Abusada

26 Flagrada...


Notas iniciais
gente, quase q morri aki pensei q tinha excluido esse cap todo O.O enfim, provas terminaram e só começam dnovo semana q vem (graças a deusa) o q significa mais tempo pra escrever desculpem mais uma vez pelo atraso d antes e gostaria d agradecer a todos q estão lendo e comentando na fic :D um agradecimento especial a Anah Vi XD por recomendar a fic adorei!

Eu não podia ficar parada então peguei uma garrafa de cerveja que estava na mesa e bati com toda a força no crânio do homem que acertava minha nova amiga. O vidro quebrou e se espalhou pelo chão, mas fora alguns cortes rasos nenhum dano pareceu ter sido provocado na minha vítima... Exceto mais raiva ainda.

Ele largou Angel e se virou na minha direção. Me deu um tapa tão forte na orelha que fiquei tonta e nem percebi (muito menos me defendi) do soco vindo pela esquerda que me jogou feio no chão.

Jack agarrou meu vestido pelo decote e me levantou do chão antes de me jogar com força na mesa onde estávamos jogando. As pessoas mais próximas haviam se reunido em um círculo ao redor de nós, mas estavam bêbadas ou drogadas de mais para me ajudar (ou talvez não queriam acabar com a briga e estavam achando tudo muito divertido).

Ele deixou a mão espalmada no meu peito (o que me impedia de levantar e me causava uma grande falta de ar) e me deu um soco certeiro no olho. Sentia a lateral de minha cabeça e o olho que ele tinha acertado quentes e latejando. Minha cabeça parecia que ia explodir e cada segundo que passava ficava mais tonta ainda. Jack se preparou para dar outro soco, mas na hora uma mancha bateu nele com força e o jogou no chão.

Alguém me ajudou a levantar e me abraçou. Reconheci o cheiro familiar e reconfortante, era a minha irmã. Olhei para a pessoa que havia se jogado em Jack, era Kevin. Ele deu uns três socos no agressor até que este o empurrasse empurrasse e saísse correndo, se misturando em meio a multidão.

Estava meio atordoada, mas percebi que Glá estava chorando e distribuindo beijos por minha cabeça enquanto me apertava em seus braços. Angel estava sendo aparada por seu irmão e ela carregava um lábio cortado e um roxo logo acima dos seus olhos.

O tempo foi passando e as pessoas começaram a se dispersar. Dinho apareceu e começou a fazer um escândalo com a voz fina natural dele, em seguida conduziu nós quatro para dentro da casa...

Quando minha visão parou de girar e ficou mais clara percebi que estava em um quarto arrumado e que havia algo gelado (provavelmente gelo) sendo colocado cuidadosamente encima do meu olho por Eglantine que ainda tinha uma cara chorosa.

Angel saiu secando o rosto de uma porta que provavelmente era o banheiro e arrancou rudemente a bolsa de gelo que Kevin estendeu para ela, se jogando na cama de casal que eu percebi estar sentada com Glá.

Vi o rosto preocupado de minha irmã e disse:

– Eu estou bem.

– Shh... Me desculpe, não deveria ter te trazido aqui.

– Não! Eu gostei! É sério.

Angel bufou atrás de nós e disse:

– Foi legal Smurf, não deixa aquele idiota do Jack estragar a diversão. Depois eu quebro ele. Ai!

Não sei o que fez com que Angel falasse essa interjeição pois estava de costas pra ela, mas seja o que for foi feito por Kevin que seguiu com uma pequena reprimenda:

– Nem pensar. Teve sorte de não ter quebrado nenhum osso. Deixa o Jack na dele e vai se meter com alguém do seu tamanho.

– Vai a merda Kevin, você não é minha mãe.

– Ainda bem. É a terceira vez esse mês que tenho que te livrar de alguma briga.

– A Jéssica não conta. Eu podia acabar com ela com um dedo. Não sei porque você foi se meter.

– Só tenta controlar mais a sua raiva Ang.

– Blá-blá-blá.

Eglantine não fez nada para apartar a briga dos dois então julguei que aquilo era algo normal. Ela deixou de lado a bolsa de gelo que estava usando em mim e começou a analisar meu rosto cuidadosamente. Minha irmã acariciou minha bochecha, suspirou e disse:

– Acho que não vai ficar tão ruim assim... Vou levar você para casa.

– Não! Quero ficar aqui... Com você.

– Nem pensar. Já causei estrago o suficiente por uma noite. Você vai pra casa.

– Por favor Glá. Eu já disse que estou bem.

O quarto ficou em total silencio por alguns minutos. Percebi que os irmãos haviam parado de brigar e desviaram toda a sua atenção para a minha conversar com Eglantine... Ela sempre se julgou responsável pela minha segurança. Ela me dava carona para onde eu quisesse ir, ela cuidava dos meus joelhos ralados... Uma vez, na segunda série, uns garotos maiores começaram a jogar pedrinhas em mim; não sei por que fizeram isso, mas Glá chegou e bateu em todos os meninos. Ela foi para a diretoria por isso.

