou na direção dele acertando um soco com toda a sua força no queixo metalizado do mutante.

–Você não entende nada sabia? Eu perdi tudo, eu perdi minha família, meu melhor amigo, minha razão para viver e a mulher que eu amava, quando você e todos os outros vão entender que uma perda assim não pode ser substituída? – Steve falou segurando o mutante pelos ombros o forçando a encará-lo. –Um amor não substitui o outro e você sabe disso. – Por fim Steve largou Logan que ficou atordoado por alguns momentos, Natasha foi até o soldado que parecia tomado pela dor e o abraçou com toda a força que conseguiu enquanto Clint tentava ignorar aquele momento, ele sabia que Natasha e Steve tinham algum tipo de ligação, algo que ele nunca conseguiu desvendar.

–Me desculpe. – Logan falou por fim, Steve apenas fez uma menção de olhar para o lado e balançou a cabeça positivamente, ele sabia que Logan estava sofrendo, mas ninguém melhor do que ele entendia aquela dor.

–Você nunca vai esquecer? – Natasha falou baixo próximo ao ouvido de Steve enquanto permanecia abraçada a ele.

–Nunca. – Steve jamais poderia esquecer Peggy e tudo o que ela significou para ele, os amigos verdadeiros, a família que perdeu, ele jamais iria conseguir tirar essa dor de seu peito, mas havia aprendido a conviver com ela.

Ouve um grande momento de silêncio até que eles começassem a ouvir passos pelos corredores, passos acompanhados de um barulho metálico no chão.

–Nós também viemos para saber o que vai ser resolvido sobre seu aluno. – Disse Charles encarando Fury, durante todos os últimos vinte anos Charles nunca havia se envolvido dessa forma, ele não costumava passar por cima das ordens de Fury, mas diante de uma situação como essas ele não via outro jeito.

–Isso não é da jurisdição de vocês. – Fury falou encarando Scott e Emma que também estavam lado a lado com Charles.

Emma estava arrasada, ela não havia dormido muito bem nos últimos dias e durante todo o tempo ela ficava tendo pesadelos com a imagem de Kate morrendo nas mãos do Ceifador, era algo que não tinha como superar, mesmo com Scott ao seu lado a maior parte do tempo ela sabia que demoraria anos para entender o que aconteceu.

–Está enganado Fury, esse tem sido nosso trabalho á anos, encontrar e ajudar jovens com problemas, diferente de vocês que desejam transformar esses jovens em armas para a SHIELD, nós do Instituto só queremos o melhor para cada um deles, até mesmo Jackson. – Emma falou colocando sua mão com firmeza sobre o ombro de Charles que sorriu, ninguém melhor do que ela para sofrer com a perda de sua irmã, aquilo fez Logan olhar para a mulher de uma forma chocada.

–Você só pode estar brincando, você vai mesmo querer ajudar ele? – Logan parecia incrédulo, ele não queria saber de Jackson naquele momento, seus pensamentos de vingança estavam focados em David, mas mesmo assim ele não conseguia deixar de culpar Jackson por tudo o que havia acontecido.

–Jackson foi apenas um peão no meio dessa história toda, ele foi manipulado por todos e cumpriu suas ordens, ele não é diferente dos outros jovens, ele não é diferente dos filhos de vocês. – Charles falou decidido, mas ninguém iria tomar uma decisão sem antes ouvir as palavras de Coulson.

–Vocês me chamaram? – Disse a voz calma de Phill surgindo atrás dos mutantes, ele olhou para Scott e sorriu positivo, afinal, os dois estavam engajados em conseguir o apoio do governo nos últimos dias para uma campanha a favor dos mutantes, afim de, diminuir o impacto ruim nas opiniões publicas sobre a Academia.

–Queremos sua opinião sobre o que vai acontecer com Jackson, eu quero sua opinião. – Disse Fury mantendo um olhar cheio de significados, ele precisava do apoio do amigo, ele precisava das forças do amigo, ele precisava de ajuda.

–Quando eu conheci Clint Barton eu conheci seu lado bom, mas com o tempo, descobrir que muitas coisas ruins haviam acontecido em sua vida, mas que isso nunca mudou seu caráter, quando conheci Natasha, eu conheci seu lado ruim, coisas que a maioria aqui talvez nunca tenha descoberto, mas com a segunda chance ela me mostrou que pessoas podem ser melhores, e que devemos dar uma segunda chance a todos antes de condena-los. – Coulson fez uma pausa olhando para cada rosto presente. –Todos aqui conseguiram sua segunda chance, incluindo você Fury. – Disse ele olhando para o amigo. –Tony Stark, Bruce Banner, todos, todos conseguiram uma chance de mostrar que podiam fazer a diferença, não é justo que eu, ou qualquer um aqui tire isso de alguém tão jovem. – Coulson era um bom homem, ele olhou para Charles que sorriu, em fim havia esperança.

–Você é especial. – Natasha abraçou o homem e sorriu.

–Não me sinto especial, eu perdi meu irmão no meio disso tudo, não é fácil para mim aceitar o que aconteceu, mas eu preciso seguir em frente, preciso lutar e não vai ser condenando um garoto de 23 anos que vou ficar melhor. – Coulson falou de forma calma sorrindo para Natasha que não disse nada, apenas sorriu e assentiu com a cabeça.

–Então está decidido, Jackson Wilson terá uma segunda chance. – Fury falou de forma séria e todos concordaram com aquilo, menos Logan que apenas pegou o jornal sobre a mesa e saiu da mesma forma que havia entrado, não sem antes lançar um olhar duvidoso para Emma, ela sabia que ele ia fazer alguma coisa muito erra e torceu para que isso não o levasse a morte. Seria difícil resolver todos os problemas, mas ao menos um tinha sido contornado, Tony aproveitou para mandar uma mensagem discreta para a filha.

“Ele ganhou sua segunda chance, não desperdice.”

–Ela está bem? – Bruce perguntou discreto se aproximando do amigo que sorriu.

–Eu sou tão previsível assim? Todo mundo sabe o que eu estou fazendo? – Tony falou encarando Bruce que sorriu de lado.

–Você está ficando velho Stark, não está mais surpreendendo as pessoas. – Disse o cientista de forma engraçada.

–Eu devo estar em uma realidade alternativa, deve ser isso, Bruce Banner sendo engraçado em um momento de crise como esse? Só pode ser loucura. – Tony falou fazendo o amigo rir.

–O que vamos fazer a respeito dessa festa? – Steve perguntou encarando os outros de forma séria trazendo todo mundo para a realidade novamente.

–Acho que não será necessário fazermos nada, os jovens vão cumprir o seu papel. – Disse Charles de forma séria mais ainda sim confiante.

–Você acredita mesmo nisso? – Fury perguntou incrédulo, ele sabia que os jovens eram bons, mas sabia que provavelmente iriam colocar os pés pelas mãos.

–Você precisa ter um pouco mais de fé nos seus alunos Nick, você precisa confiar nas pessoas ao seu redor. – Scott falou olhando para Charles, ele sabia que essa atitude era difícil de conseguir, ignorar os erros do passado e seguir em frente não era a coisa mais fácil a se fazer, mas ele precisava ser forte agora.

–Só acho que eles são um bando de jovens diante de um problema muito maior que eles, Kate está morta, isso não pode ser concertado, Magneto e Mística estão ao lado de David e desejam o poder de alguma forma, provavelmente através de Daniel e não podemos deixar que isso aconteça, muito menos que eles percam a cabeça e coloquem tudo a perder. – Fury ainda se mantinha firme diante do problema.

–E o que pretende fazer? Vai amarrar todos eles e joga-los em celas? – Ororo perguntou se aproximando de forma determinada.

–Eu ainda não sei, mas pensei em levá-los para a SHIELD na base aérea. Assim dificultaria os imprevistos. – Fury falou analisando suas possibilidades.

–Não sei se é mesmo uma boa idéia, eles podem ficar ainda mais irritados diante disso e criar ainda mais confusão. – Clint falou pensando em todos os jovens que ele conhecia, em cada um deles e principalmente em seu filho, a idéia de manter Nicholas ali preso como um criminoso não parecia uma boa idéia nem de longe.

–Porque não deixamos eles nos dizerem o que querem. – Charles falou sorrindo, quando todos olharam para a porta e viram a imagem de Charlie parada ali, usando um vestido preto básico e uma expressão de quem não dormia á dias.

–Como entrou nesta base? – Perguntou Steve curioso.

–Poderes telepatas lembra? – Ela falou com um sorriso sarcástico apontando um dedo para a própria cabeça. –Não foi nem um pouco difícil, mas não estou aqui para contar vantagem, estou aqui apenas para dizer que sabemos da festa, e que vamos até lá, mas não será para matar ninguém, será apenas para mostrar aquele maldito qual é o lugar dele. – Charlie falou firme encarando cada rosto naquela sala.

