Academia Jovens Promissores -Fic Interativa

37 Os olhos do inimigo são de um azul Profundo.


Notas iniciais
Em primeiro lugar quero agradecer as 2 novas recomendações que a fic recebeu nessa ultima semana, obrigada de coração por estarem a tanto tempo comigo, afinal, estamos na estrada a quase um ano já. Quero pedir desculpas pelo atraso nessa ultima postagem, como já andei falando aqui antes eu não tenho muito tempo, mas não é por isso que vou desistir da minha paixão, escrever é tudo para mim e só posso pedir paciência a vocês leitores. Bom, eu andei pensando sobre o sistema de fotos, eu acho que vou mudar isso por um tempo, adoro as artes que recebi, o trabalho de cada um para me ajudar é fundamental, mas como já mostrei todos os personagens acho que vou manter a foto oficial da fic pelo menos por um tempo até eu conseguir juntar novas fotos. Gostaria de saber a opinião de cada um em relação a isso CLARO. De qualquer forma eu espero que gostem desse capitulo, eu nem acredito que consegui terminar e estou orgulhosa ahuahuahauhaua, prometo que o próximo capitulo será maior. A próxima postagem será no dia 09/08/2014. Beijos e boa leitura. Juh

**** Uma semana depois ****

Teatro Principal de Manhattam – New York

Sábado – Dia da Festa

David olhava por toda a sala para ter certeza que tudo seria perfeito, ele havia montado em segredo um espaço para receber investidores interessados em seus projetos ocultos. Todos os anos ele se aproveitava desses eventos beneficentes para melhorar sua imagem diante da sociedade e conhecer pessoas influentes capaz de fornecer recursos necessários para suas pesquisas.

Nenhuma pessoa jamais poderia imaginar que aquele homem tão gentil e pronto para proteger o próximo era na verdade um pesquisador secreto de formulas para a eternidade que estavam sendo testadas em cobaias humanas a mais de dez anos, sendo uma dessas cobaias seu próprio irmão.

David era o típico empresário playboy, sexy e charmoso, desejado por todas as mulheres solteiras do país, bonito e com bom gosto sabia se vestir e chamar a atenção, mas uma esposa nunca esteve nos seus planos, mas o publico quer show, o publico deseja conhecer o lado negro das pessoas, por isso, vez ou outra ele se deixava fotografar com modelos, atrizes, mulheres bem sucedidas como ele, era uma forma de mostrar que era apenas um homem normal, afinal, todas as pesquisas indicam que pessoas anti-sociais tem mais tendências ao crime do que pessoas com amigos.

–Ninguém sobe nesse andar, só se estiver comigo, qualquer um que passar por aquele corredor sem a minha companhia deve ser detido. – Disse David checando mais uma vez os sistemas de segurança de sua sala, os seus homens concordaram prontamente, mas ele nunca confiava 100% em alguém. – Lembrem-se disso, ninguém por motivo algum, se algo der errado aqui ninguém vai sobreviver para contar a história.

–Não se preocupe senhor. – Um dos soldados falou firme encarando o homem que sorriu.

–Eu não me preocupo, vocês é que devem se preocupar, afinal, estão sendo muito bem pagos para esse trabalho. – David falou rindo, ele deixou os homens checando tudo por mais uma vez e foi até sua secretária que esperava no corredor, ela parecia muito feliz por estar ali, e na opinião dele era claro que devia estar, afinal, ela estava falando com David Jones.

–Senhor suas atividades para essa noite estão preparadas. – Disse a secretaria com um sorriso animado.

–Obrigado, você é muito eficiente. – David falou com um sorriso sedutor para a jovem que corou como sempre fazia ao ver aquele sorriso.

–Eu faço o melhor pelo senhor. – Disse a menina ainda constrangida abraçando a agenda.

–E os investidores? Eles já confirmaram? – David sabia que a noite só seria perfeita se caso todos os seus investidores estivessem presente e isso não era uma tarefa muito fácil, mas ele tinha certeza de que todos estavam curiosos para novas experiências comerciais.

–Sim senhor, eu mesma liguei para todos nesta manhã para garantir que estariam aqui hoje á noite. – Alice era a melhor secretária de eventos que David já havia encontrado, ele tinha muitas pessoas trabalhando para ele, mas ninguém era melhor que Alice.

–Obrigado mais uma vez, sinceramente não sei o que estou esperando para levar você para um jantar. – David falou enquanto caminhava pelo longo corredor olhando discretamente para as câmeras recém estaladas ali para garantir o sucesso da noite.

–Um horário na sua agenda talvez? – Alice falou ainda extremamente ruborizada, mas ela não era tola, ela sabia que estava diante do grande David Jones, o maior investidor da atualidade americana, alguém assim como Tony Stark e todos sabem que homens assim não vivem grandes amores, porque afinal, o único amor que conhecem é pelo próprio dinheiro.

–Espero que consiga encaixar algumas horas para nós, mas e a imprensa? – David gostava de fazer o papel sedutor inatingível, mas sabia que não devia dar esperanças demais a garotas como Alice, jovens cheias de vida e com um futuro inteiro pela frente, ele preferia mulheres que não queriam príncipes, mas sim homens de verdade, homens interessados em noites e aventuras e não em famílias e laços eternos.

–A imprensa já está se instalando, também foi confirmada a presença de algumas celebridades. – A jovem Alice falou sabendo que David não gostava muito de espetáculos, mas como a mídia só valoriza esse tipo de evento, foi necessário convidar alguns membros dessa seleta família.

–Quem virá dessa vez? – David perguntou fazendo uma expressão tediosa.

–Temos a cantora Sharon, que vai fazer uma apresentação antes dos discursos, temos a modelo Susan Fox com o atual namorado, o diretor Frank Walter. – Alice fez uma pausa porque se lembrou da modelo de 18 anos com o diretor com seus 75. – E temos os famosos de sempre, Steve Rogers e Tony Stark, ambos com companhias diferentes o que chamou muito a atenção da mídia. – Alice finalizou por fim.

–Você sabe qual o nome das acompanhantes? – David perguntou com um sorriso já entendendo a tática usada pelos vingadores, era obvio que eles iriam estar ali, mas os mutantes do Instituto também precisavam garantir presença.

Alice revirou o caderno onde fazia todas as suas anotações até chegar em uma longa lista de nomes dobrada e guardada com cuidado, ali estava praticamente todos os nomes da festa, ela ia procurar, mas David estendeu a mão pedindo a folha de forma educada, a jovem passou o papel para ele que constatou o que já esperava.

