Feriado é alegria para alguns que tem o privilégio de poder aproveitar com tranquilidade por seu emprego não exigir esse dia a mais de serviço.

Mas para essa galera ter folga é necessário outro grupo que ve o feriado como suor e lagrimas.

Meu caso é o segundo, já que supermercado é serviço essencial e sempre foi assim mesmo antes da pandemia.

Esse momento tem duas fases por aqui: a semana que antecede a data e o feriado.

Durante a semana o movimento se intensifica por ninguém querer sair de casa no dia em que poderia estar quieto no seu canto ou mesmo na praia. Tem os clássicos clientes chatos, os que se sentem especiais e o povo que nem sabe o que veio fazer.

Porém, tem um elemento em específico que aparece nessas datas especiais: A mãe com a receita especial.

Essa pessoa não tem menos de 30 anos e tem a família muito próxima, com a galera em casa essa digníssima senhora se dirige ao estabelecimento com tudo friamente calculado pra comprar exatamente o que foi atrás.

O motivo dela estar sendo relatada por aqui é porque ela vai te fazer correr atrás do que ela pediu nem que seja no inferno.

Se só tem na câmara, então vai buscar.

Não está fatiado? Então fatia.

Não pode fazer isso? Cadê o gerente?

E que se dane a fila e as reclamações, ela foi ali pra comprar aquilo.

No fim das contas esses dias são bons, quem tira a folga pode descansar e quem trabalha vai receber um extra.

Assim os dias se vão.