Academia De Fadas
43 Capítulo 43 — Brincadeira do destino
Notas iniciais
Capitulo 43 — Brincadeira do Destino
Natsu
— Está tudo bem com vocês?
Erza pergunta assim que abre o portão do salão de eventos. Claro, não antes de parecer extremamente surpresa por ter gente presa ali dentro. Não é todo dia que isso acontece, e mesmo assim parece bem frequente em minha vida. Principalmente ao se tratar de Lucy.
— Está — respondo secamente para conter minha frustração.
Saí dali o mais rápido que pude, e nem me dei o direito de olhar para trás. Não sei porque sou tão insistente! A verdade é tão clara, e eu finjo não enxergar. Ela não confia em mim, deixou isso bem claro. Só me pergunto a razão de eu ser idiota o suficiente para não entender isso de uma vez.
Flashback on
— Se você puder me desculpar, não vou deixar seu sorriso se apagar de novo. Não acho que será difícil, aliás... quando duas pessoas se amam, a felicidade não seria só a consequência?
Digo tudo aos sussurros, como se qualquer elevação de voz pudesse acabar com minha única chance de me explicar. Meu sangue parecia ferver, eu queria que todos meus sentimentos fossem palpáveis o bastante para que ela finalmente percebesse que estou sendo sincero. Lucy finalmente está me escutando. Ela leu minha carta. Não é possível que mesmo depois de tudo ela não me aceite de volta.
Seus olhos ficaram fechados por alguns instantes, depois olhou para os lados até finalmente me fitar. Ela parece pensar tanto, e mesmo depois disso continua com sua expressão confusa. Não é bem o que eu esperava.
— Natsu... não posso te perdoar... não consigo... acreditar... — Lucy treme ao falar essas palavras, ao mesmo tempo que um buraco se abre em meu peito.
Ela se afastou de mim, e parece querer chorar. E eu só queria sumir. Aconteceu de novo. Rastejei aos pés dela e isso não me levou a lugar algum. Levantei, querendo manter distância. Não aguento mais isso. Ficamos cada um em um lado do salão até finalmente ouvirmos o som da porta se abrir.
— Ei tem gente aqui? — uma voz soou e logo Erza apareceu, olhou para nós — Está tudo bem com vocês?
Flashback off
O que adianta ela finalmente parar e me escutar? Eu sempre achei que se ela me escutasse tudo se resolveria, porque é tão claro como tudo aconteceu! Mas a verdadeira questão é: Ela não confia em mim. Claro que ela já jogou isso na minha cara um milhão de vezes, e eu continuei ali, que nem idiota, levando esses tapas na cara. Porra, ela dizia que eu era o melhor amigo dela! Não confiamos nos amigos? Em quem ela confia então? Em ninguém?
Saio de lá a passos firmes, como se todos meus pensamentos se materializassem em atos. Só parei ao sentir uma mão em meu braço e acordar.
— Oi Nat-kun! — Lis aparece, sorridente — Eu estava te chamando, mas você parecia em outro mundo.
Ah, é ela. Por um momento de fraqueza eu realmente imaginei que Lucy iria se arrepender e vir atrás de mim. Estou cada dia pior.
— Oi Lis — tento disfarçar minha decepção — O que faz aqui?
Suas mãos se cruzam na frente de seu corpo com seu jeito tímido.
— Eu tive que ajudar o diretor com alguns enfeites. Então fui procurar minha nee, mas ela já foi embora. Você... pode me deixar em casa? — pergunta com o rosto corado.
Eu queria mesmo é ir direto para minha casa e me jogar na cama. Mas olhando em volta percebo que está escuro para voltar sozinha... Será que a Lucy vai voltar sozinha? Balanço a cabeça tentando de todas as formas afastar essa loira de meus pensamentos. Não se importe. Não se importe.
— Você está bem? — questiona, levantando uma das sobrancelhas.
— Ah, sim. Desculpe. Claro que te deixo lá.
