Abismo de Rosas

5 O topo da torre


O grito sobressaltou Sakura da cama, ouviu a movimentação na madrugada, uma noite fria, e todos seguiram até o hall, Sasuke junto com Karin, seguravam um candelabro e tentava acalmar a todos, Sakura se manteve calma, Sasuke a olhou e parecia ter perdido um pouco os sentidos, quase a gaguejar, Sakura estava com um pequeno candelabro nas mãos, os cabelos lhe caia nos ombros, os olhos em um tom de verde mais escuro, o roupão lhe definia todas as curvas, Jane ao perceber esse momento tão intimo, se pôs entre os dois e olhando diretamente para Sasuke disse.

—Nós ouvimos um grito, não foi? Disse irritada aos demais. – Nós ouvimos alguma coisa.

—Alguém deve ter tido um pesadelo, só isso. Sasuke usava um tom afável, mas queria que todos voltassem para cama, exceto é claro Sakura. –Certamente foi uma coruja estamos quase isolados aqui, e fácil ecoar seu canto pelo corredor.

—Tem certeza que estamos a salvo aqui? Disse Jane um pouco mais calma, mas ao olhar para Sakura inflou-se. – Já não é suficiente, os ruídos da noite, e agora uma preceptora nos cerca silenciosamente. Sakura a olhou de forma desafiadora, já estava farta das ofensas de Jane.

—Ora vamos minha querida amazona, não há o que temer na noite, mas para lhe tranquilizar eu mesmo a acompanharei até seu leito.

Sakura retornou para seu quarto, mas uma inquietação não a deixou dormir, passado vinte minutos do ocorrido, Sakura ouviu dois toques na porta, e a voz de seu patrão. –Sakura? Esta dormindo? Sakura abriu a porta. – Se troque preciso de você. Lhe dizendo isso lhe deu as costas e sumiu na escuridão, ela obedeceu e tão rápida quanto pode, logo Sasuke apareceu, e Sakura o seguiu, eles caminharam pelos corredores escuros até chegar na escadaria que tanto lhe despertava curiosidade, subiram em direção ao topo da torre, os olhos de Sakura brilhavam, até que por fim chegaram em uma porta, antes de abrir, Sasuke virou pra Sakura. –Tem medo de sangue? E com um gesto negativo com a cabeça, lhe disse-Não. Sasuke destrancou a porta, e havia um homem deitado e um sofá ensanguentado uma ferida profunda, na altura do peito, ele parecia desacordado, Sakura erregalou os olhos, ao ver o homem, Sasuke caminhou até ele, o chamou pelo nome mas não obteve resposta, ele olhou para Sakura e a chamou. –Sakura pressione contra a ferida para estancar o sangue. Deu a volta e falou no ouvido do homem. — Estou indo a cidade para trazer o medico, não diga nada a ela sobre o ocorrido, ou não responderei pelos meus atos. Caminhou até Sakura. –Vou deixa-la por algumas horas, sem conversas. Ele caminhou até a porta e antes de sair olhou para o outro lado do cômodo, havia uma porta menor do outro lado Sakura só percebeu após seu mestre trancar a porta, ela estava presa com um homem sangrando e outro cômodo, e sentiu medo, Ela não sabia exatamente quantas horas passaram, enquanto pressionava o ferimento, não tirava os olhos daquela porta, as vezes sentia que a maçaneta girava, mas logo desistia pensava que o sono era o responsável pelas alucinações, as vezes o rapaz a sua tentava lhe dizer algo como “Eu vou morrer” ou “não puder deter”, e Sakura o tentava acalmar, a febre dele era alta, e logo desmaiou, não demorou muito Sasuke voltou com um senhor e começou a cuidar do rapaz, limpou e fez pequena suturas, envolveu em um grande curativo, e com a ajuda de Sasuke o colocou em uma carruagem, o medico o levaria para o hospital.

— Fique aqui fora um pouco comigo, essa casa é um calabouço um cárcere. Disse Sasuke cansado, caminhava quase arrastando os pés, Sakura se manteve ao seu lado caminhando em silencio. – Ficou assustada Sakura?

— Estava, senhor. Lhe falou como um desabafo, Sakura o olhou nos olhos, e Sasuke pereceu desconfortável, antes que pudesse lhe responder ouviu vozes no jardim.

—Vá, Sakura pela porta dos fundos e não faça barulho. Sakura acenou com a cabeça e saiu.

Sakura não conseguiu dormir, lavava o rosto de hora em hora, então ocupou-se de um desenho, sem perceber que sem emitir barulho algum Juugo a observava, ela coçou os olhos e quando levantou para lavar o rosto, viu sua presença, e assustou-se.

—Esta tudo bem com a Srta.? Disse sem mudar sua postura.

— O que queres senhor? Falou extremamente incomodada.

— A srta. Karin pediu para avisa-la que tens visita. E da mesma forma que entrou saiu, Sakura se recompôs e foi até a sala de estudo onde estaria sua visita. Uma mulher com as vestes parecida com a sua, mas com uma grande corrente de ouro com uma cruz, se levantou.