–Então devo supor que vocês já tenham um plano? – Steve perguntou cruzando os braços meio incrédulo, mas a jovem apenas sorriu.

–Não se preocupe, vai ser tudo legal, as doações vão sair do bolso da Teddy e do Howie e todos nós iremos entrar como convidados, eu só quero olhar aquele maldito nos olhos e deixar bem claro a minha posição. – Charlie falou firme fazendo Steve sorrir.

–Espera ai, Howard vai fazer doações com o meu dinheiro e eu nem estou sabendo disso? – Tony falou fazendo Charlie rir.

–Eu não sei direito senhor Stark, nós vamos nos encontrar a noite para resolver as pontas soltas, eu só sei o essencial para passar a vocês. – Disse a morena de forma firme.

–E onde vai ser esse encontro? – Perguntou Scott curioso.

–Não estou autorizada a falar e Emma, nem adianta entrar na minha mente, ela está muito bem protegida. – A jovem deu meia volta indo para a porta novamente deixando todos perplexos e confiantes.

–Você não parece muito bem, devia dormir mais. – Disse Emma para Charlie que parou de andar mais continuou de costas para a loira e os outros.

–Eu ainda tenho pesadelos. – Charlie falou tentando não demonstrar emoção, mas a lembrança de Kate ainda estava viva.

–Você precisa superar isso. – Emma falou enquanto todos os outros permaneceram em silencio.

–Você também precisa. – Charlie disse virando o rosto discretamente para Emma, que viu as lagrimas começando a se formar.

–Ela era minha irmã. – Disse Emma por fim como se aquilo significasse mais para ela, mas Charlie apenas sorriu, um riso baixo e triste, algo cheio de dor e significado.

–Era minha também. – Disse por fim a morena saindo e deixando a todos com seus pensamentos.

Por mais confiantes que eles estavam ainda sim era um risco pensar em Logan sozinho com desejo de vingança, ou vinte jovens com poderes loucos para criar um pequeno caos na cidade.

–Barton, quero você armado até os dentes no alto do edifício mais próximo do local da festa, Tony eu quero você entre os convidados infiltrado assim como Rogers, vocês dois são os mais discretos e interessados em eventos como esse. – Disse Fury sério.

–Eu não ligo para coisas assim. – Disse Steve pensando no tédio que aquele tipo de festa era.

–A festa é para ajudar um hospital Steve, eu sei que todos estão acostumados com a sua presença em eventos de caridade, por mais que você não goste de estar presente em grandes festas mais sempre está pronto para ajudar. – Natasha falou calma e ela tinha razão.

–Ok, eu posso aceitar isso. – Disse o Capitão rindo.

–Otimo, então teremos o atirador escondido como arma secreta, o bilionário que gosta de aparecer e o homem das causas sociais, e o resto de nós? – Perguntou Ororo fazendo Coulson rir.

–Nós vamos estar na cobertura, seremos a cavalaria. – Disse o agente olhando para Fury que concordou com um sorriso.

–Gosto dessa palavra. – Fury falou fazendo Coulson se lembrar de alguns momentos intensos da SHIELD onde só a cavalaria era capaz de resolver as coisas.

–Bom, e os X-men onde entram nisso? – Scott falou firme encarando Fury e Coulson.

–Vamos montar uma base de apoio, vocês escolhem um grupo de cinco pessoas e nós faremos o mesmo, três dos meus já vão estar na ativa, dois ficaram na espera, vocês podem fazer o mesmo.

–Ótimo, então eu acompanho o Stark e a Ororo vai com o capitão, Scott pode dar cobertura com sua visão para Clint e assim teremos três e três, caso os jovens precisem de uma ajuda mais intensa chamamos Logan e Gambit. – Emma falou decidida enquanto todos pareciam concordar menos uma pessoa.

–Eu não posso ir com você. – Tony falou com os olhos arregalados. – Pepper vai me matar se eu fizer isso. – Emma riu da capacidade de Tony de se preocupar com as coisas mais pequenas diante de problemas muito maiores.

–Tenho certeza de que vai ficar tudo bem. – Emma riu indo até o homem e dando um tapinha no ombro dele. – O Scott não está reclamando disso.

–Eu confio em mim mesmo. – Scott falou rindo fazendo Tony rir.

–Gostei disso, acho que será divertido afinal, sempre gostei de loiras. – Tony puxou Emma pela cintura dando um beijo no rosto da mesma enquanto Scott tentava não demonstrar o quanto aquilo o incomodava, não importa quanto tempo passasse, Tony Stark sempre seria Tony Stark.

–Bom, então está tudo resolvido, Charles se você quiser acompanhar tudo conosco será um prazer. – Fury falou olhando o professor que sorriu.

–Acho que não, o melhor que posso fazer nesse dia é dar apoio a Daniel e garantir que nada de ruim aconteça a ele, o rapaz tem passado por momentos difíceis e está um pouco perdido, ele precisa encontrar a fé em si mesmo. – Disse o professor sério, Charles sabia que as coisas eram muito mais complicadas do que isso, no final das contas Daniel seria o único capaz de lutar de igual para igual com David, ele seria o único capaz de derrotar o irmão.

–Como quiser, mas se sentir vontade de vir vamos estar todos reunidos na Torre Stark, afinal o evento deve ser perto daquele ponto. – Fury falou de forma mais cordial para Charles, eles eram grandes lideres e isso os fazia importantes para todos ali, justamente diante disso era essencial que guardassem suas energias para o inimigo e não para ser usada entre si.

Tudo agora era apenas uma questão de tempo, esperar para ver o que David iria fazer nesta festa, quais as suas reais intenções sobre isso, porque era evidente que nada seria tão simples quanto parecia.

{…}

**** No dia Seguinte, logo pela manhã. ****

Apartamento de Megan Stark – Brooklin

A luz entrava tranqüila pela janela, Megan estava deitada em sua cama de forma despojada, por um momento ela havia esquecido de tudo, esquecido os problemas e a dor que rondava a Torre, mas quando esses sentimentos retornaram com força ela agradeceu por estar em sua casa, no seu lugar seguro, um lugar onde ninguém poderia machucá-la. Meg acordou sentindo um cheiro forte de queimado, ela saiu correndo da cama tentando se libertar dos lençóis, acabou tropeçando e indo ao chão algumas vezes, por fim chegou na cozinha a tempo de abrir as janelas antes que o sistema de incêndio fosse acionado.

–O que em nome de Deus está acontecendo aqui? – Ela perguntou séria procurando por uma resposta.

–Panquecas. – Disse Jackson com uma frigideira totalmente queimada nas mãos e panquecas que mais pareciam feitas de carvão.

–Ok, eu posso aceitar isso e meu coração continua aberto, agora me faça um favor, limpe toda essa bagunça enquanto eu volto para a cama e finjo que isso tudo é um grande pesadelo. – Meg falou de forma dramática enquanto Jackson apenas ria.

–Me desculpe, só tentei ser legal, mas acho que mestre cuca não é bem o meu estilo, de qualquer forma tem uma padaria aqui perto, eu vou até lá comprar alguma coisa pra gente, e, por favor, troque de roupa, o que os vizinhos vão pensar se virem você assim comigo? – Jack falou brincalhão enquanto jogava as panquecas no lixo da pia, e pela primeira vez Meg resolveu olhar para si, e percebeu que estava apenas com uma blusinha do pijama e calcinha o que a fez correr como uma louca para fora da cozinha enquanto Jackson morria de rir.

No dia anterior Meg havia mandado uma mensagem para Tony na esperança de mantê-lo calmo, apesar de não se preocupar muito com a opinião do pai, mesmo assim ficou feliz ao ver que Jackson havia sido perdoado, no entanto, ela sabia que ainda não era a melhor hora para aparecer.

Ela respirou fundo no quarto enquanto pensava no que vestir, por fim pegou uma calça jeans e uma blusa listrada de branco e preto na horizontal, como era magra não tinha problema com listras, depois amarrou os cabelos em um rabo de cavalo bem alto e fez uma maquiagem leve para o dia, por fim respirou fundo e voltou á cozinha.

–O que aconteceu aqui? – Meg falou mais uma vez surpreendida, ela estava diante de uma cozinha totalmente diferente, tudo estava limpo e sobre a mesa, um café da manhã completo com bacon, ovos, sucos naturais, frutas, torradas com creme, queijo e tudo o que é necessário para um café da manhã reforçado.

–Teletransporte! – Disse Jackson como se fosse á coisa mais normal do mundo. –Eu fui até a padaria e fiz uma compra rápida, acho que deu tudo certo.

–Acho que foi mais do que certo, isso parece incrível. – Megan sentou-se sobre o balcão da cozinha enquanto comia uma porção de panquecas.

–Devia se sentar á mesa como a garota mimada que é. – Jackson falou rindo fazendo gestos como se imitasse um garçom.

–Esta é a minha casa e eu faço o que eu quiser. – Disse Megan rindo empinando o nariz.

