Notas iniciais
O capitulo ficou muito longo entao resolvi separa-lo em dois oq significa q metade do proximo capitulo ja esta pronto oq significa q o proximo capitulo sera postado rapido aproveitem

Estava sentada à ilha da mesa da cozinha enquanto encarava a minha maçã com uma mordida e filosofava sobre A Branca de Neve... Bem que essa maçã podia estar envenenada...

Naquele noite de sexta, depois do pesadelo, dormi nos braços da minha mãe e acabei acordando na cama sozinha as uma da tarde apavorada pensando que tinha perdido o horário de aula... Mas depois descobri que era sábado e comecei a pular em cima da cama e gritar tão alto que minha mãe gritou para que eu calasse a boca, de algum lugar no andar de baixo e Josephine veio correndo achando que eu estivesse morrendo ou algo assim...

Depois a felicidade acabou passando pois eu me lembrei que apesar de todos os adolescentes da minha idade simplesmente amarem o final de semana, para mim esses dois dias eram a personificação do inferno... Obviamente minha irmã não apareceu em nenhum momento e eu dividi o meu sábado entre estudar geografia na ilha da cozinha enquanto as meninas estavam arrumando-a e ler um livro no quintal enquanto elas faziam suas outras atividades diárias... Talvez não tenha ficado claro, mas eu amo Josephine, Margreth e Rosa pois elas são a minha companhia no dia-a-dia... Josephine começou a trabalhar em casa quando a minha irmã era muito nova, Margreth entrou logo depois que eu nasci e Rosa quando eu tinha por volta de dez anos; a obrigação delas sempre foi cuidar de nós duas e (apesar de ninguém ter dito isso em voz alta) ser a nossa mãe.

Minha mãe se chama Charlote Gomes e sempre trabalhou muito durante quase todos os dias da semana; a nossa casa além de dois andares, também tem um quintal bem grande e a limpeza dela é muito trabalhosa. Como Charlote não tinha tempo para cuidar das filhas dia e noite e nem para ficar limpando a casa ela achou melhor contratar três empregadas/babás em tempo integral e nos encher de atividades extracurriculares como aulas de dança, aulas de músicas, aulas particulares, equitação e cursos avulsos de nossa escolha... Mas eu sempre achei que faltava alguma coisa em casa...

Bom, o sábado até que não foi tão ruim se comparado com o domingo pois foi nesse dia que as Parcas chegaram em casa... Daphine, Margerie e Angelica... Também chamadas de minhas tias por parte de mãe... O nome de Parcas foi adotado por mim e por minha irmã quando éramos muito novinhas pois do mesmo jeito que as criaturas mitológicas, só poderia haver o mal quando elas chegavam no recinto... E como elas honraram o apelido naquele domingo... “Emily, eu acho que você está ficando meio gordinha. Char, já pensou em colocar sua filha em uma dieta?”, “Então foi você quem fez esse bolo? Está um pouco sem-gosto não acha? Crianças na cozinha nunca dão certo”, “Emily, querida, pare de tocar essa música infernal no piano... Ninguém aguenta esse barulho dos infernos”, “Então quer dizer que você gosta de ler? Livros infantis imagino... Quando as crianças de hoje em dia aprenderão a verdadeira literatura? Charlote, por que sua filha ainda não leu a bíblia?”, “ Charlote, você deveria fazer alguma coisa quanto ao cabelo de sua filha, está um horror!”, “Emily, que faculdade você vai fazer? Como assim ainda não tem nenhuma em mente?”, blá, blá, blá, blá!

É simplesmente insuportável!

Enfim, depois que terminei de comer minha maça, peguei minha mochila e segui até a garagem para pegar a minha bicicleta vermelha cereja. Eu amo andar de bicicleta! Pedalo rápido pelas ruas passando por pedestres e carros apressados sem me importar com buzinas ou gritos irritados... Parece até que sou uma rebelde viciada em adrenalina.

Chego até a escola totalmente descabelada como sempre e após passar no escaninho me encaminho até a sala da minha primeira aula onde vejo Eliza conversando com Alexandra que também faz essa aula com nós duas.

Tenho uma boa quantidade de amigos na escola afinal, não sou uma completa antissocial. Alexandra é uma garota tímida de pele escura, olhos negros e cabelo ondulado castanho escuro sempre preso com presilhas de laço ou flores, ela adora desenhar e ler. Melissa é muito alta e pálida, tem cabelos negros chanel e olhos azuis, ela é uma feminista radical que adora conversar e ler, ela é muito legal apesar de as vezes irritar com suas discussões sobre direitos das mulheres. Thomas tem o cabelo loiro e encaracolado e olhos castanhos de avelã, ele faz filmes amadores e um dia será o melhor diretor do mundo. Franklin tem um black power enorme e é só pele e osso, é viciado em jogos e é muito fechado, poucas pessoas conseguem se aproximar de verdade dele. Mattew é um desenhista, viciado em quadrinhos e que adora fazer piadas.

