Academia De Fadas
17 Capítulo 17 — Sente algo por ele?
Notas iniciais
Capítulo 17 — Sente algo por ele?
Lucy
A tensão que a pequena garota desconhecida de cabelos azuis deixou pelo quarto continua. Não faço ideia de quem é, mas tenho minhas suspeitas. Encaramos a porta — agora sem ninguém — por mais alguns minutos, até finalmente nos olharmos novamente.
— Droga Lucy, o que pensa que está fazendo? — Diz assim que seu olhar para em mim.
O que eu estou fazendo? Ele não teve coragem de me perguntar isso.
— Você que fica me agarrando durante a noite! — irrito-me. Lembrando de tê-lo avisado para não tentar nada e bom, ele não cumpriu.
— Eu o quê? — devolve indignado.
Não caio na sua, sem-vergonha.
— Isso mesmo, eu falei para você não tentar nada!
Ele acha mesmo que eu vou acreditar nessa sua máscara de inocência fajuta? Apesar de ainda vê-lo como um garoto completamente infantil e idiota, sei o bastante para não acha-lo tão inocente assim. Principalmente quando lembro... dele se agarrando com a Lisanna em cima de mim. Argh. Que nojo.
— E eu não fiz nada! Exatamente como falei que não faria — Continua tentando argumentar, mas é claro que não escuto.
Eu, em hipótese alguma, iria abraçar Natsu por vontade própria. Nunca. Nunca. Então é claro que só pode ter sido ele que se aproveitou enquanto eu estava sonolenta e dormindo como uma pedra depois do dia cansativo.
Nos encaramos irritados, quando seus olhos se abrem novamente como se despertassem.
— Droga, esqueci da pivete... — diz, provavelmente lembrando-se de sua irmã — E Lucy, quanto tempo mais você pretende ficar em cima de mim?
Olho para nossa situação, sentindo todo meu sangue subir e se acumular apenas em minha cabeça. Jogo toda coberta para o lado e me levanto o mais rápido possível, como se minha vida dependesse disso. Talvez dependa.
— Certo — afirma ao se levantar também e arqueia as sobrancelhas para mim — Se arrume e vamos para a aula, não tô a fim de levar sermão logo de manhã — determina irritado e vai para o banheiro.
Fico olhando para suas costas até a porta de fechar atrás de si. Desde quando ele é tão mandão? Me arrumar? Olho para minha mochila e meu uniforme dobrado ao lado. Encharcados. O que eu faço? Não posso ir com roupa molhada. E o uniforme dos garotos é diferente dos nossos. Claro que nunca me serviria um uniforme de Natsu... Talvez eu deva ligar para Levy-chan e pedir...
A porta do banheiro se abre novamente, viro-me para dizer que estou sem uniforme quando o vejo. Sem camiseta. Primeiro fico pasma, depois viro o rosto envergonhada. Já o vi sem camiseta, todas as vezes que tiveram piscina. Mas é muito mais constrangedor quando se está no quarto do mesmo. Sozinha. Não gosto de admitir nem para mim... Mas Natsu é muito bonito. Nunca devo ter reparado tanto por sermos tão ligados... E não deveria estar reparando agora.
— Vamos passar no teu apartamento — Sua voz soa atrás de mim, provavelmente pegando seu uniforme.
Meu apartamento? Viro-me para ele, vendo-o colocar a camiseta do uniforme. Tento não ficar absolutamente corada com isso.
— Não posso entrar lá esqueceu?
Ele arqueia as sobrancelhas.
— E eu sempre entro lá, esqueceu? — sorri.
Ah. É verdade. Ele sabe muito bem como invadir meu apartamento, não parei para pensar nisso. É o plano perfeito. A porta do banheiro se bate novamente, e ele sai de lá alguns minutos depois com todo o uniforme, e joga seu calção na cama. Todo meu trabalho de arrumar o quarto, e não durará um dia.
— Vamos — Ele agitou, pegando sua mochila e jogando a minha no outro ombro.
Suspiro e vou pro banheiro pôr a parte debaixo do meu uniforme. Depois sigo-o pelas escadas rapidamente, ele abre a porta e começamos a correr.
