Academia De Fadas
5 Capítulo 05 — Caça ao tesouro?
Notas iniciais
Capítulo 05 — Caça ao tesouro?
Finalmente o momento tão esperado. Chegamos! A viagem nem foi tão longa com tantas risadas e brincadeiras, mas a agonia para chegar logo ao acampamento era demais. Assim que descemos correndo do ônibus, fomos pegar nossas malas e ir logo para nossos chalés. O problema é que estava muito tumultuado, como pessoas bem inteligentes, todos quiseram descer ao mesmo tempo para serem os primeiros a pegar a bagagem, e o resultado são todos esperando para pegar a bagagem. E falando em bagagem, todos pararam ao ver Erza tirando a sua.
— EEEEEEEEEEEEEEE? — explodimos ao ver as milhares de malas amontoadas uma em cima da outra.
— Que demora Erza! Para que trazer tudo isso? — Natsu questionou, irritado com a demora da mesma para “coletar” todas suas malas.
— Está questionando algo, Natsu? — Erza o fitou com raiva. Talvez nem tenha raiva em seu olhar, mas tudo o que ela faz costuma dar medo.
— Nada importante — respondeu rápido para não ser surrado até a morte.
— Você realmente vem preparada hein Erza? — Lisanna arriscou com um sorriso de lado.
— Com certeza! Quero ter tudo o que preciso ao meu alcance!
Põe tudo nisso. Precisaram buscar um carrinho para levar todas as malas dela. Sério, um carrinho. De qualquer forma é a cara dela fazer algo deste tipo. Guardei tudo isso em pensamentos e me apressei para encontrar a minha mala.
— Boa Tarde a todos! Sou Emi, prazer em conhecê-los! — Uma mulher apresentou-se ao aparecer com seu largo sorriso — Coordenarei os eventos de vocês enquanto estiverem aqui. Então todos rápido, peguem suas coisas, se ajeitem nos chalés e vão para o salão central, onde serão passadas as atividades. Estarei esperando por vocês!
— Atividades? Já é quase noite! — Gray contestou com as sobrancelhas arqueadas.
— Por quê? Tem medo de escuro, olhos caídos? — Natsu debochou, como sempre. Já posso prever onde tudo isso vai acabar.
— O que disse olhos puxados? — Encarou-o de volta.
— Mas é aí que a diversão começa, não é? — Erza interrompeu com um mega sorriso estampado no rosto, fazendo com que os dois se calassem. Isso era divertido.
Ignorei os dois idiotas. Mal podia esperar para a diversão começar! Peguei minhas coisas e segui com Levy e Lisanna em direção aos chalés. Como sabíamos que estaríamos no mesmo quarto, resolvemos seguir juntas até lá. Então, chegamos em um local com vários coqueiros, estradinhas de pedras e flores. Havia várias casinhas uma do lado da outra que só poderiam ser os chalés.
— Qual será o nosso? — murmurei para Levy e Lisanna
— Ah, se é o número 1, deve ser aquele primeiro não é mesmo? — Levy disse sorrindo e já correndo na nossa frente para identificar, e pelo jeito era mesmo o nosso, pois logo ela acenou para irmos até lá.
A porta já estava aberta, adentramos na casa e acendemos a luz. Era um lugar muito aconchegante, tinha uma salinha de estar, com um sofá e uma TV, do outro lado tinha uma mesa com bancos e uma geladeira, indo mais para o fundo, havia três camas de solteiro e ao lado a porta para o banheiro, tudo decorado com quadros e vasos de plantas. Bem caseiro e aconchegante.
— Aquela cama é minha! — Levy gritou, jogando-se na cama do meio.
— Então essa é minha! — corri desesperada até a cama da janela e joguei minhas malas em cima. Como uma boa idiota que disputa camas.
— Acho que nem tenho escolha né? — Lisanna entrou no chalé arrastando sua mala — Temos que ir para o salão, o que será que faremos hoje?
— É verdade, e está escurecendo. Coisas interessantes acontecem no escuro — Levy comenta com seu casual sorriso malicioso — Ainda mais quando o cara mais cobiçado pisca pra você e vai estar aqui não é Lu-chan?
