Notas iniciais
desculpem a demora, mas vcs ja sabem o porque ps: infelizmente esse ano vai ser nesse esquema pps: talvez eu consiga escrever outro no feriado

Charlie

Ninguém me visita a semana inteira! E justamente quando eu trago Emily aqui pra cima e estamos nessa situação que a maldita da campainha toca!

Eu olhei-a e vi meu bichinho encolhido e assustado, mas, ao mesmo tempo, eu quase podia ver a adrenalina correndo por suas veias e preenchendo suas pupilas dilatadas. Precisava fazer algo, se não iria perdê-la.

Porém, eu já havia previsto algo assim.

Rapidamente, saquei a velha pistola do meu pai presa atrás do cós da minha calça e apontei diretamente para Emily. Não estava carregada, mas a garota não sabia disso, pois ela ficou toda arrepiada de repente. Resolvi amedrontá-la mais ainda e disse:

— Qualquer movimento suspeito e eu espalho seus miolos pela casa.

— V-você não faria isso.

— Ah não? Como pode ter certeza?

Eu sabia o que ela estava pensando. Estava se lembrando da história que eu havia contado sobre meus tios... Não era de toda mentira, apesar de eu ter omitido algumas partes estrategicamente como outra forma de controlá-la.

Emily não desistiu e ainda tentou me convencer com palavras:

— É a polícia. Eles me acharam. Vão me levar de volta para casa e te jogarão sozinho em uma cadeia pequena e imunda.

— Cale a boca. A polícia nunca te encontraria aqui... Quem é?!

Eu gritei a última parte e não demorou muito para que a pessoa do outro lado da porta respondesse:

— Sou eu, seu idiota. Quem mais iria te visitar?

Era meu tio. Maldito Frederick! Que insistência dele em ser meu amigo e ficar vindo aqui só para ver se eu estou bem! Com a raiva transparecendo na minha voz, eu disse:

— Espera eu colocar uma roupa!

Peguei Emily pelo cotovelo e a puxei para que se levantasse... A intenção era apenas ser rápido, mas devo ter sido um pouco rude, pois ouvi um gemido de dor e protesto sair de sua boca.

Empurrei a menina para que ela andasse na minha frente e encostei o cano da arma nas suas costas. Sussurrei perto do seu ouvido para que Frederick não me escutasse alem da porta:

— Um pio e eu te mato aqui e agora. Tudo bem?

Eu a guiei até a escada. Subimos e a levei para a suíte principal que eu estava usando como meu quarto. Fui até o banheiro e forcei Emily a entrar na enorme banheira circular de hidromassagem que eu tinha. Coloquei seus pulsos para cima e abri a algema para que pudesse passá-la pelo registro e prender de novo. Foi meio difícil fazer isso, já que tinha que usar apenas uma mão, mas mesmo assim consegui e quando terminei ouvi-a dizendo:

— Você não vai me matar. Sou muito importante para isso. E mesmo que atire em mim, seu tio vai ouvir o barulho e subirá pra ver o que aconteceu. O que acha que ele vai pensar quando vir você apontando uma arma para o corpo de uma garotinha de quinze anos amarrada?

— Eu não sei, mas acho que ele não vai ter tempo de pensar em nada considerando que eu vou atirar nele também no momento que ele passar pela porta.

— Está blefando. Seu tio é o único da família que se importa com a sua patética existência.

— E isso não quer dizer que eu também me importo com a dele.

Eu estava falando a verdade. Eu gostava de Frederick e ele não era um completo pé no saco como a minha irmã. Mas a partir do momento que ele interferisse nos meus planos... Bem, eu teria que apagar ele.

Ajoelhei no chão e encostei o metal do revolver na testa de Emily e ela disse:

— Aposto que essa arma nem está carregada de verdade.

Apesar das palavras, eu vi quando ela estremeceu. Não estava acreditando nas próprias palavras. Ela tinha medo que eu a matasse. E isso era ótimo.

— Quer pagar para ver?... Entenda Emily que qualquer coisa que possa impedir minha vida com você, será rapidamente eliminada. Isso inclui a sua rebeldia e até seu livre arbítrio. Então se não quiser virar uma paraplégica muda eu sugiro que faça o que eu mando.

Ela não disse uma palavra, mas manteve os olhos arregalados me encarando. Respirei fundo, tentado em entrar naquela banheira e fudê-la naquele momento. Como essa garotinha podia ser tão irresistível?!

Precisava de uma garantia, então peguei o laço do roupão que estava pendurado no banheiro e usei para amordaçá-la. Depois fechei e tranquei as duas portas, do banheiro e do quarto, para finalmente descer e atender meu tio.

Quando abri a porta ele entrou devagar retirando os óculos escuros e o casaco e disse:

— Nossa! Por que demorou?

— Já disse que eu estava me vestindo.

— O que aconteceu com a sua televisão? Encontrei-a lá fora junto com um monte de saco de lixo.

— Eu quebrei.

— Você quebrou sua TV?!

— É.

Frederick suspirou, seu rosto foi invadido por preocupação:

— Teve outro de seus ataques?

— É.

— O que motivou dessa vez?

— Não é da sua conta.

Ele teve a decência de perceber, pelas minhas respostas curtas, que eu não queria falar com ele sobre aquilo.

