About To Crash

3 Chapter Two: Stranger In A Strange Land?


Bronsky havia finalmente chego a entrada de Silent Hill.

Olhou no mapa. Não havia os nomes das ruas ou nenhum ponto de referencia em SIlent Hill que constava no mapa, apenas a geografia das ruas, ainda assim muito pequena, logo seria fácil se perder.

Bronsky guardou o mapa em seu bolso e olhou em volta. A única coisa que estava nas ruas era neblina. Nenhuma alma viva caminhava pelas ruas, parecia uma cidade fantasma.

A sua frente havia um bar, parecia aberto.

“Pelo menos o barman tem que estar lá”

Bronsky entrou no bar.

- Olá? Tem alguém aí?

Mal acabara de falar ele ouviu, do canto direito e escuro do bar, o engatilhar de uma doze.

- Fique quieto e parado aí, cabrón – disse uma voz – Qual o seu nome?

- Bronsky – respondeu Bronsky rapidamente.

- Bronsky? – riu-se a voz — Minha mãe tinha um gato chamado Bronsky.

O homem da doze saiu do canto escuro do bar ainda apontando a doze para Bronsky. Ele era mais baixo que Bronsky, tinha um sotaque meio mexicano.

- Então me diga cabrón, o que faz nessa cidade horrorosa?

- Meu carro... ele enguiçou a 1 km daqui, então eu decidi vir a pé até aqui pra ver se encontrava alguma mecânica.

- E esse bar parece uma mecânica pra você?

- Não, eu só entrei a procura de informações.

- Ah, então você é de fora?

Bronsky hesitou antes de responder.

- Sim, sou de fora, é a primeira vez que venho nessa cidade.

- Não é um bom lugar pra se visitar, Silent Hill – disse o homem, abaixando a doze – Meu nome é Garcia.

- Prazer em conhecê-lo Garcia.

- Eu já abaixei a doze – disse Garcia, debochado – Não ser educado cabrón.

Garcia abriu uma garrafa de Whiskey que estava em cima do balcão. Mesmo estando do outro lado da sala, Bronsky pode sentir o tentador cheiro da bebida.

- Garcia, você disse que essa cidade não é um bom lugar pra se visitar porque?

- Você é idiota? Você está vendo o parque de diversões da Disney aqui? Ou o monte Rushmore com os rostos dos quatro presidentes? Tem alguma catarata pra você pular de um barril? Não. A única coisa que tem nessa cidade é neblina meu amigo.

- E as pessoas que moravam aqui?

- Vai ver evaporaram – disse Garcia, dando uma risada.

Bronsky estava se irritando com Garcia.

- Ok então, desculpe incomodar, já vou indo – disse Bronsky, virando-se pra porta.

- Espera aí cabrón, para onde está indo?

- Vou procurar uma mecânica.

- A única mecânica que tem mais perto é no Centro de Silent Hill. Há três jeitos de você chegar lá, duas pontes ou indo pela Rodovia Bachman, pelo sul. As duas pontes estão totalmente destruídas, partidas no meio. O único jeito é indo pela Bachman.

- Peraí, partidas no meio? O que partiu as pontes?

- Eu não sei, quando tentei atravessar elas vi que estavam partidas.

- Então você não é daqui também?

- Nasci aqui mas vivo em Brahms. Vim aqui procurar meu irmão, ele disse ontem pra mim que viria a casa de nossos pais, que moram aqui. Quando ele não apareceu hoje de manhã, vim até aqui ver se ele estava aqui ainda, fui a casa de meus pais e não tinha ninguém lá.

- E você acha que os seus pais e seu irmão ainda estão aqui em Silent Hill?

Garcia riu.

- Cabrón, uma vez dentro dessa cidade, você só sai morto.

Antes de Bronsky conseguir responder a afirmação de Garcia, seu celular, que estava no bolso esquerdo de seu Jeans, começou a fazer um barulho, como a estática de uma televisão.

- O que é isso? – Indagou Bronsky, pegando o celular do bolso.

O barulho era agudo e irritadiço, coisa que Bronsky nunca havia ouvido no seu celular. A doze foi engatilhada de novo e Garcia apontou-a novamente para Bronsky.

- CABRON, ABAIXA.

Bronsky se abaixou e Garcia atirou. Um barulho de sangue batendo na parede e carne caindo no chão chegou ao ouvido de Bronsky.

- Esse é diferente – disse Garcia, chegando junto a Bronsky e o ajudando a levantar.

- D-diferente?

- Sim, olhe.

Bronsky virou-se e olhou. Era uma criatura totalmente sem pele, em carne viva, sua mão e pés tinham garras no lugar de unhas, e sua face tinha um...

- Isso parece um focinho pra você? – Perguntou Garcia ao examinar a criatura.

Bronsky olhou. Mesmo sem pele, indubitavelmente era um focinho, a narina facilmente distinguível, a única diferença é que em vez de estar apenas úmida, ela estava cheia de sangue.

Garcia abriu a boca da criatura.

- Nossa, esses dentes poderiam triturar uma caixa de metal.

- O-o que é isso? – Perguntou Bronsky, perplexo.

- Eu realmente não sei, mas é diferente das outros.

- Outros? Tem outros?

- Claro que tem, já matei alguns desde que cheguei a cidade.

Bronsky tentava digerir toda a situação. Monstros pela cidade? Só poderia ser um sonho.

- Hey, cabrón, tem algum tipo de arma?

- Tenho um canivete.

- Seria útil se você fosse matar ratos – debochou Garcia, puxando algo do cinto por baixo da camisa, era uma pistola – Pegue isso, é uma Glock 18, tem 13 balas no pente. Faça valer cada tiro. Só atire nessas criaturas se alguma o encurralar, caso contrário, seja rápido se desviando delas. Ah, e tente sempre atirar na cabeça.

Bronsky pegou a arma e ficou olhando-a, não era a primeira vez que usava uma arma, mas o pensamento de encontrar mais daquelas criaturas dava frio na espinha.

- Eu tenho que ir – disse Garcia.

- Espera, me explique o que está acontecendo aqui.

- E você acha que eu sei, cabrón? A única coisa que você deve saber é que essa cidade é extremamente perigosa e que se alguma criatura atacá-lo fuja ou atire.

Garcia saiu do Bar, então Bronsky, ainda dentro do bar grita para Garcia.

- Pelo menos me diga aonde há um mapa nessa maldita cidade.

Garcia o olhou e disse:

- Desça pela Midwich, quando você chegar na esquina da Lighting Co. Há um cartaz na esquina com um mapa. Pegue-o, ninguém vai sentir falta mesmo.

Dizendo isso Garcia se virou e continuou caminhando, até a neblina engolfá-lo e Bronsky não conseguir mais vê-lo.