–Steve Rogers será acompanhado por Ororo Munroe e Tony Stark por Emma Frost, afinal será um prazer imenso ver a senhorita Frost com um vestido de festa, soube que ela não costuma economizar nos detalhes. – David riu, então seus inimigos estavam planejando um golpe, bem, ele também não estava ali para brincadeira.

Passando lentamente os olhos sobre a folha, David pode perceber outros nomes conhecidos e sorriu, então seria assim, seu plano daria certo, ele só precisava de uma fagulha para gerar um caos impossível de reverter, os jovens iriam criar o problema, eles eram impulsivos e não se controlariam da forma esperada por seus pais.

–Está tudo bem senhor? – Alice perguntou ao ver que David parecia perdido dentro dos próprios pensamentos.

–Sim, sim, só estou feliz que todas essas pessoas tenham concordado em participar, afinal, tudo isso é em nome do hospital, não podemos esquecer isso. – O homem sorriu gentil para a secretária que apertou a agenda mais uma vez contra o peito e suspirou, para ela David era um homem notável, um homem capaz de doar seu tempo e dinheiro em nome dos outros.

–O senhor é maravilhoso. – Disse a jovem por fim, David sorriu, ele se aproximou alguns passos da menina e deu um beijo delicado em seu rosto.

–Maravilhosas são as pessoas que me cercam. – Ele saiu andando pelo longo corredor, Alice ficou ali pensativa, quando olhou para a sala que ficou um pouco distante percebeu que havia muitos seguranças lá, por mais que tenha achado estranho ela não questionou, provavelmente devia ser onde o dinheiro das doações iria ficar.

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Área reservada para a Imprensa

Os flashs não paravam, Ororo usava um vestido verde esmeralda longo com um decote profundo na frente, seus cabelos presos em um coque muito elaborado e um batom nude, Ororo era o tipo de mulher que não precisava de jóias ou maquiagem, sua beleza era forte e suficiente para encantar qualquer pessoa, ao seu lado Steve em um terno elegante que parecia deixá-lo muito desconfortável.

–Qual o problema dos homens em ficar bonitos? – Ororo falou rindo discreta enquanto posava para mais uma foto ao lado do soldado.

–Isso incomoda, eu prefiro usar minhas roupas de sempre. – Steve disse meio tímido, na verdade todo o evento o incomodava.

–O que você podia esperar de um homem com o gosto refinado dele? Se dependesse do Rogers ele usaria aquele macacão militar para tudo. – Tony falou rindo enquanto segurava Emma pela cintura.

–Confortável Stark? – A loira perguntou sedutora, ela estava usando um longo branco, ele tinha a textura da seda, mas era diferente, algo único, era quase como tocar a pele dela, o decote era discreto, porém havia um enorme nas costas que ia até o fim da sua coluna de forma reveladora, seus cabelos estavam soltos de forma ondulada e selvagem.

–Como eu poderia? Pepper deve estar agarrada na tv nesse momento me odiando cada vez que você se aproxima de mim, ela odiou isso. – Tony falou entre dentes tentando evitar seu desconforto visível, mas Emma apenas riu.

–Você não ligava para isso antes Tony. – Disse a loira colocando a mão sobre o peito do bilionário em uma pose de “meu”, que provavelmente devia estar fazendo Pepper se revirar em casa.

–Lembrem-se vocês estão ai para criar uma boa imagem, então apenas foquem nisso, o resto de nós vai fazer o trabalho duro por enquanto. – Clint falou checando o radio e os pontos de comunicação que cada um estava usando.

–Não se preocupe, nós sabemos exatamente o que devemos fazer, apesar de não gostar nem um pouco. – Steve falou vendo os fotógrafos formando um verdadeiro cerco ao seu redor.

–Pense que tudo isso por mais sombrio que seja é por um boa causa, as crianças do hospital realmente vão receber as doações, então você pode focar seus pensamentos nisso, sempre que ficar entediado ou emburrado com tudo, lembre-se que tem gente que realmente precisa de você aqui. – Ororo falou séria encarando o soldado que sorriu.

–Obrigado pelo apoio, mas eu gostaria de saber, no que você pensa? – Steve perguntou verdadeiramente interessado.

–Penso na minha filha, penso que ela pode aparecer aqui a qualquer momento assim como a sua, penso nos jovens que nós inspiramos a serem heróis, penso em todo o futuro que depende desse trabalho. – Ororo sorriu levemente ao perceber o olhar de admiração de Steve.

–Você é uma mulher incrível, estou feliz que Bruce tenha encontrado alguém como você, ele sem duvida alguma merece alguém com o seu caráter e personalidade. – Steve sorriu e acenou para uma foto enquanto Ororo fazia apenas uma pose discreta.

–Tudo isso aqui é aparência, o vestido, as fotos, o sorriso afetado, mas o coração de uma pessoa não pode ser fingido, o coração é uma coisa difícil de disfarçar. – Ororo havia vivido muito tempo na África entre sua tribo, ela sabia como as coisas eram no mundo, ela aprendeu desde cedo que as pessoas temem o diferente e que se você quer ser aceito você precisa ser igual, mas o coração, o coração ela nunca conseguiu mudar.

–A conversa poética sobre ser ou não ser está ótima, mas alguém já viu o nosso alvo? – Tony perguntou tentando mudar a conversa enquanto Emma apenas sorria divertida.

–Ainda é cedo, ele deve estar fazendo o mesmo que nós nesse momento, sendo entrevistado em algum lugar por um bando de urubus. – Steve falou olhando ao redor para tentar localizar a presença de David.

–Quase sinto pena dele. – Tony falou no momento em que um repórter se aproximou seguido por vários outros.

“Senhor Stark, a Academia Jovens Promissores não vai ficar pronta até o final do ano?”

“É verdade que o governo quer encerrar essa parceria com a SHIELD?”

“Os seus alunos tem alguma coisa haver com os últimos confrontos vividos em Manhattam?”

“Por que o senhor está acompanhado de outra pessoa? Onde está á senhora Stark?”

De todas as perguntas feitas naquele momento Tony sabia que a única que realmente interessava para aqueles urubus como havia dito Steve era a ultima, mas ele apenas sorriu do melhor jeito Tony Stark e respondeu a todas dando suas famosas evasivas.

