Notas iniciais
talvez vcs fiquem um pouco confusos com o arranjo do capitulo, mas tentem se esforçar... se eu ver q o indice d confusao ficou muito grande eu dou um jeito d reescrever... enfim, quanto aos livros: n sao meus favoritos... mas ja q quando comecei a historia imaginei ela se passando em algum lugar tipo EUA ou Inglaterra, pensei em colocar classicos desses países... Ao inves dos meus amados da literatura classica brasileira T-T enfim, aproveitem

O alarme que deixei em cima da bancada da cozinha apitou e eu corri na direção do forno. Abri-o e fui invadida pelo cheiro delicioso dos biscoitos de natal. Depois de colocar as luvas com cuidado, retirei as formas quentes e coloquei-as no balcão da cozinha.

Eram biscoitos de gengibre com mel e um pouco de chocolate. Charlie achou a receita na internet e deu a ideia de fazermos na manhã de natal. Até que não foi uma má ideia. Estava terminando de colocá-los em um prato decorado quando a chaleira apitou:

Eu gritei:

— Charlie! A água já ferveu!

Em algum canto da casa ele respondeu:

— Estou indo!

Estava colocando todas as tigelas e utensílios em uma das pias para que eu lavasse quando Charlie apareceu arregaçando as mangas da blusa social branca. Ele dizia, já indo de encontro ao fogão:

— Estava trabalhando. Por que não fez isso para mim?

— Eu não sei fazer chá do jeito que você gosta.

Ele ficou em silêncio. Eu o ouvia atrás de mim fazendo a bebida enquanto eu lavava a louça. Rapidamente terminei essa tarefa. Fiquei acostumada em arrumar a casa e fazer tarefas domésticas, já que cuidava dessa mansão praticamente sozinha... Bom, servia para ocupar minha cabeça e não me fazer pensar em...

Sacudi a cabeça fortemente... Hoje é um dia feliz, Emily. É natal e faz pouco tempo você fez 17 anos!

Deixei a louça escorrendo e tirei o avental branco que usava. Alisei meu lindo vestido vermelho por baixo e ajeitei um pouco o cabelo também. No meu aniversário, Charlie me deu essa roupa (link nas notas finais )para usar em ocasiões especiais. É um simples vestido vermelho vivo; tem a cintura marcada, quase nenhum decote e sem mangas, vai até um pouco acima do joelho e não é colado... Eu sei que não é a melhor roupa para se cozinhar, mas é a única roupa que eu tenho e eu estou usando-a o tempo todo... Pelo menos Charlie não reclama disso, já que ajuda a criar a imagem de “família de propaganda de margarina” que ele tem na cabeça de nos dois.

Eu observava as pontas do meu cabelo. Ele estava muito longo e quebrado nas pontas. Uma vez, Charlie pegou a tesoura e cortou ele, mas não fez um trabalho muito bom e eu achei esquisito. Entretanto, tudo o que fiz foi sorrir e dizer que havia amado.

De repente, braços se fecharam na minha cintura e Charlie se inclinou para perto de mim, me abraçando e cheirando meu pescoço. Eu, além de estremecer como sempre acontecia quando ele me tocava, senti uma pontada de dor na base das minhas costas. No dia anterior ele havia me jogado da escada e eu bati minha coluna em algum dos degraus... Não foi uma fratura, mas doeu e ficou roxo. Mesmo assim eu sorri e não emiti nenhum som quando ele mordeu meu pescoço com força.

Charlie se afastou dizendo:

— Os biscoitos estão cheirando muito bem.

— Obrigada... Posso ir ao banheiro?

Era sempre assim... Charlie me deixava andar pela casa sem algemas, apenas com a tornozeleira e a corrente da mesma, porém deveria ficar no cômodo específico que ele mandasse e se quisesse ir a qualquer lugar deveria pedir. Também era proibida de me aproximar das portas e das janelas. Eu ia lá fora duas vezes apenas: quando colocava o lixo para fora e quando passava meus vinte minutos na varanda tomando meu banho de sol. Neste último eu deveria ficar sentada no sofá que havia na varanda e a corrente que me acompanhava era presa a argola na parede ao lado que Charlie havia colocado.

