Abusada
6 Abraço de mãe...
Notas iniciais
Abri meus olhos e esperei que minha visão se estabilizasse, havia um monte de carteiras com alunos sentados na minha frente. Me movi devagar e senti os ossos do meu pescoço estalarem devido a má posição em que eu caí no sono.
Quando coloquei meu tronco em posição reta percebi que eu estava na minha sala de biologia e o Professor Junes estava fazendo algumas anotações do quadro, ou seja, eu estava no meio de uma aula... Eu dormi no meio de uma aula... Emily Gomez nunca dormiu no meio de uma aula antes.
Suspirei e comecei a massagear minhas têmporas enquanto encarava minha carteira branca. Estava cansada e um pouco dolorida, só pensava em ir para a casa quando de repente a porta de abre devagar e eu ouço o professor parando sua fala e dizendo:
— Ah, bom dia Diretor. Precisa de alguma coisa?
Levantei minha cabeça em um pulo e vi o Diretor Charlie na frente da classe com seu costumeiro sorriso bondoso e alegre... Um arrepio subiu pela minha espinha. Ele disse:
— Nada muito importante. Bom dia alunos.
— Bom dia Charlie.
Disseram a maioria das pessoas na sala animadas, todos na escola gostavam do Diretor. Ele continuou falando, dessa vez virado para o Professor Junes:
— Estão precisando de você lá na secretaria, alguma coisa deu errada com os exercícios que você mandou xerocar lá.
— Ah que merda. Vou ter que ir lá, só tenho que encontrar alguém para cuidar da classe enquanto isso.
— Não precisa se incomodar, pode deixar que eu do conta.
— Tem certeza Diretor?
— Claro, não estava fazendo nada na minha sala mesmo.
— Ah então tudo bem... Obrigado, não vou demorar.
Ele saiu apressado e Charlie fechou a porta devagar atrás dele. O Diretor correu seus olhos por toda a classe e parou em mim. Prendi a respiração. Charlie caminhou até o meio da sala e começou a falar:
— Então classe, biologia certo? Vejamos, sei alguma coisa de biologia. Vocês estão estudando o corpo humano?
— Sim!
Respondeu a classe em coro... Estranho. Não estamos estudando o corpo humano, estamos estudando plantas... O Diretor continuou:
— Ótimo, eu sei muitas coisas sobre o corpo humano_ ele deu um sorriso pervertido no final que foi acompanhado por alguns risinhos dos alunos_ Acho que minha explicação vai ficar melhor se eu usar um aluno como exemplo... Deixe-me ver... Emily Gomes, poderia vir aqui na frente por favor?
Todos se viraram para mim, alguns com a cara neutra e outros com risinhos de deboches. Eu não queria ir até lá! Virei-me na direção de Eliza, na carteira ao lado, procurando socorro, mas ela estava me olhando confusa e fez sinais discretos mandando eu ir até a frente da sala de uma vez.
Suspirei baixo e me levantei, caminhando devagar na direção do motivo dos meus pesadelos.
Charlie me colocou exatamente a sua frente e começou a sua “aula”:
— Muito bem classe, aqui na minha frente vocês podem ver uma espécime humana fêmea passando pela puberdade, o que imagino que todos vocês já conhecem... Como sabemos que essa garotinha está passando pela puberdade? Bom, podemos notar vários sintomas no exterior do seu corpo, como por exemplo: a cintura fica mais fina.
Ele passou as mãos envolta da minha cintura e apertou um pouco, olhei em panico procurando ajuda em meus colegas de classe mas eles começaram a rir baixo... Nem imaginavam a história por trás desse ato. Charlie continuou:
— A voz fica mais fina também.
Sua mão foi na direção do meu pescoço e ficou fazendo um carinho lá, onde ficam as minhas cordas vocais... Comecei a suar frio o meu coração começou a bater muito rápido, não conseguia mais ver os alunos na minha frente nem ouvir seus risos e deboches. Charlie disse de novo:
— E, é claro, o que nós homens mais percebemos nas mulheres quando elas começam a passar pela puberdade— sua mão foi descendo bem devagar nessa hora— Os seios começam a se desenvolver.
Suas duas mãos pararam cada uma segurando um de meus seios e os alunos estavam rindo mais alto agora e cochichando uns com os outros. Olhei desesperada na direção de Eliza que estava em uma carteira no fundo da sala, ela estava paralisada e seu rosto denunciava repleta confusão.
Charlie começou a massagear meus seios e vez ou outra lançava um comentário sobre como eram os meus seios e detalhava-os muito. Meu rosto estava quente e meus olhos começaram a se encher de lágrimas... Ninguém sabe a vergonha pelo qual passei naquela hora... Como se nada pudesse piorar a situação o Diretor continuou falando:
— É nessa época também que as meninas e os meninos começam a desenvolver... Desejos... Mais especificamente desejos sexuais... Como esse.
Charlie abaixou uma de suas mãos de meu seio e subiu minha saia com ela, ele afastou minha calcinha e começou a me tocar... Bem ali, na frente de todos os meus colegas de classe. Eu pensei que nessa hora pelo menos alguém iria se levantar e pará-lo, mas não! Os alunos começaram a rir alto e falar abertamente uns com os outros enquanto me chamavam de nomes obscenos como “vadia” e “piranha”.
Lágrimas grossas e pesadas rolaram livremente pelo meu rosto e em grande quantidade enquanto Charlie continuava me estimulando com seus dedos... Minha cabeça já estava confusa o suficiente para toda uma vida... Mas outro sentimento começou a invadi-la naquela hora... Prazer... A sensação era como uma cobra que se enrolava por todo o meu corpo e eu a sentia se retesar em partes como meus seios e principalmente meu ventre e minha cintura... A força da cobra deixava minhas pernas bambas e Charlie teve que me segurar mais forte para que eu não caísse...
A maioria dos meninas da sala me encaravam vidrados e lambiam os lábios com a visão, as meninas estavam rindo e fofocando umas com as outras e Eliza... Eliza estava com uma cara de nojo e desprezo... Desprezo por mim.
Implorei para que ele parasse, mas como das outras vezes o diretor não me ouvia. Seus dedos foram na direção de meu clítoris e o apertou... Senti como se a cabeça da cobra tivesse me picado no meu clítoris e eu sentia seu veneno quente percorrendo cada milímetro do meu corpo agora... Sem conseguir me segurar eu fechei os olhos e comecei a gemer alto... Vergonha e prazer brigavam na meu cérebro e eu não conseguia destingir as duas...
Parecia que ia durar para sempre... O sorriso cruel de Charlie na minha nuca, as gargalhadas das garotas da sala, os olhares vulgares dos garotos e o desprezo de Eliza... O desprezo e o nojo de Eliza era como uma faca que cortava meu corpo ao mesmo tempo em que a cobra me picava continuamente no meu clítoris...
E parou.
Tudo parou.
Quando dei por mim estava sentada na minha cama, dentro do meu quarto e minha mãe estava do meu lado.
Ela estava com o pijama e os cabelos desgrenhados e pedia para que eu me acalmasse enquanto sussurrava palavras tranqüilizadoras para mim... Não ouvia praticamente nada do que ela disse e o quarto inteiro parecia estar girando ao meu redor enquanto eu continuava chorando...
Um pesadelo... Apenas um pesadelo...
O pesadelo mais terrível e mais real que eu já tive em toda a minha vida...
Minha mãe me abraçou e ficou acariciando o meu cabelo e sussurrando em meu ouvido coisas como “esta tudo bem”, “nada vai te acontecer” e “eu estou aqui”...
Escondi meu rosto em seu peito e fiquei assim pelo resto da noite.
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