–Eu odeio isso. – Ororo falou depois que finalmente eles conseguiram sair de perto da imprensa e ir para um local reservado para convidados ilustres.

–Eu aprendi a conviver com eles desde criança, não é uma coisa fácil, não importa o que você diga o jornalista sempre acaba criando o pior de você para o publico, a menos claro que você saiba como lidar com eles. – Tony falou enquanto puxava uma cadeira para Emma.

–Vejo que meus convidados de honra estão bem acomodados. – A voz de David surgiu ás costas de Steve, todos se viraram para encarar o empresário com seu sorriso arrogante e seu terno caro, houve um momento de confusão entre aqueles olhares, um momento de pleno ódio, mas ninguém ali podia fazer nada, ao menos não ainda.

–Certamente, a festa parece ter sido muito bem planejada, você se emprenhou muito para quem pensa apenas no bem estar do próximo. – Tony falou com o sarcasmo escorrendo na voz.

–Vocês me conhecem, eu sou um homem desprendido, ajudar as pessoas mais necessitadas é a minha especialidade. – David falou pegando uma taça de champanhe enquanto o garçom passava.

–Assim como matar jovens sem lhes dar a chance de se defender. – Steve falou dando alguns passos á frente encarando David.

–Ao menos eu mato de uma forma bondosa, eu apenas tomo para mim o que é meu por direito, é quase uma poesia. – David sorriu de forma assustadora enquanto Steve apertava os punhos com força, Ororo colocou sua mão sobre o ombro do soldado na tentativa de acalmá-lo, mas Steve estava no limite.

–Talvez nós também devêssemos compartilhar dessa poesia com você, acho que somos muito mais poderosos juntos do que você sozinho. – Emma falou desafiando o homem que apenas sorriu para a loira fitando-a de cima a baixo.

–Talvez, mas enquanto isso eu vou desfrutar da companhia de seus filhos, a sua filha esta usando um vestido especialmente irresistível Rogers, acho que ela puxou muito a mãe. – David falou rindo e foi se misturando no meio das pessoas enquanto Steve só permaneceu firme no lugar devido aos poderes mentais de Emma, por ele, tinha quebrado o nariz em pé de David ali mesmo.

–Vamos manter a calma, não podemos simplesmente matar o homem, nós precisamos de informações, de provas, de qualquer coisa substancial para levá-lo a julgamento, eu sei que nossos filhos estão aqui procurando pelo mesmo, então vamos focar nisso e esperar um resultado positivo. – Tony falou firme tentando esquecer a presença desagradável de David.

–O homem de lata tem razão, vocês precisam focar no que é importante, Scott e eu estamos dando apoio aqui, qualquer coisa já sabem o que fazer, até agora já vimos alguns dos jovens chegarem, mas como treinamos todos muito bem acredito que eles também tenham montado uma base de apoio para caso aconteça algum problema. – Clint falou pelo rádio, ele tinha uma ótima visão de onde estava e já havia percebido uma movimentação estranha no terceiro andar.

–Ok passarinho, vamos focar nossas intenções na missão e deixar os problemas pessoais para depois. – Tony pegou uma taça de champanhe para ele e outra para Emma.

–Você não devia beber. – A loira falou com um ar debochado.

–Eu só estou fazendo o meu papel de convidado feliz. – Tony riu fazendo um brinde, mas seus pensamentos estavam muito mais longe do que podia imaginar.

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Salão de Festas Principal

A musica preenchia todo o lugar, Sophie dançava no salão com Nick de forma comum, como se fossem apenas mais um casal curtindo o momento.

–Acha que o Howard vai sentir falta do dinheiro investido na nossa entrada? – Nick falou rindo enquanto girava Sophie.

–Duvido muito, assim como a Teddy, ele tem muito dinheiro para gastar. – Sophie sorriu enquanto tentava não esbarrar nas pessoas.

–O que vocês estão vendo daí? – Disse a voz de Mason pelo radio.

–Stark e Rogers estão em mesas a nossa frente, eles também estão aqui disfarçados, agora pouco David Jones foi visto com eles e juro por Deus que Steve quase arrancou a cabeça do babaca. – Nick falou enquanto puxava Sophie para mais um passo.

–Ótimo, continuem mantendo o foco, precisamos saber o que há de estranho por aqui, o Daniel está por ai se misturando aos convidados, a qualquer momento ele vai confrontar o irmão e todo mundo precisa estar pronto para proteger ele caso isso seja necessário. – Mason falou ainda fazendo alguns testes no áudio.

–Estamos ativos e operantes. – Nick falou fazendo Sophie rir.

–Será que você não consegue levar a sério nem mesmo uma missão como essa? – Sophie falou para Nick que apenas lhe deu um beijo delicado.

–Justamente por tudo ser sombrio demais é que existe pessoas como eu no meio das missões, você acha que meu pai é quem é por quê? Porque ele tem senso de humor, o senso de humor é a chave do sucesso, por isso ele conseguiu conquistar a minha mãe. – Nick falou ainda dançando com Sophie e a jovem pensou sobre aquilo, realmente o senso de humor era uma coisa apaixonante em Nicholas.

–Ok, eu não vou discutir por isso. – Sophie falou enquanto via David passando pelos convidados.

Howard permanecia perto de um grupo da imprensa que tirava fotos suas ao lado de Ângela, usando um tomara que caia longo vermelho, com um racho que revelava sua perna esquerda quase que por completo.

–Você está linda assim, devia se vestir dessa forma mais vezes. – Howard falou puxando a jovem em um beijo que foi extremamente fotografado.

–Não temos muitos eventos assim para ir. – Ângela respondeu de forma tímida enquanto limpava o batom vermelho dos lábios do rapaz que ela havia borrado.

–Então eu vou fazer festas e mais festas, só para ver você vestida assim de novo. – Howard falou dando mais um beijo na jovem que riu.

–Eu concordo com isso. – A voz de Jackson ecoou dentro dos transmissores de cada um.

–Quer fazer o favor de cuidar da segurança e menos das nossas vidas? – Howard falou para Jackson que riu.

–Eu estou fazendo isso, estou poupando a todos aqui de ficar ouvindo essa conversa melosa, isso é totalmente mortal. – Jackson falou e eles ouviram o riso dos outros que haviam ficado para dar cobertura, Howard apenas revirou os olhos de forma indignada.

–Invejosos. – Falou o bilionário rindo para Ângela que estava se sentindo muito feliz ao lado de seu amor novamente.

