About To Crash
8 Chapter Seven: Family
Pensando no que Garcia havia dito, Bronsky pegou o canivete do seu bolso direito e o olhou por alguns segundos.
Guardou o canivete no bolso e começou a andar em frente, Cedar Groove Sanitarium estava lhe esperando.
Enquanto caminhava pela Toluca Ave. Lembrava-se de sua conversa com Vincent:
- Ah não, esse é o seu outro nome, que sua mente perturbada e esquecida acha que é o seu verdadeiro, mas no fundo você sabe que não estou mentindo
”Do que ele estava falando? Horton ser o meu nome verdadeiro? Ele está louco, estava até na porta do meu quarto, BRONSKY. Ridiculo”
Mas uma lembrança vinha a sua cabeça.
De longe, ouvia-se barulho de pessoas, em sua maioria crianças. Ele estava no meio de um pequeno matagal. A sua frente, um labrador branco agonizava.
- Sabe, Timmy, você realmente me enche o saco. Sempre que eu tento me sobrepor a vontade de Bronsky, você vai pra perto dele com esse seu olhar “bonitinho” e tira o meu controle sobre ele. Você viu o que eu fiz a mãe dele? Eu a enlouqueci. Eu a fiz pensar que era culpa dela. Ela até criou uma “outra pessoa” dentro da cabeça dela.
A voz gargalhou.
Timmy continuava a agonizar.
- Algum problema garoto?
A voz gargalhou. Então pegou uma pedra grande a seu lado e acerta a cabeça do cachorro. Timmy guincha pela ultima vez e então para de respirar.
- Bronsky? Bronsky, aonde você está? – gritava uma voz de longe.
- Estou indo – disse a voz, que matou o cachorro
Bronsky ficou atônito com a lembrança.
”Não pode ser... isso, isso é alguma peça que o meu subconsciente está pregando em mim, não, não, não. Não fui eu que matei Timmy”
- Olá Horton – Vincent estava ao lado de Bronsky.
- E então, se lembrou de seu verdadeiro nome? – perguntou Vincent com a sua voz debochada.
- Meu verdadeiro nome é Bronsky.
- Ah, por favor Horton, pare de mentir pra si mesmo, essa sua ultima lembrança não clareou a sua mente pra verdade?
- Como... como você sabe dela?
- A cidade me contou Horton, ela me conta tudo – disse Vincent, rindo.
Antes que Bronsky pudesse retrucar, algo o chamou atenção. No outro lado da rua, havia uma poça de sangue. Perto dela, três pessoas estavam próxima dela, mortas.
Bronsky correu para onde os cadáveres estavam e os examinou. Eram dois homens e uma mulher, sendo um dos homens mais novo e o outro homem e a mulher mais velhos.
- Que lástima, não? – perguntou Vincent, aproximando-se dos corpos.
- Você fez isso? – perguntou Bronsky a Vincent.
- Você acha que eu seria capaz? – perguntou Vincent, fingindo indignação – Não, não fiz isso.
- Então foram as criaturas?
- Não meu amigo, também não foram elas.
- Então quem?
- Pense um pouco meu jovem com mal de Alzheimer, quem estava na cidade procurando por seus pais e por seu irmão?
Bronsky chocou-se.
- Vim aqui procurar meu irmão, ele disse ontem pra mim que viria a casa de nossos pais, que moram aqui. Quando ele não apareceu hoje de manhã, vim até aqui ver se ele estava aqui ainda, fui a casa de meus pais e não tinha ninguém lá.
- Garcia? Não, ele veio para procurá-los não para assassinar eles, e sim para levá-los a Brahms.
- Como você sabe que ele não mentiu?
Bronsky procurou por uma resposta lógica.
- Bom... se Garcia os tivesse matado, haveria tiros de doze neles.
- Então olhe seus corpos, vire-os.
Bronsky hesitou, não por nojo, e sim por não querer saber a verdade, se Garcia realmente os tivesse matado...
- Vai demorar muito? – perguntou Vincent.
Bronsky estendeu sua mão ao corpo do mais jovem e o virou. Indubitavelmente eram tiros de doze em seu peito.
- Viu? – disse Vincent, desdenhoso.
- Porque? Porque Garcia fez isso?
- Ah, ele não era muito, como posso dizer, equilibrado. Junte isso com essa cidade e você terá um homem que não sabe medir os seus atos. Em outras palavras: Garcia surtou.
Bronsky estava demorando em processar a informação.
- De qualquer maneira, pensei que você estivesse indo ao sanatório.
Bronsky o fitou sem responder.
- É só ir reto e depois virar a esquerda – disse Vincent apontando para a frente.
Bronsky olhou para a direção que Vincent apontou.
- Como você... – começou a falar Bronsky, mas quando se virou para Vincent, o homem pálido não estava mais lá.
Bronsky suspirou, olhou para os corpos mais uma vez.
”O que você fez, Garcia?”
Então virou para frente e começou a andar. O sanatório estava perto agora.
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