Depois de considerar com muito cuidado minha irmã decidiu que ficaríamos mais um pouco na festa... E foi o que fizemos. Apesar do olho roxo eu me diverti muito. Dançamos com o Dinho que me deu muitos piscas-piscas como o dele e me transformou num farol ambulante, bebi mais dois ou três copos daquele drink delicioso (depois comecei a ficar meio tonta então Glá disse que era para que eu tomasse apenas água a partir dali), conheci um monte de pessoas legais e conversamos muito, Angel até teve que afastar alguns garotos que queriam me beijar!

Não sei quantas horas saímos do lugar, só sei que eu não aguentava deixar meus olhos abertos e que o céu já começava a ficar cinza anunciando que a manhã chegava.

De alguma forma não caí da moto no caminho de volta e consegui me aguentar de pé até chegarmos ao estacionamento do prédio dos meus três acompanhantes. Estava com tanto sono que Kevin me carregou em suas costas enquanto subíamos devagar os andares.

De repente a conversar que minha irmã e Angel trocavam e os risos que todos os três davam acabaram. Kevin parou de andar e eu pude sentir seus músculos das costas se enrijecerem. Eglantine disse num fio de voz:

– Mãe?

À simples menção dessa palavra todo sono que eu tinha abandonou meu corpo num passe de mágica e eu levantei minha cabeça atenta. Lá estava Charlotte Gomez Doyle parada em frente ao apartamento de Eglantine e Kevin. Seu cabelo estava desgrenhado, seu terninho vermelho amassado e os olhos carregavam olheiras pesadas... Parecia cansada... E irritada. Muito irritada.

Os olhos de minha mãe voaram na minha direção e começaram a fuzilar Kevin com o olhar que me soltou com tanta pressa que eu quase cai no chão... Teria sido melhor se ela tivesse gritado e chingado todos nós, ao invés disso, ela falou baixo e devagar de modo que cada palavra saída de sua boca era pronunciada com clareza:

– Emily, o que pensa que está fazendo?

– E-eu... Me desculpa... É que aconteceram algumas coisas e-...

– Não me interessa. Quero saber por que você não me ligou e o que está fazendo com isto?

– É que eu-...

– Eu disse para você não ser igual a ela Emily. Eu sabia. Aquele dia que eu a encontrei no quarto dela... Estava conversando com ela, não é?

– Sim.

– Eu não vou mais permitir isso – ela apontou o dedo para Glá e disse – Fique longe de Emily. Não quero você e essas pessoas perto dela mais.

Eglantine não se abalou e também não esperou nem um segundo para responder de volta:

– Não. Ela é minha irmã, tanto quanto é sua filha. Eu tenho o direito de ficar com ela. Não pode nos separar

– Posso sim. Emily está sobre minha guarda até completar dezoito anos, ou seja, eu comando a vida dela até lá, ouviu bem? E você perdeu esse direito quando foi embora de casa para viver com ele. Você morreu para a nossa família.

– Parece que não morri para Emily.

– Ouça, Dona Charlotte.

Disse Kevin tentando aplacar a briga que, todos sabíamos, estava prestes a começar. Mas minha mãe interrompeu o que quer que fosse o que ele iria dizer:

– Não interrompa! Isso não é da sua conta traste!

– Não fale com ele assim!

– Eu falo com ele do jeito que eu quiser! E você, não ouse levantar a voz para mim! Eu ainda sou sua mãe, mimada ingrata!

– Uma mãe jamais faria o que vocês fez!

– Quantas vezes vai ficar batendo na mesma tecla garota?! Vai me culpar por tudo de ruim que aconteceu na sua vida?! Eu te criei! Dei duro para te dar casa, comida e educação! Para depois você simplesmente jogar tudo fora! Eu não posso mais curar uma fruta podre, mas pelo menos posso impedir que a outra vá para o mesmo caminho que você! Emily, vamos embora! Agora!

– Não!

Não foi Eglantine que gritou dessa vez... Fui eu. Tremendo e com o rosto molhado de lágrima eu gritei com todas as minhas forças e disse:

– Eu não vou voltar com você!

– Ah, vai sim.

Ela avançou na minha direção e agarrou meu pulso com força. Eu gritei e agarrei o corrimão, mas apesar de Charlotte ter uma idade avançada, ela conseguiu me puxar pelas escadas abaixo.

Glá gritou. Ela queria vir atrás de mim, mas Kevin e Angel a seguraram... Infelizmente, mamãe estava certa. Pela lei, minha irmã não podia fazer nada...

Notas finais
espero q tenham gostado comentem ate o proximo capitulo