— Pode, mas não demore. Logo trocaremos presentes.

— Sim.

Eu andei devagar até o banheiro ouvindo a corrente se arrastando atrás de mim e entrei. Eu também era proibida de fechar ou trancar a porta então não o fiz. Quando terminei minhas necessidades e estava lavando as mãos, arrisquei uma olhada no espelho... Um dos meus olhos estava roxo, pois Charlie havia me dado um soco quando descobriu que eu deixei uma mancha em uma de suas roupas; e a mordida que ele havia me dado a pouco estava sangrando levemente.

Ele sabia ser bruto...

Lavei o rosto e o pescoço. Depois de me recompor, voltei à cozinha e continuei meu trabalho. Logo, tudo estava pronto e colocamos o chá com os biscoitos e o bolo de frutas que Charlie adorava na mesa da sala, perto da árvore. Eu gostei muito dela. Eu e Charlie tivemos que revirar o sótão inteiro até que achássemos todas as partes e os enfeites e foi difícil montá-la sozinha, mas ela era bonita e eu gostava de ficar sentada na frente dela olhando as luzes antes de ter que descer para meu quarto no final do dia.

Charlie serviu duas xícaras de chá. Pelo cheiro deveria ser de hortelã. Eu odiava chá, mas era uma das bebidas favoritas de Charlie, então era obrigada a tomar. Ele se sentou confortavelmente no sofá enquanto pegava um dos biscoitos.

Eu fiquei observando a árvore toda iluminada. Eu a liguei, apesar de estarmos durante o dia, pois queria ver as luzes. Beberiquei o meu chá. Acabei de descobrir que hortelã era um dos piores chás do mundo... Entretanto, sorri e disse que estava ótimo.

Charlie olhou para o pé da árvore onde havia vários presentes e disse:

— Então, por que você não começa a troca de presentes?

Isso era uma coisa que eu não queria. Alguns meses atrás, Charlie chegou ao meu quarto trazendo alguns objetos e papel de presente. Mandou que eu embrulhasse cuidadosamente todos e escrevesse um bilhete amoroso diferente para cada um. Caso os bilhetes ou os embrulhos não o agradassem... Haveria consequências...

Eu não queria começar aquele show de horrores, então disse:

— Por que não vai você primeiro?

— Não, Emily. Você quem vai começar.

Ele respondeu de forma ríspida e quando viu que eu estava demorando para assimilar a ordem ele reforçou-a:

— Agora.

Rapidamente eu me levantei e fui até a árvore, agarrando o primeiro presente. Eu o entreguei, percebendo que minhas mãos tremiam... Eu não queria estragar aquele dia...

Charlie o pegou e girou-o na sua mão analisando o trabalho em papel. Ele pareceu satisfeito e começou a abrir. Um peso saiu do meu peito. Quando terminou abriu uma cara de espanto e alegria totalmente falsa, já que ele mesmo havia comprado o presente, e disse:

— Oh Emily. Uma gravata nova! Vai ficar maravilhosa quando eu voltar à empresa amanhã.

— Fico feliz que gostou.

Ele pegou o bilhete e abriu-o, começando a ler em silêncio. Eu não me lembrava exatamente o que estava escrito naquele, porém todos eram variações de frases clichês como “eu te amo”, “você é especial” e etc... Tudo o completo oposto ao que eu sentia... Porém, Charlie não poderia saber disso.

Depois que ele abriu todos os presentes foi como se eu houvesse vencido uma guerra. Parei instantaneamente de tremer e me senti mais a vontade para pegar um biscoito. Tinha que me lembrar de maneirar na comida. Meu estômago ficou sensível e pareceu ter diminuído de tamanho desde minha última visita aquele lugar...

Lembro-me de quando havia saído da caixa escura com os ratos...

Charlie abriu o alçapão e eu levantei a cabeça assustada, já toda encolhida e ofegante. Ele desceu e me saudou com um sorriso grande... O que me deixou extremamente preocupada. Ele se aproximou e disse:

— Então, Emily. Depois de tudo isso, finalmente está pronta para me obedecer?