Bárbara permanecia perto da mesa de frios, com John, eles estavam tentando ficar mais neutros, coisa difícil na opinião do rapaz já que o vestido turquesa de Barbie chamava mais atenção do que qualquer outra coisa ali.

–Você fica realmente bem de azul. – John falou sorrindo enquanto tentava se sentir bem com o terno emprestado por Howard, particularmente John não fazia o estilo que usava essas roupas, por isso nunca tinha o que usar, assim como Bárbara que pegou o vestido com Teddy, afinal, a garota tinha mais vestidos do que um shopping recém aberto.

A loira estava focada na musica, nas pessoas sorrindo e comendo enquanto fingiam se preocupar com o bem estar das crianças no hospital, tudo uma grande falsidade, uma forma de jogar na cara do resto da sociedade o quanto eles eram ricos e podiam esbanjar com qualquer coisa.

–Desprezível isso, e depois dizem que eu sou o mentiroso aqui. – Uma voz diferente chamou a atenção da jovem, ela não sabia ao certo de onde era, até se deparar com um homem de costas pegando alguma coisa da mesa para experimentar, ele usava um terno diferente, tinha alguns detalhes estranhos, coisas que ela talvez conhecesse muito bem, por fim o homem se virou e ela pode ver seu rosto.

–O que está fazendo aqui? – Bárbara perguntou e percebeu que algumas pessoas a olharam de forma estranha, incluindo John.

–É melhor não falar comigo aqui, afinal, o que as pessoas vão dizer quando virem você falando sozinha? – Loki sorriu de forma petulante deixando Bárbara frustrada, ela odiava aquele sorriso. – Vem, vamos conversar em um lugar mais reservado, a sacada sempre foi meu lugar favorito, a luz da lua, a magia da noite, é perfeito para se atirar alguém do alto sem ser notado. – O deus desapareceu e surgiu um pouco mais a frente perto do que parecia ser um camarote do teatro com uma linda sacada.

–Você está bem? – John perguntou um pouco preocupado já que a expressão de Barbara havia mudado totalmente.

–Não muito, eu vou tomar um pouco de ar, acho que esse tumulto não está me fazendo muito bem, por favor, fique aqui e dê apoio a eles. – Bárbara se afastou sem dar a John a chance de dizer qualquer coisa, por fim, foi na direção em que havia visto o deus por ultimo.

–Veja só quem diria, você também é boa com mentiras. – Loki falou rindo com os braços cruzados enquanto permanecia encostado na parede do camarote, focando o céu a sua frente, ele era muito mais bonito do que Bárbara lembrava, jovem, charmoso e tinha aquele ar de arrogância inconfundível, a jovem passou pelas grossas cortinas de veludo vermelho e sentiu-se um pouco intimidada devido a intimidade do lugar, mas não ia demonstrar isso.

–É melhor você dizer o que está fazendo aqui ou eu serei obrigada a falar com meu pai sobre isso, tenho certeza que ele não vai gostar nada dessa sua interferência. – Bárbara falou firme encarando os olhos do deus sem mostrar o quanto estava realmente abalada com aquele momento, Loki sorriu frio por um tempo, e em um movimento rápido foi até a jovem puxando-a pelo braço e a jogando contra a parede em que minutos antes ele estava apoiado.

–Você acha que eu gosto de estar aqui? Acha mesmo que me sinto feliz com isso? Midgard só me trouxe dor e sofrimento, eu não pude ver meu filho crescer, eu não pude viver ao lado da mulher que um dia amei, eu não pude ter a vida que tanto quis e por quê? Pra que? Por ganância, por desejo de poder, eu sei, você vai dizer que eu não inspiro confiança, eu sei que nesse momento está pensando as piores coisas sobre mim, eu errei, eu posso conviver com isso, mas eu já paguei um preço alto pela minha traição, agora me escute. – Loki fez uma pausa, ele falava tão próximo de Bárbara que á mesma não sabia como seus rostos ainda não haviam se tocado, ela sentiu uma vontade imensa de chorar, mas manteve-se controlada, sem falar na dor em seus braços, ela era forte, mas sem duvida alguma Loki era muito mais. – Quero que se case com meu filho para dar a Asgard o reino sólido que Thor não pode sozinho, seu pai é um grande homem, corajoso, leal, firme, mas também é um aventureiro, romântico e sonhador, quanto tempo você acha que vai levar para ele se apaixonar por outra humana? Quanto tempo até colocar nosso reino em perigo de novo? Meu reino, sua terra? Acha mesmo que ele é capaz de manter as coisas em paz para sempre? – Loki observou a menina por um tempo, Bárbara estremeceu com aquele pensamento, era obvio que Thor não devia saber daquela visita de Loki a terra, ele jamais permitiria aquilo, mas Loki sabia que era a única forma de tentar fazer os jovens entenderem a gravidade das coisas.

–Eu não amo Erick, ele é como um irmão para mim, eu não poderia viver com ele nem se eu quisesse. – Bárbara falou baixo, era verdade, ela não poderia viver com Erick, ela não amava ele dessa forma.

–Vocês valorizam o amor demais, mais você sabe o que suas palavras insinuam não sabe? A união deve acontecer e se não for com ele... – Loki não terminou a frase, Bárbara sabia para onde aquela conversa os levaria.

–Não ouse. – Disse a jovem encarando os olhos do deus com fúria, mas Loki apenas mantinha o sorriso debochado de antes.

–Precisa aprender algo sobre mim, eu sempre ouso. – Loki depositou um beijo no rosto da jovem e desapareceu da mesma forma que apareceu, Bárbara ficou em silencio por um longo tempo até que começou a ouvir uma voz falando com ela.

–Deusa você está na escuta? Deusa, Barbie? Bárbara, você está bem? Onde você está? – A voz de Nate chamava por Bárbara desesperadamente até que ela se lembrou do ponto.

–Estou aqui, estou na escuta. – Respondeu ainda atordoada.

–Você desapareceu a mais de meia hora, como isso é possível? – Nate perguntou enquanto checava mais uma vez seus aparelhos.

–Eu disse que deviam ter mudado a freqüência, tem muita gente monitorando essa linha. – Andrew falou em outro ponto olhando alguns monitores.

–Mas precisamos ficar de olho nas freqüências da policia também, mesmo eles sendo inúteis ao menos podem fazer barulho se acontecer alguma coisa grave. – Edward falou enquanto ouvia algumas informações do departamento de policia.