Na verdade, ele começa a correr, eu apenas o acompanho — tento — para não ficar para trás. Não sei para que tanta pressa. Não sou a pessoa mais atlética do mundo, então tenho que regular minha respiração para aguentar mais tempo. Puxo o ar e o solto pela boca. O que não causa efeito algum, porque ainda me sinto morrendo. Enquanto Natsu parece tranquilo na minha frente.
Finalmente, paramos na frente do prédio onde moro, ou pelo menos, onde morava. Apoio minhas mãos nos joelhos, sentindo suor escorrer nas minhas costas. Nojento. Estou arfando.
— É tão ruim assim sua irmã saber? — perguntei indignada com aquilo. Ele só se virou mostrando sua expressão de pânico o que responde minha pergunta.
— Meu pai costuma ser tranquilo, mas nunca passei da divisa “Garota dormindo em casa”, se é que me entende — explicou, olhando para minha janela.
Não sei se entendo.
Ele joga as mochilas para mim, que quase caio tentando me equilibrar e então — sem esforço algum — começou a escalar as paredes até a janela semiaberta. Ver essa cena é como descobrir como minhas manhãs eram invadidas todos os dias. Ele não é nada normal. Natsu entra pela janela e some apartamento adentro.
Espero alguns minutos, quando ele finalmente volta para a janela.
— Acho que ela não está. Tem suas chaves? Vou destrancar a porta e você entra rápido.
Vasculho minha mochila ligeiramente, sentindo algo metálico em minhas mãos, pego as chaves e jogo para Natsu. Ou pelo menos era a intenção, porque voou apartamento à dentro.
Natsu abaixa a cabeça para não ser acertado em cheio e depois me olha.
— Mira brilhante — provoca e some novamente, sem ouvir minhas reclamações.
Era minha deixa. Abro a porta do prédio e corro até a porta do apartamento, que se encontra meio aberta. Finalmente, entro e fecho a porta atrás de mim. Lar, doce lar.
— Ah! Como é bom estar de volta! — Digo inspirando todo o ar do local, depois vendo Natsu se jogar na minha poltrona.
— Foi tão ruim assim passar a noite comigo? — Questiona, me encarando.
— N-não foi isso que eu quis dizer... — respondo constrangida.
— Ahn... então foi bom? — sorri para mim de lado, com sua maneira provocativa que tem se mostrado muito ultimamente.
Dou de ombros.
— Não enche Natsu, vou me arrumar — Digo para disfarçar o nervosismo.
Abro minha cômoda e tiro de lá meu uniforme, lindo e seco. Entro no banheiro, fazendo minha limpeza matinal da qual senti muita falta hoje e me troco. Saio do banheiro e olho para Natsu.
— Vamos!
Ele levanta-se em um pulo, pegando novamente nossas mochilas que larguei no chão. Nunca reparei seu lado cavalheiro. Nunca imaginei que ele tivesse um na verdade. Não reclamo. Fecho a porta, e começamos a correr, de novo. Acho que chegar atrasado está na nossa sina.
Passamos pelos portões do colégio e corremos pelos corredores até a sala de aula. Paramos na frente, ela já está fechada, ou seja, estamos atrasados. Nos olhamos, respiramos fundo e batemos na porta. Logo após a porta se abre, e o professor Gildarts nos recebe com uma expressão surpresa.
— Ora, ora, o que temos aqui? O casal atrasado. O que vocês estavam fazendo até agora? — disse em um tom sarcástico e malicioso, que me fez ficar totalmente envergonhada. Passo por ele, indo para o meu lugar, ouvindo toda a sala nos zoando e provocando. Ótimo. Escuto assovios, zombação e até “Mandou bem, Natsu!”. Não creio nisso — Certo, brincadeira, parem todos vocês!
Se eu pudesse acertava minha mochila na cara do professor. Foi ele quem começou e depois os manda parar. Vai entender. Sento-me em minha carteira, sentindo meu rosto queimar. Falando em mochila, cadê a minha?
— Toma — Natsu estende o braço, mostrando minha mochila.