–Claro, assim como andar de calcinha por ai. – Ele riu se lembrando dela minutos atrás o que deixou a jovem um pouco desconcertada, eles riram, mas logo em seguida ouve um minuto de silencio, um momento que ambos entenderam.

–Eu sinto muito. – Disse Jackson triste, era verdadeiro, era sincero.

–Eu sei, e estou feliz que meu pai e os outros estão dispostos a lhe dar uma segunda chance, mas vai ter que se esforçar muito para provar que merece isso. – Megan falou respirando fundo e olhando pela janela. –Hoje á noite nós vamos até a casa do Howard, os outros vão estar lá e vamos ter a oportunidade de fazer a sua defesa. – Megan pulou do balcão e foi até a mesa pegar um café, ela olhou para Jackson de forma confiante, mas o rapaz não parecia muito feliz com aquela decisão.

–Eu acho que eles não vão me aceitar muito bem. – Disse por fim passando a mão pelos cabelos.

–Todo mundo tem direito a um recomeço, você não matou Kate. – Megan falou se aproximando dele, mas Jackson encarou ela de forma dura, na verdade, toda aquela frieza era mais para si mesmo do que para ela.

–Eu não matei a Kate? Por minha culpa ela morreu, por minha culpa vocês não tem mais a sua preciosa academia, por minha culpa Richard está morto, assim como Ellen e Grayce, eu não entendendo como você não consegue ver isso, eu não entendo. – Jackson se levantou e foi caminhando na direção de Megan, cada palavra dita com ódio e rancor de si mesmo, ele estava envergonhado por ter escolhido aquele caminho e queria que ela visse isso, que ela visse do que ele era capaz, mas Megan apenas se manteve firme caminhando para trás até bater as costas contra a parede da cozinha e ficar cara a cara com ele, seus olhos se encarando, suas respirações ofegantes, havia medo, havia duvida, mas por todo o tempo também havia entendimento.

–Você é um idiota, você quer me assustar? Vamos falar sobre todos os outros, você se acha um assassino? Stefan é um assassino melhor que você, você se acha cruel por ter sangue inocente em suas mãos? Theodora matou um vilarejo inteiro, crianças, mulheres, homens bons, ela destruiu tudo, você acha mesmo que é perigoso? Seth precisa viver isolado do mundo para não ferir ninguém, você não sabe de nada, você pensa que é um grande criminoso, mas eu só vejo um garoto confuso cheio de sofrimento que foi humilhado e abandonado pelos pais eu............- Mas Megan não conseguiu terminar seu raciocínio, em um impulso Jackson a puxou o mais perto possível e a beijou com toda a vontade que havia guardado nos últimos dias, ele sabia que aquilo não daria certo, sabia que era totalmente errado, mas não havia palavras que pudesse dizer que mudasse as coisas, por isso beija-la era a melhor opção.

Suas mãos contornaram o corpo da jovem de forma desesperada, ele havia sonhado com aquilo na ultima noite, era impossível dizer que durante os últimos momentos juntos ele não tinha tido nenhum desejo em relação a ela, Megan era linda, e nesse momento ele só queria sentir o calor de seu corpo em suas mãos.

A jovem deixou um gemido escapar entre os lábios e estremeceu, estava perdendo a cabeça, ela sabia disso, não podia levar aquilo a diante, não nesse momento, não no momento em que todos estavam de luto, ela sabia que a vida não pode esperar, ela queria ser amada ali mesmo, no chão daquela cozinha, mas se fizesse isso agora talvez não se perdoasse depois.

–Jack eu....por favor não é o momento eu...-Ela tentava falar mais era difícil, por fim conseguiu colocar suas mãos tremulas sobre o peito dele e para-lo.

–Me desculpe eu.....-Disse Jack ainda ofegante tentando entender aquilo tudo.

–Tome seu café, e.....bem, não saia hoje, não queremos a SHIELD na porta de casa...e...e não entre em confusão, eu...eu vou resolver alguns assuntos e....a noite, bem, a noite vamos até o apartamento do Howard resolver essa bagunça. – Megan tentou se manter o mais firme possível, mas era difícil controlar os lábios trêmulos, por fim ela concluiu sua frase e voltou para o quarto, ao menos lá era um local seguro.

Jackson ficou ali parado olhando para a parede tentando entender o que realmente havia acontecido, mas não teve muito sucesso.

{...}

Em algum lugar no centro de New York

O sol já estava um pouco mais alto naquele momento, mas ainda era hora de um bom café da manhã, o café do Joe’s era um dos lugares favoritos de Bárbara, sempre que ia a New York ela precisava passar ali com sua mãe ao menos umas três vezes ao dia, isso porque sempre que ia ali acontecia alguma coisa divertida.

John por sua vez não tinha um lugar favorito, durante muitos anos viveu vagando como um viajante sem rumo, perdido, ele não tinha casa, não tinha amigos e todas as tentativas que fez de conseguir conversar com alguém da família acabou sendo em vão, mas agora pela primeira vez na vida ele tinha um lugar especial, ele tinha uma pessoa especial e não deixaria que nada no mundo mudasse isso.

A garçonete chegou com um prato cheio de bacon, ovos, torradas, panquecas, lingüiça defumada, presunto e queijo, colocando tudo de um lado junto de um copo de suco de abacaxi com hortelã, enquanto para a outra pessoa ela depositou apenas um café preto, a moça sorriu para o rapaz que apenas se espreguiçou passando as mãos de forma displicente pelos cabelos bagunçados.

–Seduzindo a garçonete? – Bárbara falou erguendo uma das sobrancelhas. –Bela forma de começar nosso encontro matinal.

–Encontro matinal? Eu nunca ouvi isso na minha vida, mas gostei. – John falou de forma calma sentindo o sol tocar em seu rosto branco enquanto a camisa preta absorvia o calor para si. –Mas quanto a estar seduzindo a garçonete já vou dizendo que é um grande exagero, um absurdo da sua parte. – Ele falou rindo enquanto ela apenas sorriu fingindo acreditar.

–Homens. – Disse a loira rindo e ficando ainda mais feliz ao olhar para o seu prato e perceber como aquela comida toda parecia maravilhosa.

–Sério que você vai comer tudo isso? – Disse John de forma divertida bebendo seu café enquanto Bárbara apenas revirava os olhos indignada.

–Qual o problema? Sempre ouvi dizer que o café da manhã é a refeição mais importante do dia.

–Mas acho que isso quebra todas as barreiras. – John riu olhando para a vitrine de doces. –Aposto que ainda vai ter espaço para a sobremesa. – Ele falou divertido enquanto aproveitava um pouco da bela manhã de Sábado ao lado da deusa.

Todos estavam se preparando para a reunião no apartamento de Howard, Bárbara não tinha boas lembranças daquele lugar, houve um tempo em que Howard sempre enchia aquele lugar com bebida, drogas e garotas fáceis, as coisas estavam diferentes agora, sem falar que o motivo daquela reunião não era uma festa fútil, mas um encontro que mudaria muito a forma deles pensarem.

–Pode acreditar, eu estou de olho em uma torta de morangos ali á horas. – Bárbara riu animada, estava feliz por ter aceitado tomar café fora da Torre, os últimos dias estavam sendo difíceis, principalmente com o luto pela morte de Kate, ninguém havia superado ainda, todos estavam magoados com aquilo e pensando em algo para ser feito.

–Você está bem com tudo isso? – John perguntou por fim encarando os olhos de Bárbara com grande intensidade.

–Eu não posso dizer que estou bem, mas posso dizer que vou lutar para que tudo fique bem, eu quero muito que as coisas dêem certo. – A jovem falou tensa, mas aliviou o momento comendo o bacon de forma engraçada.

–Você é uma princesa, não devia comer assim. – John sabia o peso daquela palavra, “princesa”, Bárbara também sabia que aquilo era algo tão pesado quando o martelo de seu pai.

–Pelo que eu sei sou apenas a filha de uma cientista aposentada, e pretendo que as coisas permaneçam assim. – Bárbara falou rindo enquanto comia, pensar em sua mãe era algo que lhe dava muito prazer.

–Você já tomou alguma decisão sobre Asgard? – John sabia que não era o melhor momento para falar sobre aquele problema, mas precisava resolver as coisas, não queria que aquele sentimento de perda ficasse tão forte dentro de si.

–Todos andam querendo adivinhar o que eu vou fazer, todos andam querendo que eu escolha esse ou esse caminho, eu estou cansada disso, sabe o que eu quero de verdade? Eu quero trabalhar com defesa pessoal, ser uma treinadora ou alguma coisa parecida, quero ter um apartamento em Manhattam e um gato com o nome de Midigard, eu quero acordar cedo e dormir tarde e provavelmente comer pizza todos os fins de semana, é isso que eu quero, é isso o que decidi, espero que você esteja de acordo com isso. – Bárbara falou enquanto comia os ovos e bebia o suco quase ao mesmo tempo.

