Abusada

39 Decisão...


Notas iniciais
desculpem o atraso vou viajar na segunda e amanha tenho um compromisso o dia todo... vou começar a escrever agora o proximo mas n sei se vou conseguir terminar ainda hj se sim, posto d uma vez espero q gostem

Uma vez, ouvi em um filme a seguinte frase: “Segundo meu professor de biologia, 70% do nosso corpo é água... Será que dá pra se afogar na gente?”... Cientificamente, é impossível, mas acho que psicologicamente não... Quantas vezes você já se sentiu afogando? A respiração acelerada, a garganta fechada e os engasgos. Tudo isso são sintomas de afogamento por palavras não ditas e ações não feitas. Isso acontece quando elas se acumulam em sua mente... Agora que você já entende do assunto: quanta vez já se sentiu afogando?

Emergi da banheira. Quanto tempo estive lá embaixo? Segurava nas bordas de porcelana enquanto ofegava e sentia as gotas de água escorrendo pelo meu cabelo... Eu gostava de mergulhar.

Caso não tenha percebido, mesmo se você estiver sozinho em seu quarto, o silencio ainda não será completo. No mínimo você ainda vai conseguir ouvir a sua respiração. Por isso gosto de mergulhar. É uma forma de manter o ambiente ao seu redor em completo silencio.

Enfim, ontem eu passei o dia inteiro na cama até que minha mãe me acordou e disse que “já era hora de voltar para o mundo real”. Aparentemente, não havia nada que indicasse que eu estava doente, apenas as minhas alegações de cansaço. O que significa que minha mãe não acreditou em mim, como sempre.

Depois de me secar, observei meu corpo nu no espelho. Haviam manchas roxas e azuladas na minha barriga e em volta dos meus pulsos. Tinha que arranjar um jeito de esconder isso. Felizmente, o dia estava frio e nublado, então calcei um par de luvas pretas que eram compridas o suficiente para esconder meus hematomas.

Não senti vontade de comer nada. Não que minha barriga não roncasse, pois ela o fazia alto e dolorosamente. Também não queria andar de bicicleta, pois estava tão distraída que sentia que cairia na primeira pedalada.

Quando vou a pé, tenho que andar mais rápido para não me atrasar para a aula, mas hoje não era um bom dia. Conclusão: cheguei no meio do primeiro horário. Era cálculo avançado e o único qual eu conhecia naquela sala era Franklin. Porém decidi não me sentar perto dele para não abrir qualquer chance de conversa entre nós.

Não prestei a mínima atenção no que o professor falava e quando o sinal bateu, arrumei minhas coisas mecanicamente e sai da sala. Estava no corredor quando Franklin me alcançou e tentou conversar comigo:

— Ei, por que chegou atrasada?

—Dormi demais.

Menti. Ele continuou tentando:

—Foi por causa de antes de ontem?

Parei de andar no exato momento em que ele disse isso. Será que ele suspeitava de alguma coisa entre eu e Charlie?

— D-do que você está falando?

— De você e o Hector, ora! Ou você ainda acha que eu não to sabendo?

Uma sensação de alívio tomou conta de mim, mas não por completo. Perguntei:

— Como assim já está sabendo?

Franklin pegou seu celular e me mostrou enquanto falava:

— Ele mandou isso ontem.

O celular mostrava um grupo de WatsApp que eu nem prestei atenção no nome. Desde o topo, a conversa era a seguinte:

Héctor: “vcs n vão acreditar”

Jhon: “oq?”

Héctor: “transei com a Emily”

Jhon: “uoooooooooooooooou”

Victor: “ta me zuando né?”

Héctor: “n vei, ela ta deitada do meu lado agora”

Jhon: “duplo uoooooooooou”

Victor:” not bad”

Jhon: “ela é gostosa?”

Hécotr: “ah já peguei melhores, mas da pro gasto”

Victor: “é oficial, o Héctor consegue pegar qualquer uma”

E a conversa prosseguia a partir daí. Estava estática. Que merda era aquela? Tudo bem contar pra um ou dois amigos que transou com a sua namorada, mas não desse jeito! E quem eram esses Jhon e Victor? E olha quantas pessoas tem nesse grupo!

— Não acredito.

— Eu que tenho que dizer isso — disse Franklin, já guardando o celular e passando a sussurrar — Não acredito que perdeu a virgindade com ele. Vocês namoram faz uns quatro dias!

— Eu sei... Mas eu estava tão animada... Acha que fiz a decisão errada?

Franklin olhou para mim por um tempo até que suspirou e disse:

— Não tem como saber disso. Já falou com ele depois daquilo?

— Não.

— Então no intervalo do almoço vocês se encontram. Ai você vê a reação dele... E não liga pra conversa no grupo, certos garotos são assim mesmo.

— Tudo bem.

E então o sinal anunciando a próxima aula tocou. Nós dois demos uma rápida despedida e começamos a correr em direções opostas, pois nem havíamos pegado nosso material no escaninho ainda...

Mais dois horários e eu iria encontrar com Hector.

Notas finais
desculpem d novo comentem