Notas iniciais
desculpem o atraso mas alem da escola tive um bloqueio criativo tbm... enfim, ai esta

­— Voltei! Sentiu minha falta?

Charlie perguntou quando apareceu na porta do banheiro, apesar de saber que eu não conseguiria responde-lo por estar amordaçada.

Eu estava queimando de raiva. A volta dele significava que a visita já tinha ido embora e que eu havia perdido talvez a minha única chance de fuga! Como eu pude ser tão inútil! Eu iria continuar aqui para sempre desse jeito!

Enquanto devaneava percebi que Charlie olhava fixamente para mim enquanto lambia os lábios. Eu conhecia aquela expressão e sabia que ele estava excitado. Automaticamente me encolhi e meus músculos ficaram rígidos. Apesar de minha mente lutar bravamente contra isso, meu corpo já havia se acostumado a ter medo.

Charlie se aproximou e retirou o laço do roupão da minha boca, deixando-a livre. Minha mandíbula doía, mas mesmo assim eu perguntei:

— O que vai fazer comigo?

— Quieta.

Foi a resposta que recebi. Charlie abriu o registro da banheira e tapou o ralo para que conseguisse enche-la. Não me diga que ele vai fazer isso aqui... A água tocou meus pés e eu os recolhi, pois ela estava fria como gelo. Queria pedir para que esquentasse a água, mas sabia que se eu pedisse isso, no humor que ele estava, iria colocá-la tão quente que me queimaria, então fiquei em silencio.

A água já estava passando das minhas pernas quando o ouvi:

— Não vou conseguir tirar a sua blusa... Vou ter que cortá-la... Já volto.

Ele saiu, mas não demorou nem um segundo até colocar a cabeça para dentro do banheiro e dizer:

— Tente não morrer até que eu volte.

Então fechou a porta e saiu.

Do que ele estava falando? Por que eu poderia morrer enquanto ele buscava uma tesoura? Bom, ele não poderia me matar de hipotermia... Quer dizer, ele não me deixaria aqui por tanto tempo... E eu não estava com tanta fome que não aguentaria mais algumas horas, apesar de que meu estomago provavelmente já estava se devorando.

Apoiei a cabeça na porcelana fria da banheira. O que ele disse parecia martelar em minha mente. Comecei a pensar em ideias mirabolantes dignas de um filme dos Jogos Mortais. Talvez houvesse algum gás vazando de algum lugar, ou ele estaria começando um incêndio lá fora...

Foi quando a água chegou à minha barriga e eu senti um calafrio que percebi. Charlie havia me amarrado de uma forma que minha cabeça ficasse totalmente abaixo da borda da banheira. Ou seja, quando ela se enchesse completamente eu me afogaria!

Ok, vamos ter alguma calma. A banheira é grande e Charlie só foi buscar algo para cortar minha blusa. Eu sou muito importante para ele para que ele me mate dessa forma... A não ser que ele realmente esqueça e chegue tarde demais... Mas ele não me esqueceria, certo?

Estava com medo e fiquei tentada a chamá-lo, pedindo ajuda. Mas não iria ceder a isso!

Decidi gastar o tempo que a água levava para subir tentando me soltar das algemas. Eu havia tentado isso durante todo o tempo que Charlie esteve com Frederick, mas não faria mal tentar de novo.

Um longo tempo se passou e a água chegava até meus ombros, mas eu não conseguia soltar nem meus pés e muito menos minhas mãos. Achei melhor começar a poupar forças e regular minha respiração para que, se por acaso o pior ocorresse, eu conseguisse segurar o fôlego por mais tempo.

Mas à medida que a água subia e eu ia o frio que ela trazia, ficava mais preocupada e mais ofegante. O medo se apoderava de mim pouco a pouco. O medo da morte. Meu estomago pesava como se tivesse uma pedra em cima. Eu comecei a tremer e a suar frio e duvido que fosse devido à temperatura da água.

Comecei a mandar olhares desesperados para a porta, atenta a qualquer som, qualquer sinal de que Charlie estava a caminho, mas nada dele. Comecei a ficar realmente preocupada. Ele havia me esquecido e, agora, eu iria morrer ali sozinha.

Não podia acabar assim!

A água chegou até minha boca e eu inclinei a cabeça para cima para que pudesse respirar, mas isso não adiantaria por muito tempo. Eu não iria morrer daquele jeito, mesmo que eu precisasse jogar o meu orgulho fora. Tentei dizer o seu nome, mas o pânico e a água fizeram com que minha voz falhasse um pouco:

— C-Charlie! So-socorro!

