Notas iniciais
ola 1- eu sei q ta curto mas demorei menos pra postar 2- n tinha ideia d qual titulo colocar no capitulo e quero saber se esse ta bom 3- percebi q tem muita gente com falta do charlie e estou pensando seriamente no proximo capitulo ser narrado por ele contanto q n fique muito curto só isso

Continuei irada com Franklin durante todas as aulas. Não podia deixar minha mente vazia nem por um minuto que já me imaginava esmagando aquele pescocinho fino e magrelo. Que ódio! Quem ele pensa que é?! Foi ele quem praticamente me empurrou para Hector. A primeira vez que nos falamos foi grassas a ele! E agora quando eu finalmente estou feliz, Franklin estraga tudo! Odeio ele!

Devido a discussão que tivemos de manhã fiquei irritada e com o pavio muito curto. Em dois horários eu levantei da carteira e gritei para que a sala calasse a boca para que eu pudesse prestar atenção na aula. Não sei como a porta do meu escaninho ainda não caiu, pois eu a bati todas as vezes que ia fechá-lo. Por pouco não assassinei as quatro pessoas que esbarraram em mim nos corredores durante as trocas de aulas, mesmo elas tendo pedido desculpas. Acho que se alguém tivesse me dado um “bom dia” e eu estivesse com uma arma de fogo próxima, eu atirava na cabeça da pessoa.

Durante o intervalo eu comi sozinha na lanchonete. Vi Eliza e Jéssica em uma mesa, mas não estava com paciência para falar com elas, Franklin foi experto o suficiente para sumir da minha vista durante a aula e Hector era outro que tinha simplesmente evaporado. Mas, sinceramente, estava com a cabeça muito quente para me preocupar com uma coisa dessas.

No final da aula, já estava um pouco mais calma para não procurar Franklin e dar um murro na cara dele. Fui até minha bicicleta e enquanto estava tirando a corrente que a prendia alguém me abraçou por trás e me levantou do chão.

Para que fique claro, isso é algo que nunca aconteceu comigo antes, então a minha reação de gritar e me debater foi completamente normal. Quando a pessoa me soltou e eu pude virar para trás me deparei com um Hector sorridente. Ele disse, radiante:

–Bom dia. Hoje você tá bem arisca.

–Ah é você. Não faça mais isso. Que susto.

–Calma. Só queria te dar um “oi”... Desculpa ter sumido na aula hoje. Tinha uns assuntos pendentes com o Diretor...

Um arrepio correu pela minha espinha ao ouvir a última palavra. O que Charlie tinha de pendente com Hector? Será que ele desconfiava de alguma coisa? Será que ele fez algum mal ao meu namorado? Os dois discutiram? Começaram a brigar?

Com os olhos, vasculhei o corpo de Hector procurando algum inchaço ou hematoma, mas não encontrei nada. Porém isso não significa que ele não está machucado!

Fiquei tão absorta em meus pensamentos que não percebi que Hector continuou ao falar depois daquela palavra. Quando dei por mim ele já havia terminado a frase. Balancei a cabeça como que para expulsar essas inseguranças e disse:

–Desculpe, o que disse? Depois que você falou sobre o Diretor.

–Que eu fui na sala dele, mas a secretária falou que ele não estava.

–Como assim “não estava”?

–Parece que hoje ele não veio na escola. Pelo menos não de manhã.

–Mas ele é o Diretor. Não pode simplesmente faltar ao trabalho.

–Eu sei. Estranho, não é?...Vamos?

–Sim... Vamos.

Hector também tinha uma bicicleta, segundo ele era do seu irmão mais velho que já tinha ido para a faculdade. A dele era preta e muito maior que a minha e ele resolveu usá-la para que pudéssemos ir e voltar juntos da escola ao invés de ele vir a pé ou pegar o metro.

Quando estávamos voltando para casa eu comecei a pensar em Charlie. Ele sempre foi um tipo de pessoa controladora que deseja ter tudo na vida aos conformes... Ele não faltaria um dia de trabalho por nada. Muito menos se ele tivesse a chance de me torturar mais uma vez... Fiquei remoendo na minha mente diversas possibilidades sobre possíveis tramas e/ou acidentes. Porém, Hector percebeu que eu estava meio dispersa e ficou fazendo gracinhas em sua bicicleta e apostando corridas comigo até que eu ri tanto que esqueci de Charlie e de minhas preocupações.

Ao chegar na porta de minha casa, Hector tentou me convencer a ir para a casa dele e ficar lá direto, mas eu tive de recusar. Primeiro porque precisava estudar e fazer os deveres nesse tempo, segundo que minha mãe me mataria se chegasse em casa e não me visse e terceiro que eu estava muito nervosa e precisava de um tempo para me preparar antes.

Nos despedimos com um singelo beijo e dissemos “até mais tarde” um para o outro... Hector ainda me olhava ansioso quando eu entrei dentro de casa...

Notas finais
espero q tenham gostado comentem ate o proximo