Absinto

5 Pra casa


"No fundo eles tem capacidades.Bem no fundo." Ele pensou.

Coçou a barba e voltou para o seu lar. Provavelmente eles estariam voltando para casa ou tentando a qualquer momento. Ele pensou... que deveria dar um jeito. Precisava daqueles garotos juntos. Porque juntos ele teria o que tando gostaria. Mas a menina era um problema. Estava numa situação complicada demais.

Ele pensou mais um pouco, e um sorriso se formou nos seus labios. " Pensando bem ela esta nas condições ideais".

No mesmo momento duas horas da manhã

Ronald e Alice já haviam rodado tudo aquilo( dois bairros). Era incirvel como não conseguiam voltar pra casa. Dizendo melhor Alice não tinha a minima ideia de como voltar, mas Ronald conhecia a cidade. Ou pelo menos aquela area. Sentaram num banco de espera de ônibus e pensaram o que poderiam fazer. Alice levantou os olhos e olhou para a placa que mostrava a direção e os horarios do onibus. Deu um sorriso e cutucou Ronald, que estava esparramado no banco.

- Ei ! O próximo ônibus vai dar na rua atrás da minha casa.

Ronald olhou para Alice e depois para a placa.

- Nossa você mora nesse tipo de lugar?

Ela fez positivamente com a cabeça.

- Não me contou que era tão rica assim.

Alice deus de ombros e olhou novamente para a placa. De acordo com ela faltavam apenas meia hora para o onibus chegar. Até que se lembrou de um pequeno detalhe

- Ronald....

- Sim...

- To sem dinheiro.

Ronald olhou para ela e deu um suspiro

- Eu também.

- Como vou voltar?

Ronald fez um cara tensa e falou:

- Não conseguiu rede pra falar com seus tios?

Alice pegou o celular.

- Não ta querendo ligar.

Ronald pensou e disse:

- Ainda podemos ir de ônibus.

- Sem dinheiro...

- Relaxa, os cobradores de onibus nesse horario geralmente cobram quando você ta saindo.

- Bom tenho certeza de que não vai brotar dinheiro no meu bolso durante a viagem.

- Eu também tenho.

- E como vamos fazer?

- Relaxa vou com você.

Alice olhou para Ronald desconfiada. Pensou em negar, mas... tinha que voltar. Já devia estar muito encrencada. Ainda mais do que estava antes...

Meia hora depois o ônibus chegou. Alice não estava muito acostumada, e estranhou tudo. O ônibus estava vazio, com exeção de um cobrador que dormia e um motorista gordo e mal encarado. Quando o homem deu a partida e o ônibus começou a andar Alice se sentiu enjoada.

- Calma você consegue aguentar tudo isso...

Alice olhou para Ronald e tentou suspirar.

Ficaram uns 15 minutos em silencio quando o motorista avisou que estavam chegando no seu destino.

Ronald olhou pra Alice e disse:

- Consegue correr?

- Correr?

- Muito rapido?

- Â?

- Me segue.

- ÃÂÂ??? oO

O ônibus parou. Ronald pegou Alice e foi na direção do cobrador que estava acordando do seu cochilo. Eles passaram e o cobrador disse o preço da corrida. A porta do ônibus estava aberta. Alice estava enjoada.

Ronald pulou a catraca e apertou p botão de liberar, pra Alice passar, segurou o cobrador que nao entendia nada. E depois sairam correndo pela porta do ônibus.

Correram até o final da rua. E se esconderam num fresta entre duas casas caso o motorista ou o corredor corressem atras deles.

Ficaram um pouco escondidos depois sairam quando percebram que não havia ninguém. Se é que já havia tido. Porque estranhamente nem o cobrador nem o motorista deram importancia e sairam com o ônibus.

Ronald olhou para Alice que estava encostada na parede e dobreda a metade.

- Você está bem?

Alice fez que sim mas Ronald sabia que era um não. Ela escorregou e se sentou no chão.

- Vamos você tem que chegar na sua casa logo, está muito perto.

Alice olhou em volta.

- Esse bairro não é o bairro atrás da minha casa.

- Vai ver você está enganada. Vamos.

Alice levantou e eles seguiram na suposta direção a casa de Alice.

Pelo menos era o que eles achavam que estavam fazendo.

Notas finais
Demorei por causa das ferias mas postei um novo capitulo. Espero que goste.