Abusada

34 Família...


Notas iniciais
espero q gostem

Charlie

Estávamos todos sentados nos sofás da biblioteca mais uma vez, incluindo o advogado de meu pai que havia acabado de chegar. De repente, pareceu que toda a tristeza de Rachel se esvaiu, pois os suspiros e as lágrimas foram substituídos por uma postura rígida com os braços cruzados e um bufo e revirar de olhos vez ou outra.

O advogado começou falando uma baboseira sobre como meu pai era uma boa pessoa e quase como um irmão para ele, uma mentira, claro. Depois, disse que já havia lido o testamento e começou a informar para quem ele deixou cada uma de suas posses:

— Rachel, querida, para você ele deixou o jatinho, o iate, a casa de veraneio e uma quantia de dez milhões. Antony também recebeu o mesmo em dinheiro, já que ele é menor de idade, a quantia estará na sua conta.

Quem era esse Antony? Seria um filho da minha irmã? Então, eu tenho um sobrinho. Não me impressiona o fato de ela não ter me chamado para conhecê-lo. Pergunto-me se o moleque ao menos sabe que eu existo.

Rachel pareceu confusa e disse:

— Mas e a empresa? E esta casa? Para quem ele deixou?

— Bom... Para Charlie.

Levantei a cabeça ao ouvir meu nome ser pronunciado. Todos na biblioteca olhavam para mim. Como? O velho me deixou alguma coisa? E ainda foi aquela porcaria de empresa?

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Rachel já se levantou e começou a gritar mais uma vez:

— Mas isso é um absurdo!

— Rachel, sente-se! Agora!

Disse Frederick com uma voz dura como a de um ditador. Rachel automaticamente se encolheu e sentou-se. Ela nunca obedecera nenhum dos nossos pais, mas com Frederick era diferente já que ele não cedia aos seus caprichos.

O advogado ficou um pouco envergonhado por presenciar um momento desses, mas se recompôs e continuou:

– Além da empresa ele deixou esta casa, uma quantia de cinquenta milhões e uma carta, Senhor Ross.

Carta? O que aquele velho poderia querer me dizer?

– Quero ver a carta.

O homem retirou de sua pasta um envelope de tamanho padrão branco e me entregou. O abri e encontrei dentro dele um pequeno papel com apenas uma palavra: “Desculpe-me”.

Amassei aquele bilhete com raiva. Ele realmente achou que aquela porcaria de empresa, dinheiro e uma carta escrita de qualquer jeito me fariam perdoa-lo? Não mesmo. Aquele homem nojento e miserável me vendeu. Ele sabia o que meus tios faziam comigo e simplesmente ignorava... De todas as pessoas do mundo, ele é quem eu mais odeio. Queria que eu mesmo o tivesse matado.

Rachel começou a ter um ataque depois dessa e gritou e esperneou inúmeras vezes. Jacob como sempre ficava num canto lançando olhares desgostosos para mim e balançando a cabeça pra cima e pra baixo, Frederick pareceu ter desistido e se contentou em revirar os olhos, quanto ao advogado, estava completamente apavorado.

Nem precisava prestar atenção ao que ela balbuciava, pois já sabia que era sobre o fato de que eu herdar a empresa e a casa era um absurdo, e que ela era a filha mais amada e presente e que eu não era digno de nada daquilo e blá blá blá.

Cansado, eu me levantei e disse:

– Chega disso. Rachel, caso ainda não tenha percebido, eu não tenho a menor vontade de ficar com qualquer coisa que aquele homem tinha. Agora mesmo, poderia passar a empresa para você, mas ver você com inveja de mim é uma conquista pessoal. Nesse caso... Tio, o que você acha de cuidar da empresa dos Ross?

– O-o que? Eu?

Meu avô teve três filhos: Richard, Gregory e Frederick. Meu pai se chamava Gregory e era o irmão do meio, a empresa de meu avô passou primeiramente para Richard, mas grassas a mim, meu pai ganhou a sua posse. Porém Frederick, como irmão caçula, nunca teve sequer imaginado ganhar a empresa. Ele tinha um diploma de administração e eu sabia que era perfeitamente capaz de comandar aquela merda, então era a melhor opção. Mesmo assim, ele pareceu surpreso e disse:

– Bom... Não vou mentir Charlie, eu realmente adoraria.

— Ótimo, é sua. Junto com a casa e o dinheiro. Pode transferir minhas posses, advogado. Agora, se me dão licença, vou embora.

Não esperei resposta de ninguém e simplesmente sai. Acontece que ficar no mesmo ambiente que a minha família estava começando a me sufocar. Precisava ir embora.

Quando já havia destrancado o meu carro pude ouvir meu tio correndo atrás de mim e gritando o meu nome:

– Charlie! Espere!

Parei e me virei, curioso com o que ele queria comigo:

– O que?

– Muito obrigado mesmo. Nunca pensei que-

– Poupe-me. Estou cansado e quero ir para casa.

– Claro, mas espere. Não posso aceitar tudo isso. Fique com o dinheiro e a casa pelo menos.

Revirei os olhos e disse:

– Não é necessário. Já tenho um apartamento e está em perfeitas condições.

– Por favor, Charlie. Você nasceu aqui. Essa casa é antiga, assim como a família. Não tive filhos, não vou conseguir passar esse legado adiante... Se ela não ficar com você, irá para Rachel.

— Não começa Frederick. Não. Quero. Esta. Casa.

– Eu ainda vou ter que insistir. Por favor.

Ele estendeu um molho de chaves para mim. Bufei e olhei para a propriedade ao nosso lado. Ela é grande e bonita, muito afastada da cidade, as terras ao redor eram vazias, tem uma boa estrutura o que tornaria uma obra fácil de ser feita... Sim, pensando melhor, eu poderia fazer bom uso desse lugar.

– Está bem. Contanto que nenhum de vocês me incomode mais.

– Sim... Sim, tudo bem.

– Ótimo. Tchau.

– Tchau.

Peguei as chaves estendidas e as guardei no bolso da calça; entrei no meu carro e parti. Olhei as horas, já eram dez horas. Havia perdido quase a manhã toda e não estava a fim de voltar para a escola. Resolvi ir para casa e trabalhar lá mesmo... Mais tarde eu iria ver Emily. Faria uma visitinha surpresa em sua casa... E era bom ela não estar fazendo nada que eu não gostaria... Realmente, não aguento mais ser irritado por hoje.

Notas finais
no proximo capitulo vai (finalmente) ter a cena de sexo entre hector e emily q muitos esperam ate la beijos e comentem