— Sim, senhor — eu disse sem a menor excitação.

— Então posso confiar em você?

— Pode sim, senhor.

Ele não respondeu, nem demonstrou nenhuma reação, apenas me pegou no colo e começou a me transportar para fora daquele lugar. Quando fui colocada no andar de cima, percebi que mais parecia um quarto. Havia beliches, um cofre grande e pesado, um rádio e prateleiras; tudo parecia muito velho.

Depois desse cômodo havia escadas que levavam a outro alçapão que abria no quintal no fundo da casa. Quando saímos dele, percebi que estávamos do lado da piscina e o alçapão pelo qual saímos foi coberto por uma das pedras grandes que compunham os ladrilhos ao redor dela. Eu ainda estava com as pernas amarradas pelo lençol e, em algum momento das minhas múltiplas sessões de tortura, minha roupa foi retirada, então, apesar do chão de pedra estar quente, eu tremia de frio.

Charlie aproximou de mim e, usando seu canivete, cortou o resto de tecido que me prendia. Depois, ele me ajudou a levantar até que eu estivesse parada em pé na sua frente. Charlie me deixou lá e se afastou sentando-se nos degraus de pedra que levavam para a piscina. Ele olhou para mim e disse:

— Emily, eu não vou correr atrás de você e você não está mais presa. Você quer fugir?

Eu fiquei olhando para ele atônita... O que ele estava fazendo? Meu olhar passeava entre o quintal, a mata fechada e o lago extenso... Depois, eu me voltei para Charlie e o encarei.

“É uma armadilha.”

Uma voz repetia isso na minha cabeça. Sim, era uma armadilha. Não seria tão fácil assim. Eu disse, baixo e rouca:

— Não.

— Não? E se eu dissesse que não iria te seguir? Que você está livre agora?

— Não quero fugir.

As palavras saíam rasgando minha garganta... Era doloroso... Charlie levou a mão às costas e retirou da lá uma arma, a mesma que havia apontado contra mim da vez que Frederick apareceu de repente para visitá-lo. Ele engatilhou a pistola, apontou-a para mim e disse:

— E se eu dissesse que atiraria em você se não saísse correndo agora? Prefere ficar aqui comigo e levar um tiro a fugir?

Eu me calei. Meu peso mudava de uma perna para outra. Charlie tinha uma feição impassível e paciente no rosto. O vento bateu e balançou a copa das árvores, fazendo com que eu estremecesse e me arrepiasse toda. Minha barriga roncou e minhas pernas começaram a tremer, estava fraca e não aguentava o peso do corpo por tanto tempo assim... Não havia comido quase nada... Olhei para o lago mais uma vez... Respirei fundo e pisquei, deixando que uma lágrima caísse dos meus olhos... Voltei-me para Charlie e disse as palavras quais me arrependeriam para sempre:

— Prefiro ficar com você, Charlie. Estou com frio, pode me levar para dentro, por favor?

Ele sorriu e guardou a arma atrás da calça. Ele ainda nem havia chegado perto de mim quando meu corpo não aguentou e eu caí, batendo meus membros no chão de pedra. Mesmo assim, meu sequestrador manteve-se paciente. Ele apenas me pegou no colo de novo me levando para dentro da casa para me aquecer, me alimentar e cuidar dos meus ferimentos.

Voltei dos meus devaneios com um forte tapa na cara. Isso fez com que derramasse a xícara de chá que estava segurando. Por sorte ela não caiu nem no vestido, nem no sofá em que estávamos sentados, mas no chão... O que não impediu de Charlie começar a gritar:

— Emily, te chamei três vezes! Está virando uma retardada?

— Não. Desculpe. Estava viajando.

— Sabe que eu odeio quando faz isso enquanto falo.

—Sim, Charlie. Sinto muito. Acho que estou com fome.

— Argh. Se fosse um dia comum eu te daria uns tapas para aprender a se comportar melhor. É falta de educação ignorar as pessoas.

— Por favor, Charlie, você prometeu que iríamos ter um natal feliz e normal.