— Obrigada! — agradece ainda mais sorridente se pondo ao meu lado.
Então começamos a andar, conversando como se nada tivesse acontecido e isso me incomoda, porque convenhamos, aconteceu. Mesmo assim, só hoje, eu não liguei. Não importa mais, talvez eu só deva voltar a ser, quem eu era antes dela aparecer.
―×―
Lucy
Me sinto tão estúpida.
Assim que Erza abriu o portão, Natsu disparou de lá. Claro que eu estava desolada em um canto, segurando todo o choro. Meu coração estava tão apertado e então pensei: Estou fazendo a maior besteira da minha vida. Então olhei para o portão como se fosse um portal para outra dimensão e corri atrás dele.
“Desculpe Natsu”
As palavras que ecoaram em minha mente. Fiquei realmente arrependida.
“Eu acredito em você”
Olhei para todos os lados e mesmo no desespero não consegui deixar de sorrir. Eu queria vê-lo sorrir também. Vamos esquecer tudo isso. Vamos passar por isso. Vamos...
Foi aí que eu o vi... com ela. E me senti a maior idiota do planeta.
Agradeci aos céus por não tê-lo alcançado a tempo. Escondi-me atrás de um pilar para que eles não me vissem e as lágrimas vieram. Que droga Natsu! Por que você faz isso comigo? Eu não acredito que por um momento de fraqueza realmente acreditei nele! Ele fala todas aquelas coisas e logo depois de eu dizer não está com ela?
— Lu-chan? — Levy aparece pelo corredor e corre em minha direção, preocupada — O que houve? — ela solta algumas coisas no chão que não identifico por causa das lágrimas e me abraça.
Chorei ainda mais.
— Levy-chan... Por que... dói tanto? — soluço com minha voz gaguejada.
— Natsu? — ela pergunta diretamente e eu assinto.
Ela me abraça novamente sem dizer nada. Quando consegui me acalmar, vi que era livros no chão. Levy disse que foi entrega-los ao diretor. Esperei que ela fizesse a entrega, olhando para o nada. Lembrando de coisas que não queria lembrar. Depois ela voltou e foi para meu apartamento. Pelo menos eu não ficaria sozinha.
―×―
Assim que chegamos no meu apartamento, fui tomar um banho, torcendo para a água fervente evaporar meus sentimentos. Foi em vão. Troquei de roupa e fui me sentar perto de Levy-chan no sofá.
— Quer me contar o que aconteceu agora? — Levy pergunta sem querer me pressionar.
Suspirei fundo, não querendo chorar de novo. Então comecei a contar tudo. Sobre o Natal que tivemos no resort, tão caloroso e perfeito. Sobre nossa discussão antes que eu fizesse merda, sobre a carta, a mensagem de ano novo, a distância entre nós até finalmente chegar em tudo o que ele disse no salão de eventos.
— Nossa, vocês parecem quase destinados a se encontrarem — diz pensativa após ouvir tudo, e eu a olhei irritada — Quero dizer — concerta, tossindo — Não é estranho, Lu-chan? Ele corre atrás de você o tempo todo e ao mesmo tempo nem parece conversar mais com Lisanna desde o ano passado.
Olhei para ela, dessa vez sem a irritação. Ela estava certa. Mas tenho quase certeza que eles se encontram longe de todos, assim como nós fazíamos. Estou aguardando o dia que ele virá falar comigo sobre seus verdadeiros sentimentos. Bufo, sentindo minha cabeça latejar.
— Não quero falar disso — corto o assunto — Como vai você e o Gajeel? — pergunto, voltando a olhá-la.
Ela respira fundo por minha fuga.
— Bom, não deu tempo de te contar, mas... — ela estendeu a mão em minha direção e logo vi um anel simples e tão lindo.
— Não! — gritei pasma.
— Sim! — ela gritou de volta — Ele me pediu em namoro e tudo! — contou com os olhos brilhando.