Não demorou nem cinco minutos para que Charlie aparecesse com um sorriso vitorioso me deixando a pensar se ele estaria esperando atrás da porta.

Carregava uma tesoura consigo, mas não veio até mim me socorrer como pensei que faria. Na verdade, ficou lá parado e perguntou:

— Sim? Chamou-me, querida?

A água iria me impedir de falar em poucos minutos então, rapidamente, o respondi:

— Me ajude.

— E qual a palavrinha mágica?

— Por favor.

Ele ainda ficou um pouco mais de tempo apenas me encarando. Tempo esse que a água levou para tampar completamente minha boca e meu nariz. Não estava mais conseguindo respirar e parecia que minha cabeça era espetada por montes de agulhas.

Mas essa tortura não durou muito tempo, pois senti uma queimação no meu coro cabeludo e quando percebi, Charlie estava me puxando para fora da água pelos cabelos. Por um lado era bom, pois agora podia respirar, porém, odiava quando ele me puxava daquele jeito... Doía muito.

Quando minha cabeça estava para fora respirei fundo aproveitando a sensação do ar entrando nos meus pulmões. Charlie entrou na banheira, sem se importar com a temperatura. Ele deve gostar de banhos frios...

De qualquer forma, enquanto eu me recompunha, meu sequestrador pegou a grande tesoura prateada que ele havia trago consigo e demoradamente cortou a minha blusa. Depois retirou o que restava e jogou o tecido encharcado para fora da banheira.

Eu ainda estava com raiva de hoje mais cedo, então disse:

— Vai me fuder aqui, é? Uma mudança de ares?

— Cala a boca.

Ele disse enquanto seus olhos passeavam pelo meu corpo, parecendo hipnotizado. Então, num ápice de rebeldia eu disse:

— Vem calar.

Charlie instantaneamente levantou o rosto e me encarou. Eu continuei com minha cara corajosa e raivosa, pois sabia que se mostrasse sinal de fraqueza, ele sairia ganhando. Meu ex-diretor deu um sorriso de canto e esticou a mão para a minha cabeça. Pegou uma grande parte de meus cabelos e empurrou meu corpo até que eu estivesse embaixo da água de novo.

As mesmas sensações de antes voltaram como num furacão. Não conseguia respirar, sentia meus pulmões queimando, minha cabeça doía devido à água gelada. Era uma sensação horrível!

Queria levar as mãos até o braço de Charlie para que ele me tirasse de lá, mas elas estavam amarradas. Eu já não estava mais aguentando e observava em pânico as bolhas de ar subindo a minha frente, alcançando a superfície. Quando eu finalmente achei que tudo ia acabar, algo puxa de volta e eu sou agraciada com o delicioso e bem vindo oxigênio.

Charlie estava com a cara igual à de uma criança que ganhou um cachorrinho no natal. Eu estava ofegante e meu cabelo caia pelo meu rosto, mas ele me olhava como se eu fosse a miss universo... E isso me dava raiva.

Ouvi-o dizendo:

— Isso serviu para calar a sua boca?

— Seu-...

E novamente fui colocada em baixo da água gelada. Descobri que preferia mil vezes que Charlie me espancando e me privando de comida do que me afogando. A falta de ar, o desespero, as pequenas agulhas que pareciam se enterrar na minha pele... E eu não poderia suplicar para que ele parasse com aquilo, pois abrir minha boca, só servia para que meu ar acabasse mais rápido.

Antes que eu morresse, Charlie me puxou de volta. Mais uma vez tomei grandes golfadas de ar, maravilhando-me por poder respirar de novo.

Ele se inclinou para mais perto de mim, encostando seu nariz no meu e disse:

— Vai ficar quietinha agora, Emily?

Eu acenei positivamente com a cabeça. Eu não queria morrer. Não naquela casa e em posse daquele homem. Eu tentei, mas não consegui impedir que lágrimas rolassem pela minha bochecha. Charlie lambeu uma delas e disse:

— Tudo seu é delicioso querida. Sua tristeza, sua pele, — ele se inclinou e começou a beijar meu pescoço me causando arrepios — sua boca... — Charlie mordeu meu lábio inferior forte.

Suas mãos passeavam pelas minhas cochas e logo alcançaram minha calcinha, retirando-a facilmente. Ele ficou de pé em cima de mim e retirou suas próprias roupas, pois havia entrado na banheira ainda com elas.