Cheguei até as meninas e lhes dei um sorridente “bom dia”, Alexandra retribuiu o comprimento timidamente e Eliza disse:

— Bom dia para você também. Parece tão animada, nem dá pra ver aquela garota depressiva de sexta... O que houve?

— Ah não sei... Acho que esse final de semana fez bem para mim, precisava de um tempo longe da escola.

— Todos precisamos. Não aguento mais isso!

Disse Alexandra de uma forma bem dramática, quando terminou ela se jogou na cadeira como se tivesse desmaiado. Eliza e eu rimos com a gracinha. Passamos alguns minutos conversando sobre o final de semana até que Eliza pareceu se lembrar de algo e disse para mim:

— Quase me esqueci. Uma mulher da secretaria veio até aqui hoje perguntando sobre você, eu disse que você ainda não tinha chegado e ela disse que quando chegasse era para você ir até a sala do Charlie o mais rápido possível.

De repente todo o meu bom humor e minha felicidade tinha ido embora e eu perguntei:

— C-Charlie?

— É... O Diretor... Algum problema?

Com certeza Eliza percebeu alguma coisa, podia ver isso pelo olhar confuso que ela me lançou... Lembrei do meu sonho... O olhar de nojo e desprezo... Não queria que Eliza, nem ninguém, me olhasse assim... Nunca! Me recompus o melhor que pude e disse:

— Não, de jeito nenhum... Eu acho melhor ir agora... Deve ser alguma coisa relacionada com papeladas e afins... Certo?

— Uhum... Talvez.

Ela continuava confusa e um pouco desconfiada de mim... Queria adiar aquele momento o máximo possível, mas com o olhar de Eliza sobre mim tal coisa não seria possível. Me virei e saí da sala.

Quando cheguei até o tal conhecido corredor eu exitei por um momento na porta fechada da sala do Diretor... Respirei fundo, apertei os olhos e bati fracamente na madeira, esperando que ele não escutasse e eu pudesse ir embora... Mas isso não aconteceu pois ouvi a voz do Diretor dentro da sala pedindo para que entrasse.

Girei a maçaneta bem devagar e abri a porta, ouvindo ela ranger um pouco como num filme de terror... Charlie estava atrás da minha mesa e lançava um sorriso doce e bondoso na minha direção... Cada traço de emoção desapareceu de meu corpo e eu me surpreendi ao perceber que eu não sentia medo, pânico ou vergonha... Eu não sentia nada... Estava anestesiada.

Ele disse:

— Bom dia querida Emily, pode fechar a porta e tranca-la por favor?

Bem devagar em fechei a porta, ela rangeu mais uma vez, mas eu não a tranquei... Trancar a porta me faria ter certeza do que aconteceria dali para frente... Charlie pareceu confuso e disse:

— Você ouviu quando eu pedi que trancasse a porta Emily?

Eu não respondi, apenas o encarei enquanto respirava fundo. O Diretor suspirou e abriu uma de suas gavetas, procurando algo... Segundos depois ele levantou a mão segurando um pedaço de corda e uma gagball e disse:

— Está querendo dar uma de difícil hoje Emily? Tsc tsc... Achei que já tivéssemos passado dessa fase_ ele balançou os dois objetos na mão ameaçadoramente_ Por acaso você gostaria que eu te lembrasse?

Balancei a cabeça rápido pros dois lados dizendo “não” silenciosamente. Charlie sorriu e disse:

— Ótimo. Agora, tranque essa porta.

A chave estava no trinco, então eu a segurei entre meus dedos e a girei duas vezes, até que tivesse certeza que estava trancada. Ele continuou:

— Venha até aqui ao meu lado.

Caminhei bem devagar, dei a volta na mesa e parei exatamente ao lado do Diretor, ele virou sua cadeira para que ficasse de frente para mim e me avaliou de cima a baixo... Apesar de naquela posição eu estar mais alta que ele, ainda me sentia uma formiguinha sendo observada por um gigante... Ainda me sentia totalmente submissa a ele...

Charlie passou sua mão desde minha cintura até meu joelho por cima de minha saia e disse:

— Esse uniforme fica muito bonito em você... Eu sei que o protocolo manda que as meninas usem a saia exatamente acima do joelho, mas todo mundo sabe que vocês cortam ou sobem ela até encima... Você é uma das poucas que não fez isso... E mesmo assim é a mais bonita da escola.