Fiquei vermelha na hora. Havia até me esquecido desse PEQUENO detalhe. Mas ela tinha razão, quando será que poderei vê-lo? Estava ansiosa e nervosa ao mesmo tempo. Tentei não demonstrar meu nervosismo, mas é sempre difícil escapar do olhar observador de Levy.
Elas ficaram ali rindo da minha cara, até sentirmos alguém na porta. Viramo-nos e vimos Erza, junto com Juvia e Cana, paradas em frente ao nosso chalé. Apenas observando todas nossas risadas.
— Já estão prontas? Que tal irmos todas juntas até o salão? — Convidou Erza com seu sorriso amigável. É claro que responderíamos que sim. Não sou tão masoquista.
— Vamos!
—x—
Chegamos ao salão, porém ele estava vazio. Sinto que não encontrarei Sting tão cedo afinal. Sentamo-nos em alguns bancos perto de um palco que havia ao fundo, esperando pelos outros alunos que logo em seguida foram se apresentando e se aconchegando também.
Todos com seus amigos mais próximos, conversando e criando teorias sobre as atividades de hoje. Escutei cada coisa surreal que apenas compartilhava com minhas amigas para rirmos juntas. Fomos interrompidos por Emi, que apareceu no palco, instantes depois.
— Olá meus queridos, o que acharam dos nossos chalés? Qualquer reclamação pode falar comigo, tudo bem? — Todos assentiram com a cabeça — Então vamos para o que interessa! Eu juntamente com o diretor de vocês — Disse apontando para Makarov que estava logo a frente do palco — organizamos essas atividades com muito carinho e atenção.
Senti todos começarem a cochichar. Dizem que o diretor tem umas ideias bem malucas, como ir para um acampamento quando acabamos de voltar das férias! Seria interessante conhecer tais ideias. E medonho também.
— Direi a programação de hoje — Continuou Emi — Nessa mesa que está na frente do palco, há vários papeizinhos, cada um indicando um lugar diferente.
Não estava entendendo nada, papel? Lugar? O que iríamos fazer exatamente? Todos estavam erguendo as cabeças para enxergar a tal mesa, ou seja, eu não estava enxergando nada.
— Vocês irão todos se dividir em duplas! Pegar um desses papéis e correr em direção ao que o papel indica! Será um caça ao tesouro!
Um tumulto começou no salão, todos desesperados caçando suas duplas. Caça ao tesouro? Como é isso? Nunca brinquei ou ouvi falar disso. Não parece complicado, mesmo assim... Olhei ao redor. Laki, Cherry e Jenny brigavam para ir com Hibiki. Droy e Jet brigavam para ir com Levy. Juvia corria desesperada em direção a Gray. E eu... bem eu sempre fazia meus trabalhos na escola com o Natsu, mas ali era diferente, não sabia se ele iria querer... Não seria estranho?
Senti uma mão em meu ombro, e me virei para ver quem era.
— Então parceira, vamos? — Natsu apareceu com seu sorriso natural de sempre.
Assenti com a cabeça. Parece que velhos hábitos não mudam. Desde que entrei na Fairy Tail fazemos os trabalhos juntos. Todos nos acham uma dupla bem estranha, aliás ele é o bagunceiro e eu sou a estudiosa. Mas ao contrario do que todos pensam, Natsu é bem esforçado, e sempre me ajuda muito em todos os trabalhos. Apesar de haver muitos boatos que somos mais do que amigos, passei a não me importar. Não conseguiria imaginar outro parceiro de qualquer forma.
— Ok, ok, pessoal, se controlem! Formem as duplas e fiquem em frente aos papéis, tocarei um sino indicando que todos podem pegar os papéis, abri-lo e ir em direção aos lugares. Quem achar primeiro o tesouro terá que correr de volta até aqui e tocar esse sino, sinalizando que está acabado certo? — Todos escutavam com atenção e assentiram com a cabeça, concordando — Mas primeiramente, deixe avisar, após o caça ao tesouro, terá um luau, na beira das piscinas ao norte, então quando ouvirem o sinal, voltem para os chalés, se arrumem e já corram para as piscinas, tudo bem? — Emi terminou de falar. Todas as duplas em frente a mesa, provavelmente ignorando tudo o que foi dito após “tocar o sino”.