Levei a mão até a boca com a notícia.
— Que lindo, Levy-chan! — falei, tocando de leve na aliança.
— Ele está sendo um fofo comigo. Quero dizer, do jeito dele, claro. Mas ele está mudando sabe? — disse de forma sonhadora, olhando a própria mão — Está ficando mais gentil.
Sorri ao vê-la daquela forma. Nunca imaginei que passaríamos por isso. Claro que um dia iria acontecer, aliás, a Levy é uma das garotas mais legais que conheci. Mas isso me faz ver como o tempo está passando. Logo estaremos na faculdade, e isso está me deixando nervosa.
— Vocês são lindos juntos — conclui, ainda sorrindo.
— Obrigada amiga — agradece sorrindo e depois volta a me olhar — Mas quero ver você feliz também — continua, preocupada — Eu me sinto um pouco mal sabe? Eu fiquei te empurrando para o Natsu, mas não imaginei que você sofreria tanto...
Levy olhou para baixo com um olhar distante. Por um momento pensei que fosse chorar e isso me deixou ainda mais emotiva.
— Pare com isso — falei encostando em seu ombro — Eu fiz essas escolhas. Estou melhor, já entendi que não devemos ficar juntos. Somos como uma bomba relógio — tentei fazer graça, mas ela não riu.
— Talvez seja bom você olhar para os outros lados, quem sabe seu amor esteja te esperando?
Começo a rir.
— Talvez — respondo — Mas não quero outro relacionamento por agora, estou bem assim — afirmo com um sorriso, mas ela parece frustrada.
— Bom, dane-se os idiotas, eu vou estar sempre aqui — fala com um sorriso.
Acho que as lágrimas estão voltando. Abraço Levy-chan com força. Já falei o quanto amo essa baixinha?
Depois de nosso momento comovente, falamos sobre as aulas e sobre o futuro. Falamos sobre o que faríamos quando o ano acabasse e como o tempo passa rápido demais. É estranho falar sobre isso. Minha vida com certeza mudará no próximo ano e eu só espero que seja para melhor.
Fomos deitar após algum tempo, deixei Levy na minha cama e fiz uma cama para mim no chão. Eu sabia que tinha que dormir, mas não conseguia. Então desisti de chamar o sono e fiquei olhando para o teto.
Sabe... talvez Natsu tenha razão. Talvez o destino exista. Ele só não quer que fiquemos juntos.
―×―
Natsu
Abro os olhos, sentindo minha cabeça latejar. Caralho, como dói. O Gray não é um bom consolador. Ontem à noite, mandei uma mensagem para ele, dizendo que não estava legal e para fazermos algo. Esperei sua resposta quando ele apareceu em casa com um monte de bebida alcoólica, dizendo que viu na internet que aquilo ajudava nas frustrações.
Idiota. Leia as consequências antes de me meter nisso. Agora estou com uma dor de cabeça insuportável e ainda o maldito dormiu na minha cama e eu no sofá. Grande amigo.
Levantei, sentindo que poderia cair a qualquer minuto. Então olhei para o desleixado na minha cama e o empurrei com força.
— OW, ACORDA AÍ! — gritei mais do que deveria, sentindo tudo girar. Puta que pariu.
Gray despertou com tudo, e começou a girar na cama.
— CARALHO, QUE DOR DE CABEÇA! — gritou pondo as duas mãos na cabeça até parar e sentar.
Nossa, meu quarto está fedendo. Acho que realmente exageramos dessa vez. Sorte que o pai levou a Wendy para nossa outra casa.
— E aí — Gray disse, fazendo umas caretas estranhas — Tá melhor?
— Pior talvez — respondi, indo ao banheiro — Mas pelo menos não estou na mesma.
— Isso é o que importa — disse, se jogando na cama novamente.