–Droga, eu deixei o John sozinho. – Bárbara falou saindo o mais rápido possível de onde estava indo na direção de John que não estava mais perto da mesa.

–Não só ele como a equipe toda, estamos esperando você voltar, não podemos correr o risco de por a vida de ninguém em risco, volte para a sua posição agora mesmo. – Nate falou enquanto Bárbara tentava não pensar no que havia acabado de acontecer.

–Você tem que focar na missão, se for ficar saindo para ver as estrelas seremos obrigados a cortar você. – Jackson falou sério, ele não costumava ficar sério nesses casos, mas não queria mais por a vida de ninguém em risco.

Renata já havia localizado Daniel no meio da multidão, ela dançava com Erick que havia ficado tenso o tempo todo com o desaparecimento de Barbie.

–Ela está bem, deve ter sido só um problema técnico. – Renata falou já percebendo o alivio na expressão do rapaz ao ver que Bárbara havia retornado.

–Me desculpe. – Disse Erick sentindo-se culpado por focar sua atenção em outra pessoa naquele momento, e não na jovem de vestido negro como a noite e cabelos trançados.

–Não peça desculpas, não por isso, eu sei que as coisas estão estranhas, mas eu confio em você, eu confio no que temos entre nós dois, eu não vou ficar abalada por você ficar preocupado, isso é normal, nós estamos em uma missão de risco, e Barbie é sua família também. – Renata falou depois de tirar o ponto para que os outros não ouvissem essa parte.

–Obrigado pela compreensão. – Erick sorriu para a jovem, ele estava com uma sensação estranha, era como se sentisse a presença de seu pai por toda a parte e isso o incomodava demais.

–Não me agradeça ainda, vou querer muitos chocolates e um passeio pelo meu lugar favorito, o Central Park, nós não fomos lá ainda. – Renata colocou novamente o comunicador e voltou a prestar atenção nas pessoas ao redor, claro que precisava manter o ar de naturalidade, o que considerando toda a situação era quase impossível.

–Como quiser, vamos resolver os problemas por enquanto e focar nisso, precisamos dar cobertura aos outros. – Erick falou sério pensando em toda a confusão que ainda estava por vir.

No meio do salão Vicky esperava Jeremy que havia ido em busca de champanhe para os dois, ela usava um longo nude, de um rosa delicado que ressaltava ainda mais sua pele rosada naturalmente, seus cabelos em caracóis estavam presos no alto dando um caimento perfeito.

–O que uma dama tão bela faz sozinha aqui? – A voz falou baixa por estar próxima, David mantinha suas mãos na cintura da jovem mantendo-a exatamente onde estava.

–O que quer? – Vicky respondeu sem se virar.

–Não se preocupe, não vou matá-la aqui, pelo menos não ainda, porque não acenamos para o seu pai, ele vai adorar saber que estamos fazendo amizade. – David falou apertando a cintura de Vicky fazendo-a virar na direção das mesas.

–Eu sei o que quer, está tentando fazer com que cada um aqui perca a cabeça, mas isso não vai acontecer, estamos prontos para enfrentar você. – Vicky falou com um grande sorriso que fez o homem ficar um pouco apreensivo, mas ele estava preparado para qualquer coisa, ele sempre estava.

–Acho que meu irmão precisa de um pouco de champanhe, ele sempre gostou disso afinal. – Daniel surgiu elegante usando um terno fino, ele olhou para David e aquele momento durou mais do que uma eternidade.

–Acha que vai conseguir salvar alguém aqui hoje? – Disse David sério como se por um segundo ele fosse apenas ele mesmo.

–Não sei, mas sei uma coisa, você não vai ferir ninguém, não enquanto eu estiver por aqui. – Daniel falou sério e no momento seguinte ele sumiu assim como Jackson que apareceu e desapareceu levando a taça de champanhe que Jeremy acabava de trazer.

–Para onde ele foi? – David perguntou irritado.

–Ele está em um local seguro, isso foi só para você saber que não pode controlar tudo o tempo todo, e que ás vezes seus inimigos podem ser muito mais criativos que você. – Jeremy falou sorrindo enquanto puxava Vicky para si discretamente, ele entregou a outra taça para a jovem que ficou feliz por ele estar presente.

–Vocês estão jogando um jogo muito perigoso, um jogo onde eu fui campeão muitas vezes, quando a morte dá as cartas você não pode blefar. – David falou sério encarando eles e por fim saiu, Vicky percebeu que alguns homens estranhos foram falar com David que sorriu de forma maligna.

–Está começando. – Disse a jovem séria, era hora de por o plano em prática.

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Edifício Palace – Ao Norte do Teatro

Do alto do prédio era possível ver uma grande aglomeração de carros por toda a parte, era obvio que o estacionamento do teatro não seria suficiente para guardar tantos carros assim, por isso uma equipe foi criada para manobrar e cuidar dos veículos que ficaram do lado de fora, afinal, todos ali tinham muito dinheiro, mas não estavam interessados em perder um carro por problemas com reserva de estacionamento.

Graças a essa movimentação as ruas estavam cheias de pessoas para todos os lados, isso não era nada bom levando em consideração que ali seria um local de possível conflito.

No terraço do prédio, vários equipamentos ocupavam o local, havia câmeras espalhadas por toda a parte, várias armas diferentes e um sistema de comunicação pronto para interceptar qualquer conversa nas freqüências de rádio, Clint estava acostumado a trabalhar sozinho, ou no máximo com Natasha, mas estava feliz por ter Scott como parceiro de espionagem, ao menos o mutante era atendo e profissional, não era a toa que Tony havia nomeado ele como diretor da Academia.

–Isso não está certo, nós devíamos tirar essas pessoas daqui. – Scott falou sério, ele estava preocupado com o que poderia acontecer.

–Se interferirmos em alguma coisa pode ser pior, talvez David tenha colocado espiões entre as pessoas ali em baixo, por mais cruel que pareça o único apoio que podemos dar é daqui de cima. – Clint falou enquanto apontava seu arco para um ponto estratégico.

–Você acha que vale a pena ferir um inocente em nome da missão? – Scott falou tenso, ele sempre aprendeu que qualquer vida é importante.