Tocou o sino.
Meu coração acelerou. Quando olhei para frente havia uma multidão em torno da mesa, não enxergava papel algum. Entrei em desespero, tentando alcançar algum papel em meio ao tumulto. Todos dispersaram e correram em direção aos seus destinos. Menos eu e Natsu.
— O que pensa que está fazendo? Pega logo esse papel — Natsu irritou-se — Vamos perder desse jeito!
Comecei bem, fui levada pelo tumulto e tenho um parceiro reclamão. Ignorei seu protesto. Enfim, peguei o papel e o abri: “Floresta das flores”.
— Onde fica isso? — dissemos juntos.
Olhamos um para o outro pelo coro não combinado.
— O jeito é ir atrás — afirmou, me puxando em direção a saída do salão. Aliás, me arrastando.
Corremos por todos os lados, tentando descobrir onde ficava aquele lugar, não conhecíamos nada, tínhamos acabado de chegar! Droga! Já estava sem fôlego e nem havia encontrado o lugar correto. Será que as outras duplas já estava perto do tesouro?
De repente avistamos algumas placas, e entre elas havia uma escrita “Floresta das Flores“ e apontando para nossa direita. Novamente olhamos um para o outro, como se disséssemos sem palavras “Finalmente!”. Corremos o máximo, até nos depararmos com um campo enorme e algumas árvores a frente.
— Isso não parece nada com uma floresta! — Estranhei o lugar. Nunca imaginei que um campo poderia parecer tão assustador de noite.
— Bom, não temos opção. Vamos! — conformou-se e me puxou pelo braço para dentro do campo.
— Não devíamos pesquisar isso melhor?
— Não temos tempo para pesquisas!
— Isso não parece uma boa ideia!
— Para de reclamar — disse por fim, arrastando-me mais uma vez.
Atravessamos o campo até chegar às árvores. Andei todo o percurso olhando para todos os lados possíveis. Juro que ouvi o barulho de aves estranhas. Paramos e ficamos encarando a densa vegetação a nossa frente.
— E agora? — Perguntei, temendo a resposta. Que por acaso, eu já conhecia.
— Vamos ir adiante — respondeu como o previsto.
— Esse lugar me dá medo — Afirmei, observando as árvores tortas com suas sombras horrendas. Está muito escuro. Se eu não enxergo nada daqui, imagina dentro dessa floresta. Vejo tudo, menos flores por aqui. Que nome impróprio.
— Porque? Você tá comigo! — encarou-me.
Sinto que me rosto corou. Ele não é de falar essas coisas. Ainda mais com essa expressão séria no rosto. Isso com certeza foi estranho, ou pelo menos inesperado. Fiquei sem palavras, apenas encarando-o de volta.
— Queria que fosse o loirinho exibido? — Esquece o encanto. Ele já voltou a ser ele mesmo.
— Não fale assim de Sting — murmurei, olhando para o lado.
— Não sei o que você vê nele! — Natsu me olhou com desdém.
Essa cena se tornou divertida ao meu ver. Ele está com ciúmes? Aproveitei para cruzar os braços e ir mais a fundo na sua irritação.
— Ele é um homem fofo, carinhoso, sabe fazer as garotas derreterem, é romântico, coisas que você não entende! — falei sonhadoramente enquanto me lembrava dele de verdade.
Mas não tive muito tempo para continuar sonhando, pois logo me senti empurrada contra a árvore.
— Você quer que eu seja romântico? — Natsu sussurrou perto do meu ouvido, me prendendo contra uma árvore. O que é isso? O que ele pensa que tá fazendo? Nenhum protesto deixou meus lábios. Só pude sentir meu coração acelerar anormalmente até sua voz soar novamente — Não me culpe se você se apaixonar por mim.
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