— Obrigada — sussurro, pegando de sua mão.
Isso vai deixar tudo ainda pior. Sentia alguns olhares curiosos em cima de nós. Maldito professor. Se não fosse por ele, seria apenas mais um dia que chegamos atrasados. Não sei se me sinto pior pelas brincadeiras, ou se é apenas consciência pesada. Enfim, a aula continuou, e todos voltaram a prestar atenção no professor.
Meu celular vibra segundos após. Pego para ver.
“Estava preocupada Lu-chan! Onde esteve? Passei no teu apartamento mais cedo para te acompanhar, mas você não estava! Estava com o Natsu? Se acertaram? O que estavam fazendo? Me conte A-G-O-R-A!” — De Levy-chan.
Suspiro. Minha própria melhor amiga pensando coisas impuras da minha parte. Como vou explicar toda a confusão para ela?
“Te conto no trabalho, pode ser? Longa história, obrigada por se preocupar!”
Observo enquanto Levy lê minha mensagem em seu celular, e me encarando logo após. Suas sobrancelhas estão arqueadas, e sua expressão curiosa. Depois voltou a digitar outra mensagem. Aguardo alguns minutos.
“Você não vai escapar! Estava fazendo coisas proibidas com o Natsu é?” — De Levy-chan.
O quê? Grito, em pensamentos, claro. Coro só de pensar. Digito furiosamente.
“CLARO QUE NÃO! Não se preocupe, te contarei tudo, então pare de criar teorias por si só”
A resposta volta rápida.
“Bom mesmo” — De Levy-chan.
Tão curiosa. Não acredito que ela pensou isso de mim. Nem eu consigo imaginar isso de mim mesma. Será que sou inocente demais? Não, já pensei em coisas não tão puras assim. No que estou pensando agora aliás? Balanço a cabeça e olho para frente. Lisanna. Parece pensativa e triste. Qualquer um notaria olhando para ela. Será que é minha culpa? Apesar de nada ter acontecido... ouvir todos fazendo brincadeiras sobre nós, não deve ser legal. O sentimento de culpa me engole. Tento esquecer e prestar atenção na aula. Inutilmente.
[...]
Finalmente chega o intervalo. Quando tudo ficou estranho de verdade. Lisanna saiu da sala sem dizer nada, nem ao menos cumprimentou Natsu como sempre faz. Levy sumiu. Erza correu para comprar um pedaço de bolo, pelo que soube e Cana a acompanhou. Juvia parece ter corrido atrás de Gray. Cadê minhas amigas? E Sting não vem... Passar o intervalo sozinha, muito bom. Ironizo em meus próprios pensamentos. Ok, todo mundo tem compromissos, ninguém lembrou de me chamar. Grandes amigos. Suspiro e viro-me para trás para pegar meu livro na mochila.
Surpreendo-me ao ver que não estava sozinha. Há mais alguém abandonado aqui, dormindo.
— Natsu, acorde, já estamos no intervalo! — Cutuco seu ombro com um dedo. Ele se move em negação — Vamos, já acabou a aula! Você não vai jogar com os garotos?
Ele dorme como uma pedra. Suspiro me dando por vencida.
— Você cheira tão bem Lucy... — murmurou.
Paro de cutuca-lo no mesmo instante e meu coração começa a bater mais forte. Fico encarando seus olhos fechados. Eu escutei... mesmo isso? Ele está dormindo ou zoando com a minha cara?
Continuo observando, quando seus olhos estalam e ele levanta a cabeça com tudo. Pulo para trás com sua ação repentina. Puta merda! Isso é jeito de acordar?
— O QUÊ? — grita sem mais, sem menos.
Olho para ele pasma, até a raiva me invadir.
— NATSU QUER ME MATAR DE SUSTO?
Ele me olha, depois olha ao redor, parecendo perdido.
— Hã? Escola? Podia jurar que estava em casa... — murmurou, espreguiçando os braços, e bocejando.
— Você tem um sono muito pesado... — resmungo, ainda um pouco confusa com sua frase antes de acordar.