–Você é muito especial, ás vezes eu me esqueço disso, me desculpe por estar sendo tão idiota nos últimos tempos, as pessoas também esperam o melhor de mim, assim como eu me pressiono todos os dias, eu matei muitas pessoas Bárbara e eu sei que você não pode entender isso, eu matei pessoas inocentes e nunca consegui esquecer essa dor, todos os dias quando eu acordo e me vejo no espelho eu penso como seria maravilhoso levar uma pancada na cabeça e esquecer tudo para ter a chance de viver uma vida normal. – John fez uma pausa pensando em todos os problemas que havia enfrentado até aquele momento. –Você é a melhor coisa que me aconteceu em todos esses anos. – Disse por fim soltando o ar de uma só vez encarando Barbie que sorria emocionada com a sinceridade do rapaz. –Mesmo com essa cara cheia de calda, mesmo assim você é única para mim. – Naquele momento Bárbara olhou no reflexo do vidro do café e quase teve uma crise ao ver o rosto todo sujo com a calda de chocolate das panquecas.

–Não ri. – Ela disse enquanto tentava limpar tudo desesperadamente, mas naquele momento John tirou uma foto.

–Acho que seus amigos vão adorar isso. – Ele falou rindo enquanto postava a imagem para todos.

–Seu traidor, vou ser obrigada a amarrar você e tortura-lo. – Bárbara falou séria, mas John olhou para a jovem de forma sedutora, ambos ficaram em silencio por um segundo até ela perceber o quanto suas palavras tinham sido provocantes. –Ok, não vou dizer mais nada, vou apenas morrer de vergonha enquanto termino meu café.

–Não precisa ter vergonha, foi muito lindo, eu adorei a idéia. – Disse ele estendendo a mão e acariciando as mãos da jovem.

–Ao menos conseguimos nos divertir. – Disse Bárbara rindo de forma agradecida, afinal, o clima entre todos não andava dos melhores.

–Vai dar tudo certo, eu tenho certeza. – John falou sorrindo para Bárbara enquanto o celular começava a apitar descontrolado.

–Você me paga por isso. – Ela disse fingindo uma revolta, mas no final das contas estava feliz.

–Que horas devemos estar no apartamento do Stark?

–As nove, e não precisa chamá-lo de Stark, ele é um cara legal, eu sei que vocês tiveram suas diferenças antes, mas acho que deviam seguir em frente quanto a isso.

–Howard e eu não somos os melhores amigos do mundo, mas não tenho raiva dele, nem ele de mim, eu sei que o nosso começo não foi dos melhores, até porque ele representa o tipo de cara que eu jurei nunca ser, mas as coisas estão bem agora, só não vou ficar chamando ele de Howie por ai, é constrangedor. – John falou fazendo Bárbara rir até engasgar com o suco.

–Você é muito mal sabia? – Ela falou rindo enquanto tentava afastar os medos de sua mente, mas sabia que a cada dia que passava tudo ficava mais angustiante.

{...}

Hotel Don Magno – Próximo dos limites da Cidade.

A luz entrou pela janela entreaberta do quarto numero 312, as roupas estavam espalhadas pelo chão em sinal de total despreocupação, havia uma caixa de pizza sobre uma pequena mesa com dois pedaços ainda lá, algumas garrafas de vinho no chão completavam o cenário, da janela o rapaz bebia as ultimas gotas do liquido enquanto observava o corpo da jovem morena deitado, nu sobre a cama, a visão mais linda de sua vida.

–Ela é realmente bonita. – Disse uma voz que parecia ecoar por todo o quarto, por fim Erick viu com grande espanto ao lado de Renata a imagem de seu pai com as roupas Asgardianas. –Mulheres assim você não encontra em Asgard, eu sinto um pouco de falta de estar por aqui. – Disse Loki com um sorriso brincalhão.

–O que quer aqui? – Disse o rapaz ficando de pé imediatamente, ele estava usando apenas a calça, seu peito nu com o reflexo do sol só ficava mais bonito.

–Não se preocupe, não vim fazer mal a ninguém, eu só achei que minha primeira visita foi rápida demais, eu achei que como pai deveria tentar mais uma vez argumentar com você. – Loki falou enquanto arrumava gentilmente os cabelos negros ao lado do rosto da menina adormecida.

–Nós estamos bem, por favor, nos deixe viver nossas vidas. – Erick falou se aproximando do pai, era visível a energia que emanava do deus e isso contagiava Erick.

–Filho, eu queria muito poder dizer a você para viver essa vida, eu queria muito olhar nos seus olhos e dizer que a única coisa que eu exijo de você é que seja feliz, mas eu não posso. – Loki andou até o filho e o segurou pelos ombros. – O reino de Asgard é majestoso, você nunca viu nada igual, mas até mesmo os grandes reinos tem grandes perdas, eu perdi sua avó em um desses momentos de escuridão, eu perdi a mim mesmo, e agora que tenho uma chance de fazer a coisa certa venho aqui pedir a você que faça o mesmo, nós já fomos julgados tantas vezes, pense nisso. – Loki encarou o filho preocupado.

–Eu a amo. – Disse por fim olhando Renata que parecia em transe.

–Eu não duvido disso, mas pense que você pode estar colocando-a em perigo por ser teimoso, Thor não é o tipo de homem que vai perdoar essa falta, se rejeitar a filha dele pode começar uma guerra que não está pronto para vencer.

–Então lutaremos juntos. – Renata falou cobrindo seu corpo com o lençol e mostrando não estar constrangida por estar nua e naquela situação. –Eu não tenho medo de você, nem do deus do trovão, eu não ligo para Odin, ou para os problemas de Asgard, eu só conheço a terra, e a terra é cheia de problemas como deve saber, nós temos fome, frio, doença e morte, além disso temos vilões de sobra para combater, além dos desastres naturais, então não me venha com esse papo de “Asgard precisa de você”, isso é só uma forma de assustar Erick e força-lo a fazer o que você quer, eu não tenho medo dos problemas, eu só tenho medo de estar sozinha quando eles chegarem. – Renata falou encarando o deus, por um segundo Loki entendeu o, porque do filho amar tanto aquela jovem, entendeu o, porque de tanta dedicação e apreço, mas ele sabia que mesmo grandes mulheres não são suficientes quando as espadas começam a derramar sangue.

–Eu não posso abandoná-la, eu não posso ignorar isso, nós estamos juntos, nós somos felizes e espero que aceite isso. – Erick falou firme mais de forma carinhosa.

–Eu te amo meu filho, e acredito que esta jovem seja uma grande mulher para você, mas você nasceu para ser um rei, e um rei só se casa com uma rainha.

Naquele momento Erick acordou assustado fazendo Renata acordar com ele, ela estava um pouco tímida por estar sem suas roupas, á noite anterior havia sido incrível para ambos e agora nada no mundo iria separá-los.

–Eu tive um sonho estranho. – Disse Erick preocupado abraçando Renata para si.

–Eu acho que sonhei alguma coisa também, mas não me lembro bem o que era, de qualquer forma a gente precisa se vestir. – Ela falou rindo beijando o rapaz que estava tentando esconder seu nervosismo.

–Vamos tomar um banho primeiro, algumas horas na água quente vai me acalmar. – Ele falou sorrindo enquanto mordia de leve o pescoço da menina.

–Acalmar? Eu duvido muito. – Renata riu sentindo o calor do corpo de seu amor e feliz por tê-lo ali só para ela.

–Reh. Eu quero que você saiba que não importa o que aconteça, eu te amo muito, eu nunca amei uma pessoa assim, eu sei que a gente não tem tido muito tempo para viver isso, mas eu quero que saiba que não imagino minha vida sem a sua. – Erick apertou as mãos da jovem contra o peito e depois depositou um beijo terno, Renata segurou as lágrimas, não podia chorar em um momento tão bonito, mas a verdade era que estava muito emocionada.

–Vamos superar todos os obstáculos juntos. – Disse a mesma sorrindo e beijando o rosto de Erick. – Agora vamos tomar logo esse banho quente, hoje temos um compromisso sério á noite.

Os dois estavam preocupados com o que seria resolvido na reunião com os outros, como eles iriam resolver o problema do Ceifador e todos os outros.

Do lado de fora um homem permanecia sentado em um café de frente ao hotel, ele parecia ser apenas mais um empresário ou advogado com seu terno negro, mas Loki estava longe disso.

{...}

Torre Stark – Enfermaria

Nicholas estava radiante, ele havia ganhado alta, assim como Jeremy, ambos estavam se preparando para sair daquele lugar tedioso enquanto Stefan ainda teria que ficar de observação por mais alguns dias.

–Isso é que dá ser um cara legal, quer um conselho meu amigo, nunca salve a mocinha. – Disse Stefan emburrado porque todos iriam embora e ele permaneceria ali, assim como Andressa que havia saído do coma á poucas horas.