Eu tinha “ataques” (como ele gostava de dizer) desde o dia em que eu, de forma muito criativa, matei meus tios. Nesses episódios, eu acabava quebrando todas as coisas a minha volta ou machucando quem estivesse perto de mim.

Uma vez quebrei o braço de Rachel desse jeito, mais ou menos uma semana depois que eu fui emancipado. Resolvi ir até a mansão de meu pai e visitar meu quarto. Por algum motivo, desde que deixei a casa de meus tios, sentia uma necessidade extrema de entrar no meu quarto, então, um dia depois das minhas aulas, paguei um taxi até lá. Porém, tive o desprazer de encontrar com Rachel e algumas amigas remelentas na sala comprando coisas pela internet.

Aparentemente Rachel não sabia que eu havia deixado de morar com meu tio e se mostrou surpresa em me ver. Ela deve ter pensado que eu continuava o garoto pequeno e tímido que morava com ela e achou que podia se passar de A Fodona na frente das amigas começando a me ridicularizar e a falar coisas sobre os meus tios.

Rapidamente, peguei seu bracinho minúsculo e o torci até que ouvi um barulho engraçado de osso quebrando e ela começou a chorar alto.

Depois disso, fui embora. Havia perdido a vontade de entrar no meu quarto. Frederick disse que Rachel tinha ficado uma fera e que queria que meu pai chamasse a polícia e me prendesse, mas ele foi prudente e resolveu meu deixar em paz.

Enfim, esses ataques acontecem de vez em quando, sempre que mencionam meus tios ou minha infância. Naquele dia, Emily havia me irritado e eu tive que me segurar muito para não matá-la ou machucá-la da mesma forma que fiz com Rachel. Então, subi correndo e descontei minha raiva em todas as coisas da casa.

Fiquei assim por dois dias, apenas quebrando tudo e eventualmente bebendo dos vinhos da adega. Devo ter reduzido o estoque do velho pela metade nessa brincadeira. Não desci até o quarto de Emily porque eu sabia que se visse qualquer ser na minha frente eu iria fazer uma merda muito grande, então resolvi não arriscar.

Fui acordado dos meus devaneios por Frederick:

— Você deveria procurar um psicólogo para ver isso Charlie.

— Já disse. Nada de psicólogos.

— Por que não?

— Porque eu não preciso!

— Eu estou ficando preocupado com você. Sozinho nessa casa dia e noite. Não acha que é um pouco solitário?

— Eu não sou solitário e você não precisa se preocupar comigo. Agora quer dar o fora da minha casa? Gostaria de ficar sozinho hoje.

Solitário com certeza não é a palavra que eu atribuiria a mim. Ainda mais considerando que agora eu tinha Emily só para mim 24 horas por dia. Companhia, eu tinha de sobra.

Mas Frederick não fez o que eu mandei. Na verdade seus olhos faiscaram e ele deu um sorrisinho de deboche enquanto se inclinou para o sofá e recolheu algo que eu mal pude enxergar até que ele colocasse bem na minha frente.

Era um fio de cabelo longo e castanho... E eu sabia a quem pertencia.

Eu travei todo. Será que ele iria desconfiar?

Ouvi-o dizer:

— É, pelo visto você não anda tão sozinho assim.

— Vai embora.

— Ah então é por isso que você disse que tinha que vestir uma roupa. Por isso quer que eu vá embora. Ela ainda está aqui, não é?

Eu precisaria inventar alguma coisa. Não dava para falar que aquele cabelo era meu, mas meu tio não precisava saber de quem exatamente ele era. Então, entrei na sua história e disse:

— E se estiver? Quer se juntar a nos?

— Não, obrigado. Sou bem conservador nisso. Mas ela é sua namorada ou algo assim? Estão saindo?

— Não seja idiota. É só uma puta qualquer.

Era uma meia verdade. Emily era bem mais que uma prostituta, mas também não era uma simples namorada... Emily era... Minha. Minha garota, minha mulher, minha tudo. Cada pedacinho dela era meu. Toda ela era feita para mim. Eu tinha total controle sobre ela: o que ela via, o que vestia, o que comia, aonde ia, o que fazia. Seu corpo era meu e até seus pensamentos eram meus. Emily era... Perfeita.

— Agora, vá embora, pois cada minuto que ela passa aqui é mais dinheiro que eu tenho que dar pra ela.

— Nossa como você é pervertido.

— Não tem a menor ideia. Agora sai.

Praticamente o empurrei até a porta.

Finalmente livre! Muito bem, o que eu faria agora? Minha barriga roncava. Eu havia comido um pedaço de pão e um copo de água hoje mais cedo para curar a minha ressaca, mas fora isso, nada desde que subi com raiva do quarto de Emily.

Acho que eu ia desamarrar minha garota e descer com ela para comermos algo.

Subi as escadas e entrei no quarto com essa ideia, porém quando eu vi aquela menina amarrada na banheira, meu pau instantaneamente ganhou vida.

Seu cabelo estava desembaraçado e ela respirava ofegante. A blusa havia subido um pouco deixando suas maravilhosas pernas a mostra e um pouco de sua calcinha branca aparecendo... Tão deliciosa.

Percebi que sua cabeça estava um pouco abaixo da borda da banheira... Eu tive algumas ideias divertidas para brincar com meu brinquedinho...

Notas finais
ppps: proximo capitulo tem cena hot :) espero q tenham gostado e comentem XD