— É você miss? Oh como miss Sakura esta bela, não me reconhece? Disse sorrindo.

Sakura retribuiu o sorriso. – Tomoe. As duas se abraçaram.

— Sempre disse que Sakura Haruno se tornaria uma dama delicada e prendada.

—Fico feliz que não a tenha decepcionado Tomoe. De repente Tomoe assumiu uma postura seria.

— Tenho péssimas noticias sua tia esta severamente doente, e deseja vê-la.

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—Espero que não suma de novo em uma de suas viagens. Dizia Jane a Sasuke.

—Suponho que um dia queira viajar também.

Jane sorriu para Sasuke e mudou sua feição ao ver Sakura. – Parece miss Sakura deseja falar-lhe, Sasuke se direcionou para Sakura que parou no meio do caminho juntando as mãos. – Com licença. Caminhou até Sakura.

— Diga Sakura. Tentou parecer naturalmente desinteressado.

— Senhor, preciso da sua permissão para me ausentar, uma ou duas semanas, para ver uma senhora doente que mandou me chamar.

— Que mulher doente.

— A mulher que foi esposa do meu Tio.

— Tio? Falou com surpresa. – Você me disse que não tinha família.

—Foi minha tia que me mandou para o internato.

— Por que?

—Por que eu era pobre, e não gostava de mim.

— E mandou você a um internato, sem dizer nada ou visita-la em mais de dez anos, como é que de repente quer vê-la agora?

— Seu filho, morreu, arruinou-se e ela desmoronou com sua desgraça, ficarei fora duas semanas, espero.

— Duas semanas? Não será possível.

— Você ainda tem companhia, senhor. Falou olhando para Srta. Jane, ele acompanhou o olhar de Sakura e com um suspiro de desagrado, rendeu-se.

—Muito bem, porem prometa-me que não ficara com essa tia indigna mais de uma semana.

—Não posso prometer isso, ela esta morrendo, não posso prever quanto tempo lhe resta. Sasuke deu um pequeno sorriso.

—Claro que vai, não tenho poder de impedi-la. Olhou com ternura para ela. – Você deve ter dinheiro, não pode viajar sem dinheiro. Pegou sua carteira, Sakura lhe devolveu o sorriso. – Quanto tens Sakura? Ela puxa do bolso de seu vestido uma carteira e tira algumas moedas.

— Mil ienes senhor.

— Vamos pegue aqui dez mil ienes Sakura. Disse lhe estendendo o dinheiro.

—Não, senhor não terei troco.

— Eu não quero troco, Sakura. Ela não pegou o dinheiro. – Bem tem razão se lhe entregar tudo, ficara fora três meses.

— Meu salario é o suficiente senhor. Disse-lhe sorrindo, pegou o dinheiro. – Ainda falta dois mil ienes senhor.

— Então volte para cobrar. Sasuke sorriu enquanto guardava sua carteira.

— Senhor. Sakura agora endureceu sua feição. – Tenho outra questão para esclarecer referente a meu trabalho, o senhor deu a entender que pensa em se casar.

— Verdade? Tem certeza não é? Decidiu que a Srta. Jane será minha esposa. Disse com uma expressão dura, Sakura não lhe respondeu. – Agora entendo, vai fazer essa miserável família arrumar-lhe um novo emprego, garota ingrata, vamos admita.

—Não senhor, não exigiria tal sacrifício. Disse sorrindo. – Colocarei um novo anúncio.

— Ao diabo com o anúncio, quem dera eu ter lhe dado nada, me devolva.

Sakura sorri com a brincadeira do patrão, e coloca o dinheiro atrás de si.

—Sakura me devolva, eu preciso dele.

—Não, Senhor não é de ficar devendo.

Sasuke e Sakura por alguns instantes esqueceram que a Srta. Jane ainda permanecia na sala, os dois sorriam um para o outro, até que Sakura saiu da sala, e por impulso Sasuke vai atrás dela.

—Então Sakura, como nos despedimos? Ensine-me não sei faze-lo.

—Se diz “Adeus” ou qualquer outra coisa que prefira. Com um gesto divertido ela pega no vestido faz m mesura. – Adeus senhor Uchiha, por agora. Sasuke sorri para ela.

—E o que eu devo dizer?

—O mesmo se preferir.

Ele acena com a cabeça, e lhe estende a mão, ela fica surpresa com o gesto, mas não lhe nega a sua, ele diminui o espaço entre os dois, ele assume uma postura seria.

— Então eu direi, não vá Sakura, que farei sem a sua ajuda?

— Senhor não correra nenhum perigo. Os dois se olham com ternura.

“Senhor Uchiha?” uma voz na sala os tira do tranze, Sasuke solta a mão de Sakura e caminha de volta para a sala.

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Uma hora depois Sakura, vê o grande castelo ao longe diminuir no horizonte, Sasuke a observa montado em seu cavalo, Sakura partir.

Notas finais
Até o próximo capítulo ^^ comentem se gostaram ^^