–Vai dar tudo certo cara, você vai ver. – Disse Nick fazendo um positivo com o dedão.

–Fácil falar. – Stefan revirou os olhos agora com um pouco mais de humor.

–Ei seu chorão, pare agora mesmo com isso, eu estou aqui em pedaços e estou feliz por ter acordado, então não me venha com essa conversa de “eu estou sofrendo”. – Andressa falou com á voz um pouco tremida, mas ela já se sentia muito melhor.

–Ela tem razão cara, ficar aqui lamentando não vai ajudar em nada. – Jeremy falou enquanto vestia sua jaqueta marrom.

–É isso mesmo Stefan, pare já com essa choradeira, nós estamos aqui para resolver as coisas. – Anne surgiu na porta com um grande sorriso, o que fez Stefan esquecer totalmente dos seus problemas.

–E ela não está falando da boca para fora, o que temos aqui é grande. – Gambit falou olhando para Andressa e sorrindo, a jovem levou a mão aos cabelos em uma tentativa de melhorar a aparência mesmo sabendo que seria um pouco difícil fazer isso assim.

Os dois mutantes se afastaram da porta deixando uma terceira pessoa aparecer, para a surpresa de todos um rapaz de cabelos negros e roupas simples, ele tinha as mãos dentro do bolso e um sorriso fraco nos lábios. Era Daniel.

–Você é o famoso Daniel? – Jeremy perguntou curioso e o rapaz sorriu.

–Sim, eu sei que andei meio escondido, mas depois de tudo o que aconteceu acho que preciso me envolver um pouco mais e gostaria de participar da reunião de vocês. – Ele disse de forma simples, quase humilde, os meninos se entreolharam e por fim encararam Anne.

–Que foi? Eu falei para ele sim sobre a reunião, acho super justo ele estar lá com a gente, sem contar que a presença do Daniel pode ser uma carta na manga. – Anne falou cruzando os braços sobre o peito fingindo não ligar para a opinião dos outros.

–Tudo bem, acho que ninguém vai se opor a isso, mas o que exatamente você veio fazer aqui? – Nicholas perguntou olhando para o rapaz tentando ver se podia confiar nele.

–Eu fiquei sabendo sobre seus amigos feridos, sei que meus poderes não são bons para luta, mas eles são perfeitos para cura. – Daniel foi até Stefan que se mantinha atento a tudo, ele se aproximou e tocou o braço do rapaz com cuidado, em alguns segundos um pequeno brilho surgiu e se espalhou por Stefan, no momento seguinte o jovem pulou da cama de uma só fez analisando suas feridas e vendo que não havia nada, ele sorriu e abraçou os amigos, por fim foi até Anne e a beijou de forma animada.

–Valeu cara, eu achei que fosse ficar o resto da vida deitado ai. – Stefan falou ainda abraçado em Anne e encarando Daniel que sorriu.

–Eu já havia me esquecido como era curar alguém, estou feliz por ajudar. – Daniel foi na direção de Andressa que estava segurando a ansiedade ao máximo possível, ele fez o mesmo gesto com ela e no mesmo minuto Andressa também se levantou, ela olhou para as partes feridas em seu corpo só para checar se tudo estava bem, por fim ela se levantou e foi na direção de Daniel lhe dando um abraço.

–Obrigada, isso muda tudo. – Ela disse sorrindo tentando controlar as lágrimas.

–Está tudo bem, eu precisava fazer alguma coisa, eu precisava tomar uma posição. – Disse ele sorrindo meio sem jeito, Daniel sempre foi tímido e não era muito bom em relação a contato físico.

Andressa foi até Gambit e o abraçou, sentir o calor dos braços dele, nada no mundo podia ser melhor do que aquele momento.

–Não olhe para mim, estou horrorosa. – Andressa falou tentando arrumar os cabelos em uma tentativa vã.

–Não se preocupe com isso, você é linda de qualquer forma Cherry, nada em você pode ser considerado feio, seria um crime fazer isso. – Gambit falou da forma mais charmosa que encontrou fazendo Andressa rir.

–Bom, então vamos todos participar dessa reunião e descobrir o que vamos fazer na festa daquele demônio. – Disse Nicholas sério, mas Anne deu uma cotovelada nele fazendo um gesto de “fique quieto”. –Que foi? O que eu disse?

–Eles são irmãos. – Anne tentou falar baixo, mas Daniel apenas riu.

–Não se preocupe comigo, já estou acostumado a ver meu irmão sendo um monstro, eu sei que ele não tem muito a simpatia das pessoas, principalmente a de vocês, apenas a sociedade acha que ele é um bom homem e no fundo eu acho que eles sabem um pouco da verdade, mas aceitam calados devido a todo o dinheiro que ele costuma investir em tudo. – Daniel falou pensando em todos os anos em que viveu em cativeiro e todas as coisas que ouviu durante esse período.

–Bom, eu já fim minha parte, agora preciso voltar ao instituto, provavelmente vão me passar alguma informação importante, eu estou sentindo em meus ossos, mas vocês se cuidem, não esqueçam que estão enfrentando a própria morte e isso não é uma coisa simples. – Gambit falou de forma séria, ele tinha razão quanto aquilo, nada seria simples, mas todos estavam prontos para qualquer perigo.

{...}

Apartamento de Howard Stark – Manhattam

O apartamento de Howard estava longe de ser uma coisa simples, o lugar era enorme, uma Linda cobertura no alto do belo Palace Hotel, bem no centro de Manhattam.

A campainha tocou e Howard foi até a porta correndo, ele havia dispensado a empregada porque não queria ninguém de fora ouvindo a conversa, agora ele entendia como era ruim fazer o serviço de casa.

–Oi. – Disse Ângela encarando o rapaz, ela usava um vestido branco com flores azuis, tinha os cabelos alisados e presos em um rabo de cavalo bem alto, suas mãos pareciam tremulas, mas ela apenas sorriu de forma doce.

–Você está linda. – Howard falou dando passagem para ela, Howard usava o clássico, terno preto sem o casaco, apenas a camisa branca com os primeiros botões abertos.

–Você também. – Ângela sorriu discreta, ela olhou com atenção cada detalhe daquele lugar e adorou cada um deles.

–Olha, eu não queria falar dessa forma, mas eu não agüento agir com essa frieza, fingir que está tudo bem, porque não está Angel, não está nada bem. – Howard sentou ao lado de Ângela no sofá deixando a menina ainda mais tensa.

–Você tem razão, eu sinto sua falta. – Disse a mesma de forma baixa, era justamente por isso que ela havia ido mais cedo até lá, queria a oportunidade de conversar com Howard.

–O que eu preciso fazer para que as coisas voltem a ser como antes? – Ele perguntou sério.

–Não deixar que seja como antes. – Nós não podemos discutir por bobagens como ciúme o tempo todo Howie, você perde a cabeça sem motivo e isso não é uma coisa boa, precisa controlar a sua raiva. – Ângela falou séria e eles ficaram em silencio por um minuto, até caírem na gargalhada.

–Ok senhorita Hulk, eu prometo manter a calma, sei que fui um idiota com você na ilha e te envergonhei, sei que devia confiar mais em você e me preocupar mais com nosso amor do que com os imbecis que ficam a sua volta, afinal eu sou Howard Stark, tenho que ter mais fé em mim mesmo.

–Exato, eu te amo Howie, mas não posso viver com alguém que não confia em mim. – Ângela foi firme, mas estava feliz pela conversa, talvez agora eles tivessem uma chance maior.

–Amigos? – Howard perguntou estendendo a mão para a menina.

–Não! – Ângela se jogou sobre ele praticamente derrubando o mesmo sobre o sofá, ela o beijou com vontade devido a tanto tempo longe da pessoa que amava, eles estavam felizes e ela sabia que não teria mais volta. Alguns minutos depois enquanto eles ainda se beijavam Howard escutou um “Harram” como se alguém limpasse a garganta.

–Estamos interrompendo alguma coisa? – Disse Vicky com um grande sorriso no rosto ao lado de Jeremy que a abraçava, Anne com Stefan, Nicholas com uma cara de quem estava adorando aquele momento constrangedor ao lado de Sophie e Andressa com um rapaz que Howard não conhecia. Sophie e Vicky haviam ido até a enfermaria para buscar seus namorados e aproveitaram para ir até o encontro no carro de Andressa que mais lembrava uma caminhonete velha.

–Há quanto tempo estão ai? – Howard perguntou enquanto Ângela se arrumava de forma constrangida.

–Não se preocupe, acabamos de entrar, a porta estava destrancada e ninguém atendia, então achamos melhor entrar de uma vez e a propósito, fico feliz que tenham voltado. – Nicholas falou sorrindo.

–Tem alguma coisa para comer aqui, estou a dias comendo aquela gosma da enfermaria. – Disse Jeremy fazendo Vicky rir.

–Dane-se a comida, eu preciso de álcool. – Stefan falou olhando ao redor procurando o bar.