— É que eu estava sonhando... acho... — comenta, levando suas mãos até a cabeça.
Sonhando? Meu rosto cora.
— C-com o que? — arrisquei.
Não que eu queira que ele fique sonhando comigo, mas foi muito estranho. Se é que eu escutei certo. Seu olhar ainda perdido pousa sobre o meu.
— Não lembro. Mas... parecia bom — diz parecendo tentar puxar da memória o que acabara de sonhar olhando para o teto, depois desistiu e seu olhar voltou para mim. Arqueou as sobrancelhas — Por que está vermelha?
— Ahn? Eu? Vermelha? Nada a ver — respondo rapidamente, porque tenho certeza que estou mesmo.
Natsu parece suspeitar ainda mais de minha resposta rápida, mas ignora.
— Hm, tudo bem então. Acho que vou no banheiro, vai ficar aqui sozinha? — pergunta, levantando-se.
— Se isso for um convite, é bem nojento.
— Não era, mas você viria? — ri de minha frase.
— Suma daqui.
Ele ri ainda mais e sai da sala com seu andar despreocupado. Agora estou verdadeiramente sozinha na sala. Suspiro, e ao invés de pegar meu livro, começo a passar a matéria a limpo. Preciso pôr tudo em dia. Estudo, releio minhas anotações, passo a caneta meus garranchos, e logo o sinal toca.
Todos voltam, com exceção de Natsu... e Lisanna. As aulas continuam normalmente, enquanto observo as carteiras vazias ao meu redor. O que está acontecendo? No início da última aula, ambos entram na sala, atrasados. Não encaro, fingindo anotar algo em meu caderno. O que eles estavam fazendo? Pergunto-me em mente e crio diversas teorias. Mas paro. Eu não deveria me importar. E não vou.
―×―
As aulas acabam, para minha alegria. Ficar remoendo teorias não é nada legal, e me sinto culpada por fazer isso. Combinei com a Levy de irmos direto para o trabalho e almoçar por lá. Acredito que agora que não tenho mais a companhia de Natsu — apesar de termos feito as pazes —, ter a companhia de Levy é a melhor opção. Pego minha mochila e vejo Levy-chan me esperando na porta.
Começamos conversando sobre coisas cotidianas, mas sei que não durará muito tempo. Assim que passamos pelos portões e ninguém mais pode nos ouvir, Levy dispara:
— Chega de mistério! Pode me contar tudo agora, Lu-chan! Estou curiosa!
Suspiro, só de pensar em ter que contar tudo.
— Primeiro você! Por que sumiu no intervalo? Nem te vi sair da sala.
Ela suspira também, e depois olha para o céu como se tentasse entender a si mesma.
— Nem eu entendi muito bem... Gajeel me arrastou para fora da sala, dizendo que ia passar o intervalo comigo para eu não ficar triste, algo assim... e eu nem tinha dito nada.
Dou risada de como ela não enxerga algo tão óbvio.
— Hmmmm... ele gosta de você!
Levy cora com minha “brincadeira” e me dá um tapa no braço.
— Nada a ver, ele só quer implicar comigo por ser pequena. Mesmo assim foi bem agradável e estranho — riu do próprio comentário — Mas ele realmente tentou.
Sinto uma pequena onda de sentimentos invadir sua última frase. Tem algo em sua entonação, em seu olhar sonhador e confuso.
— Você gosta dele, Levy-chan? — pergunto diretamente. Aprendi com ela.
— Quê? Não faça perguntas assim Lu-chan! — Me repreende, envergonhada.
— Você faz algumas bem piores Levy-chan! — digo, rindo.
Rapidamente, nos encontramos na frente da livraria. Entramos, rindo de nós mesmas. Deixamos nossas mochilas em alguns armários perto da recepção, e escolhemos algo para comer em nosso mini freezer. Pego uma maçã. Não é um almoço, mas está bom para passar a tarde. Descemos até um porão, cheio de livros velhos empilhados. Pura diversão.
— Sua vez Lu-chan, me conte o que aconteceu — começa novamente o assunto, ligando a luz, e indo até uma das mesas para organizar os livros.