Depois que estava completamente nu, me pegou pelos cabelos e aproximou meu rosto de seu pênis grande e duro. Eu tentei me virar, pois uma das coisas que eu mais odiava era fazer sexo oral naquele homem. Porém Charlie segurou-me mais forte e sussurrou:

— Quer ficar embaixo d’água por mais tempo dessa vez?

Eu não queria isso, então obedeci e cedi quando ele foi empurrando seu pênis até que ele alcançasse o fundo da minha garganta. Aquela posição era horrível, pois meus braços continuavam presos para trás enquanto eu era forçada a me inclinar para frente.

Sentia Charlie puxando meus cabelos e ouvia seus gemidos e suspiros vez ou outra. Seu membro saia e entrava da minha boca mecanicamente enquanto eu apertava os olhos e lacrimejava vez ou outra. Foi assim até que ele gozou e expeliu todo aquele líquido nojento na minha boca.

Dessa vez, eu engasguei e cuspi grande parte de seu sêmen. Charlie não gostou disso, mas se contentou a apenas rosnar em desgosto. Agradeci mentalmente por isso. Ficar embaixo d’água era uma tortura quase tão cruel quanto a fome. A diferença era que eu a sentia mais de imediato... Mas a fome era como um bicho que ia comendo você pelas beiradas te causando dor a cada dentada... Era cruel.

Enquanto estava devaneando pelos meus pensamentos. Charlie sentou na banheira à minha frente e colocou as mãos nos meus joelhos com o intuito de abrir minhas pernas. Não protestei. Aquela altura já tinha tomado isso como algo comum e indigno de atenção. Afinal, se ele já havia o feito tantas vezes, de que adiantava continuar resistindo? Para defender minha honra? Minha pureza? Ora, ele já havia me tirado coisas como essas há muito tempo.

Inclinando-se na minha direção, Charlie me penetrou vagarosamente. Senti cada centímetro de seu pênis entrando na minha intimidade e não gostei nem um pouco disso, mas contentei-me em soltar um muxoxo de desagrado e virar a cabeça para o lado.

O ex-Diretor começou a se movimentar, para frente e para trás, em um ritmo monótono e rápido. Eu ficava olhando para o chão de azulejo branco ao lado da banheira e tentando transportar minha mente para um local mais calmo. Demorou menos que o normal e Charlie rapidamente saiu de dentro de mim. Achei estranho e o encarei, ele ainda estava ereto e não havia gozado...

Sua voz saiu baixa e rouca quando disse:

— Lembra-se do calendário e do relógio? Ainda está me devendo um favor.

Por algum motivo eu não havia esquecido daquilo. Mais cedo ou mais tarde, Charlie iria me mandar fazer uma das coisas das quais eu me recusava completamente... Tudo por uma vontade de saber que o tempo passa...

Porém, minha posição não era das melhores. Amarrada e mergulhada em água fria, eu não tinha muitas chances. Então disse com minha voz também saindo rouca:

— O que você quer?

— Algo que não faço há muito tempo.

Ele deu um sorriso que me fez ter calafrios ruins... E não eram devido à temperatura da água. Vi quando Charlie pegou seu pênis e começou a guiá-lo na minha direção, porém um pouco mais embaixo. Quando percebi suas intenções, tencionei meus braços e afastei meu corpo um pouco dizendo:

— Isso não.

— Meritocracia, Emily.

— Mas me machuca.

Charlie não me escutou e agarrou minha cintura com força, mantendo-me na posição original mais uma vez. Continuei me remexendo e debatendo. A última vez em que ele havia feito isso havia sido na minha casa, no meu quarto, logo depois que eu transara com Hector... Sexo anal me trazia lembranças dolorosas além de doer como o inferno.

Entretanto, obviamente, Charlie estava pouco se fodendo para isso. Então, sem delongas, introduziu todo o seu pênis dentro do meu ânus. Com a força, meu corpo foi mandado para traz e bateu nas bordas da banheira. Tive que morder a língua para não gritar de dor. Virei-me para o lado enquanto lágrimas se acumulavam no canto de meus olhos e mordi minha língua forte para sufocar um gemido de dor. Não ia dar o gostinho a ele de me ver em sofrimento, mesmo sentindo sangue em minha boca.

Charlie começou a se movimentar dentro de mim. Era como uma lixa e doía para caralho. Mas, resistindo, continuei impassível e não soltei um barulho sequer.