Ele revirou os olhos e bufou olhando para o outro lado. Sim, havíamos tido essa conversa ontem. Eu queria passar pelo menos uma data comemorativa sem terminar espancada, estuprada ou deixada com fome ou naquela caixa escura de novo...

— Limpe a bagunça que você fez e volte para abrir seus presentes.

— Sim, senhor.

Mais que prontamente eu fui até a cozinha buscar um pano com água. Lavei o rosto no caminho para tirar a vermelhidão e a ardência que o tapa havia deixado... Pelo menos não foi no mesmo lado do rosto em que ele havia me dado um soco.

Voltei até a sala e limpei tudo deixando o chão sem nenhum resquício daquele incidente. Depois que me sentei e me servi outra xícara de chá, apenas por obrigação, o humor de Charlie parecia ter melhorado consideravelmente.

Ele sorriu e me deu um presente. Era molenga, então deveria ser uma roupa. Desembrulhei-a e percebi ser outra lingerie. Consistia em uma babydoll vermelha rendada aberta na barriga e com uma fita verde passando embaixo dos seios e uma calcinha era fina e também de renda vermelha (http://i.ebayimg.com/images/g/7gMAAOSwDk5UEfmD/s-l300.jpg ). Para completar havia um gorro vermelho de natal. Eu olhei para o presente e depois para Charlie. Ele abriu um sorriso de canto e disse:

— Esse é o seu presente mais ousado. — Sua mão foi até minha coxa e ele a apertou com força — Pensei que podíamos experimentá-la mais tarde...

Sua mão subiu e ao mesmo tempo minha respiração começou a ficar acelerada e comecei a suar frio. Ele continuou dessa vez sussurrando próximo ao meu ouvido:

— Você iria gostar?

Eu fechei os olhos com força e disse:

— S-s-sim.

Eu ouvi sua risada rente ao meu pescoço e meus olhos arderam. Eu não podia chorar. Não naquele momento. Se eu chorasse ali... Haveria graves consequências. Respirei fundo e reti as lágrimas. É natal, Emily, e você se prometeu ser feliz por hoje... Só por hoje...

Charlie lambeu meu pescoço e se afastou, indo até a árvore pegar outro presente. Ele se sentou perto de mim e me entregou este. Era bem mais duro e volumoso que o primeiro. Ouvi-o dizer enquanto rasgava o embrulho:

— Talvez goste mais destes.

Ele tinha razão. Eram livros... Eu nunca havia ganhado livros dele antes... Eram clássicos famosos: Oliver Twist, Orgulho e Preconceito e uma coletânea de contos do Sherlock Holmes. Ambos eram de capa dura e pareciam ser edições de luxo... Eu já havia limpado aquela biblioteca centenas de vezes e nunca vi aqueles livros por ali... O que significa que ele comprou esses especialmente para mim.

Eu sussurrei:

— Obrigada.

— Sabia que você ia gostar! Passei semanas pensando no seu presente. Quais você gostaria mais... E para achar as edições de luxo então... Foi bem difícil.

— Obrigada mesmo.

— Não há de que — o sorriso dele era genuíno, parecia orgulhoso de si mesmo por ter comprado um presente que eu realmente gostei... — Você poderia me agradecer.

Pronto! Estragou tudo! Bufei. Agora era a parte que ele iria me fazer chupá-lo ou beijar seus pés ou uma coisa tão humilhante quanto... Porém, o que ele disse foi:

— Me de um abraço.

Olhei espantada para ele e contestei:

— O que? Quer um... Abraço?

— Sim... Algum problema?

Ele abaixou o rosto... Parecia envergonhado... Como um garotinho tímido e inseguro... Quem era esse homem na minha frente? Foi estranho, na verdade... Eu apenas coloquei os livros na mesa de centro ao lado da comida e me inclinei na sua direção. Ainda de lado, passei os braços pelos seus ombros e o apertei contra mim. As mãos de Charlie foram até meus braços que rodeavam seu peito e apertaram eles forte... Não como se quisesse me machucar... Apenas... Querendo me tocar de alguma forma... Lembrei-me de outro momento, algumas semanas após eu ter saído da caixa.