–Tem um pouco de tudo, eu fiz alguns petiscos com frutos do mar e para quem é alérgico tem uma bandeja separada com presunto, também tem comida japonesa, está tudo na cozinha é só ir lá buscar, a bebida também está lá. – Howard falou de forma natural, mas ouve um grande silencio.

–Você disse o que eu acho que disse? – Anne falou olhando para os outros presentes.

–Que eu fiz? – Howard falou como se fosse á coisa mais normal do mundo.

–Isso, a parte assustadora onde você revela seus super poderes. – Anne parecia chocada assim como todo mundo presente.

–Eu fiz um curso de comida japonesa alguns anos atrás ok? Eu sei cozinhar uma coisa ou outra, nada muito especial, mas ás vezes eu faço. – Howard falou passando a mão nos cabelos sentindo-se observado.

–Cara, isso é injusto, não dá para competir com isso, você é bonito, rico e ainda cozinha? A vida é mesmo cruel. – Nicholas falou rindo enquanto Ângela ainda estava curiosa com o estranho na sala.

–Desculpe mais, quem é ele? – Perguntou a loira fazendo todos voltarem suas atenções para Daniel.

–Esse é o Daniel, ele quer participar e eu acho muito justo. – Disse Andressa olhando para o rapaz que sorriu, ele já conhecia a morena de outras vezes no Instituto, e ter a presença dela ali era algo que lhe dava força.

–Então você é o famoso Daniel, seja bem vindo. – Howard falou estendendo a mão para o rapaz que sorriu, no começo de tudo Daniel estava com medo da forma que seria recebido pelos outros, mas agora conhecendo uma parte do grupo ele começava a se sentir na melhor.

–Obrigado, devo dizer que vocês são boas pessoas. – Daniel falou meio acanhado fazendo Sophie dar uma grande gargalhada enquanto vinha da cozinha com Jeremy e Stefan trazendo a comida e bebida para a sala.

–Você diz isso porque ainda não conheceu os outros. – Ela falou rindo. –Somos todos problemáticos, você não é o único, temos assassinos, criminosos, ladrões, golpistas, e armas em potencial, não se sinta mal por seu irmão, ninguém aqui pode julgar você. – Sophie falou com seu riso habitual, mas suas palavras traziam uma seriedade muito pesada.

–Eu tento aceitar isso da melhor forma possível, mas eu cresci vendo meu irmão ser cruel com as pessoas, ele matou nossa família, ele matou minha mãe e meu pai e no final eu acabei sendo julgado por isso também, algumas marcas ficam tão profundas que não conseguimos remover. – Daniel falou encarando os outros de forma séria, todos ali entendiam aquilo, principalmente Stefan e Anne.

–Nós sabemos o que é ser vitima dos outros, quando alguém do seu sangue é cruel isso acaba ficando em você também. – Stefan falou enquanto abria uma garrafa de vinho francês.

–Não vamos condenar você por nada aqui, se você quer ajudar será bem vindo, não vamos criticar quem você é ou o que fez até agora diante dessa guerra, afinal, o inimigo é seu irmão, quando se trata da própria família as coisas ficam complicadas. – Anne falou pensando em seu avô que era tão culpado quanto o irmão de Daniel.

–Eu realmente não sei o que dizer. – Daniel falou passando a mão pelo cabelo de forma tímida.

–Pode começar bebendo com a gente. – Jeremy falou entregando uma taça de vinho para o rapaz que sorriu, pela primeira vez em mais de dez anos ele se sentia parte de alguma coisa.

Alguém bateu na porta e Howard correu para atender, dessa vez ninguém iria pegar ele despreparado.

Erick entrou com Renata, ambos de mãos dadas com um ar de cumplicidade que deixou muitas perguntas no ar, o casal parecia apaixonado e isso era bom, afinal as noticias ultimamente não haviam sido positivas.

Logo atrás surgiu Nathaniel com Charlie, ambos um pouco deprimidos, Nate por se preocupar com Charlie e a mesma por ainda estar sofrendo muito.

Seth que tinha ido com sua moto parecia ter saído de um dos filmes de velozes e furiosos com seu capacete nos braços e jaqueta de couro preta, ao lado dele o maior contraste, Theodora que havia ido com seu motorista permanecia ao lado de Seth usando um longo champanhe e um chapéu com aba larga da mesma cor, seu colar de ouro preenchia o espaço do pescoço até o decote e ela parecia bem mais alta já que estava com um salto de quinze centímetros.

–Como meus amigos são estranhos. – Howard falou rindo dando passagem para que todos fossem se arrumando.

–Vocês parecem ótimos. – Jeremy perguntou para Erick no momento em que ele e Renata se aproximaram do sofá maior.

–Nós estamos lutando pelo nosso amor, isso é o que importa. – Renata falou beijando Erick que sorriu.

–Eu admiro muito isso. – Vicky falou enquanto encostava sua cabeça no ombro de Jeremy.

–Devia admirar mesmo, assim como nós admiramos a forma como Jeremy defendeu você na Ilha, ele queria invadir o lugar e sair no tapa com todo mundo por você, até o seu pai ficou impressionado. – Angel falou sorrindo enquanto comia o sushi.

–Isso é verdade Jer? – Vicky perguntou emocionada.

–Eu nunca iria desistir de você. – Jeremy falou tímido e Vicky o abraçou com toda a sua força quase sufocando o rapaz.

–Ok, vamos parar com esse papo meloso e vamos direto ao assunto, em primeiro lugar, quem é esse cara? – Charlie falou indo para o centro da sala encarando Daniel que ficou tenso.

–Ele é o Lázaro. – Disse Teddy séria enquanto tirava seu chapéu e pendurava em um canto junto aos casacos.

–Você já o conhecia? – Seth perguntou deixando o capacete no chão.

–Vocês realmente desconhecem o poder dos telepatas não é? – Disse a morena sorrindo para Seth que tentou evitar aquele sorriso, em sua pouca experiência de vida ele havia aprendido que garotas bonitas causam mais problemas que qualquer buraco negro.

No mesmo momento a campainha tocou de novo, Howard foi atender desejando que todos os que estivessem faltando estivessem ali, bem na sua frente para que ele não precisasse mais abrir a porta.

Bárbara entrou de uma vez batendo na mão de Howard como um comprimento, John entrou com ela de uma forma mais formal, ambos estavam um pouco queimados de sol o que mostrava que tinham passado o dia todo juntos andando por ai.

Lacey e Gery entraram quase ao mesmo tempo, o que fez a ruiva tropeçar e pisar no pé de Howard, Gery por sua vez usava uma roupa de academia e parecia suado, mas não ligava nem um pouco para isso. Mason tinha uma expressão firme como todo bom agente da SHIELD, ele usava um moletom preto normal para não chamar muita atenção, ao lado dele Layane também chegou com uma roupa de caminhada e fones de ouvido, ela estava feliz por estar com todos novamente e foi se sentar perto de Renata que havia se tornado uma grande amiga sua, claro que ela não pode deixar de notar o olhar interessado de Mason em seu short colado de ginástica.

Por fim Edward vinha usando uma boina verde musgo e uma camisa de manga longa preta, ele vinha com Andrew que usava uma calça jeans escura e uma blusa preta com uma jaqueta jeans por cima, eles estavam a algumas horas no bar ao lado do prédio de Howard e quando viram as pessoas chegando resolveram subir de uma vez.

Todos foram se acomodando nos grandes sofás acolchoados de Howard, Teddy sentou em uma poltrona individual, ao seu lado Seth que não gostava de muito tumulto, em um dos grandes sofás ficou Vicky com Jeremy, Erick com Renata e Angela em um dos braços do sofá com Layane do outro lado, no outro sofá maior ficou Anne com Stefan, Sophie com Nick em um dos braços Andrew e no outro Edward. Lacey e Gery se sentaram no chão de forma confortável, Howard permaneceu de pé assim como Charlie que parecia tensa e Nate que estava se preparando para qualquer coisa, Bárbara e John dividiram um sofá menor sem problemas enquanto Mason sentou no inicio das escadas que levavam para o segundo andar. Andressa veio da cozinha com um banco acompanhada de Daniel que resolveu fazer companhia a morena sentando-se ao seu lado, a verdade era que ele se sentia mais protegido assim.

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–Meus caros amigos, a reunião da Academia está oficialmente aberta, tem comida e bebida para todos e o banheiro social fica a esquerda, antes de mais nada quero que todos saibam que mais cedo Charlie foi até a base da SHIELD para comunicar aos outros sobre esse encontro, então podemos até estar sendo observados nesse momento, por isso eu gostaria de pedir aos telepatas que isolem essa cobertura nas próximas horas, Charlie, Teddy, façam as honras. – Howard falou olhando para as duas que fecharam as cortinas com a força do pensamento e ao mesmo tempo uniram suas forças para bloquear qualquer interferência de fora.