Tomei uma ducha para tirar aquele cheiro de mim, escovei os dentes e fui me trocar, enquanto Gray fazia o mesmo procedimento. Vou precisar dar um jeito no meu quarto depois. Bem que a Lucy podia brotar aqui de novo na chuva para fazer isso por mim. Bem que ela podia sumir dos meus pensamentos de uma vez por todas.
Descemos a escada para a porta de entrada.
— E aí, quer dizer o que aconteceu? — olhei para ele e desviei o olhar — Lucy? — questionou.
Senti a raiva subir por meu corpo, e devo ter expressado isso ao passar pela porta e fechá-la com tudo. Gray abriu novamente a porta e me lançou um olhar cansado.
— Tudo bem. Acho que isso foi um “Não quero conversar” bem claro.
Suspirei fundo e começamos a andar em direção a escola.
— Como se você entendesse algo de garotas e sentimentos — debocho.
— Assim você me ofende cara — disse como se estivesse ofendido, mas sei que não está — É claro que eu entendo — continuou confiante — Só mantenho distância. Dos sentimentos, claro, das garotas não.
Dou risada de sua sinceridade. Este é o Gray.
— E aquele papo todo da Juvia? — pergunto, ajeitando a mochila em meu ombro.
Ele deu de ombros.
— Ela continua sendo uma perseguidora fanática — responde com desdém.
— Claro — zombo — Perseguidora fanática que tu quer pegar — completei sua frase.
Ele começou a rir.
— Talvez — disse, tentando mostrar-se desinteressado.
— Cara, todo mundo sabe o que ela sente por você — comecei a dizer — Você devia ser mais sincero com ela, senão você vai acabar magoando-a. E ter uma garota magoada com você vai ser a última coisa que você vai querer — digo com muita ênfase — Experiência própria.
Continuamos a andar sem falar nada. A dor de cabeça parece só piorar, mas de certa maneira isso era bom. Porque daí meus pensamentos ficam confusos e longe de Lucy. Olho para Gray que continua olhando para a frente como se não estivesse vendo nada, de verdade. Devo ter dado uma facada em seu peito, porque ele ficou quieto e pensativo o resto do caminho.
Vai entender.
―×―
Gray
Odeio ter que admitir quando o esquentadinho tem razão. Eu não quero magoar Juvia, mas também não quer, argh, namorar. Não que eu tenha algo contra isso, só não quero ter que me apegar com alguém para ficar como — Olho para Natsu se jogando em sua carteira — ele. É só um proteção contra a depressão eminente. Só isso. Respiro fundo e vou para o meu lugar.
E em 3, 2, 1...
— GRAY-SAMA! — Juvia gritou ao me ver. Sincronia perfeita.
— Oi Juvia, como está? — perguntando, tentando ser educado.
— Melhor agora, vai que está aqui — respondeu com um sorriso.
Tenho que admitir também, seu sorriso é lindo.
— Você está linda — digo para entrar na brincadeira. Mas esqueço que não posso fazer isso, não com Juvia.
— OOOOOOOOOOOOH GRAY-SAMA, CHAMOU JUVIA DE LINDA — começou a sonhar e balbuciar coisas sobre nosso futuro.
É aí que ela parece uma louca. Tentei ignorar o máximo possível e passei a olhar para os lados. Vi Natsu deprimido e depois busquei com o olhar e encontrei uma Lucy também deprimida. Fala sério, é disso que estou falando. Pessoas se machucando o tempo todo.
— Ei cara — cutuquei Natsu que parece despertar de sua dor de cabeça, ou de seus pensamentos.
— Que é? — questiona irritado.
— Calma, amigo — digo fazendo sinal com as mãos — Para de mostrar para ela que você está mal, tem que fingir que está tudo bem, então ela volta correndo para você! — sussurrei, tentando incentiva ele a tirar aquela expressão de bunda da cara.
— Sabe stripper, a última vez que segui seus conselhos, eu acabei — começou a falar — Acabei não, ainda estou passando por essa dor de cabeça do caralho. Então não acho que...
