Abismo
52 Tensão
Notas iniciais
Capítulo 52 – Tensão
Pouco mais de dois anos se passaram depois do casamento de Marley e Kitty e do nascimento de Vinicius.
Há um ano Kurt e Blaine adotaram uma menina chamada Rebeca, a garota estava com dois anos e era uma amiga inseparável de Sarah e Sophia.
Marley e Kitty optaram por fazer inseminação artificial e há exatos seis meses a loirinha dera a luz a uma menina chamada Chrystal, que era a cara da morena e deixava a mãe totalmente boba por isso.
Puck e Ashley haviam casado, mas ainda não haviam decidido em ter outro filho além de Tom, o qual o moreno havia adotado e agora era legalmente um Puckerman.
Judy praticamente morava com a filha mais velha, a nora e os netos, mas ainda gostava de dizer que sua casa era em Miami, aonde ia esporadicamente e as filhas tinham certeza que era para descansar das peraltices de todos os netos.
Santana e Brittany só tinham olhos para o pequeno latino de orbes azuis que enchia suas vidas de alegria. O menino tinha a doçura de Britt, mas a postura altiva de Santana.
Quinn e Rachel continuavam bastante atarefadas, mas nunca descuidavam da família e de seu relacionamento. Continuavam tão apaixonadas como no começo da relação e aquilo só reforçava a certeza que elas tinham que seu amor era eterno. Benjamin estava com sete anos e as gêmeas a poucos meses de fazerem três. Qualquer deles eram a cópia de Quinn, com pequenos traços de Rachel, o que os deixava ainda mais perfeitos.
Finn sumira desde o incidente no casamento das meninas e nem mesmo a família tinha notícias dele. Rachel tinha esperanças que ele finalmente tivesse dado rumo a sua vida e se tornasse uma pessoa melhor.
...
Era uma sexta-feira, final de expediente e Quinn ficara de pegar Rachel em seu escritório para irem ao cinema e depois jantar.
A morena andava cansada e preocupada com uma série de incidentes que vinham ocorrendo em seus hotéis há algum tempo. Coisas desde desvios de dinheiro e materiais até pequenos acidentes com empregados e hóspedes. Mas o pior de todos foi quando um elevador despencou do décimo andar de uma das filiais, por sorte o mesmo estava vazio e ninguém ficou ferido. A perícia até constatou que os cabos haviam sido cortados, mas não conseguiram averiguar quem havia ocasionado os danos.
Isso preocupava muito as duas, que haviam contratado a mesma firma de anos atrás para investigar os ocorridos. Porém tudo era muito bem mascarado, e até agora não haviam conseguido desvendar nada, mas não desistiriam tão cedo.
Quinn até suspeitava que aquilo poderia ser coisa do tio de Rachel, mas a morena negava-se a acreditar que ele poderia ser tão baixo, e sempre argumentava que ele nunca mais havia dado as caras. O que para a loira era até um agravante, pois sequer sabiam por onde ele andava. Já tinha mandado até uma equipe de investigadores tentar localiza-lo, mas sem qualquer sucesso.
Quinn entrou na sala da esposa sem ser anunciada, como sempre fazia antes de confirmar com a secretária se Rachel estava sozinha. Trancou a porta e observou que a morena estava recostada em sua cadeira com os olhos fechados. Tinha a aparência cansada, então aproximou-se sem fazer barulho e passou a massagear seus ombros.
– Tão bom, Quinnie. – gemeu e a loira abriu um sorriso.
– Como você sabia que era eu?
– Porque só o seu toque faz o meu corpo reagir instantaneamente. – falou girando a cadeira e puxando a loira para seu colo.
– Eu já estava com saudades. – sussurrou contra os lábios carnudos de Rachel.
– Eu também. – falou enquanto alisava o abdômen de Quinn e a puxava pela nunca para um beijo.
Suas línguas se acariciavam compulsivamente, como se há muito não tivessem contato. Rachel baixou a mão que massageava a barriga de Quinn e colocou sobre o joelho descoberto da esposa, já que a saia havia subido um pouco quando sentou no colo da morena.
Sem qualquer pudor acariciou a parte interna das coxas de Quinn, logo chegando onde queria. Sentiu os testículos da esposa com seus dedos por cima da cueca e da mesma forma que fez com as coxas, também os tratou. Em seguida subiu ainda mais a mão espalmada e alisou o volume formado dentro da cueca.
Quinn soltou um gemido e sem delongas ficou em pé, precisava sentir Rachel com urgência. Puxou-a da cadeira e esta mal ficou em pé e já foi içada para a mesa onde trabalhava. Agradeceu por também estar de saia, pois em um único movimento sua calcinha foi arrancada pela loira que tratou de acaricia-la com os dedos a fim de ver o quanto estava molhada.
– Bem como gosto. – sussurrou ao ouvido de Rachel.
– Tudo para você. – só conseguiu gemer diante dos estímulos que a loira fazia em seu clitóris inchado.
– Eu estou com muita vontade de você... – gemeu enquanto sugava o pescoço da morena.
– Então venha pegar o que é seu. – declarou com um meio sorriso, sabendo que tinha sido totalmente clichê.
Quinn sorriu enquanto tirava a cueca e voltava para ficar entre as pernas de Rachel. Mais uma vez se beijaram com urgência e deixaram o desejo tomar conta de seus atos. A morena envolveu a cintura da esposa com as pernas, estreitando a pouca distância que existia entre seus sexos, fazendo com que o membro de Quinn ficasse grudado em seu centro, apenas esperando uma investida de quadril desta.
