Notas iniciais
ola esse capitulo n foi revisado pelo meu leitor beta pq ele ta sem computador por enquanto entao me perdoem erros d portugues e mais tarde eu irei revisa-los

Acordei. Estava tremendo e com muito frio, meu estômago roncava e meu corpo clamava por água... Não ia aguentar muito mais tempo.

Há quanto tempo eu estava ali? Não sabia dizer se era dia ou noite. Meus intervalos de sono eram irregulares, então não podia cronometrar a passagem de tempo por eles... Céus... Eu ia morrer ali... Com certeza iria morrer ali.

Fique batendo minha cabeça na parede enquanto pensava “Será que é esse o meu fim?”.

[...]

Dessa vez foi um barulho que me despertou. Estava deitada sobre o pano, então me levantei, atenta a qualquer coisa. Ouvi passos vindos de cima.

De repente uma luz laranja acendeu-se. Um tubo de luz desceu sobre o buraco no teto e, apesar de que não era muito forte, eu estava à tanto tempo no escuro que senti meus olhos arderem e tive que fecha-los e esconder minha cabeça.

Quando estava pensando em abrir uma fresta para tentar ver o que estava acontecendo, ouvi o barulho de duas coisas caindo no chão. Depois, a luz apagou. Levaram segundos para que os passos desaparecessem.

Fiquei parada, abraçando meus joelhos e olhando para cima durante um tempo. Meu coração batia tão forte que acho que se pudesse enxergar, conseguiria vê-lo pela minha camisa.

Após convencer-me de que estava realmente sozinha, olhei para frente. Tinha certeza que alguma coisa havia caído a minha frente... Mas o que era? Poderia ser comida! Esse foi o melhor pensamento que tive desde que cheguei aqui.

Comecei a engatinhar e tatear o chão a minha frente, sempre ouvindo e sentindo a corrente se arrastando atrás de mim. Em determinada hora meus dedos encostaram-se a algo cilíndrico que rolou para longe, mas que eu consegui pegar. Não era tão frio quanto o resto do ambiente e quanto a minha pele, mas não era quente também. Era ligeiramente macio e quando apertei amassou e fez um barulho conhecido. Era uma garrafa pet! Balancei-a e ouvi o chacoalhar de um líquido. Poderia ser água!

Abri a garrafa com pressa e cheirei o seu interior. Havia aquele cheiro fresco de água. Em um gole, bebi metade da garrafa. Relutante, fechei o resto. Seria melhor guardar para mais tarde.

Havia mais uma coisa que caiu e eu precisava achar. Talvez outra garrafa de água. Continuei engatinhando e tateando o local e encontrei uma coisa, dessa vez era um paralelepípedo. Peguei-o e vi que era um pacote de alumínio. Lembrava-me um pacote de biscoitos.

Com um pouco de custo, consegui abrir a embalagem e retirei de lá um biscoito quadrado. Provei. Era um simples biscoito água e sal, mas naquele momento e para mim, era a coisa mais gostosa da face da Terra. Devorei cinco deles, cada um em uma mordida e nem sequer mastiguei-os direito. Isso fez com que minha garganta doesse e eu começasse a tossir por ter engasgado.

Abracei meus dois tesouros e retornei para o canto onde havia o pano. Sentei no chão e cobri meu tronco com o pano. Fiquei olhando para frente enquanto comia e bebia o que para mim era um banquete. Cantarolei uma canção baixinho.

[...]

Virei meu corpo para o outro lado... Os biscoitos já haviam acabado fazia um bom tempo e minha fome começou a ficar insuportável igual antes deles aparecerem... Estiquei meu braço, peguei a garrafa d’água e me levantei. Para fazer isso foi necessário um grande esforço e eu fiquei ofegante como se tivesse corrido uma maratona.

Abri a garrafa e bebi seu conteúdo. Só consegui dar dois pequenos goles. Agora, a água também havia acabado.

Bati a cabeça na parede e joguei a garrafa vazia longe, como se estivesse com raiva dela.

Logo, além de fome e frio, iria começar a sentir sede também... Minha cabeça estava doendo e eu comecei a tossir... Quanto tempo aguentaria dessa vez? Será que a pessoa que veio deixar os biscoitos e a água da última vez voltaria? Alias quem era essa pessoa?... Será que ela era meu sequestrador?

Comecei a pensar no meu sequestrador. O que ele queria comigo? Pensei nos tipos de sequestro que eu já vira. Poderia ser para que eu fosse um substituto para algum parente, uma filha ou uma esposa morta ou que nunca existiram... Poderia ser para o tráfico de humanos... Poderia ser para trabalhar... Poderia ser um escravo sexual... Quando essa última hipótese veio a minha cabeça, junto apareceu uma letra. “C”.

Coloquei a mão embaixo da minha blusa e alisei minha barriga. Sentia os ricos em alto relevo resultados dos cortes que ele me fizera... Ele... Charlie havia saído da escola e largado o emprego de Diretor. A então, diretora havia me dito, mais ou menos, o que havia acontecido, mas eu realmente não estava lembrando...

Mas eu me lembrei de uma conversa que havíamos tido em seu carro... Bom, se é que podia chamar aquilo de conversa... Ele já havia me ameaçado de me sequestrar antes... Mas ele não era tão louco a ponto de fazer isso... Ou era?

Tentei fazer com que minha mente vagasse de volta a hora do sequestro. Algum cheiro, alguma sensação, alguma imagem... Não. Nada me lembrava a Charlie.

Ele tinha um cheiro bem característico que eu já havia aprendido a temer. Considerando que o sentido do olfato é muito forte no quesito de despertar memórias, se eu tivesse sentido o cheiro de Charlie na hora do sequestro, teria me lembrado dele... Então, eu não havia sentido.

As mãos também eram diferentes. As mãos do Diretor eram ásperas, mas não tinham calos nem bolhas. Como se, algum dia, ele fora acostumado a fazer trabalhos pesados, mas que agora aquilo havia ficado no passado. A mão que me segurou era diferente e tenho certeza que a pessoa era maior também...

Bom, então não foi o Charlie que me sequestrou... Não sabia se sentia alívio ou medo. Eu odiava o Charlie... Mas e se o meu sequestrador fosse ainda pior que ele?

Na verdade, voltando ao momento do sequestro. Provavelmente havia mais de uma pessoa na hora. A primeira vez que acordei, eu tenho certeza que ainda estava dentro da van. Ela estava em movimento, então alguém deveria estar dirigindo e eu senti uma batida, então alguém havia me acertado na cabeça. Poderia ser a mesma pessoa que estava dirigindo? Acho muito improvável... Então, duas pessoas me sequestraram...

E se Charlie tivesse pagado para que elas fizessem isso?... E se eles eram apenas um tipo de traficante para uma rede de trafico de pessoas e estivessem me mantendo aqui até que fosse transportada para outro lugar?

Céus, esse incerteza era tão horrível! Como iria aguentar isso?!

Apoiei minha cabeça na parede e permaneci assim durante um tempo, deixando minha mente vagar por lugares desconhecidos, com pessoas desconhecidas...

Apesar de estar em uma péssima situação que parecia apenas piorar, eu insistia em pensar em coisas, lugares e momentos felizes... Minha mente ainda não havia desistido.

Notas finais
espero q tenham gostado comentem :D