–Acho que a missão já está colocando muitos dos nossos em perigo, a idéia aqui é não deixar ninguém se ferir, meu filho está lá, meus alunos estão lá, eu não quero ter a necessidade de disparar uma flecha se quer. – Clint conhecia os conflitos, sabia como as coisas realmente eram, tudo o que ele não queria era ferir pessoas inocentes.

–Base chamando o ninho, responda Gavião. – Disse a voz de Fury alta e clara pelo radio.

–Estamos em posição base. – Clint respondeu enquanto Scott observava um carro se dirigir para os fundos do evento.

–Alguma informação? – Fury não queria demorar mais do que o necessário para resolver aquele problema, o governo estava pressionando como sempre, o presidente estava pressionando, o conselho supremo da SHIELD também não estava em seus melhores dias, tudo isso e a pressão de um país inteiro sobre seus ombros.

–Os alunos estão na festa também, alguns disfarçados como nós, outros dando apoio, devo dizer que os ensinamos muito bem. – Clint falou sorrindo enquanto olhava pela mira da arma.

–Não é hora de elogios Barton, mas fico feliz que nossos homens não estão sozinhos lá, algum sinal de David? – Fury estava tenso, tudo aquilo era muito arriscado.

–Ele foi visto próximo dos nossos, mas está tudo sobre controle ainda. – Scott respondeu sério, ele estava preocupado com Emma também, ele sabia que ela era poderosa e que gostava de passar essa imagem de debochada, mas no fundo, Emma era como todos os outros, estava tão assustada quanto eles.

–Não pensem duas vezes para resolver esse problema, vamos estar prontos para qualquer eventualidade. – Fury falou desligando e Clint se preocupou, ele não queria ter que chegar tão longe.

–O que vamos fazer agora? – Scott falou encarando o Gavião.

–Vamos torcer para que os agentes em campo sejam mais espertos do que acreditamos. – Clint respirou fundo e pensou em seu filho, nada podia dar errado.

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Área reservada – Teatro

Por todo o salão os fotógrafos procuravam por um rosto disposto a uma boa foto, não que as pessoas ali não estivessem loucas para aparecer, mas todos eram tão conhecidos e tediosos, não era isso que a mídia buscava nesses eventos, claro que a caridade era importante, mas no final das contas, beber e jogar a riqueza na cara um dos outros era o ponto principal da noite.

David como anfitrião precisava dar atenção a maioria dessas pessoas, precisava tirar fotos segurando os cheques e vez ou outra ele sumia por um corredor longo e reservado, alguns acreditavam que ele ia guardar as doações em um local seguro, mas Theodora sabia o que realmente estava acontecendo ali.

–Vou me aproximar dele, quero que fiquem de olho nos guardas. – Disse Teddy para Megan e Anne que estavam na escuta.

–Não faça nenhuma loucura ou não vamos poder ajudar você, tem muita gente aqui. – Meg não queria ferir ninguém no meio de um tiroteio ou coisa do tipo, ela sabia que se por acaso fosse obrigada a usar seus poderes assim como seus amigos, ninguém ia estar seguro.

–Tudo bem, eu só quero que prestem atenção ao nosso redor, não quero ser surpreendida por capangas na minha cola. – Teddy falou apreensiva, mas não queria passar essa imagem para suas amigas então apenas sorriu.

–Vamos estar por perto, qualquer coisa é só mandar uma mensagem telepaticamente caso não possa falar. – Anne falou olhando ao redor e vendo que David se aproximava das pessoas no centro do salão mais uma vez.

Teddy viu David perto de um senador ela foi se aproximando quando percebeu que ele não estava mais lá, ela deu a volta e o viu de relance perto da mesa de petiscos, aquilo parecia uma brincadeira de gato e rato, mas Teddy iria até o final, ao chegar próximo a mesa percebeu com certa frustração que David havia sumido mais uma vez.

–Só pode estar de brincadeira. – Disse ela para si mesma com um ar de frustração.

–Perdeu alguma coisa senhorita Xavier? – David estava ás costas de Teddy e sussurrou a pergunta em seu ouvido, algo que fez sua pele arrepiar.

–Você é um homem difícil de encontrar. – Theodora falou virando-se para ele ficando cara a cara com aqueles olhos azuis cheios de mistério.

–Essa é minha festa, é meio obvio que preciso estar em todos os lugares ao mesmo tempo. – Disse o homem de forma debochada.

–Isso inclui lugares escusos? – Teddy não queria perder tempo, mas sabia que precisava ter paciência.

–Quer realmente conversar comigo sobre isso? Talvez esteja interessada afinal, em todo caso prefiro falar sobre determinados assuntos em lugares reservados, por que não me acompanha? – David estendeu o braço para Teddy que pensou mil vezes antes de aceitar, ele tinha o dom da morte nas mãos, qualquer movimento seria suficiente para matá-la, então preferiu respirar fundo e seguir com ele.

–Onde vamos? – Ela disse tentando fazer contato visual com as outras garotas, Anne estava tentando acompanhar os movimentos do casal ao máximo, assim como Meg que quase trombou em um senhor de cartola.

–Você verá, tenho certeza que não tem motivos para temer, afinal, seus amigos estão aqui para dar apoio não é mesmo? – David riu debochado fazendo Theodora apenas olhá-lo de forma fria, Jones era um homem mal, mas ninguém podia negar que ele era inteligente e que pensava em tudo antes de agir.

–Você tem razão, eu não estou sozinha, eu nunca ajo sozinha, talvez no passado, mas hoje eu tenho uma família, uma família que você destruiu. – Teddy encarou os olhos do homem com firmeza, por fim ele passou por vários homens em um corredor cheio de câmeras, ela marcou bem cada detalhe do corredor em sua mente, eles chegaram até uma sala com um código na porta, mas uma vez ela marcou o código em sua mente, por fim, eles entraram, não havia ninguém presente o que criou um ar de mistério e desconfiança.

–Você não pode ter colocado esse vestido só para falar sobre sua família e algumas mortes sem importância. – David sorriu indo até uma garrafa de champanhe no gelo e entregando uma taça a Teddy.

–Como pode dizer que é sem importância? – Teddy parecia chocada, em todos os seus anos de vida nunca conheceu ninguém tão frio assim.

A jovem percebeu que sobre a mesa além de papeis havia o que parecia ser um pen drive, provavelmente cheio de informações sigilosas sobre as pesquisas clandestinas de David, afinal, ele não podia ser tão cuidadoso assim, ou talvez fosse a auto confiança exagerada dele que o levava a cometer erros.