–Agora se fosse possível gostaria que todos desligassem seus celulares, não queremos ser interrompidos. – Howard falou desligando o próprio celular enquanto cada um desligava o seu. –Eu sei que todo mundo está querendo saber quem é o cara ao lado da Andressa, bem ele é Daniel Jones, o irmão do nosso inimigo. – Howard falou fazendo uma pausa enquanto Charlie apertava firme os punhos. –Ele veio para nos ajudar e eu sei que ele merece uma chance. – Howard estava tentando conduzir a situação o mais tranqüila possível, mas sabia que as coisas não seriam muito fáceis.

–Nós devíamos fazer uma apresentação, ele não conhece ninguém aqui, acho que cada um devia dizer seu nome, idade e poder, só para ficar tudo mais claro. – Disse Lacey como se estivesse na escola.

–Eu gostei da idéia. – Disse Layane. –Assim ele vai saber quem somos e do que somos capazes. – Ela falou fazendo alguns rirem.

–Certo, então pode começar. – Howard falou de forma divertida enquanto pegava uma taça de vinho para si.

–Meu nome é Layane Marry Mikaelson, mas pode me chamar de Lalah eu tenho 18 anos e meu poder é a Invisibilidade com uma queda por controle de raios. – Disse a morena piscando.

–Meu nome é Lacey Anne Darkholme, pode me chamar de Lay, eu tenho19 anos e meu poder é a comunicação em diversas línguas, eu posso compreender qualquer um até mesmo os animais. – Lacey falou sorrindo ao perceber que seu poder impressionava, Gery olhou para ela sibilando um, “metida” o que a fez revirar os olhos, indignada.

–Meu nome é Victória Carter Rogers, pode me chamar de Vicky, eu tenho 18 anos e sou filha de Steve Rogers, por isso eu tenho os mesmos poderes que ele, a força, velocidade e decisão rápida na hora de liderar. – Vicky falou firme fazendo Jeremy rir, ele adorava quando ela parecia decidida.

–Meu nome é Jeremy Singer, eu tenho 23 anos, pode me chamar de Jer, meu poder é projeção astral e eu posso levar pessoas comigo, também posso usar minha mente para viajar através dos mundos. – Jeremy sorriu com as possibilidades e Vicky deu um beijo em seu rosto por ver o rapaz tão confiante.

–Meu nome é Erick Lewis, eu tenho 19 anos e sou filho de Loki, por isso tenho os mesmos poderes que ele, com o detalhe que tenho um grande controle sobre o gelo. – Erick falou tentando ignorar o rápido pensamento sobre o sonho que teve com seu pai.

–Meu nome é Renata Castellamary, pode me chamar de Reh, eu tenho 19 anos e controlo o fogo. – Renata sorriu estralando os dedos fazendo uma chama surgir em sua mão.

–Meu nome é Bárbara Frost, eu tenho 21 anos e você pode me chamar de Barbie, eu sou filha de Thor, por isso tenho os mesmos poderes dele, a força os raios e todo o resto, até a roupa Asgardiana legal. – Bárbara falou enchendo a boca de sushi.

–Meu nome é John Salvatore, tenho 24 anos e controlo o ar. – John falou de forma mais simples, ele era assim, uma pessoa calma e discreta.

–Meu nome é Gerard Mustan Howlet, pode me chamar de Gery, tenho 21 anos e posso absorver a força dos meus inimigos por um tempo da mesma forma que posso trazer alguém de volta a vida, mas diferente de você eu tenho que transferir a vida de um para outro, por isso quase nunca uso esse poder. – Lacey olhou para Gery de forma surpresa também, ela não tinha conhecimento desse lado de Gery e isso a deixou surpresa.

–Meu nome é Howard Antony Stark II, Howie é só para as garotas, eu tenho 23 anos e muito dinheiro na conta, meu poder além do dinheiro é a super força dada pelo extremis que corre no sangue da minha mãe, ou pelo menos corria, além disso eu também tenho controle sobre as Armaduras do meu pai. – Howard falou calmo e Daniel entendeu o, porque daquela cobertura ser tão luxuosa.

–Meu nome é Ângela Banner, todos me chamam de Angel, eu tenho 19 anos e meu poder é a força, eu sou filha do Hulk, mas eu não fico verde, só consigo controlar a força dele. – Ângela falou tímida, mas Daniel ficou impressionado, ele nunca iria imaginar que aquela menina delicada tivesse tanto poder.

–Meu nome é Mason Hill Gordon, eu tenho 21 anos e posso me transformar em qualquer coisa, apesar de não usar isso, na verdade meu maior poder se baseia no treinamento que recebi da SHIELD. – Mason falou cruzando os braços sobre o peito e mostrando estar atento a qualquer coisa ali.

–Meu nome é Charlie Xavier Schultz, eu tenho 21 anos e sou neta do Xavier, seu mentor no momento, eu tenho os mesmos poderes que ele, e sou a melhor amiga de Kate, a garota que seu irmão matou. – Charlie falou séria criando um clima um pouco pesado.

–Meu nome é Nathaniel Feller, alguns me chamam de Nate, eu tenho 24 anos e meu poder além do meu charme irresistível é transformar qualquer coisa em gás tóxico ou substancias químicas perigosas. – Ele sorriu vendo que muitos ali não sabiam disso.

–Meu nome é Anne Maximoff, eu tenho 19 anos e meu poder é baseado nos elementos, eu tenho o controle sobre os quatro, também vale dizer que sou neta de Magneto, tenho certeza que você sabe quem é. – Disse Anne meio sem jeito.

–Meu nome é Edward Wetler, tem gente que me chama de Ed, eu tenho 18 anos e meu poder é mais ou menos uma mistura de alteração de realidade com telepatia, mas eu tento não usar muito, eu sou primo da Anne, e meu avô também é o Magneto, minha família foi destruída por ele e seus objetivos. – Edward falou sério e Anne sorriu para ele tentando ser solidária, ela entendia bem aquela dor.

–Meu nome é Seth Grey Strange Rasputin, tenho 18 anos e meu poder é alteração de realidade com um pouco de magia, sinceramente até eu mesmo não sei a força dos meus poderes, por isso prefiro evitar explosões. – Seth falou pensando em seu quarto vazio na SHIELD.

–Meu nome é Theodora Eleonor Brigton Cromwell Xavier, eu sei, o nome é longo, pode me chamar de Teddy, eu tenho 22 anos e sou tia da Charlie, eu sei, é meio estranho, digamos que meu pai teve um caso muito jovem que resultou na mãe dela e alguns anos depois teve um caso não tão jovem que resultou em mim, de qualquer forma tenho os mesmos poderes dele o que torna a nossa família uma das mais poderosas do mundo. – Teddy falou com um grande ar de satisfação pessoal.

–Meu nome é Andrew Swanson, tenho 20 anos e meus poderes são controlar a gravidade e uma inteligência privilegiada, não sou um Bruce Banner nas pesquisas, mas já fiz muitos trabalhos científicos para grandes universidades. – Andrew falou muito orgulhoso de seu potencial.

–Meu nome é SophieAnne Pryde Rasputin, pode me chamar de Sophie, tenho 18 anos e meu poder é Intangibilidade e invisibilidade, eu consigo ficar invisível assim como consigo atravessar as coisas. – Sophie falou tranquila porque adorava seus poderes.

–Meu nome é Nicholas Romanoff Barton, Nick para os íntimos, tenho 18 anos e uma capacidade de cura acima da média, também sou da SHIELD e tenho o melhor treinamento com arco e flecha da cidade. – Nick sorriu para os amigos de forma convencida fazendo Sophie socar um sushi na boca dele.

–Meu nome é Andressa Munroe, tenho 21 anos, você já deve saber, mas eu controlo o tempo como a minha mãe, sou a filha da Tempestade. – Andressa disse de forma simpática para o rapaz que sorriu.

–Meu nome é Stefan Malfoy, tenho 19 anos e meu poder está no soro do super soldado que meus pais fizeram o favor de aplicar em mim, depois disso meu maior talento é matar, por isso trabalhei alguns anos como assassino pago, o resto é história. – Stefan falou firme, não iria demonstrar vergonha sobre seu passado e Anne se sentiu orgulhosa por ele.

–Bom agora que todos nós fizemos nossas apresentações você pode fazer a sua. – Howard falou enchendo um pouco mais sua taça.

–Bom, meu nome é Daniel Jones, eu tenho 27 anos, a maior parte da minha vida eu vivi preso em um laboratório secreto do meu irmão, eu perdi meus pais porque ele os matou e pelo que entendi dessa guerra toda, eu sou algum tipo de ingrediente secreto para fazer uma formula da imortalidade, e é por isso que todos estão atrás de mim. – Daniel falou enquanto respirava fundo e bebia um pouco do vinho.

–E qual é mesmo seu poder? – Layane perguntou.