Rachel sugava com volúpia os lábios já inchados de Quinn e se remexia pedindo a consumação daquele ato. Atendendo às súplicas da esposa a loira tomou-a para si em um único movimento de penetração, sufocando um alto gemido com a própria boca. Sem aviso saiu de dentro de Rachel, que protestou, e voltou a invadi-la novamente, mas dessa vez mais forte, a fazendo ver estrelas.
Repetiu aquele movimento mais umas três vezes, até que nenhuma das duas aguentasse mais e passassem a se movimentar sofregamente para saciar sua vontade e alcançar seus limites.
Rachel mordia o ombro de Quinn, ainda coberto pela blusa que não tirara, para não gritar de prazer enquanto essa a penetrava com vontade, cada vez mais fundo. A mesa se movia em função de seus movimentos, mas elas não se importavam naquele instante se alguém estivesse ouvindo. Só queriam matar aquela vontade que tinham uma pela outra.
Quando Quinn achou que não ia mais conseguir se segurar sentiu Rachel estremecendo e chegando ao orgasmo, e acabou jorrando-se dentro dela logo em seguida.
– Ótimo jeito de acabar uma semana complicada. – declarou a morena rindo.
– Acho que vou ter que dar uma passadinha no hospital para dar uns pontos no meu ombro. – brincou em função da mordida que Rachel lhe dera para não gritar, massageando o lugar.
– Quinnie? Te machuquei, amor? – perguntou preocupada já puxando a blusa da mulher para ver o estrago que havia feito.
Havia uma marca de seus dentes na pele alva, que com certeza resultaria em um belo hematoma. Aquilo encheu Rachel de remorso e passou a se desculpar com a mulher, que ria daquela reação.
– Estou brincando, Rach. Não é como se fosse a primeira vez que isso acontecesse. – disse maliciosa.
– Não exagera. – disse envergonhada – Só fiz isso para que não nos escutassem. Imagina se algum dos nossos funcionários nos ouvissem, íamos ficar desmoralizadas.
– Então quer dizer que agora são ‘nossos’ funcionários?
– Somos casadas e esta é a NOSSA rede de hotéis. Então são nossos funcionários. Você me ajuda tanto que até seria egoísmo meu dizer o contrário. E afinal, você se tornou uma Berry quando se casou comigo. – declarou simplesmente e emocionou Quinn com aquilo.
– Você sabe que eu também me sinto assim com relação a você. Não é, Sra. Berry-Fabray?
– Claro, amor. Nunca pensei o contrário. – concluiu selando mais uma vez a boca da esposa.
Ajeitaram suas roupas e encerraram o expediente do dia, partindo em direção ao cinema. Mais uma vez Rachel teve aquela sensação que estavam sendo observada enquanto estavam abraçadas na fila. Olhou para os lados e não enxergou ninguém. Não comentou nada com Quinn. Já estava se sentindo um pouco paranoica por ter aquele tipo de sensação com frequência. Assim como tinha a sensação de que pessoas se aproximavam delas quando estavam juntas para paquera-las somente para tentar afastá-las, sempre sem qualquer êxito.
Assistiram ao filme entre beijos e carícias, como sempre faziam. Jantaram em um restaurante japonês tranquilamente, sem nunca desfazer o contato. Necessitavam estar sempre se tocando.
Ao terminarem a refeição e pagarem a conta se dirigiram abraçadas ao estacionamento, onde haviam deixado o carro. Ainda conversavam animadamente, mas dessa vez sobre os preparativos para o Natal que seria no próximo mês. Era sempre uma grande animação e as crianças adoravam todo aquele encanto que a família sempre fazia questão de armar para eles.
Chegaram ao local onde o carro estava estacionado e se depararam com um pneu furado, para desgosto das duas. Se olharam e decidiram que elas mesmas o trocariam para não ter que esperar muito tempo, mas seus planos foram frustrados assim que fizeram a volta no veículo e constataram que do outro lado também havia um pneu furado.
– Que estranho... Dois pneus furados ao mesmo tempo, de uma só vez, se mandei o carro para a revisão semana passada. – disse Quinn intrigada.
– Acho melhor ligarmos para casa e pedir que o motorista venha nos buscar, amanhã mandamos alguém aqui para resolver. Já está tarde e estou com saudades dos nossos filhotes. – falou Rachel tentando simplificar a situação, mas também estranhando aquela coincidência.
Concordando com a opinião da esposa Quinn pegou o telefone e já estava discando o número de casa quando ouviu o som de pneus cantando e um furgão preto se aproximar em alta velocidade, logo parando em frente as duas, saltando três homens encapuzados de dentro.
Dois deles avançaram sobre Rachel que se debatia e gritava. Vendo aquela situação Quinn tentou avançar em direção aos homens para acudir sua mulher, mas levou uma coronhada na parte de trás da cabeça e caiu tonta, ficando com a visão totalmente nublada.
Com a vista embaçada ainda conseguiu vislumbrar quando levaram um pano ao nariz de Rachel, que imediatamente desmaiou e foi colocada dentro do furgão desacordada pelos dois homens que a seguravam.
Quando já ia perder a consciência notou a proximidade do terceiro homem, ainda encapuzado com uma arma em punho. Com certeza fora ele quem lhe dera a coronhada. Ele se abaixou quase na altura do rosto de Quinn, que tentava não perder a consciência, mas não conseguia manter os olhos abertos. Achando que ela já estava inconsciente falou, sem sequer tentar disfarçar a voz.
– Eu falei que aquilo não ia ficar assim. – disse com ódio.
– Vamos de uma vez antes que alguém nos veja. – uma outra voz falou.
Se levantou e deu um chute no estômago da loira, que viu tudo escuro e desmaiou de vez.
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