— Olha para Juvia — cortei sua frase, apontando de leve com a cabeça para ela não perceber — Por que você acha que ela é assim? Simplesmente porque não dou a mínima — expliquei. Sei que foi maldoso da minha parte, mas é assim que funciona.
Ele olhou para ela e depois para mim, parecendo pensar no assunto. Depois suspirou, tentando melhorar a posição na cadeira.
— Valeu, tentarei isso — disse, virando-se para seu caderno.
Por isso que eu digo. Matenha distância dos sentimentos, eles te destroem. Depois voltei a olhar para Juvia, conversando com as garotas. Parecendo quase uma garota normal. E ela sorria. Balanço a cabeça.
Fique longe desses sentimentos, Gray.
―×―
Levy
Fui para a aula com a Lu-chan, e o clima não poderia estar pior. Natsu chegou com Gray e se jogou em sua carteira, parecendo pior impossível. Ele também parece muito mal. Que droga. Queria tanto vê-los juntos, mas as coisas não estão indo por esse caminho. Olho para Lu-chan com seus olhos inchados. Não quero ver ela chorando mais. Talvez eu deva desistir de bancar a cupido?
Suspiro.
— OOOOOOOOOOOOH GRAY-SAMA, CHAMOU JUVIA DE LINDA — Juvia começou a gritar na sala.
Confesso que levei um susto, apesar de isso ser frequente. Tenho pena de Juvia também. Foi gostar do cara mais sem coração possível. Nada contra Gray, claro. Adoro ele, como amigo. Não que meu namorado seja um amor de pessoa também.
— Oi Baixinha.
Falando nele... Ele se aproximou meio sem graça e me deu um selinho envergonhado. A sala parece ter parado para nos olhar. Pelo menos todos que estavam perto.
— HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMMM — começaram a zoar.
Senti meu rosto avermelhar. Diversas brincadeiras foram formadas e até alguns “Vão para um motel”. Fiquei ainda mais sem graça, e Gajeel mil vezes mais do que eu.
— Calem a boca — disse irritado e todos pararam na mesma hora.
— Exagerado... — sussurrei, mas com um sorriso no canto da boca.
— Hã? — disse de forma grossa, me fazendo lançar um olhar irritado que o fez suspirar e sorrir— Como está a bunny girl? — murmurou para ela não escutar.
— Mal — respondi, passando a mão por seus braços fortes — Senti sua falta — falei, olhando para ele.
— Também senti a sua, me abandonou — fez bico de brincadeira.
Comecei a rir. Ele agachou para ficar na minha altura, sentada.
— Ei, minha amiga estava triste — Defendo-me.
— Eu sei — começou a rir — Amo esse seu lado — sussurrou e meu rosto corou.
Queria dizer o quanto eu sentia por ele ali mesmo, e abraça-lo com força, mas a professora chegou. Então cada um foi para seu lado. Está bem assim, estou feliz por tê-lo perto de mim.
―×―
Natsu
Depois de algum tempo de aula e eu fingindo prestar atenção, percebi que talvez Gray tenha razão. O que é ridículo eu concordar com algo que esse idiota diz. Mas, por hora, o melhor a se fazer é ficar longe desses sentimentos. Tentei tanto não magoá-la que não reparei o quanto eu estava magoado com isso. Esse nosso relacionamento... só está acabando com tudo que tínhamos. Olho para Lucy de lado. Vejo ela debruçada sobre a carteira com o olhar baixo.
Talvez precisemos de um tempo maior do que apenas férias. Talvez precisemos de outra vida para concertar isso. Corações feridos não se cicatrizam tão fácil quanto imaginei.
Só posso torcer que o tempo concerte isso. Lembro-me da última conversa que tive com meu pai e então torço para que não seja tarde demais para uma escolha errada. Sorri sozinho com a ironia da vida. Talvez o destino esteja brincando com a gente, mas ainda não entendi as regras da brincadeira e vou acabar perdendo.
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