Respiro fundo, não há escapatória, então começo logo a contar tudo o que aconteceu. Conto minha grande aventura entre toldos para chegar até o apartamento, a maneira como fui despejada até ter dormido com Natsu e ser flagrada por sua irmã logo cedo.
— Nossa Lu-chan, por que não me ligou? — pergunta se referindo à parte em que fui despejada. Olho feio para ela.
— Eu te liguei — digo séria, e ela apenas ri sem graça e desvia o assunto.
— Certo, desculpe — fala sem deixar de sorrir — Mas, nossa! Natsu, Lu-chan? Vocês estão bem assim?
Pego alguns livros e passo a amontoá-los de maneira mais organizada.
— Eu... não sei. Estamos conversando normal, e ele me tratou muito bem ontem. Não jogou nada na minha cara, não me julgou e me acolheu — digo pensativa, olhando para meu esmalte mal passado.
— Lu-chan... — chama-me séria e eu volto a olhá-la — Sente algo pelo Natsu? Seja sincera.
Começo a tossir. Não sei se pela pergunta repentina ou se por causa de todo esse pó que me rodeia. Como ela pode perguntar algo assim? Algo que tento decifrar todos os dias.
— Se sinto algo por ele... — murmuro para mim mesma pensando em toda nossa trajetória e me foco no principal — Não posso magoar Lisanna... — Digo olhando para baixo, lembrando de seu olhar triste mais cedo.
— Não foi isso que te perguntei Lu-chan! — repreendeu-me — Sente algo por ele, sim ou não?
Olho para ela um pouco constrangida, depois fito a parede de madeira do porão para me perder no tempo. Sentir algo pelo Natsu...
Ele foi a primeira pessoa que esbarrei na escola, e meu primeiro amigo. O primeiro que me acolheu, que sempre fez trabalhos comigo, que me acompanhou todos os dias, que nunca me deixou sozinha. E posso fazer uma lista de todas as coisas que ele já fez por mim. Mas não acho que o “gostar” tem a ver com dívida. Então se eu pensar por um outro lado. Ele me beijou. E meu coração acelera quando ele se aproxima, fico nervosa quando ele me olha por muito tempo, e não consigo deixar de sorrir quando o vejo sorrir também. Será que isso é sentir algo por alguém? E... Sting? Sempre tive tanta certeza de gostar dele. Apesar de ter sido rápido, ele é simplesmente meu príncipe encantado. Estou confusa.
— Não sei... — murmuro — Talvez?
— Que resposta mais subjetiva Lu-chan!
— AHH! — grito, levando minhas mãos para a cabeça — Eu realmente não sei! Me sinto bem com ele, mas estou bem com Sting, e já tinha me decidido a ficar com ele, não vou mudar de opinião agora — Abaixo as mãos, decidida.
— Não seja tão dura com você mesma, você e o Natsu ficam bem juntos... — diz olhando para mim com um sorriso doce.
— Não tá ajudando em nada, Levy-chan — resmungo e ela dá risada.
— Quando você apareceu na porta da nossa sala acompanhada dele no primeiro dia, vocês dois estavam sorrindo tanto. Nunca tinha visto Natsu tão sorridente, desde aí eu sempre imaginei que vocês ficariam juntos, até dizia isso para Droy e Jet. Ainda mais depois que vocês não desgrudavam. Porém com a chegada da Lisanna, e acho que por isso, vocês se afastaram. Não acho que você deveria ser tão dura com vocês mesma Lu-chan, mas se você já tomou sua decisão, irei te apoiar.
Escuto tudo com atenção. É verdade. Quando eu entrei, Natsu e eu éramos inseparáveis. Lembro que no início, fiquei tão encantada com ele... Até eu achei que... Talvez... Não. Lembro-me de um dia, um festival... Acho que se eu tivesse respondido positivamente, estaríamos juntos... Mas simplesmente não posso. Tomei essa decisão a muito tempo atrás.
— Obrigada Levy-chan — abro um sorriso de leve como agradecimento.
Não tenho muitas escolhas. Sting vai me fazer feliz, certo?
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