–Teddy sai já daí. – a voz de Anne sussurrou no ouvido de Teddy que respondeu mentalmente.

“Ele não vai me deixar sair assim.”

–O que vai fazer agora? – Meg quis saber.

“Quero que vocês distraiam os guardas, tragam Sophie aqui, ela pode ficar invisível, quero que ela venha até a sala e pegue um pen drive.”

–Vamos resolver agora mesmo. – Anne falou indo em direção a Nick e Sophie que permaneciam no salão principal.

Teddy andou por toda a sala em silencio, era ali que ele devia estar fazendo suas transações milionárias, ela olhou de lado e percebeu um David observador, ele mantinha um sorriso discreto nos lábios, sentado de forma despojada sobre a mesa de mogno, o paletó aberto de um jeito casual, os cabelos bagunçados, o sorriso torto que só ele conseguia ter em um momento como esses, e sem se dar conta Teddy sorriu de volta.

–Eu devia ter insistido para que ficasse mais naquele dia. – Ele disse se levantando e indo até ela.

–Que dia? – Perguntou a jovem confusa, a única imagem que conseguia ter dele era no momento exato em que havia tirado a vida de Kate.

–O dia em que foi ao meu hotel, quando apareceu lá com uma de suas amigas para protegê-la, apesar de que eu tenho certeza de que você não precisa de proteção. – David se levantou calmamente e começou a andar na direção de Teddy, ela permaneceu firme por mais que aquilo fosse assustador. – Você é uma das poucas mulheres que conheço que realmente são interessantes, você é inteligente, bonita e rica, podia ser uma investidora dos meus projetos, a minha proposta ainda está de pé. – David segurou Teddy pelos ombros e a manteve firme apenas para encará-la enquanto sorria.

Meg estava socializando muito bem com os soldados perto do corredor, ela chegou com champanhe dizendo ter sido abandonada por seu namorado, ela ria e se inclinava deixando seu decote muito mais revelador do que realmente era fazendo todas as atenções do lugar se voltarem somente para ela, por fim Anne chegou igualmente sorridente, o que ninguém podia imaginar era que Sophie estava bem ali, invisível no meio de todos eles, a garota passou com muito cuidado pelos homens no corredor sem chamar atenção nenhuma, as risadas de Anne e Meg abafavam qualquer ruído que pudesse ter ali, assim como um pouco da musica do salão.

Sophie chegou até a porta e abriu com o código que estava em sua mente enviada por Teddy, essa coisa de telepatia era mesmo algo muito útil.

“27490512”

Sophie entrou e viu o pen drive sobre a mesa de mogno, assim como também viu algo que não podia acreditar.

Um momento antes....

David mantinha suas mãos nos ombros de Teddy de forma firme, ele sabia que era um risco se aproximar do inimigo daquela forma, mas ele conhecia um pouco sobre ela, sobre seus poderes de destruição, talvez Teddy fosse á parceira de negócios que ele sempre esteve procurando, mas sabia que seria um trabalho difícil.

–Você sabe que só está respirando por que eu quero assim não sabe? – Disse ele de forma convencida.

–Acho que posso dizer o mesmo de você. – Teddy falou percebendo que ele se aproximava mais e mais enquanto ela tentava se afastar.

–Não se afaste. – David acariciou o rosto de Teddy com cuidado e leveza, ela sabia que qualquer movimento seria fatal, por isso, sorriu e não fez mais objeções.

Agora....

Sophie ficou em silencio tentando manter sua boca fechada, mas ela tinha certeza de que o queixo estava rolando em alguma parte da sala. Teddy segurava os braços de David enquanto ele a envolvia em um beijo ansioso, algo que ela não conseguia crer, como era possível aquilo?

“Pare de olhar pra mim e pegue o pen drive” – Disse Teddy mentalmente para Sophie.

“Isso é para distrair ele?” – Sophie perguntou sentindo-se meio insegura ao usar a mente.

“Não, é porque estou apaixonada, claro que é por esse motivo Sophie, agora pega logo esse pen drive antes que ele comece a ter outras idéias.”

Sophie foi rápida, correu até a mesa e pegou o pen drive, ela correu o mais rápido que pode deixando Teddy para trás, aquilo nem de longe era a melhor solução, mas ela iria dar um jeito, tinha que dar.

–Você devia ficar aqui quando a festa acabasse, podemos falar sobre negócios. – David sorriu acariciando as costas da jovem que sorriu discreta tentando se aproximar da porta.

–Eu não sei, acho que isso tudo já foi demais pra mim. – Teddy se afastou tentando sair, mas David se colocou entre ela e a porta.

–Isso não foi um pedido. – Ele tentou tocar o braço dela, mas Teddy foi mais rápida e se afastou, naquele momento Jackson surgiu ao lado da garota.

–Cara, quando uma mulher diz não é não. – E sem dizer mais nada ele sumiu levando á morena consigo.

{...}

Prédio Comercial – Em frente ao Teatro

Gery e Stefan permaneciam em pontos estratégicos com suas armas, tudo estava em perfeita ordem para neutralizar qualquer inimigo que viesse aparecer.

Não era uma coisa fácil dar apoio aos outros, tinha muita segurança e câmeras por toda a parte, Daniel estava em um canto do prédio em silencio, ele mantinha os braços cruzados e parecia pensativo, Andrew por sua vez cuidava dos comunicadores com Edward, havia mais de 30 tipos de sintonia para checar, aparentemente a equipe de segurança do Teatro ficava mudando a freqüência a cada meia hora como uma forma de se proteger e não era nada fácil encontrar a nova freqüência.

–A encomenda chegou. – Jackson reapareceu trazendo Teddy que parecia um pouco transtornada.

–Você está bem? – Perguntou Edward enquanto checava os comunicadores mais uma vez.

–Não sei ao certo, acho que vou ter uma crise. – Ela falou meio pálida enquanto pegava uma garrafa de água mineral ao lado de umas mochilas.

–Por que tudo isso? – Andrew perguntou e Teddy olhou feio pra ele.

–Será que é só porque acabei de confrontar o assassino da Kate? Ou será que é porque ele podia ter me matado a qualquer momento? Ah talvez seja porque ele me beijou. – Teddy encarou firme Andrew que ergueu os braços para o alto em sinal de rendição.

–Ok, não está mais aqui quem falou nada, talvez tenha sido mesmo horrível, eu sinto muito mesmo. – Disse o rapaz enquanto Teddy tentava se acalmar.