O bipe que Charlie havia comprado para mim apitou. Fui forçada a abrir os olhos e desligá-lo. Estava no sofá do quintal aproveitando meus últimos momentos ao sol. Apesar de usar apenas um conjunto de calcinha e sutiã verde escuro, não estava com vergonha de estar do lado de fora... Duvido que alguém iria passar por lá...

O bipe avisava que estava na hora do meu remédio, então, comecei a passar o unguento nas minhas queimaduras, resquícios dos choques que havia levado durante meu “adestramento”, segundo Charlie.

No início elas estavam bem mais feias e doíam mais. Porém, meu sequestrador parecia ter certa experiência com isso, então sabia o que fazer e quais produtos comprar sem precisar de receita médica... Algumas semanas depois eu estava bem melhor.

Falando nele, Charlie apareceu de algum lugar dentro da casa carregando dois copos de limonada gelada. Ele sentou-se ao meu lado e me entregou uma delas. Eu a peguei delicadamente e provei. Quase sem açúcar... Eu gostava muito de coisas doces, Charlie era o contrário. Até o chocolate dele era amargo... Então, eu tinha que me acostumar e passar a gostar das mesmas coisas que ele.

Ouvi-o dizer:

— Já passou o unguento?

— Sim, senhor.

— Ótimo. Não quero que sua pele fique feia e marcada.

— Então deveria apenas parar de machucá-la.

— Se você parasse de me desobedecer eu faria isso.

Bufei em resposta. Eu estava sendo mais comportada desde que me foi permitido sair de dentro daquela caixa...

Meu estomago revirou por conta da acides da limonada, então a repousei ao lado... Depois de tanto tempo comendo pouco ou nada fiquei extremamente sensível e ainda estava vivendo a base de sopa e água... Não sei de onde Charlie inventou essa ideia de limonada...

Entretanto, algo que aconteceu durante meu período com os ratos ainda estava fresco na minha memória: “Porque eu já estive na mesma situação que você”...

Charlie já esteve na mesma situação que eu... Que situação seria essa?...

Olhei para ele, sentado ao meu lado. Seu humor parecia bom. Charlie bebia sua limonada com gosto enquanto aproveitava o sol e a brisa de verão, sua mão, pousada na minha coxa fazia uma leve carícia... Será que se eu perguntasse...

Engoli a saliva acumulada e arrisquei:

— Charlie, posso fazer uma pergunta?

— Claro.

— Mas você irá respondê-la?

— Depende da natureza da pergunta.

Até ai ele havia me respondido calmamente... Então decidi arriscar mais ainda:

— Por que você disse que já esteve na mesma situação que eu?

— O que?

— Daquela vez em que eu disse que queria morrer... Você disse que eu não faria isso, pois já havia vivido o que eu vivi e disse que o desejo de sobrevivência sempre ia se sobressair... O que quis dizer com aquilo?

— Ah. Já lhe contei isso.

Eu revivi na minha memória todas as histórias que Charlie havia contado sobre sua vida... Eram muitos poucas, ele não parecia ter memórias que gostasse de compartilhar dessa época... Sua mãe havia morrido cedo e sua irmã parece muito fraca para fazer um mal direto a ele. Seu tio Frederick tampouco, já que parece gostar do sobrinho... Restava o pai que ele odiava e o outro tio que ele matou junto com a mulher e o filho...

Eu perguntei:

— Foi seu pai?... Ou seu tio?

Demorou um pouco, mas finalmente ele me respondeu:

— Um pouco dos dois.

Eu também fiquei um pouco em silêncio... Sabia que se quisesse extrair aquela informação teria que ir com muita calma... Tentei:

— Pode me contar o que houve?

Notas finais
http://mlb-d1-p.mlstatic.com/vestido-rodado-vermelho-com-detalhe-fofo-nas-costas-18460-MLB20155755479_092014-O.webp?square=false se querem saber, ainda estou me matando d estudar mas perdi meus amigos entao preencho meu tempo livre chorando e escrevendo ao inves d fazer coisas com eles comentem XD PS: percebi no final q o italico do nyah n é tao marcante quanto o q ta no meu word entao coloquei em negrito pra da uma separada melhor... oq acharam?