–A Vida. Eu posso dar a vida a qualquer pessoa, mas tem que ser dentro de um prazo de três dias, sem contar que posso curar ferimentos, posso trazer juventude as pessoas e posso curar doenças, eles me chamam de Lázaro pela ressurreição, mas eu nunca considerei isso algo bom, eu não gosto de brincar de Deus. – Daniel parecia ser uma boa pessoa e todos entenderam isso.

–E ai, como vamos resolver nossos problemas? – Charlie perguntou séria.

–A festa vai ser daqui uma semana, no Teatro Central de Manhattam, no Sábado á noite. – Disse Edward sério lembrando das noticias que havia visto.

–Eu vou doar o dinheiro das entradas de cada um de vocês e vou ficar de olho naquele maldito, David Jones está interessado no meu dinheiro como sócia em suas pesquisas, e vou usar isso para tentar descobrir alguma coisa. – Theodora falou firme se lembrando de quando ficou frente a frente com David.

–Não acho que seja uma boa idéia você ficar perto dele sozinha, acho melhor a gente revezar com outras garotas, afinal, que homem seria idiota o suficiente para recusar a nossa companhia. – Anne falou rindo fazendo Stefan olhar feio para ela, mas de brincadeira.

–Tudo bem, eu vou me sentir mais segura mesmo, apesar de não precisar disso. – Teddy falou rindo ainda cheia de si e Seth riu daquela pose toda da jovem, ele imaginava que por trás de tanta arrogância devia existir uma garota sozinha e carente.

–Ótimo, eu sou a favor dos filhos dos vingadores irem como um sinal de paz e uma forma de socializar com as ilustres pessoas desta cidade tão encantadora, isso vai trazer uma imagem positiva para nossos pais e também vai ajudar a Academia, além disso vamos estar de olho em qualquer coisa. – Disse Nicholas divertido imaginando Sophie em um vestido de festa.

–Devemos ter uma equipe externa pronta para dar apoio e quebrar alguns narizes se for necessário. – Disse Gery pensando em uma fuga necessária.

–Também concordo com isso, vamos deixar veículos para quem não pode voar e....- Nate foi interrompido pela presença de Megan e Jackson no centro da sala, Howard não parecia surpreso, afinal, ele havia avisado a irmã, mas os outros ficaram sem saber o que dizer.

–Isso não vai ser necessário, eu posso levar todo mundo como fiz antes. – Jack falou encarando todos com certo medo, Charlie atravessou a sala indo em sua direção para acertar um forte tapa em sua face.

–Maldito, traidor, falso, como, como pode, por sua culpa Kate está morta, eu odeio você eu..... – Charlie começou a perder a cabeça enquanto as coisas tremiam ao redor dos outros, objetos estavam levitando por toda a parte de Teddy tentava manter tudo sobre controle, mas estava muito difícil.

–Eu mereço, eu mereço tudo isso, mas também mereço fazer a coisa certa, eu nunca conheci um motivo para lutar pelo que é certo, até agora. – Jackson falou encarando Charlie que respirou fundo e por fim o soltou.

–Desculpem a demora, tinha agentes da SHIELD por toda a parte e queríamos ser discretos, minha idéia inicial era não usar os poderes do Jackson, ele ainda está fraco depois do que aconteceu. – Disse Meg de uma forma tímida tentando disfarçar sua proteção em relação ao rapaz.

–Eu acredito em você Jack, mas vai ter que se esforçar de verdade. – Nick estendeu a mão para Jackson que sorriu.

–Vou provar que mudei. – Ninguém falou mais nada quanto a isso, todos estavam tensos, mas Jack sentiu que podia fazer alguma coisa pelo grupo. Howard aproveitou o silencio para pegar um controle remoto e fazer um grande telão surgir diante deles, por fim ele pegou um teclado e começou a organizar os nomes de todos e suas funções.

–Então as coisas vão ficar definidas da seguinte forma:

Trabalho social de imagem para a Academia

Howard e Ângela — Nick e Sophie — John e Bárbara — Erick e Renata — Jeremy e Vicky

Espiãs do Ceifador

Theodora, Anne e Megan.

–Acho que três pessoas é melhor do que duas, tem algum problema para você Meg? – Disse Howard e a garota balançou a cabeça em sinal negativo, por ela estava tudo ótimo.

Grupo de apoio externo

Gery, Nate, Jackson, Edward, Andrew, Stefan, Seth e Mason.

–E para vocês está tudo bem? – Howard perguntou olhando os rapazes que concordaram rapidamente.

–Vai ser ótimo, vamos montar nossa base e ficar de olho em tudo, apesar de que imagino que a SHIELD vai estar fazendo o mesmo. – Mason falou sério pensando em todas as coisas que provavelmente Fury deveria estar planejando.

Grupo de procura

Lacey, Layane, Andressa e Charlie.

–O que seria exatamente um grupo de procura? – Charlie falou desconfiada.

–Vocês vão se infiltrar entre os convidados mais vão ficar de olho nos homens de Jones, alguém como ele que tem muito a perder costuma manter vários homens trabalhando para si, vocês vão ficar de olho nos movimentos deles e vão ver se alguém entra em alguma sala secreta, se tem alguma sala trancada, papéis, documentos, pen drives, qualquer coisa que possa ser útil. – Howard falou e todos concordaram, mas Charlie deixou um sorriso irônico surgir.

–Você não quer me deixar perto dele isso sim. – Ela falou se aproximando de Howard furiosa.

–Charlie, em nome de tudo o que vivemos naquela ilha maldita, seja paciente, eu entendo sua dor, mas não posso deixar você estragar as coisas.

–Claro, porque eu sou um problema agora não é? – Ela falou encarando a todos na sala principalmente Daniel.

–Não, porque você é especial e não queremos perder mais ninguém. – Howard falou colocando a mão sobre o ombro de Charlie deixando Ângela com um pouco de ciúme, mas ela tentou afastar rápido aquele pensamento.

–E ele o que vai fazer? – Seth perguntou encarando Daniel que ficou de pé no mesmo momento encarando a todos e depois de respirar fundo respondeu.

–Vou ser a distração, comigo presente David vai ter mais chances de cometer erros, mas chances de revelar sua verdadeira personalidade, ele vai tentar a todo custo me levar de um jeito ou de outro, mas eu não tenho mais medo dele. – Daniel falou e Andressa segurou a mão do rapaz em sinal de apoio.

–Então é isso, vai ser incrível e vamos tentar ser o mais profissionais possível. – Vicky falou séria e animada ao mesmo tempo.

–Ótimo, agora que tudo está resolvido é hora de comer sushi. – Nick falou se jogando em uma bandeja de sushi ao lado de Bárbara que quase derrubou o vinho na roupa por culpa disso.

–Acho melhor ir embora. – Jackson falou baixo olhando para Meg que ficou chateada, mas Ângela se aproximou e segurou a mão dele com força impedindo ele de sair.

–Você faz parte disso como qualquer um aqui. – Ela falou sorrindo no momento em que Nick jogava um braço no pescoço de Jackson esticando um camarão na direção do mesmo.

–Cara, culpa e barriga fazia não combina. – Nick falou para Jackson que ficou emocionado por ver que todos estavam entendendo seus motivos, Meg sorriu para os amigos e agradeceu em silencio.

–Acho que vou embora também. – Daniel falou indo em direção a porta, mas desta vez quem segurou sua mão foi Teddy.

–Seu irmão pode ser ruim, mas você não merece viver sozinho por isso, fique com a gente, nós estamos vivendo na Torre, mas se precisa de um lar pode escolher, somos todos uma grande família, nós temos os criminosos, os piadistas, os românticos e até mesmo os assassinos. – Disse Teddy olhando para Stefan que ergueu uma taça na direção dela. –Também temos os metidos e os traidores. – Ela fez uma reverencia quando disse “metidos” e olhou para Jackson que já estava fazendo uma disputa de sushi com Bárbara, ele olhou de forma pesada para a morena, mas depois de vencer acabou sorrindo para a mesma com a boca cheia de arroz. – Não somos perfeitos e também temos nossas tristezas, nossos medos, mas cada um aqui está ansioso para terminar essa guerra e salvar você, só quando seu irmão for preso e Magneto parado é que vamos dormir em paz. – Teddy terminou por fim olhando pela janela, mas Daniel sabia que ela estava vendo muito além da noite.

–Obrigado. – Disse ele por fim. – Quando a hora chegar eu vou estar pronto.

–Todos vamos estar. – Charlie falou firme encarando Daniel com grande energia e saindo porta a fora.

Nate sabia que iria precisar proteger Charlie durante esse trabalho, mas não dos inimigos, e sim de si mesma.

Notas finais
Então é isso gente, até o próximo e para quem é fã do nosso deus gato Loki lembrem-se eu sou uma grande admiradora também e não pretendo torna-lo um vilão aqui, então não precisam se preocupar. Qualquer duvida ou opinião, podem me avisar adoro responder a todos. Aguardo seus comentários *--------*. Beijos e até o próximo.