–Parem com esse papo e pelo amor de Deus se abaixem, nós estamos aqui para garantir a segurança deles, e não para expressar nossos sentimentos. – Seth falou sério enquanto usava o binóculo para ver o que estava acontecendo.

–Eu peguei o pen drive, o que faço agora? – Sophie falou com o pen drive nas mãos bem no momento em que um segurança começava a ir na direção dela.

–Só relaxa amor. – Jackson foi até ela e no instante seguinte ela estava no alto da torre com os outros.

–Temos que tirar os outros de lá, David deve ter percebido a falta disso. – Sophie falou séria encarando Teddy de forma estranha.

–Quer parar de me olhar desse jeito? Já falei que não tive escolha. – Teddy falou emburrada enquanto Sophie franzia a testa.

–Ele tem olhos lindos, mais um coração podre, não se esqueça disso. – Sophie falou se aproximando de Teddy, mas a mesma ficou furiosa com as insinuações.

–Vocês duas, parem com isso, nós estamos enfrentando um momento tenso aqui, vamos precisar focar nos outros que ainda estão no salão, Jackson não pode transportar todo mundo tão rápido assim, então parem com isso. – Seth falou de forma nervosa com as meninas que o encararam de forma emburrada, mas acabaram respirando fundo e deixando as diferenças de lado.

–Estou vendo um movimento apressado próximo do salão. – Mason falou pegando o radio. – Todos na escura, David está atrás dos nossos, nós temos algo que ele quer, saiam daí imediatamente.

–Devo interferir? – Jackson perguntou ansioso.

–Vamos aguardar um momento, precisamos ver como as coisas vão andar, lembrem-se tem muita gente comum ali, não queremos machucar ninguém. – Mason falou ainda atento aos soldados.

–Estou na escuta, vamos tentar interceptar os seguranças. – Lacey respondeu próxima a mesa do ponche, ela viu quando dois homens se aproximaram de Ângela e Howard, sem pensar duas vezes ela foi até eles e fingiu tropeçar nos próprios pés, com isso ela se jogou sobre o segurança fazendo ele ir de encontro ao ponche e criar um grande tumulto.

–Vocês precisam sair daqui agora, David está atrás de nós e eu sei que ele vai ir atrás dos filhos dos Vingadores primeiro. – Lacey falou enquanto eles começavam a andar rápido na direção da saída.

–Como pode ter tanta certeza? – Howard falou enquanto puxava Ângela pela mão.

–Porque seus pais estão aqui e ele vai querer criar algum tipo de transtorno, agora vão, eu dou cobertura. – Howard saiu correndo com Ângela, eles queriam lutar, mas essa missão não era para luta e sim estratégia.

–Aguardo todos vocês no ponto de encontro daqui meia hora. – Howard falou pelo comunicador.

–Vocês ouviram, andem logo. – Seth falou no alto do prédio enquanto os outros começaram a pegar suas coisas e colocar em grandes mochilas pretas, eles precisavam limpar o lugar para que não houvesse nenhuma evidencia, nada que os incriminasse de alguma forma.

Teddy e Sophie resolveram ir para o local de encontro com o pen drive para tira-lo da área de risco, assim ao menos ele estaria mais protegido, Daniel foi com elas, havia um carro esperando no estacionamento em frente.

Vicky percebeu a hora em que David começou a procurar por alguém no meio da multidão, ele parecia furioso, por pouco não derrubou um dos garçons, Andressa e Layane estavam impedindo os homens de David de bloquear as saídas, o que não era uma tarefa muito fácil.

–Pra onde vocês estão indo? Nós temos uma passagem aberta bem aqui. – Andressa falou séria no comunicador para Bárbara e John que se aproximavam de um dos camarotes de forma discreta, enquanto Layane dava uma chave em um dos seguranças e o levava discretamente para uma sala de limpeza assim como havia feito com outros seis.

–Não se preocupe com a gente, vamos voando, se preocupem em tirar o Jeremy e o Nick daí, eles estão tentando se misturar perto da bagunça do ponche. – Bárbara respondeu, ela ia sair voando dali, afinal para ela e John nada mais natural.

–Ok, estamos indo para lá. – Layane disse fazendo sinal para Andressa ao perceberem que portas de metal começavam a descer para lacrar as saídas.

–Mas que droga. – Andressa estava nervosa, mas naquele momento Erick se aproximou da porta de metal que começava a descer rápido sobre ele e segurou o peso em seus ombros, Renata ficou ao seu lado como se estivesse tudo bem até a porta quebrar.

–Estamos indo, mas se precisarem de apoio ainda vamos estar lá fora aguardando instruções. – Erick falou para Layane que agradeceu pela ajuda e foi em direção aos outros ainda no salão.

David andava furioso no meio das pessoas ao seu redor, ele sabia que perder o controle não seria nem de longe a melhor coisa a se fazer, por isso ele tentava manter a calma de todas as formas conhecidas, mas não era algo fácil.

Por fim David viu Vicky de costas, ele sabia que se estivesse com um dos jovens em mãos os outros fariam qualquer coisa para ajudá-lo, mesmo que fosse entregar a única prova que havia conseguido contra ele.

–Vai a algum lugar? – Disse uma voz fria as costas de David, ele se virou e encarou olhos negros o fitando de forma dura.

–Você acha que pode me deter? – Ele perguntou para a morena que parecia focada em seus olhos.

–Eu não acho, eu tenho certeza, você não vai conseguir se sair bem dessa, nós vamos resolver tudo de uma vez por todas, nem que eu tenha que morrer para isso. – Charlie falou encarando o assassino de sua melhor amiga, ela sabia que as conseqüências podiam ser devastadoras, mas ela precisava ir até o fim.

–Você é quem sabe. – David esticou a mão para tocar em Charlie, mas no mesmo instante Jackson se transportou entre eles e levou a garota consigo, David estava ficando irritado com aquele rapaz, era á segunda vez na noite, ou terceira, que ele atrapalhava seus planos.

–Seu idiota, eu ia acabar com ele. – Charlie falou séria.

–Não, você não ia, agora eu vou ajudar os outros que sabem pelo menos agradecer, e fique fora de problemas. – Jackson desapareceu enquanto Charlie pensava em um meio de por sua vingança em prática.

Notas finais
E agora? O que será que vai acontecer com esse pen drive? Será que Charlie vai mesmo conseguir a sua vingança?