Uma confusão de sentimentos passou por mim naquela hora... Nojo e medo por ouvir aquelas palavras vindas do meu estuprador e saber, a partir delas, que ele com certeza me observava na escola e alegria e vergonha em saber que alguém do sexo oposto me achava bonita e por me sentir admirada também.

Charlie se levantou, ele era uns dez centímetros mais altos que eu. Ele segurou meu rosto com o mais próximo de delicadeza que eu já sentira e ergueu meu rosto para que eu o visse nos olhos... Um observava o outro atentamente... Ele carregava desejo e luxúria no olhar, eu carregava medo e apreensão... Sem desviar os olhos de mim ele disse:

— Esse foi o final de semana mais longo do qual eu me lembro... Como foi o seu Emily?

O olhar duro dele me fez ter medo de não responder a sua pergunta... Por isso, mesmo que com medo, eu disse:

— F-foi... Demorado.

Ele sorriu e perguntou:

— Então está dizendo que sentiu minha falta?

— Sim.

Talvez aquilo tenha sido mentira... Eu disse “talvez”?! O que está acontecendo comigo? Não é possível que eu esteja gostando de algo assim... Ou pode... Talvez eu seja mesmo uma vadia...

Charlie pareceu ficar feliz com a minha resposta... Fiz bem em dizer aquilo... Quanto melhor for o humor dele, mais fáceis as coisas serão para mim...

O Diretor começou a aproximar seu rosto de mim e eu percebi com pavor que ele iria me beijar... Temerosa eu afastei meu rosto o máximo que eu consegui já que ele continuava segurando meu rosto, como resposta Charlie apertou a mão que me segurava e disse com sua voz grave e profunda:

— Emily... Eu posso pegar a corda e a gagball se você quiser... E se continuar me desobedecendo desse jeito posso usar da violência...

Pensando no que estava por vir, um baixo gemido de dor e medo escapou pelos meus lábios... Charlie fez uma falsa expressão de dó e disse:

— Shhh, minha pequena... Eu realmente não estou a fim de estragar esse rostinho lindo e esse corpo mais lindo ainda... Mas com essas ações você me deixa sem escolhas_ ele começou a passar a mão nos meus cabelos_ Um brinquedinho deve obedecer seu dono... Não concorda?

Meus olhos se encheram de lágrimas com aquele pequeno discurso... Aquelas palavras acabaram comigo... “Minha pequena”... Eu sempre imaginei meu futuro namorado usando aquelas palavras como apelidos carinhosos, não assim... “Brinquedinho”... Ele estava certo... Eu era apenas um brinquedo nas mãos dele... Um brinquedo para ser usado e abusado da forma como ele quisesse...

Mesmo discordando eu balancei minha cabeça para cima e para baixo. Charlie pareceu satisfeito com a minha resposta pois sorriu... Ele tirou a mão dos meus cabelos e a colocou na minha cintura, ele me puxou para mais perto e começou a aproximar o rosto de mim do mesmo jeito que estava fazendo antes... Sabendo que não haveria mais escapatória eu simplesmente fechei meus olhos com força e esperei pelo inevitavel.

E ele chegou,

Os lábios dele não eram asperos como eu havia pensado, eram até macios... Como sempre, ele foi impassiente e enfiou sua lingua em minha boca antes mesmo que eu percebesse que eu estava dando o meu primeiro beijo... Era estranho sentir outra boca na minha e compartilhar saliva (principalmente, com ele) foi um pouco nojento... Charlie rodou e movimentou sua lingua pela minha boca e eu tentei acompanhá-lo naquela estranho e desconhecida dança... Passamos alguns minutos nos beijando até que ele sugou meu lábio inferior e separou nossas bocas... Não gostei do beijo... Mas não o odiei também... Eu não sabia muito bem o que sentir, então resolvi não sentir nada...

Abri meus olhos devagar e me surpreendi com Charlie me encarando. Seus olhos estavam escuros de desejo e ele disse:

— Como eu pensava... Seu gosto é incrível não importa de que lugar eu prove... E eu quero mais.

Prendi a respiração ao sentir sua mão subindo pela minha coxa e levantando a minha saia... Já estava me preparando psicologicamente para o que estava por vir quando uma batida na porta despertou nos dois.

Notas finais
espero q tenham gostado eu n revisei metade do capitulo só q no momento eu to com muito sono e com muita sede entao eu taquei o fodas desculpem espero q tenham gostado comentem