Charlie começou a ir mais rápido e a dar seus eventuais e costumeiros gemidos baixos e roucos. Em certo momento ele segurou meu queixo com força e virou minha cabeça na direção dele. Eu não consegui encará-lo, mas continuei mordendo a língua com força e apertei meus olhos para que não pudesse derramar lágrimas de dor.

Eu queria que aquela tortura acabasse logo, mas pareceu que se passou toda uma vida até que Charlie, finalmente, deu uma profunda estocada e eu senti todo o seu líquido me preenchendo. Foi um alívio quando ele me soltou! Senti-me finalmente liberta!

Virei o rosto de volta para o lado e me concentrei no chão do banheiro. Ouvi e senti quando Charlie se levantou e sentou-se na borda da banheira. Depois, ele me colocou em seu colo, fazendo-me ficar inclinada na direção do registro, pois ainda estava presa a ele. Meu sequestrador abriu e fechou minha algema, retirando-a da banheira, para que eu pudesse ficar com as costas eretas em seu colo.

Como havia engolido muita água nesse tempo, eu tossia eventualmente e enquanto lutava às golfadas, Charlie ficava alisando o meu rosto e meus cabelos. Ouvi-o dizendo:

— Você está fria.

— Claro que estou fria, idiota! Você me coloca embaixo da água gelada e quer que eu saia quente?!

Sua risada saiu rouca no meu ouvido.

— Engraçadinha. Na próxima, vou jogar você em água escaldante. O que acha?

— Talvez eu consiga fazer respingar em você também, traste!

— Esse seu lado selvagem é irritante na maioria das vezes, mas também me excita. Estou em duvida se permito que você continue a desenvolvê-lo ou não.

— Não vai te excitar tanto a hora em que eu arrancar seu pênis com meus dentes, não acha?!

Ele riu de novo. Estava achando que aquilo era algum tipo de brincadeira?! Ah, ele ia ver só!

— Linguinha afiada a sua.

Charlie colocou-me de volta na banheira, levantou-se e saiu do banheiro. Rapidamente ele voltou vestindo uma calça jeans e segurando uma toalha branca. Como se eu fosse uma criança, ele mandou que eu me levantasse, enrolou a toalha ao redor de mim, me pegou no colo e disse:

— Hora de a bonequinha voltar para seu quarto.

Eu realmente queria um tempo sozinha, então não protestei quanto a isso. Meu corpo realmente estava frio como Charlie havia dito e eu trincava os dentes, mas controlei meu impulso de me encolher em seu colo para me esquentar. Quando havíamos decido o lance de escadas eu disse:

— Você não usou camisinha.

— Não gozei na sua vagina.

— Mas não faz diferença. O líquido pré-gozo pode conter espermatozoides. Coito interrompido não é um método anti gravidez eficaz.

— Vai me dar aulas de biologia agora?

— Você parece estar precisando.

— Tolinha você.

— Só não me faça engravidar de um monstro como você.

— Não se preocupe, não pretendo deixar descendentes neste mundo... Nem você merece essa honra.

A essa fala, apenas bufei e revirei os olhos. A mania de Charlie de se achar o centro do universo, às vezes, me impressionava.

Quando chegamos à biblioteca, Charlie me desceu de seu colo e colocou a venda em mim mais uma vez. Ouvi os costumeiros barulhos e fizemos a mesma coisa, até que a venda e as algemas foram retirada e eu me vi de volta no meu cativeiro. A tão familiarizada tornozeleira de ferro foi colocada de volta no meu tornozelo que já tinha uma marca avermelhada no ponto em que ela roçava e Charlie se preparou para ir embora.

Antes disso, criei coragem e levantei a voz:

— Tenho fome.

Ele virou-se na minha direção e olhou-me de cima a baixo. Enrolada na toalha, provavelmente pálida e muito magra. Acho que ele havia se esquecido de que me deixara tanto tempo sem comida, mas não disse nada e foi embora batendo a porta atrás de si.

Não passou muito tempo, Charlie voltou trazendo um grande prato de sopa de legumes. A essa altura eu já estava seca e usando o mesmo conjunto branco de lingerie que havia no quarto.

Comi com gosto a comida e tentei esquecer aquele dia tão estranho e cansativo... Tentei esquecer também do quanto estive perto da liberdade... E o quão facilmente a perdi...